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Faleceu a atriz Elisa Lisboa

por Elsa Filipe, em 09.01.26

Elisa Lisboa faleceu hoje aos 81 anos. A atriz residia na Casa do Artista desde 2018, depois de em 2017 ter tido um AVC. Nasceu em 1944, foi atriz, professora e encenadora.

"Filha do distinto cantor de ópera José Eurico Corrêa Lisboa e da professora Maria Isaura Belo de Carvalho Pavia de Magalhães e neta materna do maestro Eduardo Pavia de Magalhães e da pianista Branca Belo de Carvalho, a artista começou no Teatro Experimental de Cascais," passando também pela "Companhia Rey Colaço-Robles Monteiro," e pelo grupo "Teatro Hoje."

Elisa Lisboa começou a sua carreira no final da década de 60, no Teatro Experimental de Cascais, onde atuou em “Bodas de Sangue” (1968), “Maria Stuart” (1969), “Antepassados Precisam-se” (1970), “Um Chapéu de Palha de Itália” (1970) e “O Rei Está a Morrer” (1970). Mais tarde, já no Grupo "Teatro Hoje (Teatro da Graça)" destacou-se em “O País do Dragão” (1987), “Vieux Carré” (1988) ou “Terminal Bar” (1990). Fez ainda parte de espetáculos como "O Duelo" (1971), "O Concerto de Santo Ovídeo" (1973), "Os Amantes Pueris" (1976), "O Equívoco" (1977) e "Os Sequestrados de Altona" (1979).

Chegou mesmo a gravar alguns singles, mas a sua carreira ganharia maior destaque no cinema e na televisão.

A sua carreira no cinema, começou nos anos 90, com participações relevantes em filmes como: “Sombras de uma Batalha” (1993), “Aparelho Voador a Baixa Altitude”, de Solveig Nordlund (2002), “Coisa Ruim”, de Tiago Guedes e Frederico Serra (2006), “Alasca”, (2009), “Luz da Manhã” (2011), “Fábrica dos Sonhos” (2011), “A Primeira Ceia” (2011), “Os Últimos Dias” (2011), “A Teia de Gelo” (2012), “Axilas”, de Fernando Lopes (2016).

Também participou em várias séries e comédias. O seu primeiro projeto foi “Tragédia da Rua das Flores” (RTP 1981), passando mais tarde por “Mistério Misterioso” (RTP 1990), “Sozinhos em Casa” (RTP 1994), “Sabor da Paixão” (Rede Globo 2002/2003). Participou também na série “Morangos com Açúcar” (TVI 2006) e, no mesmo ano, participa na SIC no sucesso "Floribella" (2006). Entretanto, participa em “Ilha dos Amores” (TVI 2007), e volta à SIC para "Podia Acabar o Mundo” (2008).

Passa ainda por “Conta-me Como Foi” (RTP 2008/2009), “Feitiço de Amor” (TVI 2008/09), “Liberdade 21” (RTP 2009), “Flor do Mar” (TVI 2009), “Meu Amor” (TVI 2009/10), “Cidade Despida” (RTP 2010), “Regresso a Sizalinda” (RTP 2010), “Velhos Amigos” (RTP 2012), “Doce Tentação” (TVI 2012/2013), “Mulheres” (TVI 2014), “Bem-Vindos a Beirais” (RTP 2015). Uma carreira cheia de diferentes personagens, de grande papéis e que terminaria com o seu último projeto "na TVI, em 2016, quando interpretou Maria Amélia Martins em "A Impostora."

A sua vasta carreira, passou também pelo ensino, tendo sido professora de Interpretação "na Escola Superior de Teatro e Cinema."

Fontes:

https://sicnoticias.pt/cultura/2026-01-09-morreu-a-atriz-elisa-lisboa-e5c289ba

https://www.noticiasaominuto.com/fama/2916295/morreu-aos-81-anos-a-atriz-elisa-lisboa-nao-sera-esquecida

https://expresso.pt/cultura/sugestoes_culturais_televisao/2026-01-09-morreu-a-atriz-elisa-lisboa-d53f9834

 

 

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publicado às 20:12

Prisioneiros libertados durante cessar-fogo

por Elsa Filipe, em 20.01.25

Dando continuação à publicação que ontem fiz, sobre o cessar-fogo na Faixa de Gaza, durante a madrugada houve então a libertação de 90 prisioneiros palestinianos tal como estava acordado entre as partes. Os prisioneiros foram "recebidos em festa, entre bandeiras do Hamas, do Hezbollah, da Fatah ou da Jihad Islâmica e gritos de alegria de familiares." Este grupo de 90 prisioneiros que chegou já à Cisjordânia, é composto na sua "maioria" por "mulheres e menores de idade."

Mas além da troca de reféns e de prisioneiros, que só por si seria já um facto de extrema importância, não posso deixar de realçar a troca de cumprimentos entre Donald Trump e Israel Katz, ministro da defesa de Israel, que afirmou na rede X que "o laço entre Israel e os EUA é inquebrável”, estando os mesmos "assentes em valores partilhados e interesses mútuos."

Israel Katz afirmou ainda estar "ansioso para trabalhar com sua administração para fortalecer esta aliança, trazer de volta todos os reféns mantidos em Gaza e impedir que o Irão adquira armas nucleares.” É possível que venha a ocorrer uma visita de "Benjamin Netanyahu, a Washington no mês de fevereiro para uma reunião com Donald Trump."

Entretanto, a próxima vaga de reféns só será libertada no próximo domingo. Sobre as três reféns que ontem foram libertadas, é de ressaltar que duas delas foram baleadas durante o ataque a 7 de outubro.

Este acordo de cessar-fogo provocou também desacordo no governo israelita, levanto à demissão do "ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, de extrema-direita," e de dois outros ministros do "partido religioso Poder Judaico," que sse opunham às cedências deste acordo.

Em dúvida, está agora a situação de duas crianças que, apesar de terem os seus nomes na lista de reféns a serem entregues durante este cessar-fogo, poderão ter sido mortas durante o conflito devido aos bombardeamentos efetuados pelas tropas israelitas. "O Hamas alega que as crianças morreram," bem como a mãe, Shiri, que também se encontra nesta lista, mas os "militares não confirmam a informação, e ainda esperam que eles estejam vivos." No caso de se confirmar a sua morte, espera-se que os corpos possam ser entregues e repatriados.

 

Fontes:

https://observador.pt/liveblogs/90-prisioneiros-palestinianos-recebidos-em-festa-por-apoiantes-do-hamas-e-do-hezbollah/

https://pt.euronews.com/2025/01/19/tres-ministros-de-extrema-direita-abandonam-o-governo-de-israel-por-causa-do-acordo-de-ces

 https://www.terra.com.br/noticias/mundo/duas-criancas-refens-dadas-como-mortas-pelo-hamas-estao-em-lista-para-serem-libertadas,9f000b71bf9ae5860d1cdef81d0ac982lk5wukqu.html?utm_source=clipboard
 
https://cbn.globo.com/mundo/rfi/noticia/2025/01/20/prisioneiros-libertados-por-israel-chegam-ate-a-cisjordania-em-primeira-parte-de-cessar-fogo-em-gaza.ghtml
 
 

 

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publicado às 21:05

Assinala-se hoje, simbolicamente, a data da abolição da escravatura. Foi escolhida esta data uma vez que "corresponde ao dia da Revolução de São Domingos, no Haiti, que ocorreu na noite de 22 para 23 de agosto de 1791." Marca este dia o início do caminho para o "fim da escravatura e da desumanização," prestando assim "homenagem a todos os oprimidos pela escravidão." 

A escravatura foi uma realidade. Isso revolta-me mas não dá para esconder ou para evitar falar nas atrocidades cometidas. Diz no artigo 5º da Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia:

Artigo 5.o- Proibição da escravidão e do trabalho forçado

1. Ninguém pode ser sujeito a escravidão nem a servidão.

2. Ninguém pode ser constrangido a realizar trabalho forçado ou obrigatório.

3. É proibido o tráfico de seres humanos.

No entanto:

"As últimas estimativas das Nações Unidas indicam que, em todo o mundo, vivam mais de 50 milhões de pessoas em "escravatura moderna"." Sobre este assunto, há que pôr a nu a desumanização a que estas pessoas são sujeitas. Não estamos a falar de países pobres, isto "acontece em quase todos os países do mundo" e “atravessa linhas étnicas, culturais e religiosas”. Ao trabalho forçado, está associado muitas vezes situações de "casamentos forçados".

Estão em maior risco as mulheres e crianças, sujeitas muitas vezes a trablahos ligados à atividade sexual, sendo que “quase quatro em cada cinco das vítimas de exploração sexual são mulheres ou meninas”. São também vítimas preferenciais os "trabalhadores migrantes irregulares ou desprotegidos ou aqueles que por diferentes razões são sujeitos "a discriminação."

 

Fontes:

https://fra.europa.eu/pt/eu-charter/article/5-proibicao-da-escravidao-e-do-trabalho-forcado

https://eurocid.mne.gov.pt/eventos/dia-internacional-em-memoria-do-trafico-de-escravos-e-da-sua-abolicao

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/mais-de-50-milhoes-cresce-em-todo-o-mundo-o-numero-de-vitimas-de-escravatura-moderna_n1432522

 

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publicado às 23:36

Dia Internacional das Mulheres na Diplomacia

por Elsa Filipe, em 24.06.24

Assinala-se hoje o Dia internacional das Mulheres na diplomacia, instituída apenas há dois anos por resolução aprovada pela Assembleia-Geral das Nações Unidas. Esta data pretende valorizar o papel que as mulheres desempenham a nível diplomático, mas que muitas vezes é relegado para segundo plano, bem como a importância de dar cada vez mais competências às mulheres desde tenra idade, como acesso à educação e formação superior e acesso a cargos de topo em empresas e organizações.

"Este dia procura apelar à reflexão sobre o desequilíbrio no acesso à carreira diplomática e a sub-representação feminina, em especial, nas posições diplomáticas de topo."

Podemos destacar Minerva Bernardino, nascida em Santa Cruz de El Seibo, em 1907. Foi uma diplomata da República Dominicana, tendo promovido "os direitos das mulheres internacionalmente" e sendo conhecida como "uma das quatro mulheres a assinar a Carta das Nações Unidas, o tratado original da Organização das Nações Unidas (ONU)." Ao longo da sua vida, Minerva dedicou o seu trabalho à promoção dos "direitos políticos e, especialmente," ao melhoramento do "sufrágio feminino nos países latino-americanos." Em 1945, Minerva consegue mesmo estar na Conferência de São Francisco "como representante da República Dominicana," enviada pelo ditador Rafael Trujillo, que via este gesto como uma "oportunidade de baixo risco para parecer progressista". No ano seguinte, fez parte da presidência da "Comissão das Nações Unidas sobre o Estatuto da Mulher," comissão que viria a ter grande relevância na adoção de uma "linguagem inclusiva de género na Declaração Universal dos Direitos Humanos," bem como na "criação da Declaração sobre a Eliminação da Discriminação contra as Mulheres, de 1967."

No ano de 1954, conseguiu incluir na "Convenção sobre os Direitos Políticos das Mulheres," a afirmação dos "direitos das mulheres de votar, concorrer e ocupar cargos." Apoiou também "o direito internacional que asseguraria a igualdade da mulher no casamento e no divórcio," através da "Convenção de Montevidéu sobre a Nacionalidade da Mulher Casada de 1933."

Outra mulher relevante foi a brasileira Bertha Lutz. Filha de Adolfo Lutz, Bertha foi "ativista feminista," tendo-se destacado também como "bióloga, educadora, diplomata e política brasileira." O seu principal papel de destaque foi na "educação no Brasil do século XX."

Bertha iniciou-se na política em 1934, como candidata "à Câmara dos Deputados" pelo "Partido Autonomista do Distrito Federal," chegando mesmo a assumir a posição de deputada em "1936, após a morte do deputado titular Cândido Pessoa." O Estado Novo, instaurado por Getúlio Vargas em 1937, veio pôr fim ao seu mandato. Tal como Minerva, "integrou a delegação brasileira à Conferência das Nações Unidas sobre Organização Internacional em São Francisco, no Estados Unidos, em 1945, onde lutou para incluir menções sobre igualdade de género no texto da Carta das Nações Unidas".

Em Portugal, não posso deixar de destacar o papel de Carolina Beatriz Angelo, que se tornou a primeira mulher a obter o direito de votar no nosso país, tendo-se tornado "um marco na história das mulheres e da sua luta pelo direito ao voto, à inclusão social e ao direito de participação na vida política."

Um outro nome que não pode ser deixado de lado nesta data é o de Maria de Lourdes Pintassilgo, que ainda "durante o Estado Novo, foi convidada por Marcelo Caetano para se candidatar a deputada à Assembleia Nacional," tornando-se na "primeira mulher a exercer funções como procuradora à Câmara Corporativa nas duas últimas legislaturas deste órgão, até abril de 1974." Foi também presidente do "Grupo de Trabalho para a Participação da Mulher na Vida Económica e Social e à Comissão para a Política Social relativa à Mulher (mais tarde denominada Comissão da Condição Feminina)."

Em 1975, Maria de Lourdes Pintassilgo, "tomou posse como embaixadora junto da ONU para a Educação, Ciência e Cultura" e, entre 1979-1980, foi "a primeira mulher primeira-ministra em Portugal (segunda na Europa, seguindo Margaret Thatcher), a convite de Ramalho Eanes para chefiar o Governo de Gestão." 

Fontes:

https://eurocid.mne.gov.pt/eventos/dia-internacional-das-mulheres-na-diplomacia

https://pt.wikipedia.org/wiki/Minerva_Bernardino

https://pt.wikipedia.org/wiki/Bertha_Lutz

https://www.parlamento.pt/Parlamento/Paginas/Exposicao-As-mulheres-que-mudaram-Portugal.aspx

 

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publicado às 22:51

A Democracia é o pior de todos os sistemas

por Elsa Filipe, em 24.04.22

Repetida muitas vezes, em diferentes ocasiões e por diferentes motivos, a frase que foi atribuída a Churchill, “a democracia é o pior dos sistemas, com excepção de todos os outros,” é usada "para sublinhar que até hoje nunca foi inventada melhor forma de governo pelos homens e para os homens, e que todas as alternativas tentadas se revelaram tragicamente inferiores." Na prática, andamos a tentar desde a Grécia Antiga encontrar algo melhor do que os gregos nos deixaram, sem até agora o termos conseguido e, do mal o menos. Se for para ser governada por alguém, que seja em democracia e não em nenhum dos outros sistemas inventados.

Também Sérgio Godinho cantou a frase de Churchil, também ele cantou a democracia, a exaltou e a criticou. 

A Democracia é um conceito que vem desde o século VII a. C. Resultou da transformação de um sistema político "oligárquico",  que partindo de "reformas e alterações significativas na atuação política," provou que se poderia abrir caminho à "participação de um número alargado de habitantes, considerados cidadãos, na gestão da vida da comunidade." Dessa época, chegaram as leis que vieram possibilitar a intervenção em maior escala "dos cidadãos atenienses na política e vida da cidade estado." E é daí que vem a base daquela que é a nossa democracia, com todas as alterações que foi sofrendo ao longo dos tempos e adaptações necessárias à sociedade atual. "A democracia antiga caraterizava-se pela participação direta do povo (o demos) na vida política."

Em Portugal, a revolução de Abril de 1974, trouxe de volta a Democracia, mas também a alargou. O exercício do direito de voto, passou a estar acessível também às mulheres. Este direito tinha já sido debatido cerca de 100 anos antes, quando em 1822, (a 22 de abril de 1822), "na primeira instituição parlamentar portuguesa – Cortes Gerais e Extraordinárias da Nação Portuguesa –, na discussão do artigo da Constituição relativo às eleições dos Deputados, o Deputado Borges de Barros apresenta uma proposta para o direito de voto das mulheres com seis filhos legítimos." 

Borges de Barros, acusaria "ainda os homens de manterem propositadamente as mulheres na ignorância, receando a sua superioridade," bem como vem a afirmar "que as mulheres não têm qualquer defeito que as impeça de exercer os seus direitos políticos." O que dizer disto, é que, como todos sabemos, a "proposta de Borges de Barros não foi admitida à discussão pelo Parlamento." Venceu mais uma vez a lei eclesiástica que ditava que votar era "o exercício de um direito político e deles são as mulheres incapazes. Elas não têm voz nas sociedades políticas: mulier in ecclesia taceat." 

"O voto feminino seria introduzido em Portugal mais de um século depois, a partir de 1931." Durante a Ditadura, a mulher perderia os poucos direitos conquistados. Durante todos estes anos, elas foram relevadas "para lugares afastados da esfera pública, sujeitas ao domínio dos maridos, numa sociedade profundamente conservadora e patriarcal."

Só "após a Revolução de 25 de Abril de 1974 se consagraria o sufrágio universal e seriam abolidas as restrições ao direito de voto baseadas no sexo dos cidadãos." Verdade, é que elas lutaram pela Democracia, mesmo enquanto esta lhes estava vedada. Viveram na clandestinidade e lutaram lado a lado com muitos homens, foram perseguidas, presas e torturadas. Foram humilhadas e violadas.

Estas "mães" cantadas por Sérgio Godinho... as que lutaram e as que ficaram a chorar os filhos perdidos na guerra, deportados para cativeiros longínquos e de quem em vida se despediram.

E se hoje temos direito a participar na Democracia a estes homens e mulheres o devemos.

 

Fontes:

https://www.publico.pt/2020/10/13/opiniao/noticia/democracia-pior-sistemas-1934958

https://ensina.rtp.pt/explicador/a-democracia-antiga-os-direitos-dos-cidadaos-e-o-exercicio-do-poder-h8/

https://www.parlamento.pt/Parlamento/Paginas/voto-mulheres.aspx

https://www.esquerda.net/artigo/elas-tambem-estiveram-la-evoca-papel-das-mulheres-na-luta-contra-ditadura/54433

 

 

 

 

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publicado às 20:32


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