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Cheias já provocaram várias mortes na Europa

por Elsa Filipe, em 24.09.25

Por aqui, o verão está a começar a despedir-se e antecipa-se a chegada de mau tempo para o próximo fim de semana. Enquanto isso, chuvas torrenciais provocaram cheias e inundações em vários pontos da Europa!

 No noroeste de França, "uma mulher de 55 anos foi encontrada morta dentro do carro na região de Côtes d’Armor," depois de ter "tentado passar uma estrada inundada," onde "acabou por ficar presa. Há, ainda, várias pessoas que estão desaparecidas." No sul do país, na região de Marselha, a forte chuva também provocou danos. Em Espanha, o corpo de uma criança foi encontrado sem vida estando ainda um homem, que se pensa ser o pai do menor, desaparecido, depois do carro onde os dois seguiam ter sido arrastado.

Em Itália, na região de Alessandria, "uma pessoa está desaparecida e os bombeiros estão levar a cabo uma operação de salvamento de 15 pessoas que ficaram retidas num parque de campismo," devido à forte chuva. "Em Milão, o rio Seveso transbordou devido às fortes chuvas que começaram logo às cinco da manhã." Apesar das previsões, estes países continuam a sofrer elevados danos sempre que a precipitação ultrapassa o que é considerado normal, tal como aconteceu em Espanha ainda nem há um ano.

Fontes:

https://sicnoticias.pt/mundo/2025-09-23-video-cheias-na-europa-ja-provocaram-pelo-menos-duas-mortes-3c2dbfee

https://pt.euronews.com/2025/09/22/alerta-de-mau-tempo-inundacoes-e-deslizamentos-de-terras-no-norte-de-italia

 

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publicado às 20:40

Nos últimos dias, tenho dado conta de que se fala cada vez mais em drones e em ataques feitos com estes disposoitivos. Temos também assistido, a partir dos blocos noticiosos, a diversos relatos de aeronaves russas que violam o espaço aéreo de países pertencentes à NATO. Embora sem danos diretos, estes voos podem ter diferentes causas e diversas intenções, desde logo, permitir testar as defesas anti-aéreas e os tempos e formas de reação de cada país a um ataque russo.

Dsta vez, três caças entraram no espaço aéreo da Estónia e, de acordo com o governo deste país, não tinham "autorização" para o fazer e voaram "durante 12 minutos antes de serem interceptados por F-35 italianos," que estariam na região a participar "numa missão de vigilância do Báltico." Estas aeronaves, não responderam a nenhum a tentativa de "comunicação de rádio bidirecional com o controlo de tráfego aéreo da Estónia e não tinham planos de voo," o que constitui desde logo uma situação grave que podia mesmo ter levado ao abate dos caças. No caso da Estónia, esta foi a quarta vez este ano que tal aconteceu e já levou a que "vários líderes políticos europeus" condenassem "o incidente, entre os quais a ministro da Defesa da Lituânia, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, o chefe da diplomacia alemã, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, bem como os primeiros-ministros da Suécia e da Chéquia."

Situação idêntica tinha acontecido na Polónia, cerca de uma semana antes, "depois de mais de 20 drones russos terem entrado no espaço aéreo do país" e levando a que aviões da NATO tivessem mesmo chegado a abater alguns deles. Este incidente levou a que a NATO, tivesse, ainda no passado sábado, avançado com a ativação da "iniciativa militar Sentinela Oriental, criada para reforçar a defesa do flanco oriental." 

No caso da Polónia, este ato foi considerado como uma provocação, que deve ser levada a sério pela NATO, tendo ainda solicitado "uma reunião extraordinária do conselho de segurança da ONU." Entretanto, "dois caças russos sobrevoaram a baixa altitude a plataforma Petrobaltic, no Mar Báltico," violando a "zona de segurança da plataforma."

Sobre a mesma situação, Portugal, através de Paulo Rangel (Ministro dos Negócios Estrangeiros), "convocou o embaixador russo para pedir explicações" acerca da "invasão do espaço aéreo e da fronteira" da Polónia. Não nos podemos esquecer que o nosso país está, apesar de tudo, envolvido diretamente na defesa do espaço aéreo e marítimo europeu, seja através da sua participação ativa em missões da NATO, seja pela importância da sua localização geográfica, particularmente, da base das Lajes, sita nos Açores.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, já veio, no entanto, em defesa do seu homólogo russo, dizendo que se poderia ter tratado apenas de um "acidente," ou "um erro," embora estes atos estejam a ser vistos por algumas forças da NATO, como testes às defesas aéreas de países que fazem parte da organização, bem como, atos de provocação, para incitar a que outros países se envolvam na guerra. O perigo, é nunca sabermos de que lado é que ele está e, isso sim, é um perigo!

