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Gosto de escrever e aqui partilho um pouco de mim... mas não só. Gosto de factos históricos, políticos e de escrever sobre a sociedade em geral. O mundo tem de ser visto com olhar crítico e sem tabús!
Infelizmente, o número de mortos provocado pelas cheias que atingiram região da Indonésia e da Tailândia é já muito elevado, ultrapassando já as mil vítimas mortais. A região da Ilha de Sumatra, uma das mais atingidas, pela passagem do "ciclone Senyar, que causou chuvas torrenciais, inundações repentinas e deslizamentos de terra," conta já com mais de 600 mortes, estando ainda cerca de "500 pessoas desaparecidas." O ciclone levou ainda a que "80 mil" pessoas tivessem de ser "retiradas das suas casas." Várias centenas de habitantes daquela região permanecem isolados, devido à subida das águas.
Na Tailândia, o número de mortos excedeu a capacidades da morgue do hospital de "Hat Yai, a região tailandesa mais fustigada pela intempérie," o que levou a que os corpos tivessem de começar a ser transferidos "para camiões frigoríficos."
Na região do Sri Lanka, "um outro fenómeno meteorológico extremo fez 153 mortos e pelo menos 191 desaparecidos." Nesta região, as cheias já obrigaram à deslocação "de 78 mil pessoas" para "abrigos temporários, na sua maioria instalados em escolas."
Apesar de estarmos ainda em época de monções, as alterações climáticas afetaram os padrões e levam agora a períodos mais demorados, com chuvas mais intensas. As tempestades acabam por ter ventos mais fortes e provocam cheias com mais facilidade, em especial nesta região do globo.
Fontes:
Este ano, o mau tempo tempo já provocou três mortos em Portugal. Na quinta-feira, dia 13, morreu um casal octagenário, de nacionalidade portuguesa, numa casa em Pinhal do General, Fernão Ferro. Uma associação (a APROSOC) já veio a público acusar o município do Seixal e a Junta de Freguesia de Fernão Ferro por culpa na morte deste casal, afirmando que não cumpriram as suas "responsabilidades" no que ao "ordenamento do território" diz respeito e que permitiu "a existência daquela habitação em situação de risco, aparentemente sem avaliação geotécnica e hidrológica". Segundo o presidente da Câmara do Seixal, esta "trata-se de uma casa construída clandestinamente, sem qualquer licenciamento camarário, no âmbito do loteamento clandestino do Pinhal do General, que começou nos anos 70", o que retira na minha opinião qualquer culpa à câmara.
Não estou a par da situação, mas a existir ali um leito de cheia e não se podendo construir, o que deveria ter sido feito era o derrube das casas, mas depois lá caía tudo em cima da Câmara. Em relação a não terem sido dadas orientações, foram transmitidas tanto a nível local como a nível nacional, o problema é que, em muitos casos, as pessoas não cumprem determinadas medidas preventivas e não acautelam os seus bens seja por incapacidade de o fazerem seja por estarem sempre à espera que o mal só bata à porta dos outros. Há fenómenos que são súbitos. Estar a viver numa zona perigosa, sabendo-o, já não me parece ser algo súbito ou que tenha de ser alertado. É como quem constrói na base de encostas ou arribas e vai vendo as pedras a rolar, pedacinhos da arriba a cair... e quando aquilo um dia cai tudo, dizerem que foi "sem aviso".
A terceira vítima foi uma senhora de nacionalidade britânica que ficou ontem debaixo dos escombros da casa onde vivia com o marido (uma espécie de bungalow), depois da passagem de um tornado, na região do Algarve. Este tornado fez, além da vítima mortal, vinte e oito feridos, dois dos quais considerados graves, tendo atingido o Parque de Campismo de Albufeira e o hotel "Eden Resort," que aquando deste "fenómeno meteorológico extremo" estaria a servir os pequenos-almoços aos clientes. Entre os feridos estão algumas crianças. Em Silves, a chuva e o vento forte provocaram dois desalojados.
