
Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]
Gosto de escrever e aqui partilho um pouco de mim... mas não só. Gosto de factos históricos, políticos e de escrever sobre a sociedade em geral. O mundo tem de ser visto com olhar crítico e sem tabús!
Infelizmente, o número de mortos provocado pelas cheias que atingiram região da Indonésia e da Tailândia é já muito elevado, ultrapassando já as mil vítimas mortais. A região da Ilha de Sumatra, uma das mais atingidas, pela passagem do "ciclone Senyar, que causou chuvas torrenciais, inundações repentinas e deslizamentos de terra," conta já com mais de 600 mortes, estando ainda cerca de "500 pessoas desaparecidas." O ciclone levou ainda a que "80 mil" pessoas tivessem de ser "retiradas das suas casas." Várias centenas de habitantes daquela região permanecem isolados, devido à subida das águas.
Na Tailândia, o número de mortos excedeu a capacidades da morgue do hospital de "Hat Yai, a região tailandesa mais fustigada pela intempérie," o que levou a que os corpos tivessem de começar a ser transferidos "para camiões frigoríficos."
Na região do Sri Lanka, "um outro fenómeno meteorológico extremo fez 153 mortos e pelo menos 191 desaparecidos." Nesta região, as cheias já obrigaram à deslocação "de 78 mil pessoas" para "abrigos temporários, na sua maioria instalados em escolas."
Apesar de estarmos ainda em época de monções, as alterações climáticas afetaram os padrões e levam agora a períodos mais demorados, com chuvas mais intensas. As tempestades acabam por ter ventos mais fortes e provocam cheias com mais facilidade, em especial nesta região do globo.
Fontes:
Está ativo desde ontem (quarta-feira) um incêndio num "complexo residencial" - o "Wang Fuk Court" - e que já consumiu "vários prédios." Este complexo, no "bairro de Tai Po" é formado por cerca de "duas mil casas divididas por oito blocos e habitadas por cerca de quatro mil pessoas." O incêndio provocou 44 mortos (embora este número possa vir a aumentar, uma vez que existem muitas pessoas feridas e outras das quais ainda não se sabe o paradeiro). Dos oito edificios que se encontram a arder, ainda só em três o incêndio se encontra "sob controlo." As imagens são desoladoras.
Segundo as notícias que citam a polícia de Hong Kong, para além das vítimas mortais, outras 45 pessoas foram hospitalizadas encontrando-se em "estado crítico e 279 continuam desaparecidas," mas a extensão do incêndio deixa antever que poderemos estar a falar de muitas mais. Existe suspeita de crime, tendo sido já detidos três suspeitos, os quais serão responsáveis pelas obras de que uma parte dos edifícios estava a ser alvo. Saabe-se que houve queixas dos moradores contra a empresa de construção e já tinham sido colocadas dúvidas sobre questões ligadas à segurança.
Os bombeiros terão encontrado "o nome da construtora em placas de poliestireno inflamável" e que estavam a "bloquear algumas janelas do complexo de apartamentos. As autoridades suspeitam que outros materiais de construção encontrados nos apartamentos — incluindo redes de proteção, lonas e coberturas plásticas — não cumpriam os padrões de segurança." Os edifícios que se encontravam em renovação, tinham andaimes de bambú montados nas fachadas, material que é altamente inflamável e que já está proibido na construção em muitas regiões.
Fontes:
Desconhecem-se ainda as causas que levaram ao colapso do teto de uma discoteca, na República Dominicana, na madrugada passada. Entre as 98 vítimas mortais, estão também um cantor de 69 anos e um saxofonista que atuavam nessa noite. O desabamento provocou ainda 160 feridos. A discoteca, que celebrava o 50.º aniversário, era frequentada por diversas celebridades locais.
"Nelsy Cruz, a governadora da província de Monte Cristi, no noroeste do país, e a irmã do famoso jogador de basebol Nelson Cruz," também se encontram entre as vítimas a lamentar.
Fontes:
Um jovem de 16 anos encontra-se ainda desaparecido, depois dele e outