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Caderno Diário

Escrever é algo que me apraz. Ante a minha vontade de criar, muitas vezes me falta tempo. Aqui passo da vontade à prática. Este é um caderno onde escrevo sobre a minha vida pessoal e temas da atualidade que me fazem refletir.

Caderno Diário

Escrever é algo que me apraz. Ante a minha vontade de criar, muitas vezes me falta tempo. Aqui passo da vontade à prática. Este é um caderno onde escrevo sobre a minha vida pessoal e temas da atualidade que me fazem refletir.

Rayan

O mundo tem os olhos postos num buraco que se abriu para as profundezas e onde um menino, 5 anos, caiu.

O mundo tem os olhos postos nas ações das equipas que o tentam tirar de lá, esperando o erro, para criticar, dizer fazer, mas não é todo o mundo que está lá... são eles que cavam a terra suja e dura nas suas mãos e com o coração apertado tentam um último esforço, talvez no fim já sabendo que nada havia a fazer por ele...

Só o querendo resgatar do coração da terra, dar-lhe finalmente o calor de um colo, de uma manta, de um toque humano...

O mundo tem os olhos no pai que coloca a mão sobre a mãe e a conforta quando, talvez já o soubessem dentro do coração sangrante, adivinham o fim trágico de um da sua prole...

O mundo tem os olhos na mãe e nos seus gestos, no conforto que ela tenta dar à comunidade que a apoia com comida em tom de agradecimento, quando ela mesma sabe que é apenas o que pode fazer, esperar e agradecer...

O mundo quer estar ali, para ajudar, mas não está, estamos do lado de cá do ecrã a espreitar ocasionalmente o buraco, onde caiu o menino que uniu por horas o mundo, além de credos, regiões e religiões.

E ele descansou, deixou-se levar no embalo do sono, do frio, da fome... alheio ao murmurinho do mundo.

 

Ciclos

Ao longo dos séculos, os ciclos vão-se repetindo.

Acho que estamos a viver mais um ciclo de seca, com consequências que podem vir a ser drásticas para a agricultura, para a pecuária, para a produção de energia, para a nossa economia, e consequentemente, para a nossa vida.

Em todos estes aspetos, a descida dos níveis de água nas nossas barragens preocupa-me. A chva não chegou quando devia e não me parece que esta prestes a chegar. E se vier, a partir de dada altura trará mais problemas do que soluções.

Janeiro, não é mês de incêndios florestais. Não nos podemos esquecer que a maioria dos bombeiros vive (ainda) de equipas sazonais que estão previstas só para o mês de Maio, e embora consigam solucionar as ocorrências que vão surgindo fora de época, não é suposto que estas estejam nestes níveis em Janeiro.

Também nos devemos recordar que a população rural depende dos rios e das albufeiras. Que as rações são recursos caros que são usados quando faltam os pastos para o gado.

O turismo, em especial o que vive das albufeiras e praias fluviais, onde grandes investimentos foram feitos nos últimos anos, está em causa! 

E os ciclos fazem-nos pensar que ainda estão para vir diversas complicações que não estamos de momento assim tão cientes. Temos de estar atentos, porque devemos aprender com os erros do passado.

Jorge Sampaio

O ex-presidente da República Portuguesa, Jorge Sampaio morreu com 81 anos, no hospital de Santa Cruz, em Lisboa, onde estava internado desde o final de agosto, devido a dificuldade respiratória e doença cardíaca que já o acompanhava desde há muito.

Filho de mãe professora de inglês, de quem herda o rigor, e de pai médico, investigador, de quem herda a preocupação com o serviço de saúde público, criado numa família burguesa, democrática, que marcou a sua educação e personalidade. Irmão do conhecido psiquiatra Daniel Sampaio. Casou com Maria José Ritta, em Abril de 1974, de quem teve dois filhos, Vera e André, e com quem partilhou a vida privada e pública.

É em 1958, que desponta o seu entusiasmo pela política, talvez por ser o ano da campanha do General Humberto Delgado às presidenciais e ele, mesmo que ainda com 19 anos numa ditadura em que a maioridade era atingida apenas aos 21, ser já presidente da Associação Académica da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Havia a vontade de fazer algo e Jorge Sampaio estaria no momento e local exatos para poder fazer a diferença. Funda o MAR (Movimento de Ação Revolucionária), o MES (Movimento de Esquerda Socialista) e o IS (Intervenção Socialista) antes de, em 1978, se tornar militante do PS (Partido Socialista). Embora mais tarde tenha reconhecido publicamente "o erro" de não ter-se inscrito mais cedo, em 1963, quando o PS foi fundado.

Durante quase 30 anos, desempenhou cargos políticos, tendo sido líder do PS. Em 1996 ganha a presidência da República a Soares, só deixando o lugar 10 anos depois. O homem da frase "há vida para além do orçamento" (2004), era tímido e discreto, mas ao mesmo tempo demonstrava uma cultura acima da média. Nem sempre entendido, afirmava que a "democracia global" teria de envolver a "democracia participativa e não só a representativa", mostrando uma preocupação com o futuro do país e do mundo, em especial com os países de expressão portuguesa.

Passou por cinco governos, e entre outros acontecimentos marcantes, assistiu há 21 anos à aprovação de um orçamento que valeu grande investimento na zona do Minho e o famosos "queijo Limiano", assistiu à queda de Guterres e conviveu com Durão Barroso e com a sua "mentira" sobre a Cimeira das Lajes, interrompeu o caminho de Santana Lopes dissolvendo a Assembleia e abriu o caminho para a eleição de José Sócrates. Foi ainda responsável pelos primeiros referendos nacionais, foi recordista de vetos (22, todos ganhos), percorreu os 308 concelhos do país. Não escapou aos escândalos da Universidade Moderna e da Casa Pia e teve um papel fundamental na independência de Timor Leste, que visitou assim que lhe foi possível. Foi o primeiro chefe do Estado português a fazê-lo.

No fim da presidência da República, Kofi Annan escolhe-o primeiro para lutar contra tuberculose e depois para unir as civilizações. O desempenho dessas funções valeu-lhe uma distinção da Organização Mundial de Saúde e o primeiro prémio Nelson Mandela instituído pelas Nações Unidas para premiar "feitos e contribuições excecionais ao serviço da humanidade".

 

Afetações e limitações de circulação

Os casos estão a aumentar muito no Seixal e em Sesimbra. Infelizmente, estas regiões têm sido notícia quase todos os dias, expondo-se as nossas gentes ao olhar inquiridor e maldoso de tanta gente.

Hoje em comunicado do Conselho de Ministros, Seixal e Sesimbra são aplicadas as medidas de Risco muito elevado, o que significa entre outras coisas que voltamos a estar confinados das 23h00m às 05h00m. Todas estas medidas são necessárias, embora me incomodem a mim como incomodam muita gente. A minha vida pessoal não devia estar dependente das medidas anunciadas nas notícias, mas estão. Preciso saber diariamente o que se espera de mim, dos meus comportamentos, para saber até onde posso levar as minhas liberdades. Se saio, se vou, se não vou... 

 

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