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A excecionalidade dos eventos meteorológicos que têm atingido o nosso país, fez com que fosse decretada a situação de calamidade (em alguns lugares, um pouco tarde, no meu entender).

Desde o início do comboio de tempestades que têm vindo a assolar o país, "o concelho de Almada tem registado vários deslizamentos de terras nas arribas da Costa da Caparica e de Porto Brandão, com centenas de pessoas retiradas das suas habitações."

Uma das situações mais complicadas é a da Caparica, Almada, onde "17 casas foram afetadas por uma derrocada," levando a que "trinta pessoas" tivessem "de ser retiradas de casa por prevenção." Nesta zona, existe um claro e visível "risco de mais deslizamentos de terras," o que já tinha levado a que alguns moradores tivessem sido retirados por antecipação. Três casas acabaram mesmo por ficar soterradas, mas felizmente não se registaram feridos.

Mas ao londo dos últimos dias, foram muitas mais as ocorrências neste concelho. As zonas mais afetadas foram as de "Porto Brandão, São João e Azinhaga dos Formozinhos, no concelho de Almada," onde "centenas de pessoas tiveram de ser retiradas de casa devido ao risco de deslizamento de terras nas arribas."

Na Azinhaga de Formozinhos, existe um evidente "receio de uma derrocada devido à instabilidade da arriba. As autoridades deram ordem aos moradores para abandonarem as casas e levarem o que conseguirem." A maioria das famílias poderá nunca mais regressar à casa onde sempre viveu...

As falésias onde sempre se deixou construir, não apenas no concelho de Almada, mas um pouco por todo o país... e agora? Quem autorizou e quem forçou estas construções? Muitas habitações podem ter sido construídas de forma ilegal, mas outras foram autorizadas. E agora?

Fontes:

https://diariodarepublica.pt/dr/lexionario/termo/situacao-calamidade

https://sicnoticias.pt/pais/2026-02-17-video-pelo-menos-17-casas-danificadas-em-derrocada-na-caparica-421f6b5f

https://sicnoticias.pt/pais/2026-02-17-deslizamento-de-terras-em-almada-atinge-3-casas-e-obriga-a-retirar-20-pessoas-a1381096

https://sicnoticias.pt/pais/2026-02-13-video-nao-somos-nada.-o-que-havemos-de-fazer--maria-celeste-nao-esconde-a-tristeza-de-deixar-uma-vida-para-tras-d480d525

https://www.rtp.pt/noticias/pais/o-perigo-mantem-se-dezenas-de-pessoas-deslocadas-apos-derrocada-na-costa-da-caparica_n1719726

 

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publicado às 22:23

Sismo no Japão

por Elsa Filipe, em 09.12.25

Um sismo de 7.6 na escala de Richter atingiu ontem a "região de Hokkaido, na costa nordeste do Japão." O epicentro registou-se no Oceano Pacífico, "a cerca de 80 quilómetros da costa e 44,1 quilómetros abaixo da superfície do mar," o que levou "à emissão de um alerta de tsunami," com ordem expressa "de evacuação aos residentes da região."

Foram até ao momento registados 33 feridos, "sobretudo pela queda de objetos." Este sismo "ocorreu cerca das 23h15, hora local." Alguns dos feridos encontravam-se "num hotel da cidade de Hachinohe." Ao sismo seguiu-se uma onde de cerca de 40 cm que atingiu os "portos de Aomori (Mutsu Ogawara) e Hokkaido (Urakawa)," tendo ainda havido zonas onde a ondulação a0tingiu "os 50 centímetros, levando as autoridades a ativar alertas que previam ondas até 3 metros." Foram também "registados incêndios em diferentes pontos da província de Aomori, enquanto cerca de 90 mil residentes receberam instruções para se dirigirem a centros de evacuação."

O Japão possui várias centrais nucleares, as quais "estão a ser alvo de inspeções de segurança." Há um mês, a região tinha já sofrido um sismo de 6.9 de magnitude, ao qual se sdeguiram várias réplicas. A região é das mais afetadas por estes fenómenos telúricos, devido à sua localização geotectónica. Desta vez, os danos não foram muito elevados, mas o Japão está a alertar a população para a possibilidade de se vir a registar um sismo de maior intensidade e com risco mais elevado!

