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Gosto de escrever e aqui partilho um pouco de mim... mas não só. Gosto de factos históricos, políticos e de escrever sobre a sociedade em geral. O mundo tem de ser visto com olhar crítico e sem tabús!
Depois da situação ocorrida na Venezuela, outros países começam agora a sentir a ameaça norte-americana. Colômbia, México e Cuba, foram ameaçados pelo presidente Donald Trump, que também manifestou estar a considerar "a aquisição" da Gronelândia. Esta possibilidade é, para Trump, uma necessidade "para dissuadir" aqueles que considera como os seus "adversários na região do Árctico”.
Entre as opções , estão "a compra directa da Gronelândia pelos Estados Unidos ou a criação de um Acordo de Associação Livre (Compact of Free Association, COFA) com o território." No entanto, um acordo deste género acabaria por ficar "aquém da ambição de Trump de integrar plenamente a ilha — com cerca de 57 mil habitantes — nos EUA."
Se o acordo não for conseguido, Trump afirmou que ponderaria usar a força, uma vez que a Gronelândia é considerada como um território "crucial para os Estados Unidos devido às suas reservas de minerais com aplicações importantes nas áreas da alta tecnologia e da defesa." Trump defende que estes recursos precisam de ser explorados, algo que não tem sido feito, em parte "devido à escassez de mão-de-obra, à falta de infra-estruturas e a outros constrangimentos." Então, mas qual a real importância deste território para os EUA? Por um lado, temos a geoestratégia, uma vez que a "Gronelândia ocupa uma posição central no Atlântico Norte, funcionando como ponte natural entre a América do Norte e a Europa."
Ganhou o seu prestígio durante a Segunda Guerra Mundial, quando esta zona se manteve "fora do alcance aéreo aliado onde submarinos nazis devastaram comboios marítimos." Podemos ainda entender que, “em qualquer nova guerra de grande escala, quem controlar a Gronelândia dominará rotas marítimas vitais do Atlântico," o que aliado ao "sistema de deteção de mísseis de alerta precoce dos Estados Unidos (EUA)," implementado em 1950, dão aos EUA vantagem. "Com o degelo acelerado do Ártico a abrir novas rotas marítimas" nesta região do globo, a importância desta região "tende a crescer" e Trump sabe-o bem. Mas não é apenas o atual presidente dos EUA que está interessado nesta região: Pequim e Moscovo também podem vir a entrar nesta corrida.
E a Europa, que papel tem neste problema? A Gronelândia pertence à Dinamarca e, por isso, a Gronelândia faz parte da Europa. Os EUA, sendo aliados da Europa, deveriam estar a defender este território, o que não deixa de ser uma contradição. A verdade é que uma vez que a "Gronelândia pertence a um Estado-membro da NATO e é um território semiautónomo aliado," e por isso "nada impede Washington de reforçar a sua presença militar, instalar novas bases ou aumentar contingentes. Pelo contrário, existe um tratado com Copenhaga que concede aos EUA liberdade operacional, de portos a pistas de aterragem." Na minha opinião, mesmo com esse tratado, Trump ainda não tem o acesso que tanto deseja - mas o que é que ele deseja no fundo? Se existe esse quase acesso "total" ao território, porque é que deseja a sua soberania?
E porque é que de repente, se voltou a falar disto? Será que a Europa está mesmo a pensar ceder a Gronelândia para evitar conflitos com os EUA, ou não será viável atrasar o processo enquanto esperamos que Trump acabe o seu mandato e as coisas acalmem? Ou haverá mesmo o risco de, mesmo sem Trump no poder, os EUA declararem guerra à Europa? É que a maior questão - à qual eu temo que a resposta seja mesmo a mais óbvia - é se a Europa se vai unir para defender este território ou se irá optar por o deixar escapar.
São tantas questões sem resposta. Estamos a andar sobre uma película muito fina de vidro que se parece estar a quebrar e, se quebra, irá atirar-nos a todos para uma guerra interminável.
Fontes:
https://www.publico.pt/2026/01/06/mundo/noticia/trump-discute-aquisicao-gronelandia-admite-opcao-militar-2160313
https://www.rtp.pt/noticias/mundo/porque-e-que-a-gronelandia-esta-no-centro-das-ambicoes-de-donald-trump_n1708393
O mau tempo que se tem feito sentir no sul da América nos últimos dias tem causado destruição e já fez várias vítimas mortais na região. A causa foi um "sistema de tempestades tropicais", do qual fizeram parte pelo menos dois "furacões" o "Priscilla" e o "Raymond," que "desde 07 de outubro, causaram inúmeras inundações e atingiram 31 dos 32 estados" do México. As chuvas intensas atingiram uma "cadeia montanhosa, que se estende ao longo da costa do Golfo do México, com chuva e vento muito fortes," fazendo com que os rios transbordassem "e mais de 35 mil habitações" ficassem "danificadas," principalmente por causa dos deslizamentos de terras. A causa pode estar no aquecimento da "água do mar no Golfo do México," o que tem vindo a provocar "tempestades mais intensas, mais duradouras e que acontecem mesmo fora dos períodos tradicionais de chuva."
