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Dia Internacional da Paz

por Elsa Filipe, em 21.09.25

Celebra-se hoje a Paz! 

Era tão bom que fosse uma realidade, mas infelizmente, parece que estamos cada vez mais perto do alargamento da guerra e a uma distância cada vez maior da tão desejada paz. "Este Dia foi estabelecido em 1981 e proclamado na Resolução 55/282, adotada na Assembleia Geral da ONU a 28 de setembro de 2001."

Nesta data, tenta-se assinalar o desafio internacional pela paz "através da observação de 24 horas de não-violência e de cessar-fogo em todo o mundo." Este ano, acrescenta-se uma outra iniciativa, simbólica, em que se juntam o "Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC)", a "UNICEF Portugal" e um  "grupo de personalidades públicas", que concretizam a "iniciativa #JanelaBrancaPelaPaz" em que se desafiam "todas as pessoas e entidades a decorarem, nesse dia, a sua janela com uma peça branca para evocar a importância da Paz e para mostrar a sua solidariedade para com todos os que vivem em situação de guerra ou de conflito." Uma ação pacífica e fácil de concretizar. Mas o que é a Paz, nos tempos que correm? Estamos em Paz armada? Ou envolvidos numa guerra através das alianças criadas? E sobre a política externa? Estaremos apenas a seguir na cauda daquilo que os outros querem ou estaremos a pensar naquelas que devem ser as nossas prioridades? Não sabemos...

A ação que mais se destaca é a oficialização por Portugal e por outros nove países, do "reconhecimento do Estado da Palestina." Esta "decisão do governo" é apoiada pelo "o Presidente da República" que “acompanhou todo o processo”. Aliás, destaque-se a ida de Marcelo Rebelo de Sousa a Nova Iorque, onde será feito o anúncio, o qual está previsto "para as 15h15 (20h15, hora de Lisboa) e será proferido por Paulo Rangel, antes da Conferência de Alto Nível das Nações Unidas, que se realiza na segunda-feira, em Nova Iorque." Porquê agora e não antes? 

A posição portuguesa, não é no entanto, unânime, com "o partido conservador CDS-PP, parceiro da coligação do atual executivo," a discordar "do anúncio, afirmando que o mesmo “é inoportuno”.

De acordo com o presidente da República e dos apoiantes da decisão, a posição do Estado português passa por "defender a moderação para que essa fórmula [de dois Estados, de Israel e da Palestina] seja possível, e afastar-se dos radicalismos." Entretanto, Londres já avançou com o reconhecimento, praticamente ao mesmo tempo que o Canadá e que a Austrália.

Fontes:

https://eurocid.mne.gov.pt/eventos/dia-internacional-da-paz

https://pt.euronews.com/2025/09/21/portugal-e-mais-nove-paises-preparam-se-para-reconhecer-estado-da-palestina-neste-domingo

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publicado às 15:50

... e que ainda hoje nos faz tremer quando ouvimos falar em armas nucleares ou mesmo em energia nuclear, foi lançada há precisamente 80 anos.

Se acabou com a guerra? Não acredito que o tenha feito, pelo menos não no que se refere à situação na Europa.

Se era necessária e imprescindível o seu lançamento? Só se for por mostrar a força de uma grande potência, atacada, inferiorizada e que teve de se mostrar mais forte. É este o risco do nuclear. Não são as bombas... é quem está atrás do "botão".

Continua então a haver risco... continua então a ser preciso falar disto, todos os anos, todos os dias se preciso for. Para que ninguém se esqueça que a morte está apenas dependente da decisão de alguém. Alguém com poder em mandar...

O material usado para a primeira bomba ("Little Boy") foi o urânio 235. A bomba foi transportada pelo avião "Enola Gay" e o seu rebentamento "causou a morte imediata de 70.000 pessoas, um número que subiu para 140.000 no final daquele ano." Os efeitos foram agravados porque o engenho tinha sido programado para explodir acima do solo e não quando embatesse nele, ou seja, não houve qualquer absorção da energia que se espalhou por vários quilómetros. Na tarde do ataque, uma chuva negra começou a espalhar a radiação, que viria a matar milhares de pessoas e a causar danos irreversíveis em muitas outras.

O que ainda hoje está em causa - em termos históricos, podemos dizer que a bomba foi lançada "ontem", pois ainda há danos a serem atualmente descobertos, pessoas afetadas e seus descendentes ainda vivos - é se o seu lançamento era imprescindível para terminar com a guerra ou se foi apenas uma manifestação do poder americano. E este é um tema que ainda nos nossos dias é complicado de discutir...

Justificar-se-iam os milhares de mortos, ou teria havido outra forma de amedontrar os inimigos e fazê-los depôr as armas? Talvez isso nunca se venha a saber, principalmente devido à forma como a opinião pública à época era levada a entender a guerra e as suas consequências. Hoje vemos imagens terríveis, fotografadas e gravadas logo após a explosão, que nem sequer nos mostram exatamente o que ocorreu no local do impacto, mas na época, a quantas pessoas chegaram essas imagens? Poucas pessoas na Europa tinham acesso naqueles dias a ver as notícias na televisão (em Portugal a televisão pública chegaria em 1957) e ou jornais que chegavam às bancas eram, em muitos casos, sujeitos a censura prévia. Não houve o impacto que teria hoje, afinal, para muitos europeus e americanos foi o cessar de uma ameaça real - os ataques dos japoneses eram vistos como altamente eficazes e mortais, um risco ao qual tinha de ser posto cobro. Já para nem falar que na altura ninguém navegava na Internet... e há aqui muito mais a dizer e a analisar, ainda nos tempos que correm.

A descoberta da fissão nuclear que depois viria a dar origem à bomba, ocorreu "dois meses antes do início da Segunda Guerra Mundial," num laboratório de Berlim. Os três físicos, a que a bomba deve a sua origem, chamavam-se "Otto Hahn, Lise Meitner e Fritz Strassman." Perguntamo-nos para já, como é que começou a II Guerra Mundial.

Apesar de se apontar a invasão da Polónia (em 1939) pelas tropas de Hitler, como fator percursor deste conflito,houve vários acontecimentos que foram alargando as tensões que se viviam desde a Primeira Guerra. Esta invasão vem no seguimento da assinatura de um "Pacto de Não-Agressão" e de um protocolo secreto que tinha como uma das suas cáusulas a divisão do Leste da Europa entre si.

Aquando da invasão da Polónia, a Inglaterra e a França fizeram um ultimato aos alemães, que dois dias depois daria início ao ataque contra a Alemanha por parte destes países. Poucos dias depois, a Rússia (através do protocolo assinado entre as duas potências) avança também, invadindo a Polónia.

No entanto, temos de nos afastar um pouco e olhar também para o resto das anexações e tratados, que já tinham entretanto começado a delinear os dois grandes blocos que se oporiam: de um lado o Japão (que em 1937 tinha atacado a China), a Alemanha (que em 1938 tinha anexado a Áustria) e a Itália, do outro lado a União Soviética, a China e o Reino Unido. Em 1939, quando a Alemanha viola o Acordo de Munique assinado no ano anterior, ocupando as províncias resultantes do desmantelamento da Checoslováquia e a Itália anexa a Albânia, o clima já estava suficientemente quente para se evitar a Guerra.

O ataque dos japoneses a Pearl Harbour ocorreria em 1941e levaria os EUA a juntarem-se ao conflito, naquela que seria apelidada de "Guerra do Pacífico" e que levou a vários ataques (sobretudo aéreos) sobre Tóquio e outras cidades nipónicas. No mesmo dia em que decorria o ataque ao porto americano e que levou à morte de milhares de soldados, "a aviação japonesa atacou vários objetivos estratégicos: Manila, nas FilipinasMalásiaSingapura e Hong-Kong, enquanto as forças terrestres desembarcavam no Bornéu britânico e no Norte da Malásia; foi também por essa altura que a Tailândia foi ocupada." A guerra parecia estar a virar e, os americanos, não estavam a conseguir derrotar as tropas japonesas, apesar de vários ataques bem sucedidos. As perdas de vidas eram aos milhares de ambos os lados. Em junho de 1942, os EUA começam a ter novamente algum domínio e recuperam territórios entretanto perdidos para o inimigo.

Entretanto, Roosevelt receberia uma carta de Albert Eistein que o avisava da possibilidade da Alemanha estar a tentar fabricar uma bomba com grande capacidade destrutiva, o que levaria o presidente dos EUA a autorizar o início do Projeto Manhattan, "uma corrida para vencer a Alemanha no desenvolvimento de armas atómicas." Este projeto seria liderado pelo "físico Robert Oppenheimer (1904-1967)," e conduziria os EUA para os dois ataques mais mortíferos da história. A ideia seria a de criar algo que dissuadisse os alemães a usar a energia nuclear - o que mais tarde, viria a designar-se como "o princípio da destruição mútua assegurada (ou MAD), intimamente relacionado com a teoria da dissuasão" - mas o que aconteceu foi um ataque que matou milhares de pessoas.

Apesar dos progressos americanos, a guerra parecia estar a terminar com a queda da Alemanha no ocidente, mas o Japão ainda continuava a atacar territórios defendidos pelos americanos, incluindo a  dominava "a Indochina, grande parte da China continental, a Indonésia e muitas ilhas dispersas." Para os EUA, era impensável desistir e deixar de dominar o Japão, mas isso não iria ser facilmente conseguido. "Perante este cenário, o presidente americano Truman tomou a decisão de lançar a bomba atómica sobre Hiroshima." Iria seguir-se Nagasáqui a 9 de agosto, enquanto a URSS voltava a entrar no conflito, atacando "o Japão nos seus domínios continentais da Manchúria e da Coreia."

Depois do lançamento da bomba sobre Hiroshima, seria lançado um segundo engenho sobre a zona de Nagasáqui. Então, podemos afirmar que foi uma defesa e que era essencial o lançamento das bombas, ou terá sido um aproveitamento, um último recurso contra uma força que, apesar de todos os ataques, não se estava a deixar fragilizar?

A ONU, criada em outubro de 1945, viria, anos mais tarde, a propor um Tratado para evitar que Hiroshima e Nagasaki se viessem a repetir. Vários países assinaram o Tratado, mas nem todos se mantém longe da corrida ao armamento de destruição em massa. O Japão foi um dos países que nunca chegou a aderir ao "tratado da ONU sobre a proibição de armas nucleares, assinado em 2017."

Ver também:

https://elsafilipecadernodiario.blogs.sapo.pt/dia-internacional-para-a-eliminacao-188777

https://elsafilipecadernodiario.blogs.sapo.pt/75-anos-de-hiroshima-292410

https://elsafilipecadernodiario.blogs.sapo.pt/50-anos-contra-as-armas-nucleares-283933

Fontes:

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cydzer73zd7o

https://www.publico.pt/2023/08/06/opiniao/opiniao/lancamento-bomba-atomica-78-anos-dilema-etico-2059311

https://sicnoticias.pt/olhares-pelo-mundo/2025-08-06-video-hiroshima-assinala-80-anos-da-bomba-atomica-13d06925

https://theconversation.com/80-anos-depois-o-que-aconteceu-com-os-sobreviventes-de-hiroshima-e-nagasaki-262756

https://www.infopedia.pt/artigos/$guerra-do-pacifico-(1941-1945)

 

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publicado às 20:10

Tempestade Eowyn atinge Irlanda

por Elsa Filipe, em 24.01.25

Batizada como Éowyn, esta está já a ser considerada a “tempestade de uma geração”, pela força dos ventos que têm atingido a região da Irlanda e que se podem equiparar quase a ventos ciclónicos, que chegaram a ter "rajadas de 183 km/h."

Durante esta madrugada, os ventos fortes atingiram especialmente a Irlanda e a Irlanda do Norte deixando "quase um terço das casas e empresas irlandesas sem electricidade."

Pelo menos uma pessoa morreu quando um carro caiu sobre a sua viatura no condado de Donegal, em Belfast.Cerca de "90 mil pessoas" estão também "sem acesso à internet. Centenas de voos foram cancelados, incluindo quatro com destino a Lisboa, e algumas escolas e serviços de transportes públicos foram encerrados." Apesar desta tempestade não atingir diretamente Portugal, surgirão algumas situações que se podem tornar mais complicadas, especialmente, nas zonas consideradas de cheia. O vento forte pode também levar à queda de árvores e de estruturas.

Depois desta tempestade, espera-se agora uma depressão que atingirá também a Península Ibérica, com previsão de "períodos de chuva persistente na região do Minho e rajadas de vento até 80 km/h." Nas zonas litorais, podemos vira a ter forte agitação maróitica, com ondas "entre os 5" e os "6 metros de altura, a partir do período da tarde e na segunda-feira, com a possibilidade da altura máxima" poder vir a "atingir os 11 metros."

Tendo em conta estas previsões, o melhor é mesmo prevenir e, se possível, ficar em casa.

Fontes:

https://www.publico.pt/2025/01/24/azul/noticia/tempestade-geracao-eowyn-atinge-irlanda-rajadas-183-kmh-2119973
https://sicnoticias.pt/meteorologia/2025-01-24-depois-da-tempestade-eowyn-vem-ai-a-depressao-herminia-que-devera-atingir-todo-o-pais-237d924e

 

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publicado às 21:02

No norte do País de Gales, "dez pessoas, incluindo cinco crianças, foram resgatadas," depois de terem sido arrastadas por um deslizamento de terras."
Em Hampshire, Inglaterra, "um homem de 60 anos morreu depois de uma árvore ter caído em cima do veículo em que seguia," estando neste caso a causa da morte a ser investigada.

Devido à tempestade, "que assolou o país com chuvas torrenciais e fortes rajadas de vento durante o fim de semana," foram vários os operadores ferroviários que tiveram de cancelar os seus serviços. "Árvores caídas para linhas de comboio interromperam os serviços entre Londres e o Aeroporto de Stansted."

As estradas transformaram-se em autênticos "cursos de água," com as "principais estradas de Northamptonshire e Bristol" a serem encerradas. Vários voos sofreram atrasos no "aeroporto de Newcastle" e muitos ficaram mesmo em terra.

Fontes:

https://sicnoticias.pt/meteorologia/2024-11-25-video-tempestade-bert-provoca-inundacoes-devastadoras-no-reino-unido-c41be143

https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2676229/depressao-bert-ja-se-faz-sentir-no-reino-unido-e-na-irlanda-as-imagens

https://pt.euronews.com/my-europe/2024/11/25/tempestade-bert-provoca-cheias-severas-no-reino-unido-e-faz-cinco-vitimas-mortais

 

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publicado às 19:58

Reino Unido já tem novo governo

por Elsa Filipe, em 06.07.24

Depois de 14 anos de executivos conservadores no governo do Reino Unido, o rei Carlos III indigitou na passada sexta-feira Keil Starmer, do Partido Trabalhista, como novo Primeiro-ministro.

O Partido Conservador, de Rishi Sunak, desde logo assumiu a esmagadora derrota a que foi submetido, tendo "o pior resultado da história, com a eleição de pouco mais de 110 deputados." Em contrapartida, o Partido Trabalhista conseguiu "eleger mais de 410 assentos parlamentares, bem acima dos 326 necessários para conseguir uma maioria." O partido dos Liberais Democratas fica em terceiro, "ultrapassando o Partido Nacional Escocês (SNP)." O Partido Reformista (Reform UK) - responsável pelo Brexit - elege dez deputados.

No que respeita a questões atuais de grande relevância, o governo de Labour, irá "continuar com uma política de apoio militar à Ucrânia, pelo menos até a eleição norte-americana." Já em relação à questão da Faixa de Gaza, é previsível que venha a ser apoiado o reconhecimento do Estado da Palestina.

Como curiosidade, "uma das primeiras tarefas que Keirs Starmer terá enquanto novo primeiro-ministro será escrever cartas aos comandantes dos quatro submarinos nucleares do Reino Unido, dando-lhes instruções sobre o que fazer no caso de um ataque nuclear que elimine o contacto dos submarinos com o Reino Unido. Estas instruções substituem de forma imediata as instruções do anterior primeiro-ministro, Rishi Sunak." Nos próximos dias, "o Reino Unido deverá estar representado ao mais alto nível na cimeira da NATO, organizada pelos Estados Unidos em Washington."

Além da indigitação do Primeiro-ministro, cabe também ao rei Carlos III, a "abertura oficial do Parlamento" no próximo dia 17 de julho. Nessa sessão, o monarca irá ler "o programa do governo para a sessão legislativa corrente."

Fontes:

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/eleicoes-historicas-no-reino-unido-trabalhistas-destronam-conservadores-com-vitoria-esmagadora_n1583986

https://sicnoticias.pt/mundo/2024-07-05-keir-starmer-indigitado-primeiro-ministro-pelo-rei-carlos-iii--e-ja-tem-a-agenda-cheia--69fb47fe

https://sicnoticias.pt/mundo/2024-07-05-video-eleicoes-no-reino-unido-

foi-um-cataclismo-na-politica-britanica--d23f8e81

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publicado às 17:21

Manifestações estudantis pró-Palestina

por Elsa Filipe, em 03.05.24

Os movimentos organizados de estudantes repetem-se nos EUA, Canadá, México e Austrália e espalham-se também por alguns países da Europa, nomeadamente, França e Alemanha. Nas universidades americanas, os protestos começaram logo depois de Israel ter atacado a Palestina, depois do ataque do Hamas a Israel que ocorreu a sete de outubro do ano passado,

Os protestos ganharam um novo fôlego nos últimos dias e houve já milhares de detenções, mas já desde 17 de abril, que esta "vaga de protestos a favor de Gaza" se tem intensificado. Os estudantes montaram mesmo auênticos acampamentos junto aos campus universitários. Fala-se já em mais de dois mil detidos. Quando estes protestos levam a atos de invasão de propriedade, vandalismo e destruição de património, não podem, segundo afirmou Biden, ser considerados atos pacíficos. Em várias universidades foram já anunciadas aulas em sistem híbrido.

Na passada terça-feira, um grupo de "manifestantes pró-palestinianos" que estavam "barricados na prestigiada Universidade de Columbia, epicentro do movimento de protesto estudantil, foram expulsos" e os acampamentos desmantelados. Contraditoriamente, os EUA têm fornecido apoio humanitário para a Palestina ao mesmo tempo que, atribuem milhões de euros a Israel.

"Na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), dezenas de estudantes foram detidos, quando "dezenas de polícias com equipamento antimotim avançaram sobre uma multidão de manifestantes." A polícia conseguiu remover barricadas e começou mesmo a "desmantelar acampamentos fortificados." Na UCLA, "centenas de pessoas, entre alunos e ativistas, desafiaram a ordem de dispersão e formaram correntes humanas, enquanto a polícia disparava granadas de atordoamento sobre eles."