Fontes:

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/sismo-de-76-atinge-nordeste-do-japao-e-obriga-a-alerta-de-tsunami_n1703227

https://sol.sapo.pt/2025/12/08/japao-abalado-por-sismo-de-76-feridos-alertas-de-tsunami-e-milhares-retirados/#goog_rewarded

 

 

 
 

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publicado às 13:52

Sismo causa vários mortos nas Filipinas

por Elsa Filipe, em 01.10.25

Foi sentido um "sismo de magnitude 6,9 na escala de Richter" na região central das Filipinas. "O sismo atingiu a costa da cidade de Bogo às 21h59 de terça-feira (14h59 em Lisboa), danificando edifícios e estradas e desencadeando uma operação de resgate em toda a parte norte da ilha." De acordo com "o secretário-adjunto do Gabinete de Proteção Civil do país", o abalo já fez, pelo menos, "60 mortos." Apesar de ter sido emitido "um alerta de tsunami," o mesmo acabou por ser retirado algum tempo depois.

Perto da cidade de Boga, uma das mais atingidas, em San Remigio, "cinco pessoas morreram devido ao desabamento de paredes quando tentavam fugir de um jogo de basquetebol a que assistiam quando ocorreu o terramoto." Deste resultaram também danos ao "sistema de água de San Remigio."

As Filipinas são um arquipélago, localizado no Pacífico e sofrem bastante com catástrofes naturais: é frequentemente atingido "por sismos e erupções vulcânicas devido à sua localização no Anel de Fogo do Pacífico," sendo ainda frequentemente atingido "por cerca de 20 tufões e tempestades por ano." Um destes acontecimentos foi o Tufão Bualoi que chegou ao arquipélago no "passado fim de semana, fazendo 14 mortos e obrigando à retirada de mais de 350 mil pessoas."

Fontes:

https://pt.euronews.com/2025/10/01/filipinas-forte-sismo-faz-pelo-menos-69-mortos

https://www.sabado.pt/mundo/detalhe/novo-balanco-aponta-para-60-mortos-devido-a-sismo-nas-filipinas

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publicado às 22:37

Este domingo, um deslizamento de terras soterrou por completo a aldeia de Tarasin, no Sudão, "matando cerca de mil pessoas.", revelou esta terça-feira o grupo armado que controla a região.

Esta aldeia, está "localizada no centro de Jebel Marra, no distrito de Amo," na cordilheira "de Jebel Marra, que se estende por cerca de 160 quilómetros a sudoeste de Darfur e atinge mais de três mil metros de altitude." É assim uma região de difícil acesso, além de ter caraterísticas que a torna mais "propensa a deslizamentos de terra, principalmente durante a estação das chuvas," que atinge normalmente o seu "pico em agosto." Além do mais, não nos podemos esquecer de que esta é uma região que se encontra em guerra e onde habitualmente a população já vive em grandes dificuldades.

A guerra no Sudão opõe "as RSF (Forças de Apoio Rápido) ao exército, desde abril de 2023," e já causou a morte a "dezenas de milhares de pessoas e o deslocamento de cerca de 13 milhões, tornando o país o palco da pior catástrofe humanitária do planeta." E muitas das pessoas que se tinham visto obrigadas devido à guerra a procurar refúgio, tinham-no procurado precisamente nas montanhas de Jebel Marra, onde se tinham refugiado de forma a escaparem aos ataques indiscriminados contra civis (leiam aqui este artigo da Sábado).

Este deslizamento terá sido desencadedo devido às fortes chuvas que têm assolado a região, tendo soterrado "grande parte da vila de Tarasin, deixando apenas um sobrevivente." 

Fontes:

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/sudao-deslizamento-de-terras-destroi-aldeia-e-mata-mais-de-mil-pessoas_n1680744

https://www.sabado.pt/mundo/detalhe/deslizamento-de-terras-no-sudao-soterra-uma-aldeia-e-faz-cerca-de-mil-mortos

 

 

 
 

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publicado às 22:58

A erupção de um vulcão é sempre notícia, pela raridade do acontecimento (pelo menos para nós) e pelas imagens magníficas que proporciona. Mas infelizmente esta erupção está a destruir a "cidade piscatória de Grindavík, situada a cerca de 41 quilómetros a sul da capital, Reiquiavique, e obrigou à retirada dos habitantes da localidade."

"A atividade sísmica acelerou fortemente durante a noite". Os habitantes de Grindavik sabiam que uma erupção poderia estar próxima, uma vez que a cidade tinha sido evacuada desde 11 de novembro. "A atividade vulcânica acontece cerca de três semanas depois do último episódio na região, a 18 de dezembro. Trata-se da segunda erupção na mesma falha vulcânica."

Foi seguido o plano de "construir uma parede de proteção, em torno de Grindavik," de forma a proteger a cidade mas desta vez isso não impediu a destruição, uma vez que "a erupção deste domingo ocorreu no interior desses muros," e pelo menos três casas acabaram por arder completamente.

Os habitantes de Grindavik que tinham sido evacuados, já tinham regressado à cidade "uma vez que as expectativas das autoridades apontavam para uma provável nova erupção noutra zona", mas desta vez a evacuação poderá ser mais duradoura. "O mais certo, é que estas pessoas não possam regressar a Grindavík nos próximos meses."

Infelizmente, durante as obras de reconstrução da cidade após os últimos eventos antes desta nova erupção," um trabalhador desapareceu depois de ter caído numa das falhas que estavam a ser tapadas."

Já no Japão, que tem atualmente "110 vulcões ativos", e tem sido afetado nos últimos dias por vários sismos, o nível de atividade vulcanológica também aumentou. "O monte Ontake junta-se assim a outros dois vulcões atualmente em alerta de nível três em Kagoshima." A erupção não trouxe até agora danos humanos nem materiais.

Pelo contrário, são muitos os mortos causados pelos sucessivos sismos que têm afetado a "península de Noto" desde o início deste ano. "Mais de três mil habitantes da península" continuam no final da passada semana "isolados do mundo enquanto aguardam socorro, atrasado pela chuva, neve e deslizamentos de terra." De facto, "a atividade sísmica continua a ser sentida na península de Noto e arredores cerca de uma semana depois do sismo de magnitude 7.6."

De lembrar que o sismo sentido a 1 de janeiro no Japão, foi considerado "o mais mortífero no Japão desde 2011, quando um terramoto de magnitude 9.0 provocou um 'tsunami' que deixou mais de 20 mil mortos e desencadeou o desastre nuclear de Fukushima."

Fontes:

https://observador.pt/2024/01/14/vulcao-na-islandia-entra-em-atividade/

https://www.dn.pt/121813005/nova-erupcao-vulcanica-na-islandia-obriga-a-retirar-habitantes-de-grindavik/

https://observador.pt/2024/01/14/japao-sobe-nivel-de-alerta-devido-a-erupcao-vulcanica-em-ilha-do-sudoeste/

 

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publicado às 23:09

Nada está nas nossas mãos quando se trata da erupção de um vulcão, a não ser abandonar o local e tentar encontrar alguma proteção, assistindo de longe a tudo o que se vai passando. É isto que tem estado a acontecer na Islândia, onde no dia 10 houve sinais de aparecimento de um túnel de magma e de atividade sísmica intensa, o que junto com o aumento dos níveis de enxofre à superfície, indica a possibilidade de uma erupção eminente. Devido a este conjunto de fatores, no dia 11 deste mês, as pessoas foram obrigados a sair das suas casas, não apenas devido aos fortes abalos sísmicos sentidos e que destruiram importantes estruturas da cidade mas também devido ao risco eminente de que uma grande erupção ocorra a qualquer momento.

Os cerca de 3400 habitantes da cidade islandesa de Grindavik, situada na Península de Reykjanes, a cerca de 50 quilómetros da capital, Reiquiavique, apenas tiveram autorização para regressar durante cinco minutos, para poderem retirar animais de estimação que tivessem ficado para trás e alguns pertences pessoais ou de valor. As planícies começaram a sofrer deformações e as estradas estão intransitáveis devido às fendas que se têm vindo a abrir dia após dia.

Apesar de ainda não haver certeza absoluta de que o vulcão vai entrar em erupção, os especialistas afirmam que durante vários meses será muito perigoso voltar para a cidade. O túnel de magma que está por baixo da cidade tem cerca de 15 quilómetros de extensão. Planeia-se a construção de um muro que proteja a central de energia geotérmica, que se localiza a cerca de 50 quilómetros de Reiquiavique, para travar a lava e impedir a destruição da central que abastece milhares de casas.

Este sistema vulcânico voltou a dar sinais de atividade em 2021, depois de 8 séculos "adormecido", mas nessa altura os danos foram mínimos, mas as erupções na Islândia são frequentes em comparação com outras zonas do globo. A mais significativa aconteceu em 2010, quando o vulcão Eyjafjallajokull causou enormes nuvens de cinza que durante dias afetaram o ar e os voos em toda a Europa.

Fontes:

https://expresso.pt/internacional/2023-11-18-Islandia-habitantes-retirados-por-causa-de-vulcao-so-poderao-regressar-dentro-de-meses-3e6bd082

https://observador.pt/2023/11/12/probabilidade-de-erupcao-vulcanica-na-islandia-aumenta-com-1-000-novos-sismos/

https://actualidadfestera.es/islandia-construye-un-muro-para-proteger-una-central-electrica-de-la-lava/

 

 

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publicado às 21:22

Este é um tema que me interessa bastante. Estou muito atenta ao que se vai passando pelo mundo, no que respeita aos movimentos sísmicos, mas a verdade é que aquilo que mais me preocupa é o meu país. Passaram dois séculos e meio, mais ano menos ano, desde o grande sismo de 1755. O que mudou?

Recomendos estes vídeos, para saberem um pouco mais sobre este desastre que afetou o nosso país:

https://youtu.be/fKigEJj3iVI

https://youtu.be/N4SqWIPGrD8

De acordo com vários registos, sabemos os danos causados por este enorme evento. Os sismólogos estimam que o sismo de 1755 atingiu magnitudes entre 8,7 a 9 na escala de Richter e  levou à destruição quase completa da cidade de Lisboa, especialmente da zona da Baixa. Atingiu ainda grande parte do litoral do Algarve e Setúbal.

O epicentro não é ainda hoje conhecido com precisão, mas pensa-se, devido a um forte sismo, ocorrido em 1969 no Banco de Gorringe, que tenha sido nesse mesmo local que provavelmente se localizou o epicentro em 1755.

sismo foi seguido de um maremoto que se acredita ter atingido a altura de 20 metros e de vários incêndios que, não tendo sido controlados, alastraram durante vários dias destruindo tudo o que o sismo tinha deixado de pé. Contaram-se mais de 10 mil mortos (embora haja quem aponte muitos mais). Foi um dos sismos mais mortíferos da história, marcando o que alguns historiadores chamam a pré-história da Europa Moderna. Relatos da época afirmam que os abalos foram sentidos, consoante o local, durante duas horas e meia, causando fissuras enormes de que ainda hoje há vestígios em Lisboa. 

Minutos depois do primeiro abalo, as águas do Tejo começaram a subir ameaçadoramente pelas ruas da cidade, invadindo a baixa. Muitas pessoas que tinham fugido para as margens do Tejo com o objetivo de escapar aos edifícios que ruíam, foram apanhadas pelas águas.

Não podemos também esquecer que se celebrava neste dia um feriado do calendário religioso, o Dia de Todos os Santos (celebrado desde o século VII e fixado nesta data no século VIII, pelo Papa Gregório III) e que por isso, as igrejas e as ruas estavam cheias de gente e se haviam acendido muitas velas nos altares. 

Ainda hoje, em algumas zonas de Portugal, no dia de Todos os Santos, as crianças saem à rua e juntam-se em pequenos grupos para pedir o pão-por-deus de porta em porta.

Conhecer a história é o primeiro passo para a mudança! As construções sofreram alterações, as ruas tornaram-se mais largas e isso foi um passo importante, tanto na sua reconstrução como na prevenção de danos causados por futuros eventos sísmicos. Mas estamos a falar em mais de 200 anos. Neste tempo, o que foi feito para melhorar as construções? E não falo apenas em Lisboa.

Todos os dias, há relatos de sismos de maiores ou menores dimensões que atingem a Europa e o Norte de África e que podem influenciar os movimentos tectónicos das placas que nos são mais próximas. O que tem sido feito para minimizar danos caso voltemos a ter uma ocorrência grave?

Fontes:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Sismo_de_Lisboa_de_1755

https://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_de_Todos_os_Santos

https://ensina.rtp.pt/artigo/o-terramoto-de-lisboa-de-1755/

 

 

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publicado às 21:47

O Afeganistão foi ontem atingido por um sismo de magnitude 6.3 na escala de Richter, ao qual se seguiram várias réplicas. O governo Talibã, falou em cerca de 2000 mortos na província de Herat, mas ainda podem existir outros tantos soterrados. As várias réplicas que se fizeram sentir - terão ocorrido sete abalos com magnitudes entre 5,5 e 6,3 - dificultaram a chegada aos feridos. O epicentro ocorreu a 40 quilómetros de Herat, a terceira maior cidade do Afeganistão, considerada a capital cultural do país, com quase dois milhões de habitantes.

Este país asiático é muito vulnerável a desastres naturais por estar situado na cadeia montanhosa do Hindu Kush, perto do ponto onde se encontram as placas tectónicas euro-asiática e indiana, numa zona de grande atividade sísmica.

De referir o sismo de 5,9 ocorrido em junho de 2022, tinha sido considerado o mais mortífero no país em quase 25 anos tendo feito mais de mil vítimas mortais e dezenas de milhares de desalojados na província de Paktika. Aguardam-se os dados definitivos para se confirmar que o sismo de ontem terá ultrapassado estes valores, mas penso que já se pode dizer que se ultrapassará aqui o número de vítimas.

Depois dos ataques que aconteceram ontem em Israel, temo que as vítimas deste sismo fiquem esquecidas pela comunidade internacional.

Fontes:

https://observador.pt/2023/10/08/novo-balanco-de-sismo-no-afeganistao-eleva-numero-de-mortos-para-2-mil/

https://pt.euronews.com/2023/10/07/forte-sismo-e-replicas-fazem-mais-de-uma-centena-de-mortos-no-afeganistao

 

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publicado às 12:47

Enquanto uns têm de lidar com grandes incêndios e altas temperaturas, outros lidam com tempestades destruidoras. Na Líbia ainda se procuram por 10 mil desaparecidos depois da passagem da tempestade Daniel. Só na zona de Derna, na zona costeira, a mais afetada, há 30 mil deslocados, três pontes desmoronaram e a água invadiu vários bairros. Esta foi uma das várias localidades a ficar isolada, sem eletricidade, nem comunicações. Esta região do país acolhe as principais infraestruturas petrolíferas líbias, sobre as quais os responsáveis nacionais decretaram o estado de alerta máximo.

Dezenas de corpos têm sido encontrados "constantemente" na água devido às cheias provocadas pela chuva intensa e pelo rebentamento de duas barragens e até agora o número ronda os 5300 mortos. O serviço de evacuação médica de ambulância aérea da Líbia anunciou a abertura de uma ponte aérea entre Trípoli e a região oriental para transportar pessoas gravemente feridas, no meio do caos que se vive nalgumas cidades do leste do país. Tudo isto a somar à falta de manutenção dos edifícios devido ao caos político e militar que se vive na Líbia há mais de 10 anos, com um governo a controlar o leste e outro o ocidente do pais, a devastação sobretudo em Derna atingiu um nível impressionante.

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) na Líbia, que garante estar a preparar medicamentos e equipas de busca e salvamento para o local e já foi enviada ajuda humanitária de vários países, após um apelo feito ontem pelas autoridades líbias. Foram entretanto decretados três dias de luto nacional.

Ontem, três voluntários da ONG Crescente Vermelho Líbio morreram quando ajudavam vítimas das inundações na Líbia. Um residente de Derna disse à Almasar TV, da Líbia, que, "infelizmente, talvez 90% da população se tenha afogado". Um outro residente diz estarem "a enterrar corpos em massa". 

Descrita pelos especialistas como um "fenómeno extremo em termos da quantidade de água que choveu", a tempestade Daniel já provocou também pelo menos 27 mortes na Grécia, Turquia e Bulgária, onde as águas começam finalmente a recuar deixando ver a verdadeira realidade dos estragos sofridos. A tempestade Daniel atingiu o leste da Líbia na tarde do passado domingo, tendo sido declarado recolher obrigatório. Várias escolas foram fechadas. 

Fontes:

https://sicnoticias.pt/mundo/2023-09-13-Tempestade-na-Libia-ha-mais-de-5.300-mortos-mas-numero-podera-duplicar-3bfc0ecf

https://sicnoticias.pt/mundo/2023-09-12-Libia-tres-voluntarios-entre-as-mais-de-cinco-mil-vitimas-da-tempestade-Daniel-bab83a68

https://pt.euronews.com/2023/09/12/inundacoes-paralisam-leste-da-libia

https://pt.euronews.com/2023/09/13/balanco-de-vitimas-da-tempestade-daniel-na-libia-aponta-para-mais-de-5-mil-mortos

 

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publicado às 11:31

Sismo em Marrocos é sentido em Portugal

por Elsa Filipe, em 09.09.23

Para já começo por dizer que só vi hoje as notícias e que, apesar de estar acordada à hora a que se deu o abalo, não dei por nada. Pelo que se sabe até agora, não houve danos em Portugal.

O sismo de 6,9 ocorreu às 23h11, a uma profundidade de 18,5 quilómetros, e foi registado nas estações da Rede Sísmica Nacional. O epicentro foi na localidade de Ighil, que se situa a 63 quilómetros a sudoeste da cidade de Marraquexe. Um segundo tremor de 4,9 foi registado a nordeste de Taroudant (200 quilómetros a sul de Marraquexe) por volta das 23h30. O tremor foi sentido em cidades do norte, como Larache, a 550 quilómetros do epicentro, bem como em Casablanca e Rabat, a 300 e 370 quilómetros, respetivamente. O sismo foi sentido também no sul de Espanha, onde o serviço de emergências da Andaluzia registou cerca de 20 chamadas provenientes das províncias de Huelva, Sevilha, Málaga e Jaén. De acordo com relatos nas redes sociais, o sismo foi sentido ainda no Mali e na Argélia.

Até agora, estão contabilizados pelo menos 1305 mortos e 1832 feridos, 1220 dos quais em estado grave, segundo informação da televisão estatal do país africano, citada pela Reuters. O número ainda pode aumentar muito, como sabemos de situações anteriores. E quanto a desaparecidos ainda não há dados, principalmente porque ainda há zonas afetadas onde ainda não chegou qualquer ajuda.

Muito se tem falado na possibilidade de haver um sismo de grandes dimensões a atingir o nosso país e a verdade é que os pequenos abalos têm sido frequentes. Neste caso em específico, o facto do epicentro se ter dado a várias centenas de quilómetros, não trouxe nenhum constrangimento no nosso país.

Entretanto, o Ministério dos Negócios Estrangeiros já entrou em contacto com alguns portugueses que se encontram em Marrocos, informaram em comunicado: "Todos os portugueses com quem, até ao momento, foi estabelecido contacto encontram-se bem, não tendo reportado problemas de saúde ou danos materiais substantivos".

Para sabermos o que se tem vindo a falar nos noticiários, em especial as escalas de que falam, ficam aqui algumas informações. A Escala Richter é uma ferramenta que foi criada em 1935 pelos pesquisadores Charles Francis Richter e Beno Gutenberg e serve para verificar a magnitude de um tremor de terra por meio da medição das ondas liberadas pelo sismo em seu ponto de origem. O cálculo da Escala Richter é feito por meio da utilização de sismógrafos, que indicam a magnitude de um tremor de terra. Por outro lado, a Escala de Mercalli avalia a intensidade, por meio da observação dos impactos gerados pelos tremores de terra.

O substrato terrestre é dinâmico e está em constante movimentação, devido ao deslocamento das placas tectónicas, portanto a ocorrência de terramotos é comum, especialmente em zonas geográficas localizadas nas áreas de contato dessas placas. Quando esse deslocamento envolve maior liberação de energia, ocorrem eventos sísmicos mais intensos, ou seja, de maiores magnitudes na Escala Richter.

Fontes:

https://expresso.pt/internacional/2023-09-09-Sismo-em-Marrocos-ja-ha-820-mortos-e-mais-de-670-feridos.-O-abalo-sentiu-se-em-Portugal-4f528899

https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/sismo-de-69-na-escala-de-richter-causa-pelo-menos-296-mortos-em-marrocos

https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/escala-richter.htm

 

 

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publicado às 13:33


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