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Revolta leva a manifestações no Irão

por Elsa Filipe, em 11.01.26

Pensamos muitas vezes no Irão como um país em que quase toda a gente obedece de forma cega ao poder instituído, mas aquilo a que temos assistido nos últimos dias não é bem isso. 

Pelas ruas, as pessoas manifestam-se contra o ayatolah Ali Kohamenei, líder do regime, juntamdo-se em acesos protestos que "começaram na capital Teerão, mas depressa se alastraram a outras cidades do país, como Shiraz, Mashad, Isfahan ou Karaj." Há cerca de 2600 detidos e mais de uma centena de mortos. Estes protestos começaram a 28 de dezembro e resultaram da insurgência contra "o custo de vida e a inflação galopante, num país sujeito" a muitas sanções por parte do exterior, em especial dos EUA. Na base destes protestos estiveram a "rápida desvalorização da moeda iraniana, a subida súbita dos preços de bens essenciais," bem como a decisão tomada pelo "banco central de acabar com um mecanismo que permitia a alguns importadores aceder a dólares a um câmbio mais favorável," o que provocou a indignação da população, em especial dos jovens. Depois dpo encerramento de várias lojas e mercados, as reinvindicações que inicialmente eram económicas, foram-se tornando cada vez mais políticas.

Nos últimos dias, as linhas telefónicas foram cortadas, sendo assim mais difícil que se saiba realmente o que se passa no território. A Internet está também em baixo e a "televisão estatal iraniana tem apenas anunciado as mortes entre as forças de segurança, enquanto garante que o regime mantém o controlo sobre a nação." Aos manifestantes que são mortos, o regime apelida de "terroristas." Os protestos são vistos como ameaças ao regime e os participantes nos protestos são vistos como "inimigos de Deus," uma acusação que, no Irão, é punível com a pena de morte. extremamente violenta. As "forças de segurança, incluindo a polícia, a milícia Basij, a Guarda Revolucionária e agentes à paisana, recorreram a munições reais" e ao uso de "balas de metal." Soube-se de atropelamentos usando viaturas contra a multidão. É este o risco que quem ali clama por liberdade corre e, mesmo assim, ali estão às centenas. Aos milhares.

Trump tem publicado declarações nas redes sociais, como vendo sendo hábito, afirmando que o "Irão aspira à liberdade" e que os EUA "estão prontos para ajudar." Enquanto a "ONU manifestou profunda preocupação com o número de mortos," o presidente norte-americano, ameaçou "intervir militarmente caso as forças iranianas continuem a matar manifestantes." Em resposta a esta ameaça de intervenção, o "regime iraniano" já veio acusar "Washington de instigar os protestos."

Também nas redes sociais chegou a circular um vídeo no qual se podia ver um cartaz que dizia "Já não temos medo. Vamos lutar" numa clara manifestação contra a repressão do regime iraniano, que dura já há 47 anos. Muitos dos manifestantes são jovens e exigem a "recuperação da dignidade e o direito a um futuro."

Nas forças de repressão podem até estar já incluídos "membros das Forças de Mobilização Popular do Iraque (Hashel al Shaabi)," mas devido à falta de informação e às poucas imagens disponíveis, torna difícil confirmar o que se acontece. 

Reza Pahlavi, (príncipe herdeiro e filho do último monarca do Irão) fez um apelo público onde exorta "os iranianos a permanecerem nas ruas, definindo explicitamente como objetivo a tomada e manutenção do controlo dos centros das cidades," apelando a "protestos coordenados." Por outro lado, Reza Pahlavi, "apelou a Trump para que esteja preparado para adotar medidas de apoio ao povo iraniano," apelando ainda para que os "sectores económicos mais importantes, nomeadamente o petróleo e a energia," participem ativamente "nas greves nacionais, o que faz eco de uma estratégia utilizada durante os últimos meses do regime do seu pai, em 1979." Os protestos espalharam-se entretanto por outros países, sendo interessante ver que a "liberdade de expressão" é uma das principais exigências. Muitos "iranianos que vivem no estrangeiro ou pessoas de ascendência iraniana," juntam-se em manifestações ou desfiles, afirmando que mais do que um direito, é seu "dever" manifestarem-se e mostrarem "o seu apoio à distância, uma vez que os iranianos no seu país, de todas as idades e origens, continuam a sair à rua para lutar pela sua liberdade."

Fontes:

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/numero-de-mortos-em-protestos-contra-o-regime-do-irao-atinge-116_n1709289

https://observador.pt/2026/01/11/irao-sem-comunicacoes-ha-tres-dias-e-um-apagao-sem-precedentes-em-que-ate-sinal-da-starlink-esta-na-mira/

https://pt.euronews.com/2026/01/11/manifestacoes-nas-principais-cidades-europeias-em-solidariedade-com-os-protestos-no-irao

https://pt.euronews.com/2026/01/10/porque-e-que-as-proximas-horas-no-irao-sao-criticas-e-porque-e-que-o-silencio-nao-e-uma-op

https://sapo.pt/artigo/o-que-esta-a-acontecer-no-irao-vandalos-ou-sociedade-exausta-protestos-e-o-filho-do-xa-a-re-emergir-como-esperanca-69623469ab728f90f057dd0f

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publicado às 13:58

Portugal, alega ser um país neutro, no que à questão do ataque ao Irão concerne, mas o que está agora em cima da mesa é se, o uso da base das Lajes, pode ser considerado como um apoio aos EUA no ataque às instalações iranianas. Todos sabemos do papel importante que a base das Lajes, no arquipélago dos Açores, teve durante a 2ª Guerra Mundial. "Em 1943, os britânicos instalaram-se nos Açores, nas Lajes, com esquadrilhas de aviões preparados para o combate aos submarinos. Depois da II Guerra Mundial foram os americanos a utilizar a base, que é também partilhada com unidades portuguesas."

De acordo com um comunicado do Ministério da Defesa, acaba por se confirmar a existência de uma "autorização para que 12 aviões reabastecedores norte-americanos utilizassem a Base das Lajes." Mas poderia ter sido de outra forma? Este acordo bilateral, permite o uso da base pelos EUA e, embora tenha sido afirmado que "os aviões não foram utilizados para fins ofensivos," a verdade é que, os "bombardeiros que vieram dos EUA para o Irão, em algum momento da viagem, realizaram operações de reabastecimento." Esta base acaba por funcionar, como um centro de abastecimento, apresentando-se como "a segunda maior capacidade de abastecimento da Força Aérea norte-americana fora de território norte-americano, sendo a maior na Europa para estas funções."

De acordo com o gabinete do ministro da Defesa, trata-se de "um procedimento habitual" e que "as aeronaves que se encontram nos Açores são aviões de reabastecimento aéreo". O Ministério da Defesa esclarece ainda que, Portugal, além de conceder "autorizações específicas, trimestrais ou permanentes de sobrevoo e aterragem," aos EUA, as concede também a "muito outros países". Portugal não fica, assim, diretamente "envolvido no conflito Estados Unidos-Irão." Mas apesar de, formalmente, até poder nem ter sido comunicado o propósito da missão, acho que seria fácil de perceber e enquadrar o uso desta base, nas atuais circunstâncias.

Fontes:

https://ensina.rtp.pt/artigo/o-museu-da-base-das-lages/

https://rr.pt/especial/mundo/2025/06/23/irao-pede-esclarecimentos-a-portugal-sobre-autorizacao-de-avioes-americanos-nas-lajes/430149/

https://pt.euronews.com/my-europe/2025/06/23/base-das-lajes-esta-a-fazer-se-uma-tempestade-num-copo-de-agua

 

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publicado às 07:38

Razões que a razão desconhece

por Elsa Filipe, em 19.06.25

Sou só eu que acho que atacar uma central nuclear, pode correr mal, mesmo muito mal?

Ou será que a ideia é destruir a central e, aproveitando, destrruir um ou dois países ali à volta, já que não nos "estamos" a entender com eles? É que, sinceramente, isto está a começar a cheirar muito mal. Segundo afirmou Donald Trump, "ainda não decidiu se vai intervir militarmente," embora exista a possibilidade de "apoio a um ataque israelita às instalações nucleares do Irão." O Irão acusou ainda "a Agência Internacional de Energia Atómica das Nações Unidas de agir como parceira da guerra de agressão de Israel." Aquilo que parece estar aqui em causa, não é só a guerra entre o estado judaico de Israel e o regime autocrático do Irão, mas abrange outras duas grandes potências - os EUA e a Rússia. E está a ser complicado perceber quem está a apoiar quem, havendo interesses que vão muito além da política externa da qual se vai falando por aí.

O Irão acabou, há poucas horas, por se manifestar contra o apoio dos "Estados Unidos" a Israel, "avisando que tal ação teria como consequência uma resposta severa”. Já numa declaração feita numa visita ao Líbano, a intervenção do "Hezbollah, movimento armado libanês apoiado pelo regime iraniano," é visto pelos EUA como uma "péssima decisão."

A guerra entre o Irão e Israel não é nova - aliás tem décadas - mas as coisas parecem ter piorado de uma semana para a outra assim "do nada". Voltemos a 2010, quando um "vírus informático Stuxnet - amplamente atribuído aos serviços secretos norte-americanos e israelitas - desativou as centrifugadoras iranianas." Já em julho de 2020, um ataque alegadamente de origem israelita terá danificado "gravemente uma central de centrifugação em Natanz e, mais tarde nesse ano, o cientista nuclear de topo Mohsen Fakhrizadeh foi assassinado perto de Teerão." No ano seguinte, "o Irão voltou a culpar Israel por um apagão em Natanz e, pouco depois," terá começado "a enriquecer urânio a 60%." Em 2022, estas acusações foram aumentando "ainda mais, com o Irão a acusar Israel de envenenar dois dos seus cientistas nucleares sem apresentar provas." As relações entre os dois estados agravaram-se ainda mais quando, depois dos ataques de 7 de novembro, o Irão "manifestou o seu apoio" ao Hamas. 

Os ataques mútuos, apesar de frequentes, não eram diários e andávamos talvez distraídos com outras guerras. Depois de diversos "atos de sabotagem e ataques aéreos," foi lançada no "início de 2024, uma operação israelita" que resultou em danos num "gasoduto iraniano."  A 1 de abril do mesmo ano, "um ataque com mísseis destruiu o consulado do Irão em Damasco, matando dois generais e 14 outras pessoas."

