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Gosto de escrever e aqui partilho um pouco de mim... mas não só. Gosto de factos históricos, políticos e de escrever sobre a sociedade em geral. O mundo tem de ser visto com olhar crítico e sem tabús!
A tensão entre a Venezuela e os EUA tem vindo a crescer. A situação agravou-se com o anúncio feito pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que dava ordem de "encerramento" do espaço aéreo venezuelano. O narcotráfico, é um problema real para os EUA, mas numa outra interpretação dos factos, podemos dizer que esta forte presença militar, pode também servir como pressão contra o regime de Nicolás Maduro. A Venezuela viu a mobilização dos seus cidadãos, criando milícias e "comandos de defesa".
Nicolás Maduro, acusado por muitos de ser um ditador, interpreta o posicionamento do arsenal americano e as ameaças de Trump, "como uma tentativa de o afastar do poder."
Donald Trump já tinha colocado na região das Caraíbas um grande dispositivo militar, "incluindo o maior porta-aviões do mundo," - o Gerald R. Ford, "com quatro mil soldados e 75 caças a bordo" - com a intenção de, ao que o mesmo afirma, acabar com o tráfico de droga e de pessoas na Venezuela. Desde setembro, os Estados Unidos destruíram já cerca de "20 lanchas supostamente envolvidas no tráfico de droga no mar das Caraíbas e no Pacífico, matando mais de 80 pessoas com recurso a ataques aéreos."
Trump recomendou às companhias aéreas comerciais que tivessem "extrema cautela” ao sobrevoar aquela região, o que muitas acabaram por fazer, receando que os voos pudessem de alguma forma ser atingidos em potenciais ataques de parte a parte. A TAP, que serve os milhares de emigrantes que se encontram na Venezuela, seguiu o exemplo de outras companhias aéreas e "suspendeu também os voos para Caracas," alegando falta de condições de segurança.
No seguimento deste aconselhamento de Trump, Maduro ameaçou que, ou as companhias retomavam os voos em 48 horas, ou não retomariam mais e, cumprindo a ameaça, revogou "as autorizações de operação de várias companhias aéreas, nomeadamente a TAP, Avianca, Latam, Turkish Airlines, Colombia e Gol," acusando-as de se "unirem aos atos de terrorismo" promovidos pelos Estados Unidos. Sem forma de sair do país, estão muitos emigrantes, muitos deles portugueses. Muitos desses portugueses, são madeirenses,
Trump deu agora a "ordem" de encerramento do espaço aéreo venezuelano - que, ao que se vai vendo nos noticiários, está a ser cumprida. O anúncio foi publicado nas redes sociais, onde se pode ler, algo como: “A todas as companhias aéreas, pilotos, traficantes de droga e traficantes de seres humanos, por favor considerem o espaço aéreo acima e em torno da Venezuela como encerrado na sua totalidade”. Ordens dadas a um outro estado? Envolvida está também a República Dominicana cujo governo, depois de uma reunião com o "secretário de Defesa dos Estados Unidos" Pete Hegseth, cedeu autorização para que os Estados Unidos possam "utilizar de forma provisória dois aeroportos no âmbito da luta contra o tráfico de droga na região."
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