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A Amiga Olga

por Elsa Filipe, em 03.12.25

Lembro-me tão bem dela. Ainda no outro dia, numa rúbrica da rádio, ouvi António Sala (outro grande senhor) falar da parceria que tinham e como é que tinham sido os seus primeiros dias. Afinal, a voz da Olga é inconfundível e faz parte das minhas memórias de infância. A sua voz entrava-nos pelas salas dentro, transmitindo alegria.

Olga Cardoso era natural de Miragaia, Porto, onde nasceu em 1934. Começou a sua carreira "na comunicação muito cedo. Em 1949," com apenas 15 anos, começou a dar voz a novelas radiofónicas e, "em 1964, entrou para a Rádio Renascença, onde viria a construir praticamente toda a sua carreira." O programa matinal “Despertar, que apresentou com António Sala durante 17 anos," rapidamente se tornou num "fenómeno de popularidade e audiências." Este programa foi popular em Portugal, mas também junto das comunidades de portugueses lá fora, chegando a haver "emissões em direto de Viena, na Áustria, de Sevilha, em Espanha, de Macau e da Expo`98 e ainda a bordo de aviões, barcos ou submarinos."

"Em 1993, estreou-se na TVI" como apresentadora do concurso “A Amiga Olga”. Quem não se lembra do gongo e da famosa expressão "o dinheiro ou a chave?" e da emoção que era ver o prémio revelado. Uns melhores, outros piores, mas sempre divertido! O programa "esteve no ar um ano e três meses." Olga Cardoso, ainda se dedicaria à música, chegando mesmo a gravar dois discos.

Desde os 80 anos, que Olga vivia com o diagnóstico de Parkinson. 

Olga Cardoso faleceu no dia 2 na sequência de um AVC, com 91 anos. Desde

 

Fontes:

https://expresso.pt/cultura/sugestoes_culturais_televisao/2025-12-03-olga-cardoso--1934-2025--a-amiga-olga-morreu-aos-91-anos-8a418299

https://www.rtp.pt/noticias/cultura/radialista-e-apresentadora-amiga-olga-morre-aos-91-anos_n1702255

 

 

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publicado às 12:59

Faleceu Constança Cunha e Sá

por Elsa Filipe, em 02.12.25

Constança Cunha e Sá era uma referência no jornalismo nacional. Perdeu-se uma excelente entrevistadora. Acutilante, sarcástica e determinada, Constança apresentava uma singular rapidez de raciocínio, que se manifestava na sua forma de entrevistar as figuras mais importantes da política nacional.

Constança nasceu em Lisboa, no dia 23 de agosto de 1958. Licenciou-se em Filosofia, na Faculdade de Letras da Universidade Católica de Lisboa, e embora tenha chegado a trabalhar como professora, foi como jornalista que se destacou.

Iniciou a sua carreira em "1988, com 29 anos, na revista Sábado," sob direção de Joaquim Letria. Deixa de colaborar com esta revista em 2007.

"Em 1996, é nomeada directora do semanário O Independente," substituindo Paulo Portas. "Antes disso, tinha sido diretora adjunta do jornal, onde também assinava uma coluna de opinião." Escreveu ainda para para outros jornais portugueses, como o "Público, Jornal I, Jornal de Negócios e Correio da Manhã."

"Antes de começar a trabalhar na TVI como editora de Política," foi redatora principal do Diário Económico.

Na TVI, entre outros, modera A Prova dos 9, na TVI24, um programa de comentários sobre a situação politica, social e económica de Portugal.

Constança faleceu vítima de cancro, com apenas 67 anos. "Foi casada com Vasco Pulido Valente, com Simon Peter Stilwell, de quem teve um filho, Miguel Maria, e era viúva do também jornalista António Ribeiro Ferreira, que morreu em 2022." Era uma daquelas pessoas que dava gosto ver a fazer televisão, pois transmitia a certeza de que faria tudo pela resposta mais sincera e, muitas vezes, mais inesperada. Tinha uma postura de confiança, sem se deixar intimidar pelos seus entrevistados, fazendo comentário político como poucos têm a capacidade de fazer. 