Na região centro e sudeste do México, "64 pessoas" perderam a vida e "65 estão desaparecidas na sequência de inundações e deslizamentos de terras." Dois bebés acabaram por perder a vida, quando a casa onde moravam com a família ficam soterrada com a lama arrastada pelas enxurradas. Algumas comunidades acabaram por ficar isoladas durante vários dias, sem qualquer apoio das autoridades. Apesar dos esforços, algumas regiões continuam sem eletricidade, tendo sido criados "50 abrigos temporários para acolher" as mais de duas mil pessoas afetadas.
Só no Estado de Veracruz, onde desde os primeiros dias tinha sido "dada ordem de evacuação para a zona costeira, e milhares de pessoas tiveram de fugir, os danos foram dos mais avultados. Neste estado, "70 municípios foram afetados e 29 267 casas sofreram algum tipo de danos, assim como "81 localidades" ainda "permanecem isoladas."
"A nível nacional, foram criados 146 abrigos que albergam atualmente cerca de 5.448 pessoas." Na região de "Hidalgo, as autoridades contabilizaram 16 mortos em deslizamentos de terras nos municípios de Tenango e Zacualtipán."
"Em Puebla," foram registados "pelo menos cinco mortos e oito desaparecidos em deslizamentos de terra," e em "Querétano," uma criança também terá morrido, "devido a um deslizamento de terra."
Já na Venezuela, as fortes chuvas também provocaram estragos. Apesar das chuvas intensas que se faziam sentir, a mina de "El Callao, na Venezuela," continuou a laborar. As chuvas intensas que atingiam Caracas, levaram ao desabamento dos poços verticais da "mina Quatro Esquinas de Caratal," que fica na "cidade de El Callao, a cerca de 850 quilómetros a sudeste de Caracas," e matando 14 mineiros que ficaram encurralados.
Numa região com grande mineragem de ouro e em condições, muitas vezes, ilegais, tinha já havido um acidente em "fevereiro de 2024," quando "um desabamento na mina ilegal Bulla Loca, também no estado venezuelano de Bolívar, causou a morte de pelo menos 15 mineiros, tendo 11 ficado feridos." No ano anterior, em "junho de 2023," houve um outro acidente com o "desabamento" ocorrido "na mina Isidora, no município de El Callao," e que nessa ocasião "causou a morte por asfixia de 12 mineiros."
Fontes:
Depois de uma colisão entre um avião de passageiros e um helicóptero militar ter provocado 67 vítimas, há a registar ainda a queda de uma pequena aeronave que provocou a morte de outras sete pessoas.
O primeiro caso aconteceu na quarta-feira, dia 29 quando um "avião comercial da American Airlines," colidiu com "um helicóptero militar Black Hawk" perto do "Aeroporto Nacional Ronald Reagan, em Washington D.C, nos Estados Unidos." A bordo do avião comercial seguia uma equipa "de patinadores artísticos, os seus treinadores e familiares," entre os quais, a "dupla de patinagem artística russa Evgenia Chichkova e Vadim Naumov, campeã do mundo em 1994." As duas aeronaves acabaram por se despenhar no rio Potomac. Não houve sobreviventes. O local onde o acidente aconteceu é um "dos espaços aéreos mais controlados e monitorizados do mundo, a pouco mais de cinco quilómetros a sul da Casa Branca e do Congresso norte-americano."
O segundo acidente aconteceu perto do "Roosevelt Mall," em Filadélfia. Neste caso, tratava-se de um transporte de evacuação médica, ou seja, este avião era como que uma ambulância, que fazia o transporte de uma criança que tinha sido sujeita a um tratamento e regressava a Tijuana, no México. A bordo, iam também a mãe, pessoal médico e tripulantes, todos eles de nacionalidade mexicana. A sétima vítima mortal foi um automobilista que foi apanhado por detroços da aeronave, e há ainda 19 pessoas feridas. O avião despenhou-se "numa zona habitacional da cidade, perto do cruzamento entre as avenidas Cottman e Roosevelt e de um centro comercial, o Roosevelt Mall."
Fontes:
https://exame.com/mundo/o-que-se-sabe-sobre-colisao-entre-aviao-e-helicoptero-em-washington/
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