Em Nisa, na passada quinta-feira, um outro tornado terá afetado cerca de dez habitações, levantando coberturas, "mas sem registo de desalojados." Na região, o mau tempo terá ainda provocado "a queda de várias infraestruturas de média e alta tensão." No mesmo dia, "um descarrilamento e a queda de um poste de iluminação obrigaram à suspensão da circulação de comboios em dois troços ferroviários." A circulação "entre a Covilhã e Tortosendo e entre Abrantes e Alferrarede" ficou interrompida. No que respeita ao descarrilamento, este terá ocorrido depois de um "comboio embater numa barreira," devido a um “aluimento de terras”.
O fim de semana, foi ainda de aguaceiros um pouco por todo o país. Entretanto, a água vai começando a baixar em algumas regiões deixando à vista a destruição causada. A situação foi também bastante complicada em Vila do Conde, onde várias casas de primeira habitação ficaram inundadas, principalmente as que se localizam "nas imediações da ribeira da Lage, que, com o aumento do caudal provocado pela chuva, galgou as margens, derrubou muros e invadiu quintais e habitações."
Em Aveiro, mais propriamente "no centro histórico de Santa Maria da Feira," a chuva intensa "inundou várias casas e lojas. Parte da bancada do estádio do União de Lamas desabou."
Fontes:
https://www.rtp.pt/noticias/pais/depressao-claudia-a-evolucao-do-mau-tempo-em-portugal_e1698380
Podemos dizer que está na altura da chuva forte e que, no meu tempo, a estes fenómenos se chamava, inverno, mas existem dois aspetos a considerar: o primeiro é que passamos de andar de manga curta para uma tempestade que quase não nos deixava sair de casa e, o segundo, é que apesar de todos os avisos, de passar informação constante nas televisões e na internet (jornais digitais, sites, publicações nas redes sociais) ainda houve quem se deixasse surpreender e achasse estranho tanto vento e tanta chuva, Há dias que se andava a falar nisto!
Infelizmente, as previsões acabaram por se comprovar em muitas regiões: houve cheias rápidas tal como havia sido anunciado, houve deslizamentos de terras e pequenas derrocadas devido às terras soltas que se viram rapidamente infiltradas de águas, houve painéis que tombaram, telhados que levantaram e placas que se soltaram devido aos fortes ventos. O que é de estranhar não é o fenómeno em si, mas a falta de preparação para estes eventos que nós continuamos a acusar, como se houvesse em nós uma confiança inata de que aqui nunca "acertam com as previsões", "o temporal passa ao lado", "dizem que vai chover e afinal foi só umas pinguinhas"... pois é, mas agora, desta vez, houve mortos, houve feridos, gente a precisar de ser resgatada, houve um aumento significativo no número de ocorrências e (pasmem-se!) afinal o número de bombeiros disponíveis já nem sequer é o mesmo em algumas regiões do país do que era no verão.
Continuamos a sofrer de falta de consciência preventiva. Há falta de reuniões e discussões com a população sobre o que fazer se isto ou aquilo vier a acontecer, andamos sempre a correr atrás do prejuízo. Se na primavera e no verão, os canais televisivos repetem e repetem informações sobre os incêndios, chegamos ao outono e ao inverno e são as cheias, as ondas que galgam os muros, os avisos para que não vão para as zonas de risco! E continuamos assim, ano após ano...
Fomos alertados para chuva forte e pelo agravamento da tempestade ao chegar a terra pela confluência de um "rio atmosférico" (lembram-se? Aquele fenómeno que tantos mortos fez em Espanha no ano passado?) o que levou a que se andasse nos últimos dias em oscilação entre alertas laranjas e vermelhos em diversos pontos do país. Entre os avisos divulgados, esteve o da ANEPC, que "emitiu um aviso à população, apelando à adoção de medidas preventivas para minimizar os efeitos do mau tempo." Entre as recomendações estavam atos práticos e que nãoi deveriam ser guardados para quando a tempestade chega, mas que já deviam ser comuns, especialmente neste período do ano em que as folhas das árvores tendem a causar maiores entupimentos: "a limpeza de sarjetas e sistemas de escoamento de águas," bem como outras recomentdações como "a fixação de estruturas soltas" e evitar "deslocações desnecessárias durante os períodos de maior instabilidade."
No dia 12, já se havia avisado que "a frente fria estacionária associada à depressão Claudia" estava "a enviar sucessivas linhas de instabilidade," prevendo-se "que os períodos de chuva ou aguaceiros, inicialmente mais fortes no Minho e Douro Litoral" se tornassem "mais persistentes e fortes em termos de área geográfica abrangida à medida que o sistema frontal" fosse "progredindo de oeste para leste" nas horas seguintes. O IPMA já avisava para a possibilidade de ocorrência de "precipitação forte e persistente, rajadas de vento entre 75 e 90 km/h," que podiam "atingir os 100 km/h em algumas zonas, e ondas que" poderião "atingir 4,5 metros de altura significativa, sobretudo na costa ocidental," ondas estas que poderiam chegar aos "3 e 4,5 metros de altura a partir de quinta-feira" (ontem).
Ou seja, nada indicava que a depressão nos passasse ao lado. Fomos alertados para a "possibilidade da precipitação ser acompanhada de trovoada" e que o vento forte poderia levar ao risco "de danos em infraestruturas e de potenciais quedas de árvores, entre outros possíveis impactos."
Ontem, quinta-feira, "cerca de 20 mil clientes" ficaram "sem energia devido ao mau tempo, sendo Lisboa, Santarém e Setúbal as zonas mais afetadas - um número que pelas 15h já estava reduzido a 7000." No distrito de Setúbal - que se encontrava em alerta vermelho - cerca de "8000 clientes" ficaram sem eletricidade e houve mesmo várias escolas que não chegaram a abrir devido ao mau tempo.
Entre elas, estiveram as escolas do "Agrupamento de Escolas do Montijo, do Agrupamento de Escolas Poeta Joaquim Serra, da Escola Profissional do Montijo e do Conservatório Regional de Artes do Montijo," bem como, do Agrupamento de Escolas de Sampaio, Sesimbra, o que permitiu evitar a deslocação de alunos por zonas alagadas e perigosas, tanto para quem circula a pé como de carro.
Além das estradas alagadas e que ficaram intransitáveis, houve várias quedas de árvores e de estruturas. "A forte chuva levou também ao corte temporário da Segunda Circular, junto ao aeroporto, cerca das 06h00, devido a uma inundação." Desde o início do evento até à manhã de quinta-feira, tinham sido efetuados "três salvamentos terrestres e cinco aquáticos."
Em Fernão Ferro, aqui mesmo no Seixal, um casal de idosos perdeu a vida, ao que tudo indica por não terem conseguido sair da sua habitação no momento em que a mesma ficou inundada. Nesta freguesia, foram vários os casos de inundações, mas este foi de todos o mais grave. Esta é uma zona vulnerável à ocorrência de cheias, tendo a água isolado "várias ruas da freguesia."
As vias de circulação ferroviária, foram também afetadas, tendo as do "Entroncamento e Santarém, na Linha do Norte," sido as que registaram maiores atrasos na circulação. No que respeita à agitação marítima, 14 barras portuguesas, entre as quais a do "Douro, Esposende, Caminha, Vila Praia de Âncora, Póvoa do Varzim, Vila do Conde" entre outras, foram encerradas à navegação. "As barras de Aveiro, Figueira da Foz, Albufeira e Portimão, ficaram também "condicionadas à navegação."
E o mau tempo vai ainda continuar nos próximos dias, por isso, mantenham-se em segurança!
"Face às condições adversas, a Proteção Civil recomenda especial cuidado na circulação e permanência em áreas arborizadas e aconselha precaução junto à orla costeira e zonas ribeirinhas. Pede ainda que sejam evitadas atividades relacionadas com o mar, como pesca desportiva, desportos náuticos, passeios à beira-mar ou o estacionamento de veículos junto à linha de costa." Evitem também circular em zonas alagadas, caso não tenham percebido, compraram um carro, não um submarino! E podem correr o risco de "arrastamentos ou quedas em buracos e caixas de esgoto abertas." Por último, mas não menos importante, por favor protejam também os vossos animais! Sim, ainda há alguns inergúmes que deixam os animais presos a trelas no exterior e nem sequer se lembram de que em caso de subida rápida das águas, eles podem afogar-se!
Fontes:
https://www.sesimbra.pt/noticia-74/mau-tempo-causa-estragos-em-todo-o-concelho
Por cá, o mau tempo fez-se sentir, trazendo a sensação de que finalmente o verão se foi embora. Uma forte tempestade acabou por atingir o país, sobretudo a litoral com ventos fortes e trovoada. A madrugada de quarta-feira foi passada acordada a ouvir a chuva na janela e a apreciar a beleza da enorme trovoada que se abateu sobre a margem sul. Por pouco, não me vesti para sair de casa e ir para a rua ver os relâmpagos.
Portugal foi atingido na madrugada desta quarta-feira por "uma superfície frontal fria que trouxe chuva, vento e trovoada." Deste evento que trouxe ventos fortes e milhares de descargas elétricas, decorream diversas "situações" que necessitaram de intervenção da PC, principalmente "relacionadas com inundações (506), quedas de árvores (246), limpeza de via (140) e quedas de estruturas (129)." Em 24 horas, terão sido contabilizados "um total de 47.676 descargas elétricas atmosféricas." Devido ao mau tempo, algumas regiões do país acabaram por ficar sem eletricidade - perto de "60 mil clientes da E-Redes" terão sido afetados, concentrando-se a maioria dos danos "sobretudo nos distritos de Santarém, Castelo Branco e Portalegre." Os cortes ter-se-ão devido sobretudo à queda de postes e de ramos de árvores sobre a estrutura elétrica, situação que rapidamente foi resolvida.
A beleza de uma tempestade está na sua força e a nossa segurança tem de estar na prevenção, sobretudo quando estão em causa zonas de alagamento ou regiões propícias a derrocadas ou deslizamentos de terras.
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Infelizmente, no Brasil, o mau tempo causou vítimas mortais, depois de um tornado ter atingido na quinta feira, o estado do Paraná, no sul do Brasil. O tornado provocou a morte a "cinco pessoas" e ferimentos a "cerca de 130." As regiões mais afetadas foram as de "Candói, Rio Bonito do Iguaçu e Porto Barreiro, que enfrentaram ventos que terão atingido "velocidades entre os 180 e os 250 quilómetros por hora," deitando abaixo "postes de luz, destelhou imóveis, destruiu construções," derrubou "árvores e até de casas de tijolo".
Também noutros "municípios da região, como Laranjeiras do Sul e Guarapuava" se fizeram sentir os "efeitos do tornado", tendo sido confirmados até ao momento, "cinco óbitos, sendo cinco em Rio Bonito do Iguaçu e um em Guarapuava." Há ainda um desaparecido e "as autoridades alertam que o número de mortos pode aumentar nas próximas horas." A destruição pode ter feito mais vítimas pois atingiu a região quando "muita gente" estava "voltando para casa," o que contribuiu para que muitas viaturas estejam ainda debaixo dos "escombros."
O Rio Grande do Sul e Santa Catarina mantêm-se agora em alerta vermelho, onde na região "litoral, são esperadas rajadas de vento" que podem ultrapassar os "100 km/h", de uma massa que passou já pelo "norte da Argentina e do Paraguai" e que ganhou "força sobre o Rio Grande do Sul."
Fontes:
O último grande furacão a atingir o continente americano "fez, pelo menos, 32 mortos nas Caraíbas," e foi já considerado como "o terceiro furacão mais intenso observado" naquela região, "atrás do Wilma (2005) e do Gilbert (1988)" e igualando "o recorde de 1935 como o mais intenso a atingir a Jamaica."
O enorme rasto de destruição começou na terça-feira, quando o Melissa atingiu "a Jamaica como uma tempestade recorde de Categoria 5, com ventos de 298 quilómetros por hora." Das 32 mortes confirmadas, pelo menos 25 ocorreram "em Petit-Goâve, no Haiti, depois de um rio inundado pelo Melissa ter transbordado." Nesta região, "muitas famílias" ficaram "isoladas devido à falta de serviço telefónico" e aos cortes na eletricidade, provocados sobretudo pelas "inundações generalizadas." É estimado que cerca de "25 mil pessoas estejam em abrigos."
O furacão chegou a terra "perto de Black River, em Saint Elizabeth, no sudoeste do país" e chegaram a ser registadas "rajadas de vento que ultrapassaram os 300 km por hora." Claramente, os efeitos "foram catastróficos, quer no interior montanhoso, com vários deslizamentos de terras, quer nas zonas costeiras, onde a subida das marés provocou inundações num raio de vários quilómetros."
Quando chegou a Cuba, a violenta tempestade era de Categoria 3, atingindo a cidade de Santiago, isolando inúmeras "comunidades locais" e afetando "cerca de 140 mil habitantes." As províncias de "Holguín e Guantánamo" foram também bastante afetadas. Foram registados em Cuba "ventos sustentados de 193 quilómetros por hora, intensidade que tem vindo a enfraquecer."
No Haiti, aquele que continua a ser considerado como o "país mais pobre das Caraíbas," a tempestade provocou a subida dos níveis de cheia na região, provocando a morte de "pelo menos 20 pessoas, incluindo 10 crianças," e provocando ainda dez desaparecidos.
Na República Dominicana, menos afetada, o Melissa "fez também um morto e deixou mais de um milhão de pessoas sem água potável devido aos efeitos das chuvas em dezenas de aquedutos." Já no Panamá, registaram-se "pelo menos, quatro mortos, três deles menores de idade, e mais de 1100 pessoas foram afetadas pelas fortes chuvas em várias províncias." Este evento atmosférico segue em "direção às Bermudas."
De acordo com o "Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC), o aviso de furacão" acabou por ser retirado, passando agora apenas para Categoria 1, nas "regiões central e sudeste das Bahamas, mas as autoridades continuam a alertar para riscos de inundações, quedas de energia e estradas intransitáveis," recomendando que sejam seguidas as indicações das autoridades, para que a prevenção possa minimizar os riscos.
Fontes:
O mau tempo que se tem feito sentir no sul da América nos últimos dias tem causado destruição e já fez várias vítimas mortais na região. A causa foi um "sistema de tempestades tropicais", do qual fizeram parte pelo menos dois "furacões" o "Priscilla" e o "Raymond," que "desde 07 de outubro, causaram inúmeras inundações e atingiram 31 dos 32 estados" do México. As chuvas intensas atingiram uma "cadeia montanhosa, que se estende ao longo da costa do Golfo do México, com chuva e vento muito fortes," fazendo com que os rios transbordassem "e mais de 35 mil habitações" ficassem "danificadas," principalmente por causa dos deslizamentos de terras. A causa pode estar no aquecimento da "água do mar no Golfo do México," o que tem vindo a provocar "tempestades mais intensas, mais duradouras e que acontecem mesmo fora dos períodos tradicionais de chuva."
Na região centro e sudeste do México, "64 pessoas" perderam a vida e "65 estão desaparecidas na sequência de inundações e deslizamentos de terras." Dois bebés acabaram por perder a vida, quando a casa onde moravam com a família ficam soterrada com a lama arrastada pelas enxurradas. Algumas comunidades acabaram por ficar isoladas durante vários dias, sem qualquer apoio das autoridades. Apesar dos esforços, algumas regiões continuam sem eletricidade, tendo sido criados "50 abrigos temporários para acolher" as mais de duas mil pessoas afetadas.
Só no Estado de Veracruz, onde desde os primeiros dias tinha sido "dada ordem de evacuação para a zona costeira, e milhares de pessoas tiveram de fugir, os danos foram dos mais avultados. Neste estado, "70 municípios foram afetados e 29 267 casas sofreram algum tipo de danos, assim como "81 localidades" ainda "permanecem isoladas."
"A nível nacional, foram criados 146 abrigos que albergam atualmente cerca de 5.448 pessoas." Na região de "Hidalgo, as autoridades contabilizaram 16 mortos em deslizamentos de terras nos municípios de Tenango e Zacualtipán."
"Em Puebla," foram registados "pelo menos cinco mortos e oito desaparecidos em deslizamentos de terra," e em "Querétano," uma criança também terá morrido, "devido a um deslizamento de terra."
Já na Venezuela, as fortes chuvas também provocaram estragos. Apesar das chuvas intensas que se faziam sentir, a mina de "El Callao, na Venezuela," continuou a laborar. As chuvas intensas que atingiam Caracas, levaram ao desabamento dos poços verticais da "mina Quatro Esquinas de Caratal," que fica na "cidade de El Callao, a cerca de 850 quilómetros a sudeste de Caracas," e matando 14 mineiros que ficaram encurralados.
Numa região com grande mineragem de ouro e em condições, muitas vezes, ilegais, tinha já havido um acidente em "fevereiro de 2024," quando "um desabamento na mina ilegal Bulla Loca, também no estado venezuelano de Bolívar, causou a morte de pelo menos 15 mineiros, tendo 11 ficado feridos." No ano anterior, em "junho de 2023," houve um outro acidente com o "desabamento" ocorrido "na mina Isidora, no município de El Callao," e que nessa ocasião "causou a morte por asfixia de 12 mineiros."
Fontes:
As monções são frequentes na região do sul da Ásia onde se localizam a Índia e o Pasquistão, e se por um lado são essenciais à agricultura do país, também conduzem não raras vezes a chuvas fortes, que levam a cheias e deslizamentos de terras. As que estão a acontecer este ano, foram já consideradas como "as piores cheias dos últimos 40 anos," tendo já sido contabilizadas pelo menos 800 vítimas mortais "e mais de 200 mil" pessoas foram entretanto "retiradas de casa." Numa região que, historicamente deveria estar habituada às monções, a verdade é que os prejuízos têm sido cada vez maiores. As alterações climáticas podem também estar a trazer períodos mais longos e com mais intensidade, havendo ainda registo de "trovoadas súbitas e gigantescas, como bombas de chuva."
Além da região paquistanesa, também a região "norte da Índia está a ser fortemente atingido," com registo de várias casas e edifícios a serem "destruídos, depois das chuvas terem provocado inundações e deslizamentos de terras." As chuvas não têm dado tréguas e as terras estão completamente saturadas, o que aumenta o risco de liquefação e a escorrência pelas encostas. Na zona de "Jammu, em Caxemira," foram registados para já, trinta mortos, "vítimas dos deslizamentos de terra." Aqueles que podiam ajudar, tentavam resgatar o que ainda podia "ser salvo das inundações," improvisando "pontes para atravessar o rio que galgou as margens." Há cerca de 1 mês que não pára de chover, o que, além das cheias, traz ainda sucessivas falhas elétricas.
"Em Mumbai, as equipas de resgate" continuam a busca "por sobreviventes depois de um prédio ter desabado e provocado a morte a, pelo menos, 15 pessoas." Deu-se ainda o "colapso de duas comportas de uma barragem," do lado da India que fez inundar terras paquistanesas a jusante. "Segundo as autoridades paquistanesas, mais de mil e seiscentas aldeias foram inundadas e dezenas de pessoas morreram nos últimos dias."
Estudos apontam o aquecimento global do planeta como causa para o aumento da montalidade. O vento da monção traz consigo "um ar mais quente, capaz de transportar mais humidade, e carrega o potencial de se transformar numa bomba de chuva, quando as nuvens descarregam toda a água que contêm de repente, o que desencadeia cheias repentinas e mortíferas."