Fontes:

https://www.publico.pt/2025/09/19/mundo/noticia/estonia-denuncia-violacao-espaco-aereo-cacas-russos-2147853

https://sicnoticias.pt/mundo/2025-09-15-polonia-abate-drone-que-sobrevoava-edificios-do-governo-e3b559fa

https://sicnoticias.pt/especiais/guerra-russia-ucrania/2025-09-20-ucrania-sugere-resposta-energica-a-incursao-de-cacas-russos-na-estonia-bdbb0d64

https://sicnoticias.pt/pais/2025-09-11-portugal-convoca-embaixador-russo-por-causa-de-intrusao-no-espaco-aereo-polaco-1e881941

https://pt.euronews.com/2025/09/19/tres-cacas-russos-invadiram-o-espaco-aereo-da-estonia

https://expresso.pt/internacional/uniao-europeia/2025-09-19-estonia-denuncia-violacao-do-espaco-aereo-por-cacas-russos-e-solicita-reuniao-ao-abrigo-do-artigo-4-da-nato-7533e6fb

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publicado às 13:21

Quando se discute o futuro da Europa

por Elsa Filipe, em 17.08.25

Podemos olhar para as reuniões entre Putin e Trump, Trump e Zelenski, como algo distante... mas não é nem assim. É preciso pensarmos bem que, aquilo que se decidir, vai influenciar o futuro da Europa e não apenas o futuro da Ucrânia (tal como a guerra nos continua a afetar a todos, apesar de, aparentemente nos termos adaptado e parecer que nada se passa).

Quando olho para estes encontros - e como me tenho debruçado sobre a história do século XX e das guerras que tanto afetaram as populações - parece-me sempre que algo anda a ser cozinhado e que nós só vamos saber quando o cozinhado estiver pronto. Há coisas que vamos sabendo, mas há muitas conversas, vários acordos que são feitos sem que se saiba na comunicação social - fazem parte destes, as reuniões de preparação dos grandes encontros, esses sim, mais mediáticos. Lembro-me dos acordos que foram fechados à margem dos Tratados oficiais, do que foi combinado e que acabou por não resultar no Armistício, e que, depois acabaram por levar à Segunda Guerra Mundial. Lembro-me das perdas que os vencidos tiveram e das cedências que foram obrigados a fazer. O que é se passa agora nos corredores, o que é que se diz à porta fechada nos gabinetes?

Esta Cimeira (por cá, mencionada em diversos canais televisivos, mas devido ao flagelo dos incêndios, sem o devido destaque), juntou dois homens no Alasca, no dia 15 de agosto, dois lideres que têm como aspeto comum a sua forte personalidade, mas enquanto Trump é mais explosivo, Putin é mais reservado. O seu semblante não transparece os seus pensamentos. E isso não me tranquiliza...

Vladimir Putin, foi recebido "no Alasca com uma exibição aérea de F-35 e F-22, e um sobrevoo do bombardeiro estratégico B-2, numa demonstração de força que não passou despercebida." O palanque em que Putin foi recebido, estava "ladeado por quatro caças F-22." 

Para quê? Com que intenção?

Fala-se em cedências de territórios e na instalação de militares europeus na Ucrânia... alguém acredita que isso vai acontecer? Temos um homem que, quer queiramos quer não, tem uma forte personalidade e uma enorme dominância, e que sabe que muitos receiam as suas ações. Quando esse homem, é recebido pelo presidente dos EUA, numa "base militar perto de Anchorage," no Alasca, e os dois apertam as mãos e seguem no mesmo veículo, estamos sim perante um encontro histórico. Histórico é também este local. "Durante a Guerra Fria, desempenhou um papel central na dissuasão e monitorização das projeções da força militar soviética e, desde a queda da Cortina de Ferro, tem mantido um papel discreto e puramente militar."

O que resultou desta reunião, para já, pouco ou nada sabemos. Mas sabemos que enquanto se discutia (supostamente) a paz, o "exército russo" bombardeava a Ucrânea lançando "85 drones e um míssil." Coincidência ou provocação?

Os dois, acabaram por não se reunir a sós, mas claro que houve hipótese de acordar determinados pontos aos quais por enquanto não teremos acesso. "Marco Rubio" e o "enviado especial, Steve Witkoff," estiveram presentes no Air Force One, "na parte bilateral das conversações." Na conferência de imprensa que se seguiu ao encontro entre os dois líderes, teve Putin a primeira palavra, tendo começado logo designar Donald Trump "como vizinho " e "recordou as raízes russas no estado norte-americano do Alasca."

Sabe-se que Zelensky já terá conversado com Trump e que haverá um encontro entre os dois, em que poderão participar também outros líderes europeus. Ao contrário do que Trump chegou a afirmar, muito dificilmente os três se sentarão à mesma mesa.

Esperemos que estes encontros realmente sejam espaços de discussão de ideias que visem a Paz na Ucrânia, o regresso do povo ucraniano à sua terra, às suas casas e à não perda na necionalidade, da cultura, da língua... isto não pode acontecer, mas receio, será talvez um mal necessário, uma cedência para a Paz... 

Fontes:

https://sicnoticias.pt/especiais/guerra-russia-ucrania/2025-08-15-trump-e-putin-reunem-se-no-alasca-0025aa1e

https://sicnoticias.pt/especiais/guerra-russia-ucrania/2025-08-16-os-avioes-militares-com-que-trump-tentou-impressionar-putin-7a1d9263

 

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publicado às 22:25

Os incêndios não têm fronteiras

por Elsa Filipe, em 13.08.25

Não mostram parar, querer ceder aos meios aplicados...

Não é só Portugal que está a lutar contra as chamas (novamente, digamos que todos os anos é o mesmo, desde que me lembro de ser gente), a situação está muito complicada também em Espanha, em França e na Itália. Estou no centro do país, mas não consigo estar indiferente ao que se está a passar aqui à volta... em Portugal e nos países vizinhos. A situação é muito alarmante por toda a Europa, onde só aqui na vizinha Espanha se registam mais "de 30 incêndios ativos", além de tantos outros em na "Grécia, Turquia e Reino Unido."

Em Espanha, já morreram duas pessoas, vítimas da catástrofe que tem estado a afetar as regiões de "Galiza, Castela e Leão e Extremadura" onde as chamas são alimentadas "pela maior onda de calor de que há registo no país." Duas vítimas que apenas estavam a ajudar, um no combate ao fogo e po outro a tentar salvar os animais de um hipódromo. Lá, tal como aqui, a população está em desespero, está desamparada, queixa-se, reclama mudanças, reclama apoios. Quase "4000 pessoas foram evacuadas em Castela e Leão," onde um grave incêndio ameaça "o Patrimônio Mundial de Las Médulas." Em Espanha, ainda não foi ativado o Mecanismo Europeu de Proteçáo Civil. Também por lá se reclama ajuda, os meios parecem sempre poucos... 

Na Turquia, o fogo também não está a dar tréguas à população obrigando à retirada de "mais de duas mil pessoas." Este incêndio já "destruiu centenas de habitações e carros. Cerca de 50 pessoas foram assistidas por inalação de fumo." Em França, os incêndios que começaram a "5 de agosto foram os mais intensos desde 1949," lamentando-se "uma morte," dezanove bombeiros e seis civis feridos, bem como "várias dezenas de casas" destruídas. O alerta passou de laranja a vermelho, devido ao prognóstico de agravamento da onda de calor que teima em não dar descanso.

Na Croácia também se luta contra as chamas, com as temperaturas a bater recordes. Em Montenegro, "um soldado morreu e um outro ficou gravemente ferido quando"o camião-cisterna onde seguiam para ir apoiar o combate aos fogos, capotou.

Na Albânia, "um idoso morreu e outras oito pessoas ficaram feridas na sequência dos fogos que atingem o país. Houve necessidade de evacuar vilas nas regiões de Elbasan, Vlora e Berat."

Na Grécia, os incêndios começam a ser cada vez mais uma realidade, mas longe de serem normais ou aceitáveis, num país onde "nas últimas 24 horas deflagraram 152 novos incêndios." Estão a combater as chamas cerca de "cinco mil bombeiros." Os incêndios que afetam o território já levaram "à retirada de centenas de pessoas das ilhas de Chios e Zakynthos. Já em Patras, durante a noite, o fogo destruiu casas, empresas e viaturas. Pelo menos 13 bombeiros foram tratados por queimaduras e outros ferimentos."

Em Itália a situação também se aproxima de catastrófica: "um idoso morreu e outras oito pessoas ficaram feridas na sequência dos fogos que atingem o país." Os diversos incêndios que atingem a Península fizeram "evacuar vilas nas regiões de Elbasan, Vlora e Berat." Na região da Sardenha, um menino de apenas quatro anos, "de origem romena," foi deixado numa viatura, acabando por sucumbir.

E por cá?

Por cá esperemos que não se repita 2017...

Por aqui continuam os incêndios a devastar vastas áreas de pinhal, mato e vinhas, a ameaçar casas e animais, a destruir quintais, armazéns e muitos outros bens, pondo a vida da população em risco. Pergunto-me (e muitos se perguntam como eu) o porquê de não se ter ainda ativado o Mecanismo Europeu de Proteção Civil. Foram pedidas imagens de satélite há uns dias, à União Europeia, mas o que é que falta acontecer para que se solicitem meios?

Não é só uma questão de números... mas de desgaste dos operacionais! De desgaste das viaturas, de avarias que são próprias de acontecer perante o esforço a que estas viaturas são sujeitas! A 30 de julho, o "secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha," disse que o Governo estava "a fazer o necessário para garantir a disponibilidade de 76 meios aéreos, insistindo que o contributo destes meios para apagar incêndios depende das caraterísticas dos fogos." Para quem não está no terreno, os meios são os suficientes... como se quem lá estivesse não quisesse fazer mais. Para os autarcas das regiões afetadas, para as pessoas que lá vivem, para quem está a perder aquilo que levou uma vida a conseguir, os meios nunca serão os suficientes. Estou incrédula perante a demora de se perceber que esses meios não estão a atuar, não os 76... e bem que eram necessários! 

Fontes:

https://www.portaltela.com/noticias/meio-ambiente/2025/08/12/incendios-florestais-devastam-o-sul-da-europa-com-temperaturas-acima-de-40c

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/espanha-dois-mortos-e-varios-feridos-nos-incendios_v1676167

https://sicnoticias.pt/mundo/2025-08-12-video-um-morto-em-incendio-florestal-perto-de-madrid-d40be53b

https://recordeuropa.com/noticias/portugal/incendios-portugal-pediu-imagens-de-satelite-mas-ainda-nao-ativou-o-mecanismo-europeu-de-protecao-civil-30-07-2025-289034

https://pt.euronews.com/2025/08/10/nova-vaga-de-calor-prossegue-sem-treguas-no-sul-da-europa

https://cnnportugal.iol.pt/incendios/calor/italia-calor-vitima-crianca-grecia-152-incendios-em-24-horas-espanha-e-albania-mortes-londres-dois-incendios/20250813/689c7d95d34e3f0baea196e4

 

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publicado às 15:41

Sabemos que as catástrofes naturais podem provocar, de forma rápida e muitas vezes sem aviso, inúmeros mortos, feridos e danos graves em infraestruturas. Mas será que estamos a levar a sérios os alertas de mau tempo que vão chegando e estaremos a tomar as medidas preventivas necessárias? Apesar de estarmos em plenio verão, o tempo tem estado bastante instável, mas nada que se compare com as tempestades que têm assolado a Europa e os Estados Unidos.

A situação que atingiu o estado do Texas, nos EUA, acabou por fazer mais de 120 mortos, de entre os quais, 30 eram crianças. O desastre aconteceu quando o rio Guadalupe aumentou "quase oito metros em 45 minutos" devido a uma queda de precipitação fora do normal. A chuva foi anunciada mas não foram tomadas medidas, pois segundo as autoridades, não se esperava que o caudal do rio subisse tanto e tão depressa. Apesar daquela ser uma zona de cheias e, apesar de terem havido alertas de precipitação forte, ninguém pensou que, talvez, aquela não fosse a melhor noite para acampar nas margens do Guadalupe. De forma drastica, o rio encheu e saiu das margens, arrantando na sua fúria tudo o que encontrou pela frente. Devastou casas, arrastou "carros e camiões." As buscas continuam, estando neste momento, "161 pessoas" ainda "dadas como desaparecidas," no Condado de Kerr.

Aqui mais perto, a situação não foi tão má. A Catalunha (Espanha) foi assolada por fortes chuvadas que fizeram "transbordar o rio Foix" cujas fortes correntes terão arrastado duas pessoas. A causa terá sido as chuvas torrenciais, que "provocaram inundações em vários pontos" da região. O mau tempo causou ainda outros constrangimentos, desde logo um corte de eletricidade, "que impediu a admissão de novos pacientes," num hospital de Barcelona. O tráfego aéreo também registou problemas com "um avião que tinha descolado com rumo aos Estados Unidos" ter tido de regressar a Espanha "depois de ter sido danificado pela queda de granizo."

Mas a verdade é que vários modelos meteorológicos avisavam já desde quinta ou sexta-feira para a eventual ocorrência de tempestades, alertando não só para chuva intensa, mas também para a eventualidade de ocorrência de "alguns tornados localizados, mas potencialmente intensos – mais prováveis no Norte de Itália," bem como para a possível ocorrência de consequências como "inundações, cheias, enxurradas e derrocadas."

Então, perante estes alertas, o que é que limita os governantes destes países a lançar alertas a tempo e a proceder a ações preventivas, como a limpeza de escoadouros e sumidouros, o alargamento de canais e, se necessário, a evacuação de zonas de cheia, principalmente salvaguardando a população mais idosa ou com limitações de mobilidade? Podemos ser práticos e preventivos, sem sermos alarmistas?

O que é necessário que ocorra para que os alertas sejam tidos em atenção e que os governos ajam numa atitude mais preventiva? Não esqueçamos que Trump está a acabar com os gabinetes de análise climática, tendo já demitido centenas de trabalhadores da Agência Meteorológica, e que isso não irá apenas afetar os americanos....

Fontes:

https://sicnoticias.pt/mundo/2025-07-11-video-donald-trump-visita-zona-do-texas-afetada-por-cheias-que-fizeram-mais-de-120-mortos-c47b0f67

https://sicnoticias.pt/mundo/2025-07-09-cheias-no-texas-mais-de-160-pessoas-continuam-desaparecidas-744f69a8

https://expresso.pt/internacional/2025-07-13-chuvas-torrenciais-causam-cheias-na-catalunha.-duas-pessoas-estao-dadas-como-desaparecidas-150-passam-a-noite-numa-estacao-de-comboios-b5c431c9

https://lusometeo.com/atualidade/tempestades-europa-julho-25807/

 

 

 

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publicado às 19:59

Ondas de calor

por Elsa Filipe, em 01.07.25

Julho começou e com ele chegaram as ondas de calor. Já não são só os picos de calor ao longo do dia que nos preocupam, é a sucessão de dias muito quentes e a influência que estas temperaturas têm no equilíbrio climático global. Para mim, o pior neste fim de semana foram as dores e o mal estar provocado pelo calor e pelos inchaços no corpo. A mesma fibromialgia que no frio me traz dores atrozes nas articulações, traz-me no calor extremo, a ssensação de mau estar, de desmaio e de um desânimo enorme que se reflete até no esforço para pensar. No domingo, foi mesmo muito difícil estar de pé e até trabalhar (estar ao PC a preparar os conteúdos de formação, quando não nos aguentamos sequer em pé e saber que temos prazos de entrega que, assim, não iremos conseguir cumprir, porque não me conseguia sequer levantar e manter os olhos abertos por muito tempo... é desgastante). À tarde, no domingo, o meu carro marcava 50º (claro que este valor se devia ao facto do carro estar ao sol, mas pelo país as temperaturas não andaram assim tão longe disso). A noite de domingo para segunda foi passada a trabalhar até perto das quatro. Antes de me ir deitar ainda fui à janela e corria um ar quente... as temperaturas estavam perto dos 30º...

Hoje foram batidos recordes de temperatura em alguns locais de Portugal. Em Mora os termómetros bateram os 46.6º (embora o máximo até aqui registado não tenha sido ainda alcançado - a "1 de Agosto de 2003," atingiram-se os "47,3 graus na Amareleja," em Beja).

Na Europa a situação "já atingiu uma extensão geográfica sem precedentes em França", onde "o topo da Torre Eiffel" chegou mesmo a ser "encerrado por precaução." Prevê-se também o encerramento de "1350 escolas públicas" francesas, esta terça-feira devido ao calor extremo. Os incêndios também não têm dado tréguas. Até ontem tinha sido já destruídos cerca "de 400 hectares" devido às chamas, "forçando a evacuação de um parque de campismo e de uma abadia."

O calor estendeu-se dos Balcãs até Inglaterra. "Até agora, duas pessoas" que trabalhavam "ao ar livre faleceram possivelmente devido ao calor extremo, uma em Espanha e outra em Itália." Em Huelva, Espanha, "foi registado um recorde histórico para o mês de junho," chegando aos "46 graus Celsius, superando os 45,2 graus registados em Sevilha em 1965."

Na Alemanha, a onda de calor levau a que as autoridades tivessem já emitido um apelo ao limite do "uso de água," bem como "avisos de tempo quente em grande parte das regiões oeste e sudoeste nesta segunda-feira, onde as temperaturas subiram até 34 graus Celsius."

Em Itália, "o Ministério da Saúde colocou 17 cidades em alerta vermelho, entre as quais Roma, Milão, Florença e Verona," além de terem sido instalados “abrigos climáticos” em Bolonha. Várias regiões italianas estão a ser também atingidas por incêndios florestais. Na região de Lombardia, no norte da Itália, acabou por ser decidida a proibição do "trabalho ao ar livre na parte mais quente do dia, atendendo a um pedido dos sindicatos."

Nos Países Baixos, as temperaturas também têm atingido valores fora do normal. Normalmente, aí acabam por haver "temperaturas relativamente mais frias do que noutras partes da Europa,"mas desta vez acabaram por subir perto dos "40 graus Celsius em algumas partes do país." Por este motivo, "Amesterdão prolongou o horário de funcionamento dos abrigos para sem-abrigo."

Já na Turquia, "mais de 50 mil pessoas de 41 localidades tiveram de ser" ontem retiradas "devido aos incêndios florestais." Também na Grécia, os "incêndios florestais" têm atingido as regiões "ao redor da capital Atenas", agravados pelas altas temperaturas, que ultrapassam "os 40 graus Celsius, alimentando os incêndios que estão a consumir casas e a forçar evacuações." 

"Na Croácia, a grande maioria da costa está em alerta vermelho devido às temperaturas a rondar os 35 graus Celsius, enquanto o Montenegro enfrenta um elevado risco de incêndios e a Sérvia enfrenta uma seca severa e extrema em grande parte do seu território."

Por cá, houve queda de granizo em alguns locais e, o calor sentido este domingo, "levou à formação de um raro fenómeno" que assustou muitos dos veraneantes que estavam na praia, quando uma massa de densa de nuvens avançou do mar para terra. O fenómeno de “nuvens rolo”, é explicado pelas diferenças de temperatura entre o mar (que chegou aos 26ºC, no Mediterrâneo e bem perto no Atlântico) e o território continental, mas foi confundido com nuvens de tempestade e até com um tsunami, levando muita gente a fugir da praia. Apesar do vento, o fenómeno não causou estragos.

Para quem não entende o que é viver com uma doença crónica, até o calor nos incomoda! E podem dizer que há o ar condicionado - que no meu trabalho está quase sempre ligado. Sabem o que são enxaquecas? A minha cabeça, passa o dia a latejar e a dor diminui quando saio para a rua. É uma sensação de pressão enorme... e a medicação dá sono, muito, muito sono!

 

Fontes:

https://www.publico.pt/2025/07/01/azul/noticia/duas-mortes-europa-durante-onda-calor-precedentes-2138499
https://www.publico.pt/2025/06/30/azul/noticia/onda-calor-europa-trabalhadora-morre-espanha-apos-jornada-ar-livre-2138336

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publicado às 22:44

Atentado em Hamburgo, Alemanha

por Elsa Filipe, em 23.05.25

Um ataque com uma faca terá ferido, pelo menos 12 pessoas, "na plataforma 13/14 da Estação Central de Hamburgo", segundo o jornal alemão BILD." Todos os serviços de comboio foram cancelados.

Das 12 vítimas, "pelo menos seis pessoas sofreram ferimentos graves e três encontram-se em estado crítico. Seis das vítimas apresentam ferimentos ligeiros." 

"Um comboio estava na altura parado nos carris e, segundo a imprensa alemã, algumas das vítimas foram mesmo assistidas dentro das carruagens."

O suspeito, "uma mulher de 39 anos" terá sido detida já pelas autoridades no local. Outros crimes parecidos têm ocorrido pelo país, mas nem todos se devem às mesmas motivações. No passado sábado, "quatro pessoas ficaram feridas durante uma agressão com faca no oeste do país. O autor dos esfaqueamentos é um sírio de 35 anos detido pelas autoridades, que suspeitam de ataque islamista. Este cidadão sírio atingiu um grupo de pessoas frente a um bar no centro da cidade de Bielefeld antes de se colocar em fuga." Numa outra situação, um "estudante de 12 anos" foi também agredido com uma faca, "no pátio da sua escola por um dos seus colegas de 13 anos."

"No final de janeiro, uma criança de dois anos e um homem morreram" naquele que foi um dos mais falados ataques da altura, "num ataque com faca." As vítimas estavam num parque no sul do país, tendo sido atacadas por um cidadão "afegão de 28 anos, com antecedentes psiquiátricos graves," que tomou como vítimas "um grupo de crianças em idade escolar."

Fontes:

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/ataque-com-faca-faz-12-feridos-na-estacao-de-comboios-de-hamburgo_n1657145

https://pt.euronews.com/my-europe/2025/05/23/varios-feridos-em-ataque-com-faca-na-estacao-de-hamburgo

 

 

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publicado às 21:52

EUA: guerra de taxas e tarifas

por Elsa Filipe, em 11.04.25

Os EUA e a China entraram em guerra aberta, impondo elevados direitos aduaneiros. A situação tem vindo a escalar desde que o presidente Donald Trump começou a aplicar taxas a "quase todos os parceiros comerciais norte-americanos a um mínimo de 10%," assim como outras bastante "mais elevadas aos países que, segundo ele, têm excedentes comerciais com os EUA."

Uma das situações mais graves é a da China que "vai aumentar os direitos aduaneiros sobre todos os produtos americanos para 125% a partir de 12 de abril." Os EUA já atualizaram a taxa atual sobre os bens importados à China que se situa agora nos "145%." Donald Trump tem vindo a acusar os outros países de "roubar" os EUA. Esta tensão levou à queda do Yuan (moeda chinesa) que "desvalorizou para os níveis mais baixos desde 2007, face ao dólar norte-americano."

Foram também aplicadas taxas "de 47% sobre as importações de Madagáscar, 46% sobre o Vietname, 32% sobre Taiwan, 25% sobre a Coreia do Sul, 24% sobre o Japão e 20% sobre a União Europeia." Os economistas já vieram alertar "para o facto de as taxas aumentarem os preços dos bens que os consumidores compram todos os dias, especialmente porque as novas tarifas têm por base algumas das medidas comerciais anteriores."

Em relação à situação europeia, é preciso dizer que a situação pode ficar em suspenso até junho, uma vez que é suposto ainda haverem negociações entre representantes europeus e Trump. Inicialmente, foi feita uma proposta de 0%, mas a recusa de Trump levou os 27 países da União Europeia a aprovarem "as contramedidas europeias às tarifas de 20% que Donald Trump mandou aplicar a bens europeus." Além de afetar o aço e o alumínio, "a nova taxa de 25% deverá incidir sobre produtos como ovos, fio dentário, salsichas, carne de aves e diamantes que venham dos Estados Unidos da América para a Europa." No que nos toca aqui em Portugal, se estas taxas de 25% vierem mesmo a ser aplicadas, os preços irão subir. De reforçar que os "Estados Unidos são o 9.º principal país fornecedor de Portugal." Alguns desses produtos são a soja e o milho doce, os produtos de beleza e de maquilhagem, e alguns químicos usados na indústria farmacêutica.

Fontes:

https://pt.euronews.com/business/2025/04/11/china-aumenta-tarifas-sobre-os-eua-para-125-na-ultima-escalada-da-guerra-comercial

https://pt.euronews.com/business/2025/04/09/o-que-precisa-saber-sobre-a-entrada-em-vigor-da-ultima-ronda-de-tarifas

https://sicnoticias.pt/mundo/2025-04-10-moeda-chinesa-cai-face-ao-dolar-para-o-nivel-mais-baixo-desde-2007-cb0e2adc

https://sicnoticias.pt/mundo/2025-04-08-video-em-retaliacao-as-tarifas-de-trump-europa-vinga-se-nos-ovos-carne-e-diamantes-vindos-dos-estados-unidos-cbc6fc9e

 

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publicado às 18:27

Três anos de conflito

por Elsa Filipe, em 26.02.25

Três anos...

Há três anos, eramos surpreendidos pela entrada de tropas russas na Ucrânia. Da mesma forma que Putin achava que entrava por ali adentro e derrubava o governo ucraniano, subjugando o seu povo às suas vontades, também o povo daquele país mostrava que não seria com duas cantigas que se renderiam ao arsenal bélico do inimigo. Um inimigo conhecido de longa data, é bom que se diga. 

Os planos do presidente russo, Vladimir Putin, previam uma vitória fácil e poucos "analistas internacionais ousaram contestar essa previsão, dada a disparidade de força entre os dois países." Mas, a verdade, é que o povo ucrâniano tem dado provas de que a sua decisão em resistir, não foi uma má escolha e que, mesmo com todas as dificuldades e as perdas em vidas humanas, tem conseguido resistir. Passaram-se três anos e a guerra está num impasse. A Rússia não tem avançado muito, mas também é verdade que a Ucrânia ainda está longe de recuperar as regiões perdidas.

Embora os dados sejam difíceis de confirmar, desde o início da invasão, a Ucrânia terá registado "43 mil militares mortos em combate e mais de 370 mil feridos, números abaixo das estimativas de várias entidades." Do lado russo, terão havido cerca de "845.310 baixas desde o começo do conflito."

A Ucrânia pediu ajuda... mas foi muito a medo que a União Europeia e a NATO foram facultando armas e viaturas, não cedendo aos muitos pedidos da Ucrânia para entrar na Organização Transatlântica. Durante todo este tempo, a Ucrânia pediu ajuda e esta lá foi chegando, primeiro mais a medo, depois de forma mais visível, mas sempre sob ameaça da Rússia. Atualmente, "a Rússia controla pouco menos de 20% do território ucraniano, ou cerca de 110 mil quilómetros quadrados." A Ucrânia, conseguiu entretanto avançar também "a província fronteiriça de Kursk, no oeste da Rússia, onde chegou a ocupar cerca de mil quilómetros de quadrados de território, segundo as autoridades militares de Kiev, mas esse número deverá ser atualmente menos de metade."

António Guterres, secretário-geral da ONU, destacou hoje no seu discurso, "o impacto devastador do conflito: milhares de civis mortos, cidades destruídas e infraestruturas essenciais reduzidas a escombros," referindo ainda que a "ONU tem mobilizado todos os seus recursos para aliviar o sofrimento da população e promover uma paz justa e duradoura."

As proporções desta crise humanitária são, apesar de tudo o resto que uma guerra envolve, o mais alarmante: "cerca de cinco milhões de ucranianos enfrentam insegurança alimentar, especialmente nas regiões próximas da linha da frente. A subida dos preços e a destruição das cadeias de abastecimento deixaram muitas famílias sem acesso a alimentos nutritivos, forçando-as a recorrer a medidas extremas, como saltar refeições ou contrair dívidas para comprar comida." 

Foram cerca de "11 milhões" as pessoas forçadas "a abandonar suas casas, com 6,9 milhões registados como refugiados e outros 3,7 milhões deslocados internamente." No que respeita aos civis mortos desde o início do conflito, estes deverão andar próximo aos 2500, "incluindo 669 crianças." Além disso, 28.382 civis, entre os quais 1.833 menores, ficaram feridos, mas os números reais deverão ser "consideravelmente maiores", já que apenas são contabilizados os casos verificados.

Uma das situações mais preocupantes é a "das mulheres e das raparigas na Ucrânia."

"Além disso, a ONU documentou centenas de casos de violência sexual relacionada com o conflito e alertou para o aumento de 36% nos casos de violência doméstica. Em resposta, a ONU Mulheres tem investido em programas de apoio psicossocial, empoderamento económico e participação feminina nos processos de paz e reconstrução." Assinalando esta data, "o executivo comunitário anuncia um pacote de ajuda à segurança energética da Ucrânia e aprova o 16.º pacote de sanções à Rússia."

Os EUA terão sido o país que mais ajuda em termos de armamento enviou para a Ucrânia, mas a relação entre os dois países deixou de ser a mesma desde que Trump chegou ao poder. "Crítico da ajuda norte-americana a Kiev, Trump já suspendeu os financiamentos globais da agência estatal de desenvolvimento USAID. Segundo o Instituto Kiel, os Estados Unidos transferiram 3,4 mil milhões de euros em ajuda humanitária para a Ucrânia desde o começo do conflito."

Já do lado da Rússia, os principais apoiantes têm sido o Irão e a Bielorrússia. Mas o aliado que se tem mostrado mais na concretização do apoio à Rússia no "campo de batalha é a Coreia do Norte. No âmbito de uma parceria estratégica com a Rússia e a troco de alimentos e cooperação tecnológica e financeira, e ainda de proteção militar mútua, Pyongyang forneceu a Moscovo pelo menos 13 mil contentores de munições de artilharia, 'rockets' e mísseis, segundo o serviço de informações de Seul (NIS), como forma de ambos os países contornarem o isolamento internacional e as sanções ocidentais." O governo de "Kim Jong-Un destacou acima de dez mil militares para lutar ao lado das tropas russas na província russa de Kursk, parcialmente ocupada pela Ucrânia."

Apesar de afirmar que não apoio militarmente a Rússia, "a China é acusada pelas potências ocidentais de alimentar a máquina de guerra do Kremlin, através da venda de componentes para a sua indústria de defesa, e a sua economia por via do comércio e mesmo acontece em relação a outro gigante global, a Índia." Já no que respeita às sanções aplicadas, as mesmas acabaram por não ter os resultados esperados, uma vez que durante os três anos em que esta guerra já dura, "a China surge como o principal cliente de combustíveis fósseis da Rússia, com cerca de 165 mil milhões de euros em importações, bastante à frente da Índia (98 mil milhões), da Turquia (68 mil milhões) e dos países da União Europeia (55 mil milhões)."

Fontes:

https://unric.org/pt/tres-anos-de-guerra-na-ucrania-a-resposta-humanitaria-da-onu/

https://www.publico.pt/2025/02/24/mundo/noticia/ucrania-tres-anos-guerra-mapas-numeros-2123649

https://sicnoticias.pt/especiais/guerra-russia-ucrania/2025-02-24-principais-indicadores-em-tres-anos-de-guerra-na-ucrania-c210fa43

 

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publicado às 19:51

Ataque em mercado de Natal na Alemanha

por Elsa Filipe, em 21.12.24

A primeira reação é pensar porque é que estão outra vez a falar de atentados em mercados de natal, para depois me aperceber que, infelizmente, a situação se voltou a repetir. Esta sexta-feira, várias pessoas passeavam pelo mercado de natal de "Magdeburgo, no leste da Alemanha, quando uma viatura avançou sobre adultos e crianças. Há a registar pelo menos 5 mortos, um dos quais "uma criança. Há ainda a registar mais de 200 feridos, vários deles em estado grave."

O condutor, um médico de "50 anos, oriundo da Arábia Saudita e com visto de residência permanente", foi rapidamente "detido no local." O suspeito terá chegado à "Alemanha em março de 2006" e cerca de quatro meses depois, recebia "estatuto de refugiado."
 
O ataque, que está a ser tratado como terrorismo, "acontece um dia depois do oitavo aniversário do ataque no mercado de Natal de Berlim, quando um extremista islâmico atropelou um grupo de pessoas, fazendo 13 mortos."
 
Hoje quando fazia a minha caminhada pelo Seixal, pensava, que sorte, nós aqui neste cantinho, podemos passear sem problemas. Aquelas pessoas terão pensado o mesmo? Não está na nossa génese andarmos preocupados a olhar por cima do ombro, não quando cheira a bolachas, bolos e chocolate quente. Mas esta é apenas uma tranquilidade aparente...
 
Fontes:
 
 

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publicado às 20:23


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