Fontes:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Constan%C3%A7a_Cunha_e_S%C3%A1

https://rr.pt/noticia/pais/2025/12/02/morreu-a-jornalista-constanca-cunha-e-sa/450135/

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publicado às 23:27

Faleceu Francisco Pinto Balsemão

por Elsa Filipe, em 22.10.25

Foi Primeiro-ministro de Portugal entre janeiro de 1981 e junho de 1983, acreditava tanto na liberdade de imprensa, que fundou um dos mais conhecidos jornais da atualidade, ainda o país não era livre. Foi advogado, mas também jornalista, político, empresário.

Morreu ontem à noite, com 88 anos e a notícia da sua morte "foi comunicada pelo próprio primeiro-ministro durante o Conselho Nacional do PSD, à porta fechada, tendo sido ouvido um longo aplauso por parte dos conselheiros nacionais do partido do qual Pinto Balsemão foi fundador."

Luís Montenegro anunciou a intenção do Governo de decretar luto nacional no dia das cerimónias fúnebres. Já Luís Marques Mendes, candidato presidencial, "fez saber" durante esta madrugada, "que todas as ações de campanha agendadas para os próximos dias serão canceladas, por respeito à memória de Francisco Pinto Balsemão," que era "Presidente da Comissão Política da sua candidatura."

Francisco Pinto Balsemão, nasceu em Lisboa a 1 de setembro de 1937. Licenciou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e, desde cedo, "envolveu-se no mundo da imprensa, adquirindo experiência jornalística na revista Mais Alto e, posteriormente, no semanário e no matutino Diário Popular." No ano de 1972, fundou o grupo Impresa, de onde em 1973 sairia a primeira edição do semanário Expresso, o qual "se tornaria um dos jornais mais prestigiados do país, especialmente relevante no período de transição democrática."

Figura determinante não só na vida pública, mas também na vida política, "fez parte do grupo de jovens liberais que, ainda antes da Revolução de 25 de Abril, assumiu um papel de destaque na "Ala Liberal" da Assembleia Nacional." Em 1974, funda o "Partido Social Democrata" (na altura PPD-PSD), "juntamente com Magalhães Mota e Francisco Sá Carneiro," tendo sido o militante número 1" e, em janeiro de 1981, torna-se mesmo Primeiro-ministro, no "VII Governo Constitucional, tendo permanecido no cargo até junho de 1983." Foi durante o seu mandato que se negociou o dossier do "processo de adesão à Comunidade Económica Europeia," bem como a "revisão constitucional de 1982, que afastou definitivamente o Conselho da Revolução."

Dedicou-se de forma particular à causa da liberdade e do direito à informação. "A sua visão consistiu em fomentar a liberdade de informação, modernizar os meios de comunicação social e contribuir para a consolidação da democracia portuguesa."

Em 1986, Balsemão começa a preparar o caminho para um novo conceito televisivo, que levaria à implantação de um novo canal - a SIC. Em 1991, no governo de Cavaco Silva, viu uma brecha de negócio que daria lugar no ano seguinte à criação da primeira estação privada de televisão, a SIC – Sociedade Independente de Comunicação - numa panorâmica mais comercial e generalista, apostando desde logo na informação. A primeira emissão teria lugar a 6 de outubro de 1992, com a apresentação de Alberta Marques Fernandes. Dos sócios fundadores da SIC, faziam parte o "Jornalgeste," (que detinha o Jornal de Notícias, O Jogo e a Rádio Press, "o grupo Lusomundo" e o grupo "Soincom, com 25% do capital social," do qual faziam parte, entre outros, o "grupo Impresa de Francisco Pinto Balsemão (Expresso, A Capital, Exame)," o "grupo Impala (Maria, Mulher Moderna, Nova Gente, TV 7 Dias)," e a Rádio Comercial."

 

Fontes:

https://expresso.pt/francisco-pinto-balsemao--1937-2025-/2025-10-21-morreu-francisco-pinto-balsemao-ex-primeiro-ministro-e-fundador-do-grupo-impresa-99d66e8d

https://pt.wikipedia.org/wiki/Sociedade_Independente_de_Comunica%C3%A7%C3%A3o

https://www.publico.pt/2025/10/21/sociedade/noticia/morreu-francisco-pinto-balsemao-2151693

https://www.publico.pt/2025/10/21/sociedade/noticia/morreu-francisco-pinto-balsemao-2151693

 

 

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publicado às 07:20

Votos e canções

por Elsa Filipe, em 10.03.24

A celebração maior da democracia está no exercício do direito de voto. Esta é a única forma que temos de mostrar a nossa vontade. Seja ela qual for, o meu apelo é que todos exerçam esse direito.

No entanto e enquanto não sabemos quem ganhou, hoje vou fazer uma outra referência que também acho importante. A noite passada estive a assistir à final do Festival da Canção transmitido pela RTP1. Na minha opinião, podiam ter aproveitado este momento para um grande espetáculo televisivo, mas isso na minha opinião não aconteceu. Destaquem-se os 12 finalistas, uns melhores que outros (vai do gosto musical de cada um) mas no fim, a vitória de Iolanda, com a canção "O grito" foi bem merecida e acho que nos vai representar muito bem na Eurovisão em Malmö, na Suécia.

A cantora, natural da Figueira da Foz, chegou ao Festival através de um convite. É também compositora e "estreou-se em nome próprio em 2023 com o EP Cura, que incluía os singles Cura e Lugar Certo, lançados um ano antes." A jovem cantora passou pelo "BIMM Music Institute, em Londres, Reino Unido, e pelo Hot Clube de Portugal. Além de ser intérprete, escreve para artistas como Bárbara Tinoco ou Bárbara Bandeira." A canção, "co-escrita por Luar," foi apresentada por Iolanda toda vestida de branco e com dançarinos também eles todos cobertos de branco. Esta foi uma das canções a votos no Festival, mais ouvida "nas plataformas de streaming." 

Este ano assinalou-se também a passagem de 60 anos desde o primeiro Festival. A primeira vez que se realizou, com o nome de "Grande Prémio TV da Canção Portuguesa" foi "nos Estúdios do Lumiar, na noite de 2 de Fevereiro de 1964." Nesse ano, havia pela primeira vez a vontade de escolher uma "canção candidata" a representar o país no "Concurso Eurovisão da Canção."

Nesta primeira edição, de entre as 167 canções candidatas, ganharam destaque "António Calvário, Artur Garcia, Madalena Iglésias, Simone de Oliveira", que em 1964 apresentou o tema "Olhos nos olhos." A RTP, que no dia 7 celebrou 67 anos, tem já no ar um documentário que conta a história dos Festivais e que recomendo, a quem gosta de seguir este tema, que veja.

Foram muitas as canções que começaram nos Festivais mas depois se ligaram definitivamente à nossa história como povo. Exemplo disso: "Lusitana Paixão" (1991), "E depois do Adeus" (1974), ou "Tourada"(1973).

Em 67 anos de televisão, muita coisa mudou. A história da primeira estação de televisão portuguesa cruza-se com a história do país e acompanhou os 50 anos de democracia.

Fontes:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Festival_RTP_da_Can%C3%A7%C3%A3o

https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_Festival_RTP_da_Can%C3%A7%C3%A3o

https://observador.pt/2024/03/10/o-grito-de-iolanda-venceu-o-festival-da-cancao-e-vai-representar-portugal-na-eurovisao/

 

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publicado às 15:00

Nuno Graciano

por Elsa Filipe, em 08.12.23

Soube ontem ao final do dia que Nuno Graciano, que estava em coma desde esta segunda-feira depois de se ter sentido mal, não tinha resistido. Nuno deixa quatro filhos, a mais nova com apenas 13 anos. Nuno Graciano não foi uma figura amada por todos, muito pela sua forma de estar e pela maneira como reagia, mas foi uma figura presente nas televisões portuguesas durante muitos anos e foi reconhecido por muitos dos que hoje ouvi falarem sobre ele, como um homem direto e como um pai que punha os seus filhos em primeiro lugar.

Nuno Graciano nasceu no dia 14 de dezembro de 1968. Licenciou-se em Ciências do Desenvolvimento e Cooperação e estreou-se na televisão em 1994, com o programa "Doutores e Engenheiros" na TVI. Trabalhou também em outros projetos, como no "Não há crise" da SIC, em 2009, "Tás aqui, Tás Apanhado" em 2010, e em 2013, trocou o canal de Paço de Arcos pela CMTV, onde apresentou o "Manhã CM" ao lado da Maya. Em 2016, acabou afastado dos ecrãs por manifestar de forma aberta a sua opinião nesse canal e, nessa altura, acabou por enveredar pela vida de empresário, criando uma marca de queijo regional, chamada “Tio Careca”, onde entre vários produtos, produzia queijos da Serra da Estrela. O apresentador mostrou sempre que tinha sido injustiçado na altura e que, mesmo aqueles que ele um dia tinha ajudado, lhe tinham virado as costas quando ele precisou.

Em 2019, passou para o Canal 11, onde apresentou "O Meu Clube", dedicado a emblemas de escalões secundários do futebol português. Em 2021, foi candidato à Câmara de Lisboa pelo Chega, embora tenha afirmado depois que não concordava com as ideologias do partido. No Padrão dos Descobrimentos, Graciano apresentou-se como um democrata para quem “a liberdade não é a mesma coisa que libertinagem” e garantiu que aceitou o convite do Chega com a certeza de que continuaria a “pensar pela sua cabeça”.

Mais recentemente, voltou aos ecrãs, onde participou no programa da estação "Big Brother Famosos", em 2022 e este ano foi comentador no TVI Extra.

 

Fontes:

https://tvi.iol.pt/noticias/nuno-graciano/morreu-nuno-graciano/20231207/65721c30d34e371fc0bab665

https://www.dn.pt/media/morreu-nuno-graciano-tinha-54-anos--17466351.html

 

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publicado às 16:10

O que se está a passar na Guiné-Bissau?

por Elsa Filipe, em 04.12.23

A Guiné-Bissau é uma área geográfica ainda em vias de desenvolvimento que necessita prioritariamente que a paz social seja uma realidade. O presidente, Umaro Sissoco Embaló, reuniu hoje com o Conselho de Estado depois do Ministro das Finanças, Suleimane Seide, e do Secretário de Estado do Tesouro, António Monteirodo, terem sido libertados por ação do comandante da Guarda Nacional, que os levou para o quartel dessa força policial. Os dois estavam tinham sido detidos preventivamente pela polícia judiciária na passada quinta-feira, por ordem do Ministério Público que os investiga no âmbito de um processo de pagamento de dívidas a 11 empresas. O confronto entre a Polícia Militar e a Guarda Nacional, acabou em confrontos dos quais resultaram a detenção do comandante da Guarda e duas vítimas mortais.

No sábado, o presidente do parlamento guineense, Domingos Simões Pereira, informou que a sua residência tinha sido atacada por homens armados com armas de guerra na madrugada de sexta-feira. Simões Pereira, condenou, também, a atuação da Guarda Nacional e distanciou-se de qualquer apelo à violência. Apelou também ao povo guineense para se manter calmo e vigilante, mas exigiu que se esclareça toda a verdade em relação aos pagamentos efetuados aos empresários e os contornos que levaram aos tiroteios ocorridos na sexta-feira.

Sissoco Embaló considerou tratar-se de um golpe de Estado, resolvendo dissolver o parlamento esta manhã. Imediatamente depois do anúncio do Presidente da República, observou-se em Bissau, uma forte presença militar nas ruas. O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Geraldo Martins, continua em funções com “plenos poderes” e acumula a pasta das Finanças, por decisão do Presidente da República. Depois do anúncio da dissolução, vários militares invadiram os estúdios da televisão e da rádio estatais tendo os funcionários sido expulsos das instalações.

