
Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]
Gosto de escrever e aqui partilho um pouco de mim... mas não só. Gosto de factos históricos, políticos e de escrever sobre a sociedade em geral. O mundo tem de ser visto com olhar crítico e sem tabús!
Não é a primeira vez que o Afeganistão é afetado por um forte sismo. Ainda não se conhecem os números exatos mas andarão para já, na estimativa das 800 vítimas mortais (com os números a aumentarem a cada minuto e milhares de feridos). O sismo teve epicentro a cerca de "42 quilómetros de Jalalabad, capital da província de Nangarhar," na região leste do Afeganistão e a uma hora a que a maioria dos habitantes se encontraria já em suas casas a dormir. Além do horário e do facto daquela ser uma região bastante montanhosa, o nível de destruição pode sido agravado pela pouca profundidade - "apenas oito quilómetros."
O abalo foi sentido em "Cabul, e também em Islamabad, no Paquistão." Algumas regiões mais remotas só são alcançáveis de helicóptero. "Muitas das áreas gravemente afetadas são remotas e têm redes de telecomunicações limitadas, o que complica os esforços de resgate." Ao primeiro abalo, seguiram-se pelo menos outros dois "de magnitude 5.2," que terão provocado "inúmeros deslizamentos de terras que bloquearam as poucas estradas existentes, isolando por completo dezenas de aldeias."
Nesta região, os sismos são relativamente frequentes, particularmente por causa da junção das placas euroasiática e arábica. A zona mais afetada, Kunar, fica numa "região remota na fronteira com o Paquistão, aninhada nos vales da cordilheira Hindu Kush, cuja população vive principalmente em casas precárias de barro e palha, extremamente vulneráveis a sismos." Num país em que a maioria da população vive em situações por si próprias degradantes, uma catástrofe natural desta grandiosidade, traz sempre elevados danos materiais e humanos.
"Em outubro de 2023, uma série de sismos devastou a província ocidental de Herat, causando mais de 1500 mortos." É importante reforçar que a população habita numa região fortemente afetada pela guerra e pela pobreza, em que as habitações estão extremamente degradadas e são, na sua maioria, de construção frágil, permitindo a que os danos já de si elevados, se tornem rapidamente numa catástrofe.
Fontes:
As monções são frequentes na região do sul da Ásia onde se localizam a Índia e o Pasquistão, e se por um lado são essenciais à agricultura do país, também conduzem não raras vezes a chuvas fortes, que levam a cheias e deslizamentos de terras. As que estão a acontecer este ano, foram já consideradas como "as piores cheias dos últimos 40 anos," tendo já sido contabilizadas pelo menos 800 vítimas mortais "e mais de 200 mil" pessoas foram entretanto "retiradas de casa." Numa região que, historicamente deveria estar habituada às monções, a verdade é que os prejuízos têm sido cada vez maiores. As alterações climáticas podem também estar a trazer períodos mais longos e com mais intensidade, havendo ainda registo de "trovoadas súbitas e gigantescas, como bombas de chuva."
Além da região paquistanesa, também a região "norte da Índia está a ser fortemente atingido," com registo de várias casas e edifícios a serem "destruídos, depois das chuvas terem provocado inundações e deslizamentos de terras." As chuvas não têm dado tréguas e as terras estão completamente saturadas, o que aumenta o risco de liquefação e a escorrência pelas encostas. Na zona de "Jammu, em Caxemira," foram registados para já, trinta mortos, "vítimas dos deslizamentos de terra." Aqueles que podiam ajudar, tentavam resgatar o que ainda podia "ser salvo das inundações," improvisando "pontes para atravessar o rio que galgou as margens." Há cerca de 1 mês que não pára de chover, o que, além das cheias, traz ainda sucessivas falhas elétricas.
"Em Mumbai, as equipas de resgate" continuam a busca "por sobreviventes depois de um prédio ter desabado e provocado a morte a, pelo menos, 15 pessoas." Deu-se ainda o "colapso de duas comportas de uma barragem," do lado da India que fez inundar terras paquistanesas a jusante. "Segundo as autoridades paquistanesas, mais de mil e seiscentas aldeias foram inundadas e dezenas de pessoas morreram nos últimos dias."
Estudos apontam o aquecimento global do planeta como causa para o aumento da montalidade. O vento da monção traz consigo "um ar mais quente, capaz de transportar mais humidade, e carrega o potencial de se transformar numa bomba de chuva, quando as nuvens descarregam toda a água que contêm de repente, o que desencadeia cheias repentinas e mortíferas."
Fontes:
A preocupação cresce enquanto no sul da Ásia, a situação entre a Índia e o Paquistão se está a tornar cada vez mais tensa, sobretudo se tivermos em conta a existência de armas nucleares de ambos os lados.
Ontem, "terça-feira, a Índia lançou ataques aéreos contra alvos no Paquistão e na Caxemira paquistanesa." Refere o estado indiano que o objetivo era atingir alvos "terroristas", tanto na província de Punjab, uma região densamente povoada, como na zona paquistanesa de Caxemira. Estes ataques aéreos surgem no seguimento do atentado que, há cerca de duas semanas, atingiu uma zona turística e provocaram vários mortos, na sua maioria turistas estrangeiros. Desde este ataque, a situação já de si tensa, tem vindo a escalar, havendo constantes trocas de acusações e, também, trocas de tiros entre as fações divergentes. Apesar de manifestar que os bombardeamentos teriam alvos específicos, a verdade é que mais uma vez, o resultado foi a morte de civis, entre os quais, numa primeira contagem, estão "uma criança", tendo outras duas ficado "feridas."
De acordo com "o tenente-general Ahmad Sharif" - porta-voz do exército paquistanês - os mísseis foram "lançados a partir do território indiano", não tendo qualquer avião indiano "entrado no espaço aéreo paquistanês." Considerou ainda que este "foi um ataque cobarde que visou civis inocentes a coberto da escuridão." O mesmo porta-voz afirmou ainda "que estava a ser preparada uma resposta e que o ataque tinha como alvo duas mesquitas na província de Punjab."
"O Paquistão retaliou com fogo na fronteira, e a comunidade internacional — como os EUA, Reino Unido e China — já começaram a apelar à contenção." Se o conflito continuar a escalar, podemos estar perante o reacender de um conflito.
Além do mais, há que relembrar que uma parte "do nordeste da Caxemira" é administrado pela China, uma grande "potência nuclear". O Paquistão, "de maioria muçulmana," possuirá "cerca de 170 armas nucleares, enquanto a Índia, "de maioria hindu," vem logo atrás, com cerca de 160." A tensão passa exatamente pela posse de Caxemira, hoje em dia, "um dos pontos de tensão mais perigosos do mundo," bem como um dos que atualmente se pode considerar dos "mais militarizados do mundo."
Estes dois estados, estiveram já envolvidos em "três guerras pelo território montanhoso desde a sua independência da Grã-Bretanha em 1947, a mais recente das quais em 1999."
Fontes:
Hoje morreram pelo menos 24 pessoas "num ataque terrorista a tiros na região de Pahalgam, um destino turístico popular na parte indiana de Caxemira." O ataque, perpetado por um grupo armado, autodenominado "Resistência de Caxemira," teve como alvo principal "um grupo de turistas," ."que se encontravam numa "estância turística." Que turistas seriam e de onde, fica a questão, pois não me apercebi de grandes movimentações acerca do tema (refira-se no que se trata de política externa). De referir, ainda que não exista qualquer relação confirmada, que este "ataque coincidiu com a visita à Índia do vice-presidente dos EUA, JD Vance, que está a efetuar uma viagem de quatro dias de caráter pessoal."
"O ataque foi descrito como o pior contra civis nos últimos anos na região, que tem maioria muçulmana e vinha registando relativa acalmia após anos de conflito." Numa mensagem colocada nas redes sociais, o grupo que reinvindicou o ataque, "criticou a concessão de direitos de residência a mais de 85 mil pessoas de outras partes da Índia, o que, segundo eles, estará a promover uma mudança demográfica na região."
A região de Caxemira é atualmente disputada pela Índia e pelo Paquistão. Num conflito com mais de 50 anos, "só na última década, o confronto que opõe a Índia ao Paquistão já provocou mais de 50 mil mortos e um inquantificável sofrimento às populações." Nos últimos anos, este conflito agravou-se "quando as duas potências anunciaram a realização de ensaios nucleares, numa demonstração mútua de força destinada a intimidar o rival."
Assim vai o nosso mundo...
Fontes:
https://www.dn.pt/internacional/caxemira-ataque-armado-contra-turistas-faz-pelo-menos-24-mortos
https://www.rtp.pt/programa/tv/p13497
Uma comitiva que transportava diplomatas de vários países foi alvo de um "ataque no Paquistão," levando à morte de um polícia e a ferimentos em três outros. Na comitiva seguiam "o embaixador russo e diplomatas portugueses, iranianos, turcomanos, tajiques, cazaques, bósnios, zimbabueanos, ruandeses e vietnamitas." O ataque aconteceu "no vale do Swat, em Khyber Pakhtunkhwa, na fronteira com o Afeganistão." Os diplomatas estariam a participar num encontro para "promover o comércio local, conhecido pelo seu artesanato e pedras preciosas."
Na caravana, composta por 12 diplomatas, "viajava o embaixador português, Frederico Silva, que o Ministério dos Negócios Estrangeiros português confirmou à Lusa estar bem," uma vez que ia a meio do comboio e a viatura onde seguia não chegou a ser atingida. Esta é uma região perigosa por ser um "bastião dos talibãs paquistaneses (TTP), treinados para o combate no Afeganistão e que defendem a mesma ideologia dos talibãs afegãos."
Ontem, escrevi sobre a situação tensa no Médio Oriente e até agora os ataques não cessaram - nem tão cedo se espera que isso aconteça, infelizmente. Nos últimos dias, os ataques contra território libanês já provocou "dezenas de mortos, segundo a Defesa Civil," sendo que "o balanço provisório do atentado de sexta-feira é de 50 mortos e 66 feridos, mas há ainda 11 desaparecidos."
Preocupado com a escalada do conflito, "o secretário-geral da ONU, António Guterres," receia que o conflito no Líbano se torne "uma nova Gaza", numa entrevista dada à CNN.
Depois de aconselhar os habitantes do sul do Líbano a "manterem-se afastados" de edifícios onde o "Hezbollah pode ter armazenadas armas" e que possam ser alvos "do movimento pró-iraniano Hezbollah," Israel lançou esta segunda-feira dezenas de ataques "no sul e no leste do Líbano." Em cerca de meia horam foram lançados "mais de 80 ataques aéreos."
A agência Reuters, descreveu os bombardeamentos desta manhã "como os mais vastos que Israel realizou em simultâneo desde outubro do ano passado." Na última sexta-feira, o exército israelita assassinou "um importante comandante do Hezbollah, Ibrahim Aqil, num bombardeamento em Beirute que fez pelo menos 12 mortos, incluindo cinco crianças."
Este comandante era "procurado há décadas pelos Estados Unidos" acusado de ter sido responsável "pela morte de mais de 300 pessoas nos atentados de 1983 em Beirute." O ataque de 1983 terá morto 307 pessoas que se encontravam num "quartel de uma força internacional de manutenção de paz," entre as quais "241 militares norte-americanos." A explosão de um camião provocou ainda a morte de "63 pessoas na embaixada norte-americana," daquele país.
https://www.publico.pt/2024/09/23/mundo/noticia/israel-ataca-alvos-sul-leste-libano-2105114
O calor chegou em força a Portugal continental e muitos já se dirigiram hoje até à praia. Eu por mim, nestes dias mais quentes, prefiro os fins de tarde para sair de casa e se tal me for possível, passo as horas de maior calor a descansar. As temperaturas por aqui passaram dos 35 graus e poderá ter chegado quase aos 40 em algumas zonas do país.
Mas isso fica aquém das altas temperaturas que têm estado a afetar o leste da Índia e o Paquistão e que, já ultrapassaram os 50 graus! Na quarta-feira, registaram-se 52,3 graus Celsius na capital da Índia, Nova Deli ("embora este valor possa ser revisto depois de o departamento meteorológico verificar os sensores da estação meteorológica que registou a leitura").
"As autoridades alertaram que a água pode vir a escassear." Apesar de serem normais as altas temperaturas (no ano passado o número de mortos por ondas de calor, nesta mesma altura atingiu a centena de vítimas), estes períodos são cada vez mais frequentes e mais severos. Espera-se que as temperaturas comecem a diminuir progressivamente, mas o número real de vítimas pode ainda vir a aumentar.
O "Paquistão também está a ser afetado por fortes vagas de calor, com um pico de temperatura no domingo avaliado em 53 graus celsius em Sindh, uma província fronteiriça da Índia." Hoje os números divulgados já ultrapassaram os 20 mortos, devido a situações de insolação (que levam rapidamente à desidratação).
Já no "nordeste do país," foram registadas "violentas rajadas de vento e chuvas torrenciais à passagem do ciclone Remal, que no domingo provocou mais de 65 mortos na Índia e no Bangladesh" e destruiu cerca "de 30.000 casas." Os danos e as mortes deveram-se, na sua maioria, à fragilidade das habitações e ao desabamento de diques. Qualquer alteração climática terá sempre um efeito mais nefasto nas zonas mais pobres do mundo e, num mesmo país, o drama é ainda maior quando uma parte da população está sem água e outra luta contra cheias devastadoras.
Fontes:
O Paquistão foi esta manhã vítima de mais um ataque, ao que tudo parece, suicída, mas que até ao momento ainda não terá sido reinvindicado. Este ataque aconteceu perto de "uma mesquita, durante uma procissão religiosa em Mastung, na província de Balochistan, no Paquistão," e fez até agora "52 mortos", de acordo com uma fonte médica da cidade de Mastung. Entre os feridos, há muitos que se encontram em estado grave, o que ainda pode levar a um aumento do número de vítimas mortais.
"Os muçulmanos no Paquistão e em todo o mundo celebram o aniversário do profeta Maomé, data conhecida como Mawlid an-Nabi. Durante as celebrações, que duram o dia todo, são distribuídas refeições gratuitas à população," e terá sido neste contexto que o ataque ao que tudo indica suicída aconteceu.
Em julho deste ano, um outro ataque, durante "um comício político de um partido islâmico no noroeste do Paquistão", fez cerca de 30 mortos e "deixou ainda pelo menos cem feridos". Em janeiro, outro caso bastante grave ocorreu no país, no qual "um homem-bomba", que estaria ligado aos Talibãs paquistaneses, detonou-se dentro de "uma mesquita" que ficava junto de um complexo da polícia na cidade de Peshawar, levando à morte mais de 80 agentes que estariam no local no momento da detonação.
Fontes:
https://pt.euronews.com/2023/09/29/pelo-menos-50-pessoas-morreram-num-ataque-suicida-no-paquistao
Mais de uma semana depois da troca de tiros entre guardas dos dois países, foi reaberto o principal posto fronteiriço entre o Paquistão e o Afeganistão, permitindo a passagem de veículos e peões. Este é mais um ponto quente no médio oriente que pode estar prestes a despontar num conflito armado.
O lado paquistanês da fronteira esteve paralisado durante dias, com mercados e escritórios fechados e multidões de viajantes a refugiarem-se nas mesquitas vizinhas. Os dois países partilham mais de 2.500 quilómetros de fronteira, a qual é rejeitada por Cabul desde que foi criada a chamada Linha Durand pelo Império Britânico no século XIX.
No Paquistão, em 1977, a lei civil paquistanesa foi substituída pela lei tradicional islâmica, depois da tomada militar do país.
O Afeganistão localiza-se a norte do Paquistão. Alguns monarcas afegãos tentaram modernizar o país, mas as tribos muçulmanas que constituíam a maioria da população resistiram às mudanças. Em 1973, líderes militares depuseram o último monarca e estabeleceram a república. Cinco anos depois, um grupo de comunistas apoiados pela União Soviética depôs o regime militar e estabeleceu um estado marxista governado por um único partido.
Em 1979, a União Soviética invadiu o Afeganistão, mas foi incapaz de esmagar a resistência afegã no interior, apoiada pelos Estados Unidos que forneceu apoio militar e económico aos rebeldes afegãos. Durante a guerra contra a União Soviética, mais de quatro milhões de afegãos fugiram do seu país, cruzando as fronteiras para o Irão e Paquistão. Em 1988, a União Soviética começa a retirar as suas tropas do Afeganistão.
Fontes:
https://www.educabras.com/artigos/paquistao-e-afeganistao
A Alarm Phone, rede transeuropeia de apoio a operações de resgate, afirmou ter recebido alertas de pessoas a bordo de um navio em perigo na costa da Grécia na tarde da passada terça-feira e que alertou as autoridades gregas. Quem efetuou o pedido de ajuda estava a bordo do navio. A pessoa que ligou terá dito que havia cerca de 750 pessoas a bordo e informou também que o capitão tinha fugido num pequeno barco.
Se olharmos para uma fotografia aérea do navio antes de afundar, divulgada pelas autoridades gregas e que tem passado nas redes sociais e nas notícias, podemos ver centenas de pessoas amontoadas no convés e reparar que a maioria não tem coletes salva-vidas. Horas depois do pedido de ajuda, a embarcação acabou mesmo por se afundar.

Aquilo que parece que está a causar ainda mais revolta, é saber se houve ajuda atempada. Ao que parece, a HSRCC enviou um navio adicional de bandeira maltesa, que se aproximou do navio de pesca por volta das 18:00 e forneceu comida e água. Posteriormente, um segundo navio, desta vez grego, foi enviado por volta das 21:00 para fornecer água aos passageiros. Por volta das 22:40, um navio da Guarda Costeira Helénica de Creta ter-se-á aproximado do barco de pesca. Até às 02:04 do dia 14 de junho não se notaram problemas de navegação, apesar da situação precária da embarcação. Dez a quinze minutos depois, o navio já estava completamente submerso. Vários passageiros que estavam nos convés externos caíram no mar. Só quando a embarcação naufragou, as equipas de salvamento começaram a atuar. E porquê só nessa altura, podemos questionar nós. É que ao que parece, houve recusa da parte dos migrantes em serem ajudados. De certa forma por receio do que lhes poderia acontecer ao serem levados para outro porto que não o de destino inicial, ou talvez porque não tivessem considerado a realidade da sua situação.
Funcionários do Governo disseram que os migrantes a bordo recusaram repetidamente a ajuda das autoridades gregas: “Era um barco de pesca lotado de pessoas que recusaram a nossa ajuda porque queriam ir para a Itália”, disse o porta-voz da guarda costeira Nikos Alexiou à emissora Skai TV. “Mantivemo-nos ao lado, caso precisassem da ajuda que haviam recusado.” As pessoas a bordo não queriam ajuda com medo de serem levados de volta e, a qualquer tentativa de aproximação, o barco começava a manobrar para longe.
