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A primeira já está... vamos à segunda volta

por Elsa Filipe, em 18.01.26

Hoje o país foi votar e, tal como era anunciado pelas muitas sondagens que foram apresentadas nos últimos dias, António José Seguro e André Vaentura passam à segunda volta. Em causa está o lugar mais alto da nação, o cargo de Presidente da República. Depois de se terem confirmado os dois candidatos que passam à segunda volta, começam a manifestar-se os interesses de voto para ambos os lados. Ainda as urnas não se tinham fechado e já se perspetivava que a segunda volta seria disputada por estes dois candidatos: um da esquerda democrática, o outro da extrema direita. Estas eleições ficaram desde logo marcadas pela grande afluência às urnas e pela diminuição dos números da abstenção.

Desde logo, Seguro que não tinha sido inicialmente apoiado pelo PS, começa agora a receber apoios e votos de confiança de figuras como José Luís Carneiro, Catarina Martins, ou José Manuel Pureza. Também Jorge Pinto, Rui Tavares e Isabel Mendes Lopes, do Livre, e o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, referem que vão dar o seu apoio a Seguro. Paulo Raimundo diz mesmo que o seu "voto no candidato António José Seguro não significa um apoio ao candidato António José Seguro e àquilo que ele defendeu enquanto candidato e o que tem defendido ao longo da sua atividade política, mas significa a vontade imperiosa de derrotar o candidato André Ventura e é isso que estará, fundamentalmente, em causa nestas eleições."

Nem Cotrim, nem o Primeiro-ministro Luís Montenegro, recomendam ou endossam o seu voto para esta segunda volta, o que nos deixa com algumas questões. Se por um lado, nada os obriga a dizer em quem vão votar, por outro a não escolha pode significar uma virada ao extremismo que, se virmos bem as coisas, não tem sido descartado por estes políticos. Cotrim havia até referido, uns dias antes das eleições que poderia votar em Ventura, o que mesmo tendo sido um lapso, não deixa de ser um ponto a considerar. Do lado dos liberais e contrariamente à opinião manifestada por Cotrim de Figueiredo, tanto José Miguel Júdice, como Mário Amorim Lopes, afirmam votar em Seguro. Já do lado do PSD e, contrariamente à opinião de Luís Montenegro, Miguel Poiares Maduro e Pedro Duarte (autarca do Porto) já vieram manifestar-se a favor de apoiar Seguro, pois a outra candidatura seria impensável num país que se quer democrático.

Já o líder do Chega, André Ventura, "considera ainda que só perderá a segunda volta das eleições presidenciais por egoísmo do PSD, da Iniciativa Liberal ou de outros partidos que se dizem de direita". Desde logo, Ventura começou por se dizer líder da direita nacional e que  Os seus atos e declarações foram, para quem os observou bem, cheios de simbolismos: a Família, a postura da esposa ao seu lado, a saída da igreja onde tinha ido assistir à missa... e é nesse momento que apela a um “radicalismo de convicções” contra "o fim dos valores cristãos." E quem for de direita sem ser cristão? É que estamos num país que ainda, ao que sei, é laico... estranho, não é? O mesmo candidato que uns dias antes, tinhe referido a “matriz cristã” do país, condenando a “imigração descontrolada” que deixou o país “dilacerado” e destruído” e que havia terminado as suas declarações, defendendo uma liderança “com radicalismo de convicções”.

Na minha opinião, o voto é livre e deve ser feito em consciência. Temos agora alguns dias para ponderar em qual dos dois candidatos queremos votar, mas não nos devemos esquecer que estamos a eleger o maior representante do país. Cá dentro, mas sobretudo, lá fora. Queremos alguém impulsivo, ou ponderado? Queremos moderação e estabilidade, ou mudança a mascarar os extremismos? Exerçam o vosso voto de forma consciente - vão ser cinco anos. 

E sim, já perceberam em quem é que vai recair o meu voto.

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publicado às 23:55

Houve um golpe de estado na Guiné?

por Elsa Filipe, em 05.12.25

Há quem fale em "encenação", outros em "golpe de estado". Sabe-se que o presidente deposto está no Congo, para onde viajou depois da contagem dos votos ter sido interrompida por forças militares. Segundo as notícias, um grupo de militares suspendeu o processo eleitoral e tomou posse. Isto ocorreu depois da realização das eleições presidenciais e legislativas, no passado dia 23 de novembro, sem que o "principal partido da oposição, o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), e do seu candidato à presidência, Domingos Simões Pereira," tivessem concorrido.

Perante a exclusão do ato eleitoral, o PAIGC afirmou o seu apoio "ao candidato opositor independente Fernando Dias da Costa." A divulgação dos resultados eleitorais não chegou sequer a acontecer, tendo havido lugar à "destituição do Presidente Umaro Sissoco Embaló, o encerramento de todas as instituições da República, a suspensão da atividade de todos os meios de comunicação social, um recolher obrigatório noturno, o encerramento do espaço aéreo e a detenção de opositores."

No dia 26, depois de "um tiroteio que durou cerca de meia hora," perto do "Palácio Presidencial em Bissau, a residência oficial do Chefe de Estado Umaro Sissoco Embaló, e nas redondezas da sede da Comissão Nacional de Eleições, na capital da Guiné-Bissau," os militares anunciaram ter tomado "o poder na Guiné-Bissau, segundo um comunicado das Forças Armadas guineenses, lido na televisão estatal TGB pelo porta-voz do Alto Comando Militar, Dinis N´Tchama." Foram detidas, de acordo com a "Liga Guineense dos Direitos Humanos" pelo menos, "18 pessoas," entre as quais 5 membros da Comissão Nacional de Eleições. 

Os militares empossaram o "general Horta Inta-A" como "Presidente de transição da Guiné-Bissau, numa cerimónia que decorreu no Estado-Maior General das Forças Armadas guineense," enquanto que o "Presidente deposto", Sissoco Emabló, foi para o Senegal e dali viajou depois para o Congo.

A Coligação PAI Terra Ranka (PAI-TR), "liderada por Domingos Simões Pereira, interpretou" este golpe de forma mais leviana, classificando-o de "suposto golpe de Estado" e dizendo que foi apenas uma "tentativa desesperada do Presidente para travar a proclamação dos resultados eleitorais, que dariam vitória a Fernando Dias da Costa," já que esta ação militar ocorreu "na véspera de se conhecerem resultados eleitorais, que o opositor Fernando Dias garante ter vencido."

Entretanto, o próprio Dias da Costa "condenou o golpe militar no país" e pediu à comunidade internacional para "fazer valer a democracia na Guiné-Bissau, não a ditadura", chamando Umaro Sissoco Embaló, de "ditador."

Por estranho que possa parecer, quem, supostamente, deteve Embaló, foi um homem que até ali era da sua confiança, o "brigadeiro-general Dinis N’Tchama." N'TChama terá explicado que haveria um “esquema dos políticos nacionais com a participação de um conhecido barão da droga." Disse ainda que houve "a colaboração de forças estrangeiras" e que tinha "sido descoberto um depósito de armamento de guerra”.

A confusão está lançada e não se sabe o que está realmente a acontecer. Esta ação tem estado a ser denunciada e condenada "pela comunidade internacional," onde se inclui a Presidência portuguesa, que tem estado a acompanhar a evolução da situação. Entretanto, ontem foram já libertados os "cinco magistrados do Ministério Público e os membros do secretariado da Comissão Nacional de Eleições (CNE), que estavam detidos por militares na Guiné-Bissau." Entretanto, soube-se que o Embaló estará "a salvo" no Senegal, "onde chegou a bordo de um avião fretado por este vizinho do norte da Guiné-Bissau." 

Ao que parece, o presidente deposto pode estar ainda a governar - embora à distância - e os problemas do país continuam, mas com mais violência nas ruas.

Fontes:

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/guine-bissau-golpe-militar-que-oposicao-diz-ser-tentativa-de-travar-resultados-eleitorais_n1701598

https://observador.pt/especiais/o-esquema-com-o-barao-da-droga-e-manipulacao-das-eleicoes-encenacao-ou-golpe-de-estado-o-que-se-passa-na-guine-bissau/

https://observador.pt/2025/12/01/guine-bissau-cplp-prepara-cimeira-extraordinaria-para-sanar-vacatura-na-presidencia/

https://expresso.pt/podcasts/o-mundo-a-seus-pes/2025-11-28-golpe-de-estado-na-guine-bissau--uma-mascarada.-um-autogolpe-sem-duvida-972d4a38

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publicado às 13:58

A 4 de dezembro de 1980, um cessna despenha-se pouco depois de levantar voo, cainda sobre o bairro das Fontaínhas, em Camarate, na zona norte de Lisboa, vitimando "o primeiro-ministro português Francisco Sá Carneiro, o ministro da Defesa Adelino Amaro da Costa," a esposa de Sá Carneiro, Snu Abecassis (de 40 anos), a esposa de Amaro da Costa, "Maria Manuel Simões Vaz da Silva Pires, o chefe de gabinete do primeiro-ministro, António Patrício Gouveia, e os dois pilotos do aparelho, Jorge Albuquerque e Alfredo de Sousa." O destino era um Comício no Porto e "calcula-se que o impacto no solo tenha ocorrido cerca de 26 segundos após a descolagem. O avião embateu em cabos de baixa tensão, perdeu sustentação e acabou por cair sobre uma habitação, provocando um incêndio que destruiu várias casas e automóveis, sem causar vítimas mortais em terra." 

Este foi um dos mais mediáticos acidentes aéreos do século XX. "Nessa noite, o jornalista Raul Durão abriu o telejornal da RTP com a notícia da morte de Francisco Sá Carneiro e as primeiras imagens do local da tragédia, que mostravam, sem filtros, o avião destruído e corpos carbonizados — imagens que marcaram uma geração."

Este desastre "começou a ser investigado no próprio dia do desastre e foi alvo de vários inquéritos," tendo na época sido concluído pelas autoridades que o acidente teria sido "causado pela falta de combustível num dos tanques," ideia que até hoje nos estarnhas visto "o impacto no solo" ter ocorrido apenas "26 segundos depois da descolagem." Existiram diversas versões. Segundo a descrição de algumas testemunhas, o avião terá "embatido em cabos de baixa tensão, perdendo velocidade e acabando por se despenhar e incendiar sobre uma casa do bairro das Fontaínhas. Mas se algumas testemunhas alegam "terem visto o Cessna a incendiar-se aquando do impacto final contra as habitações," outras há que dizem "que o aparelho já se encontrava em chamas durante o voo, antes ainda do primeiro embate contra os cabos de baixa tensão." 

De acordo com o "relatório final da polícia", em 1981, ficariam excluídas "ações criminosas." Até agora várias foram as teorias sobre as causas e os motivos que levaram à queda da aeronave: acidente ou atentado? Questões políticas? Questões militares? Muito ainda está por explicar e, os culpados ou os mandantes, estão em silêncio. Veja mais sobre este tema em "Pés na História."

Mas o que mudou? Para já perdeu-se o Primeiro-ministro, o Ministro da Desfesa e o seu chefe de gabinete. O governo sofria um claro abalo. Soares Carneiro, era candidato à Presidência da República, pela Aliança Democrática (AD), à qual pertenciam também as vítimas.

Fontes:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Trag%C3%A9dia_de_Camarate

https://pesnahistoria.blogs.sapo.pt/queda-e-morte-de-sa-carneiro-9615

https://zap.aeiou.pt/camarate-45-anos-depois-a-ferida-que-a-democracia-nunca-sarou-715144

 

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publicado às 12:12

Faleceu Francisco Pinto Balsemão

por Elsa Filipe, em 22.10.25

Foi Primeiro-ministro de Portugal entre janeiro de 1981 e junho de 1983, acreditava tanto na liberdade de imprensa, que fundou um dos mais conhecidos jornais da atualidade, ainda o país não era livre. Foi advogado, mas também jornalista, político, empresário.

Morreu ontem à noite, com 88 anos e a notícia da sua morte "foi comunicada pelo próprio primeiro-ministro durante o Conselho Nacional do PSD, à porta fechada, tendo sido ouvido um longo aplauso por parte dos conselheiros nacionais do partido do qual Pinto Balsemão foi fundador."

Luís Montenegro anunciou a intenção do Governo de decretar luto nacional no dia das cerimónias fúnebres. Já Luís Marques Mendes, candidato presidencial, "fez saber" durante esta madrugada, "que todas as ações de campanha agendadas para os próximos dias serão canceladas, por respeito à memória de Francisco Pinto Balsemão," que era "Presidente da Comissão Política da sua candidatura."

Francisco Pinto Balsemão, nasceu em Lisboa a 1 de setembro de 1937. Licenciou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e, desde cedo, "envolveu-se no mundo da imprensa, adquirindo experiência jornalística na revista Mais Alto e, posteriormente, no semanário e no matutino Diário Popular." No ano de 1972, fundou o grupo Impresa, de onde em 1973 sairia a primeira edição do semanário Expresso, o qual "se tornaria um dos jornais mais prestigiados do país, especialmente relevante no período de transição democrática."

Figura determinante não só na vida pública, mas também na vida política, "fez parte do grupo de jovens liberais que, ainda antes da Revolução de 25 de Abril, assumiu um papel de destaque na "Ala Liberal" da Assembleia Nacional." Em 1974, funda o "Partido Social Democrata" (na altura PPD-PSD), "juntamente com Magalhães Mota e Francisco Sá Carneiro," tendo sido o militante número 1" e, em janeiro de 1981, torna-se mesmo Primeiro-ministro, no "VII Governo Constitucional, tendo permanecido no cargo até junho de 1983." Foi durante o seu mandato que se negociou o dossier do "processo de adesão à Comunidade Económica Europeia," bem como a "revisão constitucional de 1982, que afastou definitivamente o Conselho da Revolução."

Dedicou-se de forma particular à causa da liberdade e do direito à informação. "A sua visão consistiu em fomentar a liberdade de informação, modernizar os meios de comunicação social e contribuir para a consolidação da democracia portuguesa."

Em 1986, Balsemão começa a preparar o caminho para um novo conceito televisivo, que levaria à implantação de um novo canal - a SIC. Em 1991, no governo de Cavaco Silva, viu uma brecha de negócio que daria lugar no ano seguinte à criação da primeira estação privada de televisão, a SIC – Sociedade Independente de Comunicação - numa panorâmica mais comercial e generalista, apostando desde logo na informação. A primeira emissão teria lugar a 6 de outubro de 1992, com a apresentação de Alberta Marques Fernandes. Dos sócios fundadores da SIC, faziam parte o "Jornalgeste," (que detinha o Jornal de Notícias, O Jogo e a Rádio Press, "o grupo Lusomundo" e o grupo "Soincom, com 25% do capital social," do qual faziam parte, entre outros, o "grupo Impresa de Francisco Pinto Balsemão (Expresso, A Capital, Exame)," o "grupo Impala (Maria, Mulher Moderna, Nova Gente, TV 7 Dias)," e a Rádio Comercial."

 

Fontes:

https://expresso.pt/francisco-pinto-balsemao--1937-2025-/2025-10-21-morreu-francisco-pinto-balsemao-ex-primeiro-ministro-e-fundador-do-grupo-impresa-99d66e8d

https://pt.wikipedia.org/wiki/Sociedade_Independente_de_Comunica%C3%A7%C3%A3o

https://www.publico.pt/2025/10/21/sociedade/noticia/morreu-francisco-pinto-balsemao-2151693

https://www.publico.pt/2025/10/21/sociedade/noticia/morreu-francisco-pinto-balsemao-2151693

 

 

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publicado às 07:20

Portugal, alega ser um país neutro, no que à questão do ataque ao Irão concerne, mas o que está agora em cima da mesa é se, o uso da base das Lajes, pode ser considerado como um apoio aos EUA no ataque às instalações iranianas. Todos sabemos do papel importante que a base das Lajes, no arquipélago dos Açores, teve durante a 2ª Guerra Mundial. "Em 1943, os britânicos instalaram-se nos Açores, nas Lajes, com esquadrilhas de aviões preparados para o combate aos submarinos. Depois da II Guerra Mundial foram os americanos a utilizar a base, que é também partilhada com unidades portuguesas."

De acordo com um comunicado do Ministério da Defesa, acaba por se confirmar a existência de uma "autorização para que 12 aviões reabastecedores norte-americanos utilizassem a Base das Lajes." Mas poderia ter sido de outra forma? Este acordo bilateral, permite o uso da base pelos EUA e, embora tenha sido afirmado que "os aviões não foram utilizados para fins ofensivos," a verdade é que, os "bombardeiros que vieram dos EUA para o Irão, em algum momento da viagem, realizaram operações de reabastecimento." Esta base acaba por funcionar, como um centro de abastecimento, apresentando-se como "a segunda maior capacidade de abastecimento da Força Aérea norte-americana fora de território norte-americano, sendo a maior na Europa para estas funções."

De acordo com o gabinete do ministro da Defesa, trata-se de "um procedimento habitual" e que "as aeronaves que se encontram nos Açores são aviões de reabastecimento aéreo". O Ministério da Defesa esclarece ainda que, Portugal, além de conceder "autorizações específicas, trimestrais ou permanentes de sobrevoo e aterragem," aos EUA, as concede também a "muito outros países". Portugal não fica, assim, diretamente "envolvido no conflito Estados Unidos-Irão." Mas apesar de, formalmente, até poder nem ter sido comunicado o propósito da missão, acho que seria fácil de perceber e enquadrar o uso desta base, nas atuais circunstâncias.

Fontes:

https://ensina.rtp.pt/artigo/o-museu-da-base-das-lages/

https://rr.pt/especial/mundo/2025/06/23/irao-pede-esclarecimentos-a-portugal-sobre-autorizacao-de-avioes-americanos-nas-lajes/430149/

https://pt.euronews.com/my-europe/2025/06/23/base-das-lajes-esta-a-fazer-se-uma-tempestade-num-copo-de-agua

 

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publicado às 07:38

Atentado mata ex-Congressista no Minnesota

por Elsa Filipe, em 14.06.25

A violência continua nos EUA e, desta vez, os alvos foram a ex-congressista "democrata do Minnesota," Melissa Hortman, e o seu marido, Mark Hortman. Os corpos de Melissa, que foi também "porta-voz da Câmara de Representantes" pelo Minnesota, e do marido, só foram descobertos depois da polícia ter sido chamada para a casa do "senador estadual John Hoffman (também ele democrata)" e da sua mulher, "Yvette," atacados a tiro. Os dois foram levados em estado grave mas ainda com vida para o hospital e a polícia foi verificar a casa da congressista, encontrando os dois corpos e ainda chegando a trocar tiros com o atacante.

"O governador do estado do Minnesota diz que os ataques têm motivações políticas." O suspeito é "Vance Boelter," um americano de "57 anos, mas ainda encontra em fuga. "Estava vestido" como se fosse "um agente da autoridade e foi assim que conseguiu entrar nas casas dos dois políticos, que distam cerca de 12 quilómetros uma da outra." De acordo com a CNN, o atirador teria dentro da viatura utilizada, "um manifesto com o nome de vários representantes estaduais e outros responsáveis – incluindo o de Melissa Hortman e de John Hoffman, mas também do próprio governador Tim Walz." Desta lista de potenciais alvos, constavam 70  nomes, incluindo "pessoas que prestam serviços para a interrupção voluntária da gravidez, defensores do aborto, e legisladores do Minnesota e de outros estados. A polícia também encontrou um cartão do Dia do Pai dirigido ao suspeito numa mala cheia de munições."

Melissa, "contribuiu para a aprovação de leis que alargaram os direitos ao aborto, legalização da marijuana e baixas médicas, quando os liberais tinham o controlo do Governo daquele estado." A questão do aborto é um ponto sensível na política interna dos EUA. A lei de 1973 que dava este direito às mulheres foi revogada em 2022. Em 2024, "dos 50 estados que compõem os Estados Unidos, em 21 o procedimento" era considerado "ilegal ou restrito." A polarização é bem visível, com "os estados dominados por democratas a manterem o direito à interrupção voluntária da gravidez e os estados dominados por republicanos a proibirem ou restringirem o acesso."

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publicado às 23:41

Ataque a comitiva na Cisjordânia

por Elsa Filipe, em 21.05.25

Uma comitiva diplomática, de visita a um campo de refugiados em "Jenin, na Cisjordânia" foi esta tarde atacada por militares do "exército israelita," o que já levantou diversas reprovações e pedidos de esclarecimentos. Portugal já se manifestou, através do ministro dos NE, Paulo Rangel, que informou que na comitiva em questão, "seguiam mais de 20 diplomatas e representantes de órgãos de comunicação social, entre eles, o embaixador Frederico Nascimento, chefe da missão diplomática em Ramallah."

A comitiva visitava o campo de refugiados de Jenin, "para ser informada sobre a situação humanitária no local," e "integrava um total de 27 países europeus, americanos, árabes e asiáticos." A visita, que tinha sido organizada com a Autoridade Palestiniana e coordenada com o exército israelita, incluía ainda "representantes do Programa Alimentar Mundial (PAM) e da agência das Nações Unidas para os refugiados palestinianos (UNRWA)."

"Israel admitiu que foram disparados tiros de advertência e justifica-o com um alegado desvio da rota aprovada, tendo ainda lamentado o incómodo”. Ainda referiu que a comitiva terá entrado "numa zona onde não estava autorizada a estar."

"Em comunicado, a Autoridade Palestiniana condenou com a maior veemência possível o crime odioso cometido pelas forças de ocupação israelitas, considerando que a situação constitui "uma violação flagrante e grave do direito internacional."

 

Fontes:

https://sicnoticias.pt/pais/2025-05-21-ataque-a-comitiva-de-diplomatas-governo-chama-embaixador-de-israel-em-portugal-10d56caf

https://sicnoticias.pt/mundo/2025-05-21-israel-lamenta-incomodo-causado-por-tiros-de-advertencia-contra-diplomatas-em-jenin-e21fbe8a

https://executivedigest.sapo.pt/noticias/portugal-convoca-embaixador-de-israel-apos-ataque-a-comitiva-onde-seguia-diplomata-portugues/

 

 

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publicado às 22:39

Bem, que ainda falta contar os votos dos emigrantes e que ainda podemos ter mais algumas alterações no Parlamento, todos sabemos, mas hoje venho dar aqui destaque a outros dois atos eleitorais que se realizaram na Europa. 

Na Roménia, as eleições presidenciais foram ganhas pelo "candidato independente pró-ocidental Nicusor Dan," que conseguiu, este domingo, "54%" dos votos. "O seu concorrente, o candidato da extrema-direita George Simion," ficou com "46% dos votos." Mas... e não havia mais nenhum candidato a concorrer? A verdade é que, na primeira volta, realizada a 4 de maio, o vencedor tinha sido "George Simion, o pouco conhecido candidato da extrema-direita. No entanto, as intenções mudaram em apenas "duas semanas" com Nicusor Dan, defensor da UE, a conseguir "dar a volta ao resultado e passar para a frente."

O partido "Aliança para a União dos Romenos - um pequeno partido nacionalista de extrema-direita," de Simion, defendia entre outras coisas, "a integração da Moldova e do sudoeste da Ucrânia na Roménia, o que lhe valeu a proibição de entrar nesses países."

Estes resultados mostram a dicotomia existente no país, ficando assim o "futuro presidente" com um grande desafio em mãos: a reunificação do país." Nicusor Dan, terá ainda de lidar com "a turbulência económica que se aproxima e que assola a Roménia." A Ucrânia e a Moldova não ficaram indiferentes a este resultado, "num momento crucial" para toda a UE, uma vez que se espera que o "presidente eleito," trabalhe "com a atual maioria pró-ocidental no parlamento." Nestas que foram consideradas as eleições mais importantes desde o "fim do comunismo" na Roménia, a polémica tem sido uma constante. A primeira volta, em dezembro, acabou por  ser "anulada" pelo "Tribunal Constitucional, numa decisão inédita, por suspeita de ingerência russa, que teria beneficiado nas redes sociais, nomeadamente no TikTok, o candidato pró-russo Calin Georgescu."

Já na polónia, tudo aponta para a vitória de Rafał Trzaskowski, na primeira volta que também se realizou este domingo, "contra o rival de direita, Karol Nawrocki." A segunda volta irá disputar-se "a 1 de junho." Trzaskowski, do "partido Plataforma Cívica," de onde é também o "primeiro-ministro Donald Tusk," conseguiu "30,8% dos votos, enquanto Nawrocki, apoiado pelo partido populista de direita Lei e Justiça (PiS), obteve 29,1%." Neste caso, estavam em disputa "13 candidatos" (11 homens e 2 mulheres) e nenhum deles conseguiu ter "mais de 50% dos votos, sendo necessária uma segunda volta, que vai agora ser influenciada pelo sentido de voto dos derrotados." Segundo as projeções, o "terceiro colocado será Slawomir Mentzen, candidato da Confederação (extrema-direita), com 15,4% dos votos."

Em ambos os casos, a extrema direita saiu, para já, derrotada. 

Fontes:

https://pt.euronews.com/my-europe/2025/05/18/candidato-pro-ue-lidera-presidenciais-cruciais-na-romenia-segundo-sondagens-a-boca-das-urn

https://expresso.pt/internacional/europa/2025-05-18-eleicoes-presidenciais-na-polonia-candidato-pro-europeu-vence-rival-populista-por-pequena-margem-na-primeira-volta-4dfbe263

https://www.dn.pt/internacional/europe%C3%ADsta-dan-vence-presidenciais-na-rom%C3%A9nia-e-ue-respira-de-al%C3%ADvio

 

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publicado às 23:05

Dia de Reflexão.. do futebol e da canção

por Elsa Filipe, em 17.05.25

Hoje, véspera de eleições legislativas, é dia de reflexão. 

Tenho estado a pensar que a nossa democracia é muito novinha e que, por isso mesmo, ainda estejamos a aprender a viver assim, com direitos. Tal como disse Churchil um dia, "a democracia é o pior dos sistemas, com excepção de todos os outros.” Podemos não estar contentes com aquilo que temos, mas temos a possibilidade de escolher: ir ou ficar em casa, votar em quem achamos que deve ganhar, votar naquele com quem nos identificamos mais, votar no outro que achamos que não será tão mau. Podemos votar sempre no mesmo... ou sempre num diferente. 

E é este poder, que nos voltou a ser dado em abril de 1974, que não podemos deixar cair novamente nas mãos de um grupo ou de uma só pessoa. O poder ainda é nosso, ainda é do povo, mas só valerá a pena se, amanhã, nos fizermos ouvir e, se todos, formos dar o nosso contributo para a democracia.

Hoje será também dia de campeonato de futebol e, daqui a pouco se saberá quem vai até ao Marquês de Pombal (a taça, ficará cá por baixo este ano). Aquilo que espero, é que todos se divirtam - ganhe quem ganhar - e que, depois, não se lamentem distúrbios. O futebol é a festa do povo, traz para a rua milhares de pessoas e acende mais discussões do que a própria política.

Logo, Portugal estará na final do Festival da Canção. Um sábado bem popular, não é? Tenciono ficar a ver o Festival, nem que seja para perceber quais são as outras canções a concurso. A nossa, já conheço e, para mim, representa bem aquilo que nós somos. Um país de jovens que têm de dizer adeus a quem cá fica, para irem à procura de um futuro mais promissor lá fora, na estranja. Já fomos o país de iletrados que saía à procura de qualquer trabalho com o qual fosse possível mandar dinheiro para a família que cá ficava, o país de gente que partia para trabalhar de sol a sol, fora de casa e que voltava anos depois com uma espécie de riqueza que cá não teria hipótese de construir. Hoje, o país de engenheiros, enfermeiros, que saiem à procura de valorização profissional, enriquecimento curricular, estatuto e respeito. Somos tudo isto e, por isso, como dizem os NAPA, "O meu caminho eu faço a pensar em regressarÀ minha casa, é ilha, paz,..." Uma letra que nos fala de um lugar muito especial, "...Madeira...do meio do marDo coração do oceano," mas que nos representa a todos, portugueses. Pelo que tenho acompanhado, a maioria das outras canções são apresentadas com todo um espetáculo montado por trás, entre leds, fogo de artifício e sistemas complicados de movimentação em palco. Os nossos, irão quase que apenas só com a voz e o instrumental, em comparação com as outras grandes produções e, por isso, quase de certeza que ficaremos cá para baixo... mas não importa.

Além dos nossos NAPA, "entre os que passaram à final estão o contratenor austríaco de formação clássica JJ, um dos favoritos das casas de apostas com a sua canção pop-ópera Wasted Love, e o israelita Yuval Raphael, que interpretará a canção New Day Will Rise". Israel, "apesar de não localizar-se no continente europeu, participa no Festival Eurovisão da Canção por ser filiado da União Europeia de Radiodifusão." Tal como Israel que participa ddesde 1973, também participam Arménia, desde 2006 e o Azerbaijão, desde 2008, pela mesma justificação. 

Quanto à Austrália, que este ano nem sequer passou à final, só participa neste Festival desde 2015, aquando da celebração dos 60 anos do festival. "Mesmo que, com a diferença horária, o concurso só comece às 4h da madrugada," a verdade é são, e média, "mais de 2,7 milhões de australianos a acompanhar a final."

Fontes:

https://pt.euronews.com/cultura/2025/05/16/eurovisao-2025-estao-definidos-os-26-finalistas

https://www.publico.pt/2020/10/13/opiniao/noticia/democracia-pior-sistemas-1934958

https://www.google.com/search?q=napa+letra+deslocado&rlz=1C1GCEA_enPT797PT799&oq=napa+letra+desl&gs_lcrp=EgZjaHJvbWUqBwgAEAAYgAQyBwgAEAAYgAQyBggBEEUYOTIKCAIQABiABBiiBDIHCAMQABjvBTIKCAQQABiABBiiBDIHCAUQABjvBdIBCTYxNTdqMGoxNagCCLACAfEFw2S9Tu_Xmrc&sourceid=chrome&ie=UTF-8

https://pt.wikipedia.org/wiki/Israel_no_Festival_Eurovis%C3%A3o_da_Can%C3%A7%C3%A3o

https://www.noticiasaominuto.com/cultura/1995221/afinal-porque-e-que-a-australia-participa-na-eurovisao

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publicado às 18:33

Habemos Papa...

por Elsa Filipe, em 08.05.25

... e vem dos Estados Unidos.

Chama-se Robert Francis Prevost, tem 69 anos e assumiu o papado com o nome de Leão XIV. A escolha "foi feita no segundo dia do Conclave e ao fim de quatro votações. Embora tenha nascido em Chicago, nos Estados Unidos, Prevost "tem ascendência espanhola e nacionalidade peruana, e pertence à Ordem de Santo Agostinho."

Prevost adotou o título de Leão XIV, como que fazendo "referência à postura política do último pontífice com esta designação no século XIX, e um compromisso com a justiça social de Francisco, segundo uma especialista em religião." Se olharmos do ponto de vista hitórico e teológico, percebemos a importância que a escolha de um nome pode ter, acabando por ser um sinal de compromisso com as questões sociais. O antecessor, "Leão XIII", foi líder da Igreja Católica entre os anos de 1878 e 1903, tendo  lançado "as bases para o pensamento social católico moderno, sobretudo na sua encíclica Rerum Novarum de 1891, que abordava os direitos dos trabalhadores e o capitalismo no início da era industrial." Durante o seu episcopado, Leão XIII foi ainda responsável pela elevação do "Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Pompeia à categoria de basílica papal em 1901."

Leão XIII foi de facto um crítico do "capitalismo insensível" e do "socialismo centrado no Estado, dando forma a uma vertente de ensino económico distintamente católica." O que poderemos esperar agora de um homem que se identifica com estes pensamentos? O que se espera é que Laeão XIV venha agora orientar a Igreja numa direção mais política, que vá ao encontro de soluções que visem a paz.

O termo Papa, embora antigo só "foi reclamada pelo bispo de Roma no século VI. A primazia papal, conceito segundo o qual o papa é o líder máximo da igreja, ficou intrinsecamente ligada ao papa de Roma, elevando o bispo da cidade acima de todos os outros bispos." Antes disso, o termo Papa "era utilizado por membros respeitados do clero em toda a cristandade."

Só mais tarde, no século XI, os papas deixaram de ser "eleitos em função da opinião popular, tanto do clero como dos crentes," mas no entanto era raro haver consenso nas decisões, o que deu origem a que algumas eleições fossem contestadas e ao aparecimentos dos chamados "antipapas – indivíduos com pretensões substanciais, embora falsas, ao assento papal." Foi também durante o século XI que se iniciou a "prática de adotar um novo nome," em vez do nome de batismo. "Durante muitos séculos, os novos papas tiveram tendência a escolher o nome do papa que os tinha elevado a cardeal."

"Em 1059, o Papa Nicolau II emitiu um decreto" que estipulou o processo pelo qual os papas deveriam a partir daí "ser eleitos, delineando o papel dos cardeais enquanto eleitores." Este decreto levou à diminuição da "influência da aristocracia romana e do baixo clero e estabeleceu as bases do Colégio dos Cardeais, criado formalmente em 1150."

Em 1179 foi então determinado que, para ser eleito, o novo Papa teria de obter pelo menos dois terços dos votos. O número de cardeais votantes faoi aumentando, chegando a 120 em 1975, no papado de Paulo VI. "O atual limite de idade dos cardeais com direito a voto, 80 anos, foi estipulado em 1970." Este ano, o número de cardeais votantes foi 133.

Está  estipulado que, "quando um papa morre ou abdica, todos os membros do colégio dos cardeais são obrigados a comparecer à eleição (o conclave), excepto se tiverem problemas de saúde ou ultrapassado o limite de idade."

"Quando a Santa Sé está vacante" - ou seja, vaga - o conclave deve ter início entre "15 e 20 dias após a partida do último papa. Este período foi estabelecido em 1922 para garantir que os cardeais tivessem tempo suficiente para realizar a viagem."

Quando chegam, "os cardeais são trancados na Capela Sistina" até que um deles seja eleito. "Os critérios referentes aos candidatos, os regulamentos da votação e a necessidade de isolar os eleitores foram formalizados, tendo sido alterados e ajustados posteriormente, quando as falhas do sistema se tornaram evidentes."

É a queima dos votos que vai indicar ao público aquilo se a votação elegeu ou não um novo Papa - fumo branco, significa que um novo Papa foi escolhido. "Não se sabe ao certo quando" é que esta prática teve início, "mas o uso de fumo branco para indicar a escolha de um novo papa remonta apenas ao final do século XIX ou início do século XX."

Fontes:

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/papa-leao-xiv-robert-francis-prevost-e-o-novo-chefe-da-igreja-catolica_e1653157

https://www.nationalgeographic.pt/historia/como-eleito-novo-papa-conclave-escolha-fumo-branco_5860

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/cardeais-fechados-na-capela-sistina-pelo-segundo-dia-para-eleger-novo-papa_e1653157

 

 

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