Em retaliação, "o Irão lançou mais de 300 mísseis e drones num ataque direto a Israel, a maioria dos quais" acabou por ser "intercetada." Em outubro seguinte, "Israel conduziu os seus primeiros ataques diretos no interior do Irão, visando as defesas aéreas e locais onde existiam mísseis." A Mossad tem aqui um papel importante, por ter sido responsável por montar "uma base secreta para drones explosivos no interior do Irão semanas antes da operação, que foi posteriormente utilizada para atacar plataformas de mísseis superfície-superfície."

Na passada sexta-feira, Israel anunciou que iria avançar com "uma operação militar de grande envergadura contra alvos nucleares e militares no Irão, sob o nome de Lion Rising," referindo que pretende “eliminar a ameaça iraniana à existência do Estado hebreu”. Durante esta última semana, a Mossad terá investido pelas "profundezas do território iraniano, visando sistemas de mísseis, defesa aérea e infraestruturas nucleares."

Durante esta noite foram lançados vários mísseis de parte a parte. Um hospital israelita, "em Be'er Sheva, no sul," bem como um outro em "Holon e Ramat Gan, no centro do país," acabaram por ser atingidos. O balanço mais recente é de "65 pessoas" feridas, embora de forma "leve". Israel fala em crime de guerra, porque o ataque atingiu alguns edifícios hospitalares - faz-me lembrar alguma coisa, hum... a vocês não? Um outro míssil iraniano terá também conseguido "furar" a Hiron Dome israelita e acabou por atingir "a base de um arranha-céus na rua Jabotinsky em Ramat Gan, perto do centro de Telavive e a cerca de 200 metros da bolsa de diamantes da cidade."

Entretanto, as "Forças de Defesa de Israel" atacaram "dezenas de alvos militares no Irão e foi emitido um aviso instando os civis a evacuar a área em torno do reator de água pesada de Arak." Os EUA já reforçaram as suas bases militares no Médio Oriente, tentando, entre outras coisas, evitar o "encerramento do Estreito de Ormuz."

O que a mim também não me faz sentido - mas que vindo daqueles lados, já começa a parecer normal - é a intenção demonstrada por Vladimir Putin de ser mediador do "fim do conflito entre Israel e o Irão, ao mesmo tempo que Moscovo intensifica a sua guerra contra a Ucrânia." A Rússia, alertou para as consequências de um "eventual" apoio dos "Estados Unidos contra qualquer intervenção militar no conflito entre o Irão e Israel," dizendo que estas pode ser "verdadeiramente imprevisíveis.” O presidente russo chegou mesmo a sugerir "que o Kremlin poderia ajudar a negociar um acordo que permitisse a Teerão prosseguir um programa nuclear pacífico, ao mesmo tempo que atenuaria as preocupações de segurança de Israel." Que interesse está por trás desta mediação e que solução poderia aqui ser encontrada, tendo em conta os interesses dos envolvidos?

E deixo aqui outra questão. Parece que estamos longe e que não é nada que nos possa atingir, mas sabemos que não é bem assim. De que lado se coloca a UE? As opiniões dividem-se, mas há que explicar que a "UE considera que o Irão é a principal influência desestabilizadora no continente europeu, através do seu apoio militar à Rússia."

Fontes:

https://pt.euronews.com/2025/06/19/putin-diz-que-russia-pode-mediar-acordo-entre-israel-e-irao-enquanto-intensifica-ataques-a

https://pt.euronews.com/2025/06/19/hospital-no-sul-de-israel-atingido-por-missil-iraniano-informam-as-autoridades

https://pt.euronews.com/my-europe/2025/06/19/ue-dividida-quanto-ao-direito-de-israel-bombardear-o-irao

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/guerra-no-medio-oriente-a-evolucao-do-conflito-entre-israel-e-irao_e1663271

https://pt.euronews.com/2025/06/13/cronologia-como-ocorreu-a-escalada-do-conflito-entre-israel-e-o-irao

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publicado às 15:20

Aqueles que normalizam a violência

por Elsa Filipe, em 16.06.25

Aquilo que mais me tem surpreendido nos últimos dias, tem sido a normalização da violência. Será que é normal haver mísseis a sobrevoar os céus de uma cidade durante a noite? Será que alguém considera normal, famílias a correr para os abrigos, sempre que as sirenes anunciam que se estão a aproximar novos ataques?

E não há bons e maus, quando os ataques se dirigem à população civil... "Os últimos ataques iranianos atingiram mais cidades israelitas e provocaram muitas mortes e dezenas de feridos," enquanto se multiplicam também as vítimas iranianas, com a população a começar a fugir, muitos abandonando "o país através da fronteira com a Turquia."

As escolas são fechadas e as crianças vêem a sua vida a ser totalmente alterada, podendo sofrer trauma psicológico (além de físico). Muitos outros serviços acabam também por ser encerrados. "Os hotéis são um dos poucos edifícios que se mantêm de portas abertas e que acolhem desalojados." Muitos, têm de receber hóspedes que ficaram retidos, devido ao fecho do espaço aéreo, e isso implica ter de se adaptar "à rotina dos abrigos que existem em cada piso" do hotel.

De acordo com Paulo Rangel (MNE), já saíram ontem [domingo], por nossa mão, por terra, quatro portugueses para o Azerbaijão. Entretanto já tinha saído um pela Turquia, há ainda três expatriados, mas que têm meios próprios para regressar." É que quando cai a noite, a situação complica-se em ambos os lados. Um dos primeiros ataques acabou por atingir e provocar uma "forte explosão" numa "fábrica iraniana de processamento de gás natural. Seria o primeiro ataque israelita à indústria do petróleo e gás natural do Irão."

A Tv estatal do Irão já foi mesmo atacada, levando à paragem da emissão por algum tempo, um hospital acabou também por ser atingido, além de várias outras infraestruturas, como é o caso de uma central, "onde o urânio" é "enriquecido até 60% de pureza - próximo do grau necessário para o fabrico de armas - também foi atingida. No entanto, os pavilhões subterrâneos parecem intactos." Apesar de assumir alguns danos na estrutura, o Irão afirma que não há libertação de urânio para a atmosfera, nem houve subida dos valores de radiação nas proximidades.

Já Trump, que parece querer mandar em tudo - mas sem grande sucesso - a única coisa que parece ter feito para mediar este conflito, foi tentar envolver Putin. Talvez seja só impressão minha, mas isto ainda vai piorar antes que vejamos melhorias no terreno. "Os serviços secretos norte-americanos e a Agência Internacional de Energia Atómica afirmaram repetidamente que o Irão não estava a procurar obter uma arma nuclear antes de Israel ter desencadeado a sua campanha de ataques aéreos contra o Irão a partir de sexta-feira." Já o Irão, afirma "que o seu programa nuclear se destina apenas a fins pacíficos."

Mas o conflito passa além fronteiras... na Síria, uma mulher perdeu a vida, alegadamente devido à "queda de um 'drone', afirmou este domingo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), estimando que o aparelho era provavelmente iraniano."

Fontes:

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/guerra-no-medio-oriente-a-evolucao-do-conflito-entre-israel-e-irao_e1662329

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/hoteis-tornam-se-abrigos-para-moradores-de-edificios-atingidos-em-israel_a1662372

https://observador.pt/2025/06/16/portugal-ja-retirou-portugueses-do-irao-e-tem-em-curso-operacao-de-repatriamento-em-israel/

https://pt.euronews.com/2025/06/16/as-consequencias-dos-ataques-israelitas-as-instalacoes-militares-e-nucleares-do-irao-em-im

https://pt.euronews.com/2025/06/15/irao-e-israel-voltam-a-trocar-ataques-deixando-varios-mortos-e-dezenas-de-feridos

https://expresso.pt/expresso-fundamental/2025-06-13-irao-lanca-novo-ataque.-trump-admite-futuro-envolvimento-na-guerra-e-putin-como-mediador-efde434d

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publicado às 23:50

Sabemos que existem Portugueses espalhados por todo o mundo. Alguns em trabalho ou a estudar, muitos de férias e, claro, Israel não é exceção. De acordo com informações que vão chegando através da comunicação social, cerca de 40 portugueses estão à espera da "abertura do espaço aéreo em Israel"e da "chegada de um avião militar para o regresso a Portugal." O clima é tenso e assustador, havendo alguns portugueses a pedir já que seja enviado um avião militar para que sejam resgatados. A situação tem vindo a agravar-se, sendo que a embaixada portuguesa em Telavive, terá já disponibilizado "um contacto de emergência consular," que servirá "exclusivamente para questões de emergências e situações especiais diretamente relacionadas com o atual momento". Mantém-se como conselho, que não sejam realizadas "viagens não essenciais para Israel" ou para o Irão, tal como "quaisquer deslocações à Faixa de Gaza" e a "áreas imediatamente circundantes", "à Cisjordânia e à zona da fronteira israelo-libanesa e junto à Síria (Montes Golã)."

Israel continua a atacar o Irão, sendo que o ataque de sexta-feira a Teerão, terá causado a "morte de pelo menos 60 pessoas, incluindo 20 crianças, depois de ter atingido um edifício residencial ligado ao Ministério da Defesa." O ataque em larga escala, terá tido como justificação a notícia de que o Irão estaria apenas "a dias de conseguir desenvolver várias bombas nucleares."

Um "avião de reabastecimento aéreo," foi entretanto atingido pelo ataque israelita, "no aeroporto de Mashhad." Benjamin Netanyahu, ameaçou que "os ataques realizados até agora não são nada em comparação com o que o Irão verá nos próximos dias." Do lado iraniano, "Hossein Salami, líder das Guardas Revolucionárias," foi morto, bem como "o major-general Mohammad Bagheri."

Em Lisboa, o embaixador do Irão lançou ontem "críticas à atuação da União Europeia," que na sua opinião "devia ter a mesma posição" que foi adotada aquando do início do conflito na Ucrânia, ou seja: "Acusar e condenar esta brutalidade porque, com base no direito internacional, se o abuso de poder se tornar uma norma, então toda a gente pode atacar qualquer um". O embaixador, "Baghaei" acusou os EUA de estarem a compactuar com os ataques, afirmando que "o ataque israelita não teria ocorrido sem a permissão de Washington." Apesar de os EUA recusarem ter tido conhecimento antecipado, é verdade que foram enviados cerca de 300 mísseis americanos para Israel, os quais terão depois sido usados nos ataques da primeira noite.

O Irão retaliou contra estes ataques, lançando "centenas de mísseis contra território israelita, com explosões registadas sobre os céus das cidades de Telavive e Jerusalém." Uma mulher de 20 anos terá morrido e outras 13 pessoas terão ficado "feridas depois de um míssil ter atingido uma casa no norte do país." Já em "Tamra, uma cidade predominantemente palestiniana," um outro ataque terá morto "três pessoas."

De ambos os lados, quem sofre é a população. O Irão já ameaçou que o conflito poderá ser alargado, prometendo "retaliar também contra alvos dos EUA, Reino Unido e França." Se estes países continuarem a proteger Israel, os seus "barcos e bases militares" podem tornar-se alvos. Será apenas uma ameaça, ou irão pô-la em prática? O medo cresce para quem ainda se encontra em território de Israel.

Fontes:

https://www.dn.pt/internacional/ir%C3%A3o-diz-que-negocia%C3%A7%C3%B5es-com-eua-n%C3%A3o-fazem-sentido-ap%C3%B3s-os-ataques-israelitas

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/ataques-e-contra-ataques-iranianos-e-israelitas-continuam-a-espalhar-destruicao-e-morte_e1662146

https://www.publico.pt/2025/06/14/mundo/noticia/ataques-continuaram-madrugada-israel-atingido-sistemas-defesa-iranianos-2136627

https://www.publico.pt/2025/06/14/mundo/noticia/irao-ameaca-alargar-conflito-ate-onde-podera-ir-riscos-traz-nuclear-2136647

https://cnnportugal.iol.pt/mohammad-bagheri/guerra/chefe-das-forcas-armadas-do-irao-morto-no-ataque-macico-de-israel/20250613/684babecd34e3f0bae9f5624

https://pt.euronews.com/2025/06/13/embaixada-de-portugal-em-israel-cria-contacto-de-emergencia-face-a-escalada-do-conflito

 

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publicado às 19:06

Guerra Israel - Irão

por Elsa Filipe, em 13.06.25

Como as coisas até estavam tranquilas e não havia nada com que nos preocuparmos, Israel atacou o Irão, lançando mísseis sobre o território vizinho. O Irão não fez esperar a resposta.

Um dos ataques veio a atingir a "instalação nuclear de Natanz," onde se desenvolve o "programa nuclear do Irão," danificando-a (segundo "a agência iraniana de energia atómica"). Segundo Israel, este ataque terá causado "danos na área subterrânea da central, onde se encontram centrifugadoras e material eléctrico," e que tinham "ainda" sido atacadas outras “infra-estruturas críticas”, "que permitem o funcionamento da central." O Irão refere que os danos foram apenas superficiais e que os níveis de radiação não terão sofrido alterações, acrescentando ainda que acrescentando que não tinha sido registada “nenhuma vítima."

A cidade de Tabriz, "incluindo o aeroporto local," foi também atacada esta manhã num "novo ataque da Força Aérea de Israel." O espaço aéreo iraniano encontra-se encerrado, uma vez que seria perigoso para a aviação comercial circular por ali - o sistema de defesa para conter bombardeamentos israelitas foi entretanto reativado.

Entretanto, a conferência da ONU para debater os dois estados (Israel - Palestina) foi adiada devido ao conflito. Os EUA estarão metidos neste ataque? Aquilo que sabemos é que, a escolher um lado, os EUA estarão certamente do lado de Israel e que já tinham instado o governo do Irão a que chegasse a "um acordo [sobre o seu programa nuclear] antes que não" restasse "mais nada", alertando na "sua rede social Truth Social "que a haver "futuros ataques" estes seriam "ainda mais brutais". No seu comentário na CNN, o "major-general Carlos Branco" afirmou que considerava "incontornável" que os EUA estivessem "envolvidos no ataque israelita ao Irão, restando apenas saber de que forma o fizeram."

Numa mensagem para o povo iraniano, Netanyahu fez saber que, durante as "últimas 24 horas," já tinham eliminado "os principais comandantes militares, os principais cientistas nucleares, a instalação de enriquecimento (de urânio) mais importante do regime islâmico e grande parte do seu arsenal de mísseis balísticos." Os dados de há cerca de uma hora, dizem-nos que os ataques "israelitas no Irão fizeram 78 mortos e mais de 320 feridos." Mas os ataques ainda não pararam e parece que vão piorar nas próximas horas. 

A retaliação, da parte do Irão, não se fez esperar. Em Telavive, as equipas de resgate terão entretanto prestado socorro a vários feridos, depois dos ataques com rockets, tendo ainda sido evacuados "34 feridos para hospitais" das proximidades.

Fontes:

https://www.publico.pt/2025/06/13/mundo/noticia/israel-lanca-ataque-precedentes-irao-responde-100-drones-2136523#112220

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/medio-oriente-israel-ataca-irao-com-instalacoes-nucleares-e-militares-como-alvo_e1661694

https://cnnportugal.iol.pt/videos/os-iranianos-foram-apanhados-em-contracurva-os-altos-dirigentes-em-vez-de-estarem-em-bunkers-estavam-em-casa-a-dormir/684c8c8f0cf20ac1d5f32fea

 

 

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publicado às 22:49

Desde que o presidente Donald Trump lançou uma nova campanha militar contra os rebeldes Houtis no mês passado, este terá sido um dos maiores ataques, resultando na morte de "pelo menos 58 pessoas" e ferindo "mais de 100." O ataque aéreo atingiu "o porto petrolífero de Ras Issa, no Iémen," e o grupo Houthi, veio já divulgar "imagens gráficas do rescaldo," alegando "que o ataque visava trabalhadores civis."

"O Pentágono não fez comentários sobre as vítimas civis e recusou-se a responder às perguntas dos meios de comunicação social," embora Washington tenha já informado que o ataque tinha "como objetivo cortar uma fonte de de combustíveis e fundos para os huthis."

Este ataque vem aumentar a escalada de violência de uma "campanha que começou a 15 de março," e que tem como objetivo "acabar com as ameaças aos navios no Mar Vermelho." Num comunicado raro, os Houthis afirmam que esta foi uma "agressão completamente injustificada" e que a sua ocorrência "representa uma violação flagrante da soberania e independência do Iémen e um alvo direto de todo o povo iemenita." Designaram ainda o alvo como uma "instalação civil", que tem sido vital para a população há largos anos. De facto, cerca "de 70% das importações do Iemén e 80% da ajuda humanitária chegam através de três portos, incluindo o de Ras Issa.," que agora foi alvo de ataque.

O porta-voz da diplomacia iraniana considerou o caso “um exemplo de crime agressivo e uma flagrante violação dos princípios fundamentais da Carta da ONU”. Em resposta, o grupo afirma que foram lançados "ataques contra um alvo militar próximo ao aeroporto Ben Gurion, em Israel, e contra dois porta-aviões dos EUA."

O bombardeamento do porto de Ras Issa, "acontece pouco antes da segunda ronda de negociações entre Washington e Teerão sobre o programa nuclear iraniano," o qual está previsto para amanhã, sábado, em Roma.

Fontes:

https://pt.euronews.com/2025/04/18/rebeldes-houthi-dizem-que-ataques-dos-eua-mataram-mais-de-50-pessoas-no-iemen

https://www.jn.pt/6586834208/huthis-lancam-retaliacao-apos-ataque-mais-mortal-dos-eua-no-iemen/?utm_source=jn.pt&utm_medium=recomendadas&utm_campaign=rec_edit_externo_marcas

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/ataques-aereos-dos-eua-contra-porto-petrolifero-iemenita-matam-dezenas-de-pessoas_n1648757

 

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publicado às 19:30

Três anos de conflito

por Elsa Filipe, em 26.02.25

Três anos...

Há três anos, eramos surpreendidos pela entrada de tropas russas na Ucrânia. Da mesma forma que Putin achava que entrava por ali adentro e derrubava o governo ucraniano, subjugando o seu povo às suas vontades, também o povo daquele país mostrava que não seria com duas cantigas que se renderiam ao arsenal bélico do inimigo. Um inimigo conhecido de longa data, é bom que se diga. 

Os planos do presidente russo, Vladimir Putin, previam uma vitória fácil e poucos "analistas internacionais ousaram contestar essa previsão, dada a disparidade de força entre os dois países." Mas, a verdade, é que o povo ucrâniano tem dado provas de que a sua decisão em resistir, não foi uma má escolha e que, mesmo com todas as dificuldades e as perdas em vidas humanas, tem conseguido resistir. Passaram-se três anos e a guerra está num impasse. A Rússia não tem avançado muito, mas também é verdade que a Ucrânia ainda está longe de recuperar as regiões perdidas.

Embora os dados sejam difíceis de confirmar, desde o início da invasão, a Ucrânia terá registado "43 mil militares mortos em combate e mais de 370 mil feridos, números abaixo das estimativas de várias entidades." Do lado russo, terão havido cerca de "845.310 baixas desde o começo do conflito."

A Ucrânia pediu ajuda... mas foi muito a medo que a União Europeia e a NATO foram facultando armas e viaturas, não cedendo aos muitos pedidos da Ucrânia para entrar na Organização Transatlântica. Durante todo este tempo, a Ucrânia pediu ajuda e esta lá foi chegando, primeiro mais a medo, depois de forma mais visível, mas sempre sob ameaça da Rússia. Atualmente, "a Rússia controla pouco menos de 20% do território ucraniano, ou cerca de 110 mil quilómetros quadrados." A Ucrânia, conseguiu entretanto avançar também "a província fronteiriça de Kursk, no oeste da Rússia, onde chegou a ocupar cerca de mil quilómetros de quadrados de território, segundo as autoridades militares de Kiev, mas esse número deverá ser atualmente menos de metade."

António Guterres, secretário-geral da ONU, destacou hoje no seu discurso, "o impacto devastador do conflito: milhares de civis mortos, cidades destruídas e infraestruturas essenciais reduzidas a escombros," referindo ainda que a "ONU tem mobilizado todos os seus recursos para aliviar o sofrimento da população e promover uma paz justa e duradoura."

As proporções desta crise humanitária são, apesar de tudo o resto que uma guerra envolve, o mais alarmante: "cerca de cinco milhões de ucranianos enfrentam insegurança alimentar, especialmente nas regiões próximas da linha da frente. A subida dos preços e a destruição das cadeias de abastecimento deixaram muitas famílias sem acesso a alimentos nutritivos, forçando-as a recorrer a medidas extremas, como saltar refeições ou contrair dívidas para comprar comida." 

Foram cerca de "11 milhões" as pessoas forçadas "a abandonar suas casas, com 6,9 milhões registados como refugiados e outros 3,7 milhões deslocados internamente." No que respeita aos civis mortos desde o início do conflito, estes deverão andar próximo aos 2500, "incluindo 669 crianças." Além disso, 28.382 civis, entre os quais 1.833 menores, ficaram feridos, mas os números reais deverão ser "consideravelmente maiores", já que apenas são contabilizados os casos verificados.

Uma das situações mais preocupantes é a "das mulheres e das raparigas na Ucrânia."

"Além disso, a ONU documentou centenas de casos de violência sexual relacionada com o conflito e alertou para o aumento de 36% nos casos de violência doméstica. Em resposta, a ONU Mulheres tem investido em programas de apoio psicossocial, empoderamento económico e participação feminina nos processos de paz e reconstrução." Assinalando esta data, "o executivo comunitário anuncia um pacote de ajuda à segurança energética da Ucrânia e aprova o 16.º pacote de sanções à Rússia."

Os EUA terão sido o país que mais ajuda em termos de armamento enviou para a Ucrânia, mas a relação entre os dois países deixou de ser a mesma desde que Trump chegou ao poder. "Crítico da ajuda norte-americana a Kiev, Trump já suspendeu os financiamentos globais da agência estatal de desenvolvimento USAID. Segundo o Instituto Kiel, os Estados Unidos transferiram 3,4 mil milhões de euros em ajuda humanitária para a Ucrânia desde o começo do conflito."

Já do lado da Rússia, os principais apoiantes têm sido o Irão e a Bielorrússia. Mas o aliado que se tem mostrado mais na concretização do apoio à Rússia no "campo de batalha é a Coreia do Norte. No âmbito de uma parceria estratégica com a Rússia e a troco de alimentos e cooperação tecnológica e financeira, e ainda de proteção militar mútua, Pyongyang forneceu a Moscovo pelo menos 13 mil contentores de munições de artilharia, 'rockets' e mísseis, segundo o serviço de informações de Seul (NIS), como forma de ambos os países contornarem o isolamento internacional e as sanções ocidentais." O governo de "Kim Jong-Un destacou acima de dez mil militares para lutar ao lado das tropas russas na província russa de Kursk, parcialmente ocupada pela Ucrânia."

Apesar de afirmar que não apoio militarmente a Rússia, "a China é acusada pelas potências ocidentais de alimentar a máquina de guerra do Kremlin, através da venda de componentes para a sua indústria de defesa, e a sua economia por via do comércio e mesmo acontece em relação a outro gigante global, a Índia." Já no que respeita às sanções aplicadas, as mesmas acabaram por não ter os resultados esperados, uma vez que durante os três anos em que esta guerra já dura, "a China surge como o principal cliente de combustíveis fósseis da Rússia, com cerca de 165 mil milhões de euros em importações, bastante à frente da Índia (98 mil milhões), da Turquia (68 mil milhões) e dos países da União Europeia (55 mil milhões)."

Fontes:

https://unric.org/pt/tres-anos-de-guerra-na-ucrania-a-resposta-humanitaria-da-onu/

https://www.publico.pt/2025/02/24/mundo/noticia/ucrania-tres-anos-guerra-mapas-numeros-2123649

https://sicnoticias.pt/especiais/guerra-russia-ucrania/2025-02-24-principais-indicadores-em-tres-anos-de-guerra-na-ucrania-c210fa43

 

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publicado às 19:51

Os perigos de uma guerra em marcha...

por Elsa Filipe, em 02.10.24

Depois de Israel ter avançado com "ataques terrestres" contra o "Hezbollah na zona fronteiriça do sul do Líbano", tal como avisou, o "Irão lançou um ataque de cerca de 180 mísseis contra Israel." Isto depois da "morte de vários líderes de grupos armados," ou seja, numa clara "resposta à morte do líder do braço político do Hamas, Ismail Haniye," bem como em resposta "à morte do líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, num bombardeamento israelita contra a capital libanesa."

Israel "está a enviar mais tropas para a fronteira do Líbano, com unidades regulares de infantaria e blindados a juntarem-se à operação terrestre."

A questão agora será saber quem está do lado de quem. EUA e França, claramente do lado de Israel contra o Irão. com o gveno dos EUA a juntarem-se a Israel para avaliar a "resposta a dar a Teerão."

Já a França declara que "mobilizou" esta terça-feira os seus "meios militares no Médio Oriente para fazer face à ameaça iraniana," "condenando "com a maior firmeza os novos ataques do Irão contra Israel."

A situação está claramente a descambar numa guerra envolvendo vários países, com Israel, Irão e Libano, no centro de todo este conflito. Mas qual o objetivo central? De um lado, fala-se de direito de auto-defesa, do outro, do combate a uma invasão...

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, presidente "italiana do G7 convocou para esta tarde uma reunião de líderes para discutir o agravamento da situação no Médio Oriente, após o ataque com mísseis do Irão contra Israel."

Do outro lado, o "ayatollah Ali Khamenei," líder do Irão, acusou "os Estados Unidos" e outros "países europeus" de serem "a principal causa dos problemas no Médio Oriente," situação essa que "provoca conflitos, guerras, preocupações e hostilidades," e que como diz Khamenei resulta "da presença das mesmas pessoas que afirmam defender a paz e a tranquilidade na região."

Num comunicado, o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Israel Katz, declarou, referindo-se a Guterres, secretário geral da ONU, que "qualquer pessoa que não possa condenar inequivocamente o ataque hediondo do Irão a Israel não merece pôr os pés em solo israelita. Estamos a lidar com um secretário-geral anti-Israel, que apoia terroristas, violadores e assassinos."

A situação é bastante preocupante! 

No nordeste da Síria, "um grupo de jovens curdos" encontra-se neste momento a criar grupos armados, recrutando "crianças, aparentemente para eventual transferência" para integrarem esses mesmos grupos armados. De acordo com a HRW (organização Human Rights Watch), o "Movimento Revolucionário da Juventude da Síria" já está a recrutar várias "raparigas e rapazes com apenas 12 anos, retirando-os das suas escolas e casas, negando às suas famílias o contacto com eles e rejeitando os esforços frenéticos das famílias para os encontrar".

Portugal já retirou 40 cidadãos do Líbano e outros países estão a fazer o mesmo. Espanha enviou já "dois aviões da Força Aérea para Beirute, com o objetivo de trazer de volta para casa os espanhóis que queriam sair do Líbano," havendo já "uma lista de 350 cidadãos." Os ataques têm estado a intensificar-se e põe em risco as populações locais, mas também os cidadãos estrangeiros que trabalham, estudam ou residem na região.

Fontes:

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/irao-ataca-israel-com-vaga-de-misseis-a-situacao-ao-minuto_e1603817

https://www.jn.pt/6097283999/irao-acusa-eua-e-paises-europeus-de-causarem-problemas-na-regiao/

https://www.jn.pt/7673135344/persona-non-grata-guterres-proibido-de-entrar-em-israel/

https://www.jn.pt/2042814647/autoridades-da-siria-apoiam-recrutamento-de-criancas-para-grupos-armados/

https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2642853/ao-minuto

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publicado às 13:56

Os ataques a Beirute continuam...

por Elsa Filipe, em 28.09.24

...e o líder do Hezbollah terá sido dado como morto. É nesta situação que agora todas as atenções se estão a focar.

Hassan Nasrallah, líder do movimento islamita libanês, terá sido morto "durante um ataque aéreo na sexta-feira à sede da organização em Beirute." Além dele, terão ainda sido eliminados "outros comandantes do Hezbollah que se encontravam no mesmo local, em Dahiyeh, um subúrbio do sul de Beirute, densamente povoado."

A sede do Hezbollah, estaria a funcionar "numa estrutura subterrânea, debaixo de um edifício residencial," o que levou também à morte de vários civis, cujo número ainda não foi revelado. "As forças israelitas dizem não ter ainda essa informação, recusando especificar o tipo de armamento usado no bombardeamento, assim como detalhes sobre a comprovação da morte de Nasrallah." Sabe-se apenas que terá sido através de um dos vários ataques de precisão lançados contra Beirute, com recurso "a um esquadrão de caças F15I munidos de bombas antibunkers."

De acordo com o jornal New York Times, citado pelo Observador, terão sido "lançadas mais de 80 bombas durante vários minutos com o objetivo de matar Hassan Nasrallah," num ataque que teria "começado a ser planeado no início da semana passada, ainda antes de Netanyahu, primeiro-ministro israelita deixar o país para marcar presença na Assembleia Geral das Nações Unidas." 

A situação envolve também o Irão.

Ali Khamenei, líder do Irão, deixou numa "mensagem muito clara sobre as consequências dos ataques militares ao Líbano," que "é obrigatório para todos os muçulmanos apoiar orgulhosamente o povo libanês e o Hezbollah.," contra Israel que acusa de ser um "regime usurpador, cruel e maléfico."

Nasrallah, nasceu em 1960 e tinha 67 anos. "Quando Israel invadiu o Líbano, em 1982, Nasrallah juntou-se a um grupo de combatentes que evoluiria para o atual Hezbollah."

Desde 1992 que era líder do movimento "em substituição de Abbas Moussaoui, depois de este ter sido igualmente morto durante um ataque israelita com um helicóptero."

Durante os últimos anos, viveu quase sempre escondido e tornou-se "o homem mais poderoso e influente" do Líbano. A sua popularidade "no seio da comunidade xiita é apoiadas por uma vasta rede de escolas, hospitais e associações ao serviço dos seus apoiantes. Membro do governo e do parlamento, onde nem o seu campo nem os seus opositores têm maioria absoluta, impediu a eleição de um Presidente da República durante quase dois anos."

Entre ontem e hoje, estão ainda a ser retirados do Líbano vários portugueses.

Fontes:

https://expresso.pt/internacional/medio-oriente/guerra-israel-hamas/2024-09-28-nasrallah-esta-morto.-israel-anuncia-morte-do-lider-do-hezbollah-632e727d

https://expresso.pt/internacional/medio-oriente/guerra-israel-hamas/2024-09-28-lider-do-irao-pede-apoio-de-todos-os-muculmanos-ao-libano-e-ao-hezbollah-fc998ed0

https://observador.pt/especiais/como-nasrallah-tornou-o-hezbollah-um-dos-maiores-inimigos-de-israel-e-semeou-o-caos-no-libano/

https://observador.pt/liveblogs/israel-diz-que-matou-lider-do-hezbollah/#liveblog-entry-678580

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publicado às 16:00


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