Fontes:

https://www.publico.pt/2023/12/04/mundo/not

icia/presidente-guinebissau-dissolve-parlamento-alegando-tentativa-golpe-estado-2072465

https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/televisao-e-radio-estatais-ocupadas-por-militares-armados-na-guine-bissau?utm_source=SAPO_HP&utm_medium=web&utm_campaign=destaques

https://sicnoticias.pt/mundo/2023-12-03-Presidente-da-Guine-Bissau-considera-confrontos-armados-tentativa-de-golpe-de-Estado-8e76002f

https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/guine-bissau-lider-do-parlamento-denuncia-ataques-a-sua-residencia-por-homens-armados

https://www.tsf.pt/mundo/televisao-e-radio-estatais-ocupadas-por-militares-armados-na-guine-bissau-17447272.html

 

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publicado às 20:13

No dia do Olá...

por Elsa Filipe, em 21.11.23

Olá!

Sabiam que hoje se assinala o Dia do Olá? Confesso que este é novo para mim, mas já existe desde 1973 em resposta à guerra Yom Kippur (guerra árabe-israelita), por ação de dois professores universitários norte-americanos (Brian McCormack da Universidade do Arizona e Michael McCormack da Universidade de Harvard). Atualmente é celebrado em mais de 180 países do mundo.

Políticos, líderes religiosos, vencedores do Nobel da Paz e celebridades são alguns dos maiores promotores deste dia, mas todos nos podemos associar! É uma forma de saudação, um cumprimento comum e simples, tantas vezes acompanhado de um sorriso. A sua importância? A de mostrar que as palavras valem mais do que as armas! Será isto verdade? Era bom que bastasse uma palavra, um Olá, um cumprimento, para acabar de vez com a falta de entendimento. Se todos entendemos um Olá, podemos todos conversar? Uma pequena palavra cheia de simbolismo, pequenina e tão poderosa!

Neste dia, celebra-se também o Dia Mundial da Televisão, que foi proclamado pelas Nações Unidas em dezembro de 1996, após o primeiro Fórum Mundial de Televisão. Em Portugal a televisão começou a ser transmitida em 1957, na Rádio e Televisão de Portugal (RTP), a preto e branco. O primeiro programa a cores a ser transmitido foi o festival da canção já no ano de 1980. A SIC chega até nós em 1992 e a TVI, no ano seguinte, em 1993.

Para mim, as emissões televisivas são uma companhia. Uma fonte de informação e de conhecimento, mas também de lazer. Para muitas pessoas, a televisão e quem nela "habita" são a sua família, que lhes entra pela casa todos os dias e as ajuda a passar pela solidão. Há casas onde a televisão está acesa e nunca se apaga, ocupando o lugar que antes era ocupado pelos locutores de rádio.

E o bom seria, mesmo, mesmo, que no dia do Olá, as televisões só nos trouxessem imagens bonitas e boas notícias! Mas o mundo não é tão belo, como a nossa imaginação...

Fontes:

https://www.calendarr.com/portugal/dia-mundial-do-ola/

https://www.calendarr.com/portugal/dia-mundial-da-televisao/

 

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publicado às 13:15

Luís Aleluia

por Elsa Filipe, em 24.06.23

Hoje soube pela manhã que tinha falecido o ator Luís Aleluia. Luís Aleluia, nasceu a 23 de fevereiro de 1960 em Setúbal e teve várias participações em teatro e televisão. Algumas horas antes de ser encontrado morto em casa que o ator Luís Aleluia, publicou um post na sua conta de Instagram em que praticamente fazia as despedidas de toda a gente, desejando ser recordado por todos os que dele gostavam, e com imagens da sua mulher e dos filhos. Não foram ainda transmitidas as causas de morte do ator, mas numa publicação de Zita, sua esposa, pode ler-se "O meu grande amor, preferiu partir mais cedo… Não estou de acordo! Mas, só me resta aceitar a tua última vontade." 

As primeiras suspeitas de que a morte de Luís Aleluia poderia não ser natural aconteceram a meio da tarde de ontem quando o próprio ator deixou um enigmático post no seu Facebook, quase uma mensagem de despedida, com o título: "Façam o favor de ser felizes." Com uma fotografia sua a preto e branco, uma da mulher e outra dos dois filhos, o ator escreveu ainda: "A memória de nós são pedaços de gente no coração dos outros."

Luís Aleluia não aparentava ter qualquer problema de saúde, ainda na semana passada foi um dos padrinhos da marcha do Bairro Alto, ao lado de Sónia Brazão, e estava a gravar a novela "Festa é Festa", da TVI. 

Esta tarde, o tradicional "Alta definição" da SIC dedica-se a repetir a entrevista dirigida por Daniel Oliveira, gravada quando o ator tinha 57 anos. Nessa entrevista, há uma frase do ator que me chama mais a atenção, que é quando ele fala sobre o seu ar de tristeza constante e ele diz "eu não sou amargo perante os outros, mas sou amargo por dentro".

De uma infância difícil, vítima de violência doméstica, o ator formou um caráter trabalhador e determinado, que escondia várias dores de alma. O pai é um homem doente que está internado no Caramulo, a mãe tendo refeito a sua vida, é vítima de violência doméstica por parte do seu padrasto. Luís é ele próprio desde cedo vítima da violência deste homem de quem a mãe sente necessidade de se separar de forma a terminar com este ciclo de violência. Viveu na pobreza, sem luz em casa, sem saneamento básico e sem os mínimos básicos. Aos nove anos, fica órfão de pai, e a mãe acaba por decidir sair de casa e Luís é então colocado na Casa do Gaiato, onde cresce com valores fortes ligados ao trabalho e ao respeito pelos outros. Mais tarde, a mãe refaz a sua vida com um homem completamente diferente, e aos 16 anos, Luís é trazido de novo para o seio da família, para perto da mãe e sendo adotado pelo seu novo companheiro, "foi o homem mais feliz com quem ela viveu." A mãe, apesar de tudo, era considerada a pessoa mais importante da sua vida.

Numa outra entrevista, a Manuel Luís Goucha, na TVI, diz Luís Aleluia que tem "uma admiração muito grande pelas mulheres e homens que têm que deixar os filhos e dá-los para a adoção porque o Estado não lhes criou as condições propícias para os criarem. As crianças não deviam ser tiradas dos seus familiares. As famílias é que têm de ser apoiadas." O ator e a sua mulher, Zita, pensaram desde logo em adotar, mesmo que tivessem tido filhos biológicos (o que não foi possível). Luís e a mulher tinham dois filhos, ambos adotados.

Luís Aleluia revelou que não era o Teatro a sua meta de vida e que "queria ser advogado." O primeiro espetáculo em que participou foi "O julgamento do Lobo", no caso a fazer uma substituição.

O ator ficou célebre pela interpretação como "Menino Tonecas" na série da RTP, "As Lições do Tonecas", da década de 90. A personagem "Tonecas" foi aquela que mais se colou à sua pele, o que o próprio ator achava injusto. Apesar do sucesso da série, passou muito tempo até ter novamente trabalho. De facto, acabou mesmo por criar a sua própria produtora. Em 2012, regressa à RTP com "Bem-vindos a Beirais", em que interpretava um agente da GNR, o guarda Júlio.

Em 2020, Luís Aleluia esteve na novela ‘Golpe de Sorte’, da SIC, onde interpretou o padre Alexandre Bento, e depois participou na série de sucesso ‘Pôr do Sol’, da RTP, no ano seguinte, tendo tido ainda uma pequena participação na minissérie sobre Marco Paulo, da SIC. 

Outra frase que ele disse durante a entrevista transmitida na SIC, foi "nunca e inibam de dizer ao ator que gostam dele". Na realidade, o ator foi um dos exemplos de pessoas desta área que nem sempre foram devidamente valorizados. "Nós precisamos de ser adotados pelo público. Nós, artistas. Deem-nos colo, deem-nos abraços."

