Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Caderno Diário

Escrever é algo que me apraz. Ante a minha vontade de criar, muitas vezes me falta tempo. Aqui passo da vontade à prática. Este é um caderno onde escrevo sobre a minha vida pessoal e temas da atualidade que me fazem refletir.

Caderno Diário

Escrever é algo que me apraz. Ante a minha vontade de criar, muitas vezes me falta tempo. Aqui passo da vontade à prática. Este é um caderno onde escrevo sobre a minha vida pessoal e temas da atualidade que me fazem refletir.

Reflexão de vida

Na passada quinta-feira foi dia de muitas lágrimas. Não me aconteceu nada, mas foi o descarregar de muitos dias de emoções contidas dos quais ainda estou a recuperar. Fui à consulta da Unidade da Dor, desta vez já na Unidade do Laranjeiro, em que uma equipa estava à minha espera.

Dois anos depois da primeira consulta, na qual me assustei com a suspeita de EM, a médica aborda-me agora dizendo que não há nada a temer e que eu tenho de me endireitar e ir em frente com a minha vida. Abanou-me psicologicamente, ralhou-me para me pôr direita, para deixar de me deixar dominar pelas dores e fazer frente à vida.

Por momentos senti-me muito mal, ao mesmo tempo culpada do sofrimento de estar com a cabeça numa possível doença mais grave e depois revoltada por estar sem trabalho fixo, por estar sempre cheia de dores e sem vontade de fazer nada! E a médica ao ver-me desabar num pranto, diz-me apenas o que eu estava a pensar: "E porque é que eu estou cheia de dores?" 

E logo me responde: "Porque tem muita coisa, nessa coluna, que temos de controlar e por isso vamos a tomar a medicação mas a fazer pela vida. Pode e deve fazer tudo!" Eu na altura, naqueles momentos, ainda a digerir tudo, nem percebi bem a intenção daqueles empurrões para a frente, mas hoje, uns dias depois sei que ela tinha toda a razão. Tal como me tinham dito há dois anos atrás na consulta, tenho de fazer pilatos clínico, hidroginástica e, também pode ser bom que eu faça fisioterapia. Agora estou a fazer um plano de exercícios indicado pela equipa médica e que me vai ajudar até conseguir entrar no pilatos, e um tratamento de seis sessões de Diatermia que me vai ajudar bastante.

Eu nunca desisti de mim e todos os dias me tento levantar para ir trabalhar, para fazer as minhas coisas, mesmo que nem sempre seja capaz de fazer tudo o que quero. Mas a verdade, é que nos últimas semanas, me tenho estado outra vez a entregar a um estado depressivo que não é nada bom. Nem para mim que tenho fibromialgia e que tenho depressão, nem para ninguém. Na prática, é muito fácil falar em lutar, mas não é nada fácil quando estas duas patologias nos começam a puxar para baixo. Felizmente, mesmo com muitas adversidades, tenho conseguido dar a volta por cima. E não me posso esquecer de referir que tenho muitas pessoas amigas, que, de certa forma e cada uma à sua maneira, me vão transmitindo valores positivos, me vão desafiando, me vão apoiando cada uma do seu jeito. Uma palavra, uma frase, um abraço no momento certo ou, às vezes, um abanão!

Obrigada por me fazer verter todas as lágrimas acumuladas. Sou grata por hoje, que é Páscoa, estar sozinha em casa, poder refletir, poder caminhar na minha marginal, observando o rio a correr e as pessoas a passear, tomar o meu café. Aqueles pequenos prazeres, tão simples e, que nos trazem tantas energia boa! Hoje não foi dia de estar com ninguém, não foi dia de dar nem de receber, foi apenas o momento certo de estar comigo mesma e de planear a minha vida, os próximos passos a dar. Não é fácil, porque ainda me falta aquele trabalho certo, aquela realizaçaõ profissional que me vai trazer estabilidade para outras coisas que preciso. Mas vou começar a semana com uma vontade renovada. 

Afastando o que me faz mal

Se não estou bem, porquê insistir em continuar? 