Fontes:
Julho começou e com ele chegaram as ondas de calor. Já não são só os picos de calor ao longo do dia que nos preocupam, é a sucessão de dias muito quentes e a influência que estas temperaturas têm no equilíbrio climático global. Para mim, o pior neste fim de semana foram as dores e o mal estar provocado pelo calor e pelos inchaços no corpo. A mesma fibromialgia que no frio me traz dores atrozes nas articulações, traz-me no calor extremo, a ssensação de mau estar, de desmaio e de um desânimo enorme que se reflete até no esforço para pensar. No domingo, foi mesmo muito difícil estar de pé e até trabalhar (estar ao PC a preparar os conteúdos de formação, quando não nos aguentamos sequer em pé e saber que temos prazos de entrega que, assim, não iremos conseguir cumprir, porque não me conseguia sequer levantar e manter os olhos abertos por muito tempo... é desgastante). À tarde, no domingo, o meu carro marcava 50º (claro que este valor se devia ao facto do carro estar ao sol, mas pelo país as temperaturas não andaram assim tão longe disso). A noite de domingo para segunda foi passada a trabalhar até perto das quatro. Antes de me ir deitar ainda fui à janela e corria um ar quente... as temperaturas estavam perto dos 30º...
Hoje foram batidos recordes de temperatura em alguns locais de Portugal. Em Mora os termómetros bateram os 46.6º (embora o máximo até aqui registado não tenha sido ainda alcançado - a "1 de Agosto de 2003," atingiram-se os "47,3 graus na Amareleja," em Beja).
Na Europa a situação "já atingiu uma extensão geográfica sem precedentes em França", onde "o topo da Torre Eiffel" chegou mesmo a ser "encerrado por precaução." Prevê-se também o encerramento de "1350 escolas públicas" francesas, esta terça-feira devido ao calor extremo. Os incêndios também não têm dado tréguas. Até ontem tinha sido já destruídos cerca "de 400 hectares" devido às chamas, "forçando a evacuação de um parque de campismo e de uma abadia."
O calor estendeu-se dos Balcãs até Inglaterra. "Até agora, duas pessoas" que trabalhavam "ao ar livre faleceram possivelmente devido ao calor extremo, uma em Espanha e outra em Itália." Em Huelva, Espanha, "foi registado um recorde histórico para o mês de junho," chegando aos "46 graus Celsius, superando os 45,2 graus registados em Sevilha em 1965."
Na Alemanha, a onda de calor levau a que as autoridades tivessem já emitido um apelo ao limite do "uso de água," bem como "avisos de tempo quente em grande parte das regiões oeste e sudoeste nesta segunda-feira, onde as temperaturas subiram até 34 graus Celsius."
Em Itália, "o Ministério da Saúde colocou 17 cidades em alerta vermelho, entre as quais Roma, Milão, Florença e Verona," além de terem sido instalados “abrigos climáticos” em Bolonha. Várias regiões italianas estão a ser também atingidas por incêndios florestais. Na região de Lombardia, no norte da Itália, acabou por ser decidida a proibição do "trabalho ao ar livre na parte mais quente do dia, atendendo a um pedido dos sindicatos."
Nos Países Baixos, as temperaturas também têm atingido valores fora do normal. Normalmente, aí acabam por haver "temperaturas relativamente mais frias do que noutras partes da Europa,"mas desta vez acabaram por subir perto dos "40 graus Celsius em algumas partes do país." Por este motivo, "Amesterdão prolongou o horário de funcionamento dos abrigos para sem-abrigo."
Já na Turquia, "mais de 50 mil pessoas de 41 localidades tiveram de ser" ontem retiradas "devido aos incêndios florestais." Também na Grécia, os "incêndios florestais" têm atingido as regiões "ao redor da capital Atenas", agravados pelas altas temperaturas, que ultrapassam "os 40 graus Celsius, alimentando os incêndios que estão a consumir casas e a forçar evacuações."
"Na Croácia, a grande maioria da costa está em alerta vermelho devido às temperaturas a rondar os 35 graus Celsius, enquanto o Montenegro enfrenta um elevado risco de incêndios e a Sérvia enfrenta uma seca severa e extrema em grande parte do seu território."
Por cá, houve queda de granizo em alguns locais e, o calor sentido este domingo, "levou à formação de um raro fenómeno" que assustou muitos dos veraneantes que estavam na praia, quando uma massa de densa de nuvens avançou do mar para terra. O fenómeno de “nuvens rolo”, é explicado pelas diferenças de temperatura entre o mar (que chegou aos 26ºC, no Mediterrâneo e bem perto no Atlântico) e o território continental, mas foi confundido com nuvens de tempestade e até com um tsunami, levando muita gente a fugir da praia. Apesar do vento, o fenómeno não causou estragos.
Para quem não entende o que é viver com uma doença crónica, até o calor nos incomoda! E podem dizer que há o ar condicionado - que no meu trabalho está quase sempre ligado. Sabem o que são enxaquecas? A minha cabeça, passa o dia a latejar e a dor diminui quando saio para a rua. É uma sensação de pressão enorme... e a medicação dá sono, muito, muito sono!
Fontes:
https://www.publico.pt/2025/07/01/azul/noticia/duas-mortes-europa-durante-onda-calor-precedentes-2138499
https://www.publico.pt/2025/06/30/azul/noticia/onda-calor-europa-trabalhadora-morre-espanha-apos-jornada-ar-livre-2138336
Este sábado, um forte abalo voltou a atingir a costa de Gorontalo, na ilha de Sulawesi, na Indonésia.
"Os terramotos são frequentes neste arquipélago, que se localiza em pleno anel de fogo do Pacífico." Um dos mais conhecidos foi o que tingiu a região de Banda Aceh, na Indonésia. Atualmente, a população continua a realizar simulacros com frequência, para aprender o que fazer em caso de sismo e de tsunami.
Nesta região, encontramos uma forte atividade sísmica à qual não será alheia a existência de centenas de vulcões no arquipélago, muitos deles ainda ativos (como o do Monte Lewotobi Laki-Laki) que há menos de um mês voltou a assustar a população da região. Uma zona viva e, em constante alteração.
Por cá, depois do apagão de segunda-feira, agora o que dá que falar são os tornados que entre ontem e hoje se registaram. Ao que se sabe, terão sido quatro eventos distintos. Houve alguns danos materiais, mas pelo menos não há vítimas a registar.
Fontes:
Batizada como Éowyn, esta está já a ser considerada a “tempestade de uma geração”, pela força dos ventos que têm atingido a região da Irlanda e que se podem equiparar quase a ventos ciclónicos, que chegaram a ter "rajadas de 183 km/h."
Durante esta madrugada, os ventos fortes atingiram especialmente a Irlanda e a Irlanda do Norte deixando "quase um terço das casas e empresas irlandesas sem electricidade."
Pelo menos uma pessoa morreu quando um carro caiu sobre a sua viatura no condado de Donegal, em Belfast.Cerca de "90 mil pessoas" estão também "sem acesso à internet. Centenas de voos foram cancelados, incluindo quatro com destino a Lisboa, e algumas escolas e serviços de transportes públicos foram encerrados." Apesar desta tempestade não atingir diretamente Portugal, surgirão algumas situações que se podem tornar mais complicadas, especialmente, nas zonas consideradas de cheia. O vento forte pode também levar à queda de árvores e de estruturas.
Depois desta tempestade, espera-se agora uma depressão que atingirá também a Península Ibérica, com previsão de "períodos de chuva persistente na região do Minho e rajadas de vento até 80 km/h." Nas zonas litorais, podemos vira a ter forte agitação maróitica, com ondas "entre os 5" e os "6 metros de altura, a partir do período da tarde e na segunda-feira, com a possibilidade da altura máxima" poder vir a "atingir os 11 metros."
Tendo em conta estas previsões, o melhor é mesmo prevenir e, se possível, ficar em casa.
Fontes:
https://www.publico.pt/2025/01/24/azul/noticia/tempestade-geracao-eowyn-atinge-irlanda-rajadas-183-kmh-2119973
https://sicnoticias.pt/meteorologia/2025-01-24-depois-da-tempestade-eowyn-vem-ai-a-depressao-herminia-que-devera-atingir-todo-o-pais-237d924e
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