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Gosto de escrever e aqui partilho um pouco de mim... mas não só. Gosto de factos históricos, políticos e de escrever sobre a sociedade em geral. O mundo tem de ser visto com olhar crítico e sem tabús!
Como é que nos enquadramos nesta ideia, lançada pela Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen?
De maio de 2023 até 8 de maio de 2024 estamos no Ano Europeu das Competências, que tem como principal objetivo, "dar um novo impulso à aprendizagem ao longo da vida." Os objetivos parecem-me muito bem, mas não me parece que sejam de facto concretizáveis para todos. Falam em reconhecer competências, em reconhecer talentos, mas vivemos numa era em que, infelizmente, muitos estrangeiros que chegam à Europa (e propriamente ao nosso país) não conseguem ver reconhecidos os cursos e competências adquiridas nos seus países de origem.
No que se refere ao Pacto para as Competências, é dito que: "a indústria, os prestadores de serviços de ensino e formação profissionais, os parceiros sociais, os serviços públicos de emprego e outras partes interessadas irão criar mais parcerias dedicadas à formação e ao investimento na requalificação dos trabalhadores." Apresenta-se aqui a proposta de criação de novas parcerias com "as competências em matéria de energias renováveis terrestres, bombas de calor e eficiência energética." Existem também outros objetivos e várias propostas.
Até agora já decorreram algumas atividades. Há um site onde podemos encontrar os eventos mais próximos de nós, muitos deles, on line e de participação livre. Podemos descarregar também manuais. Ou inscrevermo-nos em formações NAU.
Fontes:
https://year-of-skills.europa.eu/index_en
https://eurocid.mne.gov.pt/eventos/uniao-europeia-construcao-e-funcionamento
Quando chega setembro e a vida escolar reinicia, tenho o hábito de organizar as papeladas cá de casa, atualizar o meu currículo, tentar reorganizar o computador. Esta é a tarefa em que desisto logo, porque começo bem mas depois já há pastinhas dentro de pastas, pastas que se calhar já tenho repetidas e devia apagar mas não apago (não vá precisar de alguma coisa qe lá esteja e não me lembre). E depois há os emails com os pedidos de formação em que vêm os DTP's para preencher, os formulários que têm de ser entregues assinados e lá vou descarregando tudo para aquela pasta onde está tudo e onde dias depois já não encontro é nada.
Felizmente, com papéis e dossiers sou um pouco mais organizada, pelo menos, tento ser. Guardo agendas, escrevo os meus cadernos e diários e guardo aqueles miminhos que me vão dando, desenhos do meu filho ou de alunos meus, apontamentos e notas. Mas tempo deixá-los organizados, agrafados por vezes nas páginas das agendas ou colados em diários onde um dia deixarão de ter importância. No meio das papeladas, é sempre giro encontrar um pedaço de papel que nos faz lembrar uma coisa boa que nos aconteceu, uma conversa com alguém, uma criança que já cresceu mas que um dia foi pequenina e nos escreveu algo com uma caligrafia infantil.
Começo então no meio destas papeladas e coisinhas e agendas e diários a perceber que o meu percurso já foi muito rico. Na verdade, tenho feito muita coisa, não me posso queixar das oportunidades que tenho tido e sempre que uma porta se tem fechado para mim, outras se têm aberto, mais rápido ou menos é certo, mas as oprtunidades vão surgindo. Para isso acho que também contribui eu tentar estar sempre ocupada extra trabalho, ou a ter formação ou a dar formação. Ambas as modalidades me agradam. Agora por exemplo, recusei ir ter uma ação de formação que me interessava fazer para enriquecer o meu currículo, para poder ter disponibilidade para dar uma ação de formação já no mês de outubro sobre Cuidados de saúde para crianças e jovens. Adoro estes desafios, ainda mais quando junto as duas áreas que amo, educação e saúde infantil. Dou sempre o meu melhor, mas nunca fico satisfeita e lá vou eu voltar a rever todos os slides que já fiz da última vez, criar novas tarefas e preencher novas grelhas. A cada turma, dedico o meu tempo, o meu carinho e atenção, mesmo on line, sinto que ainda consigo ter essa ligação pedagógica. E isso faz-me sentir bem e continuar a gostar daquilo que faço.
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