Na sua maioria, os protestos têm sido pacíficos, defendendo sobretudo os direitos humanos na Faixa de Gaza e o fim do apoio dado pelo governo dos EUA a Israel. O que está em causa são os milhões de euros que ainda na semana passada foram aprovados pelo "Senado" através de um projeto lei que prevê a atribuição de "cerca de 24,3 mil milhões de euros para Israel e 9,4 mil milhões em assistência humanitária a Gaza." Dá que pensar... Acrescente-se ainda o veto feito pelos EUA à adesão plena da Palestina à ONU.

Em França, muitos estudantes também se juntaram aos protestos. "Pelo menos 23 estabelecimentos de ensino já foram bloqueados, em França." Desde ontem que a polícia francesa tem estado a tentar "retirar várias dezenas de ativistas pró-palestinianos que ocupavam as instalações da escola "Sciences Po" (Instituto de Estudos Políticos de Paris), que se encontra encerrada devido à situação de tensão. "O Governo francês" prometeu que iria "reagir com total firmeza aos bloqueios" e pediu aos reitores das universidades que se mantenham neutros e "não tomem qualquer posição." 

Os confrontos com a polícia têm vindo a aumentar. As universidades que têm sido ocupadas e bloqueadas, têm sido estrategicamente escolhidas, "para garantirem que a mensagem é repercutida a nível nacional e internacional." Uma das escolhidas, foi a "Sciences Po" uma universidade com polos espalhados pela França e onde as ações levadas a "cabo pelos estudantes" têm reivindicado o "apoio a Gaza." Apesar dos movimentos serem pacíficos, há sempre confrontos e, não obstante muitos dos participantes serem até judeus, houve já relatos de frases anti-semitas e discursos de ódio. 

Os protestos estenderam-se também a algumas universidades inglesas. "Segundo o The Guardian, novos acampamentos de estudantes espalharam-se por várias universidades do Reino Unido, em Manchester, Sheffield, Bristol e Newcastle." Perante as acusações de anti-semitismo, um dos estudantes presentes no acampamento que foi montado na "Universidade de Sheffield," referiu que “alguns dos activistas mais dedicados são estudantes judeus”.

Na Alemanha, a polícia também teve de intervir, "para retirar manifestantes pró-palestinianos reunidos em frente à Universidade Humboldt de Berlim, no centro da capital." Na Suíça, cerca de "uma centena de estudantes pró-palestinianos ocuparam ao fim da tarde de quinta-feira o hall de entrada do edifício Geopolis da Universidade de Lausanne (UNIL)."

No que respeita ao Canadá, foram várias as cidades que se associaram a estes movimentos pró-palestinianos, como aconteceu por exemplo na universidade McGill, em Montreal, onde o primeiro e maior acampamento da região, com cerca de setenta tendas, começou a ser construído a 27 de abril e, progressivamente, foi aumentando de dimensão. "As centenas de manifestantes reforçaram o seu acampamento nos últimos dias devido à ameaça de desmantelamento pela polícia," afirmando-se determinados a "ocupar o local durante o tempo que for necessário, até que a McGill corte todos os laços financeiros e académicos com Israel." Muitos dos manifestantes que ali se encontram podem nem sequer fazer parte da comunidade estudantil. Em Toronto, foi instalado um acampamento com cerca de meia centena de tendas.

Na Austrália, os estudantes das universidades de Sydney, Melbourne, Brisbane e Perth juntaram-se também aos protestos dos seus congéneres americanos e europeus. Em Sydney, a situação tornou-se mais tensa quando, centenas de manifestantes pró-palestinianos e pró-israelitas se encontraram frente a frente durante o dia de hoje. "Apesar de algumas trocas de palavras tensas, os dois encontros mantiveram-se pacíficos e a polícia não interveio. Os ativistas pró-palestinianos estão acampados há dez dias num relvado em frente ao vasto edifício gótico da Universidade de Sydney, um bastião da academia australiana."

No Egito, ou outros países árabes, estas manifestações estudantis não se fazem notar, muito por receio aquilo que as forças apoiantes do governo possam vir a fazer, No Egito, "os protestos públicos foram proibidos por decreto presidencial já que as autoridades temem que as manifestações contra Israel possam mais tarde virar-se contra o governo do Cairo, liderado por Abdel Fattah al-Sisi."

Em Portugal, as coisas aparentemente estão calmas, apesar de no passado dia 17 de outubro, na data em que se assinalavam os 55 anos sobre a "Crise Académica de 1969," se ter registou-se um pedido de palavra para se falar sobre a situação na Palestina. O Presidente da República Portuguesa deu voz aos estudantes que, representados pr uma porta-voz (Joana Coelho), defenderam "o reconhecimento do Estado da Palestina independente" e um cessar-fogo "imediato e permanente". Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou nessa ocasião, aquilo que já tem dito de outras vezes, que "Portugal sempre defendeu o direito da Palestina" a ter a sua  autodeterminação como um "Estado independente".

Fontes:

https://eco.sapo.pt/2024/05/03/protestos-estudantis-pro-palestina-alargam-se-dos-eua-ate-a-europa-e-australia/

https://expresso.pt/internacional/eua/2024-05-03-mais-de-dois-mil-manifestantes-pro-palestina-detidos-em-universidades-americanas-confrontos-com-a-policia-estao-a-aumentar-dd882f1b

https://www.publico.pt/2024/05/03/mundo/noticia/onda-protestos-estudantis-palestina-espalhase-varios-pontos-mundo-2089097

https://www.publico.pt/2024/04/17/p3/noticia/estudantes-coimbra-pediram-palavra-falar-palestina-marcelo-deu-2087369

https://www.sabado.pt/mundo/detalhe/manifestacoes-pro-palestina-nao-chegam-as-universidades-arabes

https://sicnoticias.pt/mundo/2024-05-03-video-centenas-de-alunos-bloqueiam-universidades-de-franca-em-protestos-pro-palestina-1f0b45de

 

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publicado às 23:21

Tensão no Mar Vermelho

por Elsa Filipe, em 12.01.24

Acho que estamos quase a quebrar os últimos fios que não vão levar a uma grande guerra. Não sei se estamos todos atentos ao que se está a passar e se de que forma isto nos vai afetar as nossas vidas. Somos um povo pacífico, dizem, como se isso por si só nos afastasse da guerra. Não são só as balas que matam, nunca nos esqueçamos disso.

Os EUA e o Reino Unido, uniram esforços para bombardear posições dos Hutis (rebeldes apoiados pelo Irão), no Iémen, como "uma resposta às ofensivas dos rebeldes contra a navegação no mar Vermelho: os Hutis lançaram 27 ataques desde novembro, em retaliação pela guerra Israel-Hamas em Gaza, afetando outros navios mercantes e destabilizando o comércio marítimo global" e alegando "que os seus ataques visam parar a agressão de Telavive." 

"Os ataques marcam a primeira resposta militar dos EUA ao que tem sido uma campanha persistente de ataques de 'drones' e mísseis contra navios comerciais", que "apesar dos repetidos avisos da comunidade internacional, os hutis continuaram a realizar" contra navios de guerra britânicos e americanos no Mar Vermelho. Isto tem levado a uma grande instabilidade numa importante rota comercial e tem feito "subir os preços das matérias-primas".

"Os bombardeamentos atingiram a capital do Iémen, Sanaa, e outras cidades controladas pelos rebeldes apoiados pelo Irão, como Hodeida e Saada" e provocaram cinco mortos e seis feridos. Foram dez os países signatários (EUA, Reino Unido, Austrália, Bahrein, Canadá, Países Baixos, Dinamarca, Alemanha, Nova Zelândia e Coreia do Sul) que se manifestaram pela defesa do espaço marítimo do Mar Vermelho e que através destas ações "demonstram um compromisso comum com a liberdade de navegação, o comércio internacional e a defesa da vida dos marinheiros face a ataques ilegais e injustificáveis."

Em relação a estes ataques, o embaixador da Rússia tinha solicitado  no dia anterior "uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU", afirmando que o "verdadeiro objetivo da resolução é obter luz verde do Conselho de Segurança para legitimar as ações futuras da coligação criada pelos EUA e aliados."

Fontes:

https://expresso.pt/internacional/medio-oriente/guerra-israel-hamas/2024-01-12-EUA-e-Reino-Unido-lancam-mais-de-60-ataques-contra-Hutis-no-Iemen-perguntas-e-respostas-sobre-a-tensao-no-mar-Vermelho-e43280b9

https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2478823/biden-confirma-ataque-dos-eua-e-reino-unido-contra-hutis-do-iemen

https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2478845/russia-pede-reuniao-do-conselho-de-seguranca-apos-ataques-contra-hutis

https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2478830/ataques-contra-hutis-do-iemen-foram-necessarios-e-proporcionais

 

 

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publicado às 23:30

Mortes em Notthingham

por Elsa Filipe, em 13.06.23

A noite foi trágica para três pessoas encontradas mortas e outras três atropeladas, na cidade de Notthingham, no Reino Unido.

Os incidentes podem estar relacionados, tendo a polícia já detido um homem de 31 anos, por suspeita de ser ele o autor (ou um dos autores) destes crimes.Ainda não há provas de que se trate de um atentado, nem as motivações para semelhantes atos. Várias ruas foram encerradas ao trânsito e a circulação de comboios foi suspensa. Por outro lado, o Victoria Centre, um centro comercial próximo à área isolada, permanece aberto enquanto a sua administração se mantém “em contato” com as autoridades.

Os agentes foram chamados à Ilkeston Road pouco depois das 4 da manhã, onde duas pessoas foram encontradas mortas na rua.

Foram depois chamados a outro incidente em Milton Street, onde uma carrinha tentou atropelar três pessoas. Os três atropelados ficaram feridos e estão a ser tratados no hospital da cidade. Um homem foi também encontrado morto em Magdala Road.

 

 

Fontes:

https://pt.euronews.com/2023/06/13/ataque-em-nothingham-tres-pessoas-encontradas-mortas-e-mais-tres-atropeladas

https://observador.pt/2023/06/13/homem-detido-apos-tres-pessoas-serem-encontradas-mortas-no-centro-de-nottingham/?recommId=b3f9f8944c3815143f838322503d47bd

 

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publicado às 15:10

Dia de coroação

por Elsa Filipe, em 06.05.23

Hoje é o grande dia de Carlos III e de Camila. Muitos acontecimentos marcam este dia, com muitos a favor e outros contra a monarquia, uns a apoiar e outros a protestar como é legítimo que aconteça. Concordando-se ou não, é um acontecimento internacional que mexe com a própria economia britânica, com custos astronómicos (pagos pelos contribuintes), mas que são de certa forma "justificados" com os milhões que a própria família real faz circular todos os anos, em especial com a "venda" da sua imagem. A família real, que tem sido notícia nem sempre pelas razões mais felizes, está hoje debaixo de forte escrutínio mais uma vez, seja pelo afastamento visível do princípe Harry ou pela coroação da própria Camilla, com a qual nem todos se sentem agradados.

Os novos rei e rainha do Reino Unido, foram coroados numa cerimónia na Abadia de Westminster, em Londres, que seguiu rituais ancestrais, durante a qual Carlos III jurou honrar e defender a lei e a igreja Anglicana durante o seu reinado, comprometendo-se a respeitar todas as fés e todos os povos que compõe o Reino unido e a Commonwealth.

A cerimónia, composta por cinco partes: o reconhecimento, juramento, unção, investidura e a entronização,  decorreu perante cerca de dois mil convidados, dos quais marcam presença cem chefes de Estado, entre eles, o Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa. A cerimónia, não obstante ser apenas simbólica, uma vez que Carlos foi declarado chefe de Estado em setembro do ano passado, foi presidida pelo arcebispo de Cantuária. As celebrações vão-se prolongar durante três dias.

Carlos, com 74 anos, é o 40º monarca do Reino Unido, coroado 70 anos depois da sua mãe, a rainha Isabel II, que morreu no ano passado. Depois da cerimónia, os dois monarcas saíram num cortejo por cerca de 2 quilómetros de regresso ao Palácio de Buckingham, fazendo-se transportar no coche real - a Gold State Coach -  coberto de folhas de ouro e que foi usado pela primeira vez numa coroação em 1831 pelo rei William IV, tendo sido usado em todas as coroações desde então, incluindo na da rainha Isabel II.

Camilla, casada pelo civil com Carlos, desde 2005, recebeu a coroa da rainha Mary, avó da falecida rainha Isabel II e William, filho de Carlos e Diana e príncipe de Gales foi o único a prestar o juramento de lealdade a Carlos III

Os objetos mais simbólicos desta coroação foram sem dúvida o manto real, a esfera (um globo de ouro com uma cruz no topo), o ceptro e a coroa de São Eduardo. Esta coroa é considerada a mais importante joia real britânica, de ouro maciço, incrustada com rubis, ametistas e safiras, e que é tradicionalmente usada nas coroações dos reis desde 1661. Depois da coroação, Carlos III e Camila acenaram à multidão na varanda do Palácio de Buckingham, cumprindo a tradição que começou com Eduardo VII em 1902, e assistiram a um espetáculo aéreo. Harry, não chegou a ir ao Palácio, seguindo logo para o aeroporto.

A família real britânica desperta uma grande curiosidade também fora das suas comunidades. A Comunidade Britânica (ou Commonwealth), é uma associação da qual fazem parte o Reino Unido e a maioria das suas ex-colónias, as quais mantêm laços de cooperação com o intuito de promover a democracia, o desenvolvimento económico e social e garantir os direitos humanos de cada país integrante. Possui 54 países membros, independentes, totalizando aproximadamente 2 bilhões de pessoas. Os países membros da Comunidade Britânica são: África do Sul, Antigua e Barbuda, Austrália, Bahamas, Bangladesh, Barbados, Belize, Botsuana, Brunei, Camarões, Canadá, Chipre, Singapura, Dominica, Gâmbia, Gana, Granada, Guiana, Ilhas Maldivas, Ilhas Maurício, Ilhas Fiji, Ilhas Salomão, Índia, Jamaica, Lesoto, Malásia, Maláui, Malta, Moçambique, Namíbia, Nigéria, Nova Zelândia, Papua Nova Guiné, Paquistão, Quénia, Reino Unido (formado pela Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte), República de Kiribati, República de Nauru, República Unida da Tanzânia, Ruanda, Samoa, Santa Lúcia, São Cristovão e Névis, São Vicente e Granadinas, Seicheles, Serra Leoa, Siri Lanka, Suazilândia, Tonga, Trinidad e Tobago, Tuvalu, Uganda, Vanuatu, Zâmbia.

Commonwealth não é uma união política, mas uma organização intergovernamental através da qual os países com diversas origens sociais, políticas e econômicas são considerados como iguais em status. A maioria dos membros da Commonwealth são antigas colónias do Império Britânico, com apenas duas exceções, Moçambique e Ruanda. Moçambique foi colónia do Império Português e tornou-se membro em 1995, graças ao apoio dos seus vizinhos, que foram colônias britânicas. Em 2009 foi a vez do Ruanda, antiga colónia belga, a tornar-se membro.

A Birmânia (também conhecida como Mianmar, 1948), e Aden (1967) são os únicos estados que foram colónias britânicas na época da guerra e não aderiram à Commonwealth após a guerra da independência. Entre os primeiros protetorados britânicos a se tornarem independentes são o Egito (independente em 1922), Iraque (independente em 1932), a Transjordânia (independente em 1946), o Mandato Britânico da Palestina (dando independência aos Estados de Israel e da Palestina em 1948), Sudão (independente em 1956), Somalilândia Britânica (em 1960; que se tornou parte da Somalilândia), Kuwait (independente em 1961), Bahrein (independente em 1971), Omã (independente em 1971), Qatar (independente em 1971), e os Emirados Árabes Unidos (independente em 1971).

A Human Rights Watch denunciou como sendo "incrivelmente perturbadoras" as detenções feitas pela polícia de Londres esta manhã antes da coroação do rei Carlos III, incluindo de seis ativistas antimonarquia, tendo sido também apreendidos centenas de cartazes" com o slogan "Not my King" ("Não o meu rei"), disse à agência AFP um porta-voz do grupo "Republic". Centenas de apoiantes do grupo, que pretende substituir a monarquia britânica por uma república, com um chefe de Estado eleito, reuniram-se em Trafalgar Square, no percurso da procissão para a coroação de Carlos III. Graham Smith estava a distribuir faixas aos manifestantes na Trafalgar Square quando foi detido pela polícia, segundo o jornal The Guardian.

Fontes:

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/40o-monarca-coroacao-de-carlos-iii_e1484503#content-live-ajax

https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/comunidade-britanica.htm

https://pt.wikipedia.org/wiki/Pa%C3%ADses_do_Reino_Unido

https://sicnoticias.pt/especiais/monarquia/2023-05-06-A-coroacao-do-Rei-Carlos-III-ef69ddf1

https://pt.wikipedia.org/wiki/Commonwealth

 

 

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publicado às 15:21

União Europeia já tem menos um membro

por Elsa Filipe, em 02.02.20

Uma das primeiras curiosidades de hoje, é mesmo a palavra Brexit. A saída do Reino Unido da União Europeia (UE) foi apelidada de Brexit originada na língua inglesa resultante da junção das palavras British (britânico (a)) e exit (saída).

Sendo um direito de qualquer país,  saída do Reino Unido da União Europeia foi um objetivo político perseguido por vários indivíduos, grupos de interesse e partidos políticos, desde 1973, quando o Reino Unido ingressou na Comunidade Económica Europeia (CEE), que iria dar origem depois à UE. 

Em 1975, foi realizado um referendo sobre a permanência ou não do país na Comunidade Económica Europeia (CEE). O resultado da votação foi favorável à permanência.

O eleitorado britânico foi novamente chamado a decidir sobre a questão da permanência ou não do país no bloco comum, em novo referendo, realizado no dia 23 de junho de 2016. Esse referendo foi organizado após a aprovação do European Union Referendum Act de 2015 pelo Parlamento britânico. O resultado da segunda consulta foi o oposto à primeira, foi favorável à saída.

A 17 de outubro de 2019, já com Boris Johnson como primeiro-ministro, o Reino Unido e a Comissão Europeia concordaram em um acordo de retirada revisado com uma mudança de proteção. O Conselho Europeu aprovou o acordo. 

A 9 de janeiro de 2020, os parlamentares britânicos deram sua aprovação final ao texto que permitiu o Reino Unido a deixar a União Europeia em 31 de janeiro de 2020, em uma votação histórica de 330 votos a favor e 231 contra, após três anos e meio de crise. 

A 31 de janeiro de 2020, às 23h00m, ocorreu a saída formal do Reino Unido da União Europeia, após mais de três anos e meio sobre o referendo do Brexit.

Fontes:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Sa%C3%ADda_do_Reino_Unido_da_Uni%C3%A3o_Europeia

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publicado às 15:30


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