Mas como em tudo, também aqui existem outras versões. Segundo alguns sobreviventes, o que se passou foi um pouco diferente e que o barco terá naufragado quando a “Guarda Costeira grega prendeu a embarcação com uma corda para a rebocar."
As hipóteses de recuperar o navio afundado são remotas, porque a área de águas internacionais onde ocorreu o incidente é uma das mais profundas do Mediterrâneo e a esperança de encontrar sobreviventes do naufrágio diminui a cada hora. 104 pessoas foram resgatadas com vida, 78 corpos foram retirados do mar, naquele que é um dos naufrágios mais mortais da Europa nos últimos anos.
Os sobreviventes são apenas homens, que viajavam na parte superior. Segundo as testemunhas, as mulheres e crianças viajavam no porão da embarcação e ninguém terá conseguido sair. Um sobrevivente hospitalizado contou que estariam cerca de cem crianças no porão.
Muitos dos sobreviventes estão em estado de choque e querem entrar em contato com as suas famílias para dizer que estão bem, mas muitos deles continuam a perguntar sobre os desaparecidos, uma vez que são seus familiares e amigos.
Das nacionalidades das vítimas sabe-se que a bordo iam egípcios, sírios, paquistaneses, afegãos e palestinianos e que a embarcação tenha saído da Líbia, país que tem pouca estabilidade e segurança, e que é um ponto de partida para aqueles que tentam chegar à Europa por mar e que tivesse Itália como destino. As redes de tráfico de pessoas são dirigidas principalmente por fações militares que controlam as áreas costeiras.
Os sobreviventes foram levados para Kalamata. Muitos foram tratados no hospital por hipotermia ou ferimentos leves e estão agora instalados provisoriamente em armazéns transformados em abrigos. Entretanto, as autoridades gregas prenderam nove alegados traficantes de pessoas. São oriundos do Egito e suspeitos de planear a viagem ilegal de centenas de pessoas da Líbia para Itália, depois de partirem do Egito com a embarcação. É provável que um procurador apresente várias acusações contra o grupo, incluindo a de homicídio em massa, sendo que o capitão pode estar fugido ou ter morrido.
As Nações Unidas registam mais de 20 mil mortes e desaparecimentos no Mediterrâneo central desde 2014. Esta rota é a travessia de migrantes mais perigosa do mundo.
Fontes:
Na madrugada desta terça-feira, ocorreu um sismo que atingiu a índia, o Afeganistão e o Paquistão. Numa zona fortemente afetada por constantes conflitos, este evento acabou por afetar a população de forma muito negativa.
No distrito de Swat, no Paquistão, pelo menos 150 pessoas ficaram feridas e os hospitais declararam estado de emergência. Também as unidades de saúde do Afeganistão estão em alerta. segundo dados divulgados pelo Governo paquistanês. Entre as vítimas mortais estão duas crianças.
E do lado afegão, pelo menos quatro pessoas morreram e 70 ficaram feridas. Por enquanto, ainda se fazem buscas, por isso estes números podem aumentar.
O terramoto atingiu uma magnitude de 6,5 na escala de Richter e o seu epicentro localizou-se a 40 quilómetros a sudeste de Jurm, na cordilheira Hindu Kushno que se localiza no nordeste do Afeganistão. O abalo - que durou cerca de 30 segundos - teve origem a 187,6 km de profundidade.
O sismo foi sentido numa área de 1000 quilómetros quadrados que chegou também ao Uzbequistão, Tajiquistão, Cazaquistão, Quirguistão e Turcomenistão. Esta zona já está a viver uma crise humanitária provocada pela guerra, pela pobreza generalizada e falta de recursos da população, e que agora se agrava com a ocorrência deste sismo.
Fontes:
https://www.tsf.pt/mundo/sismo-de-magnitude-65-atinge-afeganistao-16046006.html
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.