Atualmente fazia parte da direção da Casa do Artista, numa direção onde também fazem parte os atores José Raposo e Sofia Grillo, entre outros. Ainda na sexta feira de manhã tinha estado nas instalações da associação, em Carnide, onde recebeu Natalina José, transferida para lá depois de ter alta do hospital, onde deu entrada em consequência de um acidente de viação. Tinha também uma peça de teatro preparada - 'Que Bonito Serviço' - para levar ao palco no Casino Lisboa, entre 8 de setembro e 1 de outubro.

Fontes:

https://sic.pt/sic/luis-aleluia-1960-2023-viver-e-um-fosforo-e-a-genta-lixa-se-ha-encontros-e-ha-abracos-que-nao-se-devem-adiar/

https://tvi.iol.pt/noticias/luis-aleluia/o-menino-tonecas/a-minha-necessidade-de-afeto-e-de-tal-ordem-que-muitas-vezes-me-escancaro-luis-aleluia-1960-2023/20230624/6496eaeed34ea91b0aaddcb8

https://magg.sapo.pt/atualidade/artigos/luis-aleluia-despediu-se-antes-de-ser-encontrado-morto-a-mensagem-arrepiante-que-deixou-horas-antes

https://www.flash.pt/celebridades/nacional/detalhe/os-ultimos-dias-da-vida-de-luis-aleluia-a-casa-do-artista-as-marchas-e-a-novela-que-estava-a-gravar-para-a-tvi

https://www.flash.pt/celebridades/detalhe/afinal-o-que-aconteceu-ator-luis-aleluia-decidiu-partir-mais-cedo-aos-63-anos-de-idade

 

 

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publicado às 15:50

Mimi vence Festival

por Elsa Filipe, em 12.03.23

Mimicat é a vencedora deste ano do Festival RTP da Canção, com "Ai coração", uma música alegre, divertida, com sonoridades da música tradicional portuguesa misturadas, misturadas com ritmos latinos e pop music.

Performer, intérprete e compositora desde muito jovem, Mimicat, o alter ego de Marisa Isabel Lopes Mena, nascida há 38 anos em Coimbra, surgiu em 2014, depois de uma muito aguardada revelação de uma cantora que gravou o primeiro disco aos 9 anos. Com uma voz quente e forte, característica da soul-pop anglo-saxónica, edita em 2014 o seu primeiro álbum como Mimicat, intitulado For You, que teve como primeiro single o tema Tell Me Why. De 2015 a 2016 passou por alguns dos maiores palcos portugueses (Festa do Avante, Sol da Caparica, Edp Cool Jazz, Meo Marés Vivas, Culturgest, entre outros) e fez a sua estreia internacional com concertos no Brasil. Num registo pop sem nunca perder a força e o carisma que a caracterizam, lançou em 2017 o álbum Back in Town.

Em 2019, Mimicat lança a sua primeira canção em português, Até ao Fim, uma homenagem aos 50 anos de amor dos seus pais, e que surgiu durante a sua gravidez. Depois da paragem para o primeiro filho, regressou em 2021 com o single Tudo ao Ar. No ano passado, apresentou o novo single em português Mundo ao Contrário.

Participou, com apenas 15 anos e com o nome artístico de Izamena, na 3ª semifinal do Festival RTP da Canção 2001 com a canção "Mundo Colorido", mas não conseguiu nesse ano a passagem à final.

Segundo a própria, a Mimicat é "uma Marisa um bocadinho mais vaidosa, um bocadinho mais atrevida. É aquilo que a Marisa não pode ser no dia-a-dia, quando vai na rua". O pseudónimo soou-lhe bem no primeiro instante. Afinal, já há muitos anos que era chamada de Mimi pela família. Bastou juntar Cat à alcunha, para dar um toque mais pessoal ao nome.

A inspiração para escrever as canções e para escolher a sua sonoridade, provém de músicos como Ella Fitzgerald, Jill Scott ou Ray Charles. com uma clara preferência por músicos que vão desde os anos 30/40 até aos anos 70.

Mimicat aposta forte na imagem, no realce da beleza feminina.

Festival RTP da Canção 2023 foi o 57º Festival RTP da Canção. A primeira semifinal teve lugar no dia 25 de fevereiro e a segunda no dia 4 de março, nos estúdios da RTP, em Lisboa. A final foi disputada no dia 11 de março, também nos estúdios da RTP. 

A RTP convidou 15 compositores para que apresentassem uma canção original e inédita, sendo estes os responsáveis por definir os respetivos intérpretes para as suas canções.

As restantes cinco vagas de compositores resultaram da abertura a candidaturas espontâneas de canções originais e inéditas com uma duração máxima de três minutos. Aqui, puderam concorrer todos os cidadãos de nacionalidade portuguesa ou residentes em Portugal, tivessem ou não trabalhos publicados, o que inclui os portugueses que vivam fora do país, assim como os cidadãos dos PALOP ou de outras nacionalidades que residam em Portugal.

Foi constituído um júri para as avaliar, sendo os concorrentes vencedores convidados a apresentá-las a concurso nesta edição. Segundo as regras, cada canção tem a duração máxima de 3 minutos, podendo ser apresentada em português ou numa outra qualquer língua estrangeira.

 

Fontes:

https://media.rtp.pt/festivaldacancao/autores/mimicat/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Mimicat

https://mag.sapo.pt/musica/artigos/mimicat-a-mimicat-e-a-marisa-um-bocadinho-mais-vaidosa-e-um-bocadinho-mais-atrevida?artigo-completo=sim/

https://media.rtp.pt/festivaldacancao/artigos/mimicat-e-a-grande-vencedora-do-festival-da-cancao-2023/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Festival_RTP_da_Can%C3%A7%C3%A3o_2023

 

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publicado às 12:50

Dia mundial da televisão

por Elsa Filipe, em 21.11.22

A televisão veio revolucionar os meios de comunicação social, mas veio também alterar as rotinas de muitas famílias.

Hoje celebra-se o Dia Mundial da Televisão.

Foi a 15 de dezembro de 1955 que a RTP — Radiotelevisão Portuguesa foi constituída, por influência do ministro da presidência, Marcelo Caetano, que conseguiu exercer influência junto de António de Oliveira Salazar, o então chefe de estado português. Assim, às 21h30 de 4 de setembro de 1956, começaram as primeiras emissões experimentais do canal público. 

A partir de 7 de março do ano seguinte, iniciaram-se as emissões regulares que, nessa altura, só podiam ser captadas na região de Lisboa. Como quase ninguém tinha um aparelho de televisão em casa, as pessoas procuravam alguns locais para assistirem às emissões.

A televisão portuguesa tinha regras mais rígidas do que as outras televisões, porque nessa altura, Portugal estava ainda "sob o pulso forte da ditadura imposta pelo Estado Novo e a televisão, tal como todos os outros meios de comunicação social existentes nessa altura em Portugal, estava sob o controlo da censura. A 25 de abril de 1974, a revolução e a consequente queda da ditadura portuguesa, fez com que o país se libertasse da censura.

A emissão regular a cores em Portugal, só acontece em março de 1980, com o Festival RTP da Canção.

Desde o seu início, a televisão trouxe-nos uma certa magia e algum deslumbramento. Em casa, gosto de rever alguns programas mais antigos, mas não sou saudosista. Relembro aqueles grandes comunicadores que fizeram parte da minha infância e relembro aquela televisão enorme com imagem a preto e branco que havia em casa da minha avó e que tinhamos de estar sempre a sintonizar. Lembro-me da música de abertura da emissão pela manhã, pois era a essa hora que estava a beber o leite para ir para a escola.

A televisão é para mim ainda hoje uma companhia. 

 

Fontes:

https://arquivos.rtp.pt/conteudos/1a-emissao-experimental-da-rtp/

https://magg.sapo.pt/televisao/artigos/dia-mundial-da-televisao-como-foi-a-primeira-emissao-dos-canais-generalistas-portugueses

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