Se o que sinto é que não estou a ser valorizada, que se estão a aproveitar de mim (de algo que precisam meu) e que no dia em que deixar de lhes dar isso, irei certamente ser substituída, porque não ser eu a afirmar o meu valor, acima de tudo e sem magoar ninguém, impondo que não quero ser explorada?

Duas razões, pena e respeito. Pena porque sei que não estão numa situação fácil. Respeito porque me comprometi a desempenhar o meu trabalho e prometi que ajudava "no que pudesse". O problema é que não posso ajudar mais, não desta forma, sem que me prejudique a mim própria. 

Fez agora dois anos que lutei por uma oportunidade de sair de um trabalho que se estava a tornar abusivo. Prometi a mim mesma, não voltar a ter uma carga horária tão grande nem a deixar que me obrigassem a fazer coisas que não quisesse fazer e que me prejudicassem ou a outras pessoas. Estou neste mesmíssimo momento a cair no mesmo erro. Melhorei bastante do meu problema de saúde quando comecei a trabalhar menos horas e a respeitar as minhas pausas, a minha alimentação, o exercício que precisava. Estou pior novamente, com muito mais dores, porque não tenho tempo de tratar de mim, porque faço funções que me prejudicam a coluna, porque estou a levar o meu corpo além dos limites que aprendi a detetar. 

Isto tem de mudar. Por mim e pelo meu filho que ainda precisa de mim, sem ser numa cama.

 

Caminhando

Passou algum tempo desde a minha última caminhada matinal. As dores não me têem permitido sair da cama de forma fácil o suficiente para me aventurar a sair de casa ainda de noite. Mas é algo que comecei a fazer com alguma frequência durante o último verão e que me ajuda a lidar com os meus próprios pensamentos. É ali, na solidão das manhãs, que organizo a minha mente e que defino os passos que vou dar nesse dia. Nem sempre sigo tudo à risca, porque muitas vezes perco a coragem de tomar certas decisões, mas ajuda-me bastante.

Hoje foi mais um desses dias. A semana tem sido difícil. Preciso de avançar com decisões que me vão influenciar tanto a mim como a outras pessoas, e ainda não sei como o vou fazer. O que sei é que tenho de criar os meus planos e tenho de ir em frente sem estar sempre a pensar "e se?"

Hoje o passeio teve a particularidade de poder passar pela feira de Natal do Seixal, completamente deserta. Estava frio, uma borrasca irritante daquelas que penetra nos ossos, mas soube muito bem. Apesar das dores que sinto e que têm estado piores nestes dias, caminhar ajuda-me a ativar a circulação, a pôr os músculos a funcionar e a diminuir a rigidez tão típicas da fibro. 

Saudade

Há muita coisa em mim que era dela, umas que faço questão de manter, outras que não me agradam assim tanto ter herdado. Herdei os problemas de pele, a propensão a uma osteoporose precoce e se calhar a outras coisas que não quero nem saber. Herdei também a teimosia, o péssimo feitio quando me pisam os calos e a incapacidade de ficar calada quando me apetece mandar alguém para o alto do mastro.

Não preciso de saber quantos anos se passaram para saber que é como se fosse ontem. Ainda acordo a pensar em coisas que tenho de lhe contar, para perceber rapidamente que não o vou poder fazer. Nos meus sonhos, ela está muitas vezes presente, conhece o meu filho, sabe das coisas da minha vida. Em pensamento é a minha confidente. Atenção que eu não acredito em nada dessas coisas da vida depois da morte, nem acredito que me oiça, ou que me ajude a tomar decisões. Acho é que a memória que tenho dela e da sua presença é tão forte que me acompanhará sempre. 

Se fosse viva, hoje festejaríamos  os seus 61 anos. 

A caminho

Estou entre trilhos, com a saída de um trabalho e a caminho de outro. Será um salto no vazio, pois não sei o que me espera, mas não sou pessoa de sofrer com as perdas o suficiente para ficar enroscada sem avançar.

Eu já estava naquela fase em que cada dia se tornava um sacrifício sair de casa e entrar no carro. A ideia de poder mudar estava presente há muito tempo, mas tinha pena de abandonar o barco durante a pandemia. Então não é que me empurraram borda fora? Não há lá coisas estranhas, que nos acontecem? Feliz por não ter de ser eu a tomar a decisão e de magoar as outras pessoas, avancei em pouco mais de dois dias e amanhã começo numa nova morada.

