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Descanso e pés na água...

por Elsa Filipe, em 17.08.23

No dia 11 terminei mais uma etapa da minha vida e comecei umas merecidíssimas e desejadas férias. A procura foi por um local onde pudesse descansar duas noites, que fosse perto de casa para não ter de conduzir muito e onde houvessem praias fluviais ou piscinas para passarmos bons momentos. A companhia, essa estava já muito bem escolhida! Optamos por ir durante a semana e fugir assim às correrias de fim de semana.

Assim, na segunda-feira saímos de casa pela manhã, começando por um bom pequeno-almoço de mãe e filho na Xandite do Seixal e onde preparamos juntos algumas partes do percurso até à pousada da Juventude de Abrantes, onde iríamos pernoitar as duas noites seguintes. Optamos por seguir pela EN10 até à A33 e depois fazer a EN118. Passamos a Ponte da Praia do Ribatejo (uma das pontes sobre o rio Tejo que liga a EN3 e a EN118).

A viagem foi sempre feita devagar para irmos apreciando a paisagem e à chegada a Constância, ficámos encantados. Parámos para almoçar e descansar um pouco na Praia Fluvial. A água é tão límpida como é gelada! A pequena praia que fica situada na margem esquerda do rio Zêzere,  na zona onde este se encontra com o Tejo, tem vigilância tanto da GNR como de Nadadores salvadores, não obstante o rio ser extremamente calmo nesta zona. Esta praia, que só foi inaugurada à cerca de um ano, apresenta também uma zona de relva, com excelentes sombras, cafés, restaurantes e fica junto a um pequeno parque de campismo.

Aproveitada a praia, chegamos finalmente a Abrantes. Começamos por visitar a Aquapolis, uma zona fluvial, não classificada como zona balnear, mas onde se pode passear junto ao rio Tejo. Este espaço público é ainda pontuado pela escultura da autoria de Charters de Almeida. É uma peça de grandes dimensões, na linha dos trabalhos de arte contemporânea, as “Cidades Imaginadas”, que o autor tem espalhadas um pouco por todo o mundo.

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Depois subimos até à zona onde se ergue o Castelo de Abrantes, numa curta visita. Dali pudemos desfrutar de uma vista ampla sobre a cidade e sobre o rio.

O Castelo, outrora constituindo a chamada Linha do Tejo, conjunto de fortalezas que atualmente faz parte da Região de Turismo dos Templários, tem um jardim fantástico, onde se pode dar um passeio, mas o melhor de tudo, na minha opinião é a vista que temos lá de cima. O Castelo de Abrantes foi conquistado aos Mouros por D. Afonso Henriques, na madrugada do dia 8 de Dezembro do ano de 1148, e por si doado em 1173, à Ordem de Santiago de Espada.

Do antigo e austero castelo medieval, envolto por um jardim público com uma invejável panorâmica, restam atualmente apenas a sólida Torre de Menagem, a Porta de Armas (no ângulo nordeste) e a arcaria de suporte a dois distintos panos de muralhas que servem de parapeito a um miradouro sobre a cidade.

A pousada da Juventude fica localizada na rota da Estrada Nacional 2, numa colina entre a cidade e o rio Tejo, perto do Hospital de Abrantes, num edifício antigo e um pouco degradado onde estão a decorrer obras.

É uma das 42 pousadas, que podemos visitar no nosso país, através do grupo MoviJovem. Eu e o meu filho gostamos bastante da Pousada, em especial do quarto onde pudemos descansar antes do jantar. Temos estacionamento gratuito.

Escolhemos um quarto sem casa de banho incluída e por isso usamos os balneários e não nos arrependemos, pois tinham ótimas condições, eram bastante espaçosos e estavam limpos. Cada chuveiro tinha ainda ao dispor gel de banho que podíamos usar, assim como um conjunto de toalhas para cada um no quarto.

O quarto era bastante razoável, embora só houvesse uma ventoinha para refrescar, o que eu acho que era pouco para o calor que se estava a fazer sentir. Apesar de tudo, a noite foi bastante tranquila. O pequeno almoço foi bastante bom para aquilo que era esperado e tinha bastante diversidade de produtos.

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Terça de manhã levantamo-nos cedo e depois do pequeno-almoço, fomos visitar a praia fluvial da Aldeia do Mato que fica em plena albufeira da Barragem de Castelo de Bode, na margem esquerda do rio Zêzere

A piscina fluvial flutuante tem sempre nadadores salvadores a garantir a segurança dos banhistas e está dividida em duas partes, uma maior para os adultos e outra mais pequena para as crianças. 

O percurso é demorado e cheio de curvas e a zona de praia estava um pouco suja.

Sinceramente, ficamos um pouco desiludidos mas ainda deu para descansar um pouco e estarmos os dois a jogar ao Uno na areia, mas pouco mais. Queriamos lá passar o dia, mas estava bastante vento e tornava-se desagradável estar na água. Por isso, optamos por tentar a nossa sorte noutro lado.

 

 

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Seguimos então para a zona de Cabeça Ruiva, para a praia fluvial de Pontes. Uma descida acentuada dá acesso aos carros até perto da praia (em ambos os casos, as estradas são estreitas e em caso de necessidade, penso que se poderão gerar situações complicadas).

Pelo caminho, apanhamos alguns figos, numa zona onde achamos que não devia haver problema (e soube tão bem!).

Deixamos o carro bastante cá em cima e descemos a pé. Reparamos logo que também aqui havia vigilância. Nesta praia, o ambiente era mais agradável, apesar de estar bastante gente, havia tranquilidade e sentimo-nos mais seguros. Existe uma piscina flutuante onde podemos tomar banho e nadar em segurança. 

No regresso, passamos pela pousada para um duche e fomos depois jantar. Nestes dois dias optamos por almoçar em formato piquenique e jantar "comida de plástico", uma vez que o intuito era descansar e não gastar muito.

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Depois fomos os dois passear pela zona do Rossio, do outro lado do rio, onde pudemos fazer uma pequena caminhada, ir ao parque e visitar as colunas que em tempos serviram de base à ponte das barcas. Pudemos ver o pôr do sol!

Na quarta, o dia foi passado na piscina municipal. O espaço não é muito grande, mas é ótimo para descansar e aproveitar as sombras das árvores e a piscina. A água estava ótima (o que para mim que sou muito friorenta é mesmo uma novidade) e por isso ainda aproveitei para uns mergulhos. Almoçamos num pequeno bar que há dentro do complexo.

A única coisa que nos incomodou um pouco por ali foram as vespas (estamos na natureza, não há nada a fazer) mas de resto foi um dia espetacular que compensou um pouco o dia de praias fluviais de ontem. 

 

 

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No caminho para casa paramos no miradouro sobre o Castelo de Almourol, já na EN118, na zona da Chamusca. Dali podemos ver um dos lados da fortificação que fica numa pequena ilhota a meio do Tejo. A sua história relembra a Reconquista do território durante a Idade Média. Quando aqui chegaram os cristãos em 1129, o castelo já existia sob o nome de Almorolan, tendo sido então incluído nas terras entregues à guarda dos Templários, sob as ordens de Gualdim Pais. Segundo uma inscrição existente na entrada, as obras de reconstrução datam de 1171. Era um dos sítios que eu gostaria de ter visitado, mas que não consegui.

Umas mini férias a repetir assim que possível. Valeram principalmente pelo encontro comigo mesma, pela possibilidade de descansar, de pôr a leitura em dia, os pés na água e das conversas com o meu filho. Dias maravilhosos!

 

Fontes:

http://turismo.cm-abrantes.pt/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Castelo_de_Abrantes

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publicado às 14:44

Trabalhar na área educativa - o que eu amo - faz com que chegue a esta altura e eu já esteja em ponto morto, sem forças nem energias. O verão e o calor, para quem sofre desta e de outras patologias, pode ser extremamente desgastante. Felizmente, tenho umas meninas espetaculares na minha equipa que me apoiam e me dão a mão quando preciso. Este ano, infelizmente, voltei a ter de conduzir, mas as idas à praia e outras voltas e viagens, têm sido mais fáceis, porque nos vamos substituindo umas às outras para não custar tanto! Só tenho a agradecer-lhes!

Pena que nem todos sejam assim e prevaleça a vontade de prejudicar os outros em vez de compreender e de ajudar, mas pronto. As pessoas com as quais nos vamos cruzando na vida, tornam-se especiais por isso mesmo e nunca vou esquecer estas pessoas especiais que, apesar de me conhecerem  só desde maio, me compreendem e apoiam.

Quanto ao calor... ui, não é fácil e nem sei se não acaba por se tornar pior do que nos dias de muito frio. O calor, pelo menos a mim, agrava-me as crises e, não me deixa dormir, o que torna alguns dos meus dias quase insuportáveis! Tenho inúmeras cãibas e espasmos que são difíceis de aguentar!

Mas tenho de aguentar, mesmo que custe. Este ano acho que nem férias vou ter, por isso, um dia de cada vez e muita medicação, para conseguir levantar-me da cama e ir trabalhar. O sol ainda é o que vai najudando, sabe bem o seu toque na pele - sempre com muito protetor - e a reposição de vitamina D que é essencial para quem padece destas coisas. 

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publicado às 19:20

Chegou o verão

por Elsa Filipe, em 22.06.22

Verão. Dias quentes, dias maiores, dias mais bonitos...

Não sei se entretanto me enganei na estação, ou se saí antes da minha paragem, mas está frio, estou cheia de dores e tive de ir novamente assaltar a farmácia. Não posso ficar na cama como me apetecia porque (felizmente) já em encontro a trabalhar e estou muito feliz com isso. Mas subir a escada até à minha sala tem sido um martírio nos últimos dias, apenas superada pela dura tarefa de voltar a descer. Sim, descer é bem mais custoso que subir, não me perguntem porquê.

E é isto, passar os feriados e fins de semana na cama e no sofá, apenas me obrigando a levantar para as coisas obrigatórias como levar o meu filho ou ir buscar e ir acompanhar os meus atletas aos jogos e torneios marcados e aos quais não posso faltar. De resto, estou a adorar a chegada do verão este ano...

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publicado às 16:42

Ir à praia com crianças é, para mim e para mais algumas pessoas, um drama! Chego a casa, em ponto de "não me toquem nem com uma pluma!"

Adoro praia mas passar o dia a contar cabeças - ou melhor chapéuzinhos iguais, torna-se mais do que cansativo, num stress diária. E isso porque o meu sentido de responsabilidade triplica, ou quadriplica nestes dias. A praia está cheia de gente e todos os cuidados são poucos. Começa logo nos dias anteriores com toda a preparação necessária para a própria viagem - seja para a praia, para a piscina, para uma visita a um museu... as carrinhas tem de estar impecáveis - regras, mecânica, cintos, banquinhos! Não sendo eu a responsável neste campo, o facto de ser uma das motoristas faz com que tenha de ter alguns cuidados, em especial, quando as crianças entram e saem, na viagem em si, no caminho escolhido, nos horários, engtre outras coisas...

E não se fica por aqui. Um diz que "no carro do pai já não usa o banquinho", o outro não quer ir na primeira volta e outros vão o caminho a bater com os pés no meu banco e a gritar! Ai que bom que é levar os meninos para a praia!

O trânsito? Tranquilo, primeira volta. Um pouco mais difícil, na segunda volta... na terceira já fico com cãibras de estar no pára arranca e tenho de parar para esticar as pernas, enquanto eles estão ansiosos para ir a banhos! Será óbvio que nem sempre as entidades patronais entendam - uns percebem isso, outros não, as dores não estão na cara. No primeiro dia, até se aguenta, mas depois, no segundo, terceiro, o corpo está rígido, tenho espasmos musculares, dormência durante a condução. Mas é tão bom ir para a piscina quatro semanas seguidas! É bom mas não é para mim... 

Se me posso negar, até podia, mas a recibos... ou faço ou salto fora da equipa. Adoro a parte d ensinar, de brincar, de corrigir trabalhos, de fazer projetos, de meter as mãos no barro... mas detesto as idas à praia! Please! Que este verão acabe rápido!!!

 

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publicado às 20:06


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