Haverá sempre aquela incerteza, mas se aprendi algo nestes últimos meses, é que a Terra vai continuar a girar, esteja cá eu ou não e que se algo posso fazer para ficar melhor enquanto cá estiver, bolas, vou em frente!

"O Retângulo" e "Um livro para Agael e Daemon"

Hoje venho falar-vos de dois livros bastante importantes para mim. O primeiro teve a minha participação e foi publicado em 2012. Eu escrevi um dos dez contos presentes no livro e convido-vos a ler. Foi uma aventura que nunca pensei que ganharia, mas consegui e isso deu-me maior vontade de continuar a escrever.

O outro, "Um brinquedo para Aglael e Daemon" foi-me oferecido pelo próprio Eugénio Bernardes, no dia de apresentação do "Retângulo", em lisboa. Para quem estiver curioso a editora é a "Alfarroba".

Uma obra autobiográfica dividida em duas partes, dois livros diferentes, que nos fala da vida nas ex-colónias e da vinda do autor, para o "Império" ou seja para Portugal continental, da sua vida como estudante e dos seus amores e desamores.Particularmente apreciei mais a primeira parte da obra, que me pareceu mais interessante e, apesar da sua natureza, menos descritiva.

Sobre mim...

Olá a todos vós. Chamo-me Elsa e tenho 36 anos.

Sou de uma pequena vila chamada Sesimbra, que pertence ao distrito de Setúbal. A beleza desta vila é inspiradora, assim como as gentes desta terra, onde tenho as minhas origens.

Vivo numa outra bela terra, bem perto, que se chama Seixal, que me acolheu e a que me habituei como se estivesse em casa. Trabalho numa instituição importante da terra.

Sou licenciada em Educação embora não exerça de momento funções como educadora. De momento, é algo que quero tentar alterar, um objetivo a cumprir no próximo ano quem sabe. Gosto daquilo que faço, mas quero algo que me permita sentir mais realizada nesta fase da minha vida.

Sou portadora de alguns problemas de saúde, mas isso não me define como pessoa, pois embora às vezes tenha dificuldade em algumas tarefas, consigo fazer a minha vida normal e ser feliz! 

 

O meu Caderno

Bem-vindos ao meu "caderno" onde escrevo sobre vários assuntos, em especial sobre os livros que leio. Sou desde muito pequena uma ávida leitora. Já devo ter lido centenas de livros. Olho para a minha estante e fica a vontade de falar um bocadinho sobre cada livro. 

Muitos dos livros que li não estão na minha estante mas numa biblioteca pública. Quando era pequenina, ia buscar um livro de manhã à biblioteca e na manhã seguinte ia devolvê-lo e requisitar mais um. Esse hábito acompanhou-me ao longo da vida. Gosto de descobrir novos autores, nacionais e internacionais. Gosto de livros grandes, de capas duras. Gosto de romances, de histórias de amos, mas também gosto de romances históricos.

Já tive outros blogs. Mas entretanto fui perdendo o fio à meada e resolvi transcrever muitos dos meus registos para aqui. O Sapo blogs, permitiu-me fazer uma abordagem diferente e melhor dos meus textos. Começo esta demanda em 2018, mas vou referindo a data (pelo menos o ano) em que li o livro, porque para mim, pessoalmente, faz sentido.

Pelo meio, também me vou dar um pouco a conhecer, embora este blog não seja para falar sobre mim. Eventualmente, alguns temas da atualidade ou desabafos. O meu blog é, ele mesmo, um exercício de escrita, uma forma de treino da mente, de compromisso com a escrita. Fazer isto é uma forma de praticar a minha própria escrita, treinar a língua e a gramática.

Nos primeiros posts falarei de alguns dos livros que li e que me marcaram de alguma forma pela positiva ou não, dos quais gostei ou não. Gostaria de conhecer os vossos blogs e de aprender também um pouco convosco, ter as vossas opiniões construtivas.

Espero que gostem!

 

Mais sobre mim

imagem de perfil

Calendário

Maio 2022

D S T Q Q S S
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
293031

Arquivo

  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2021
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2020
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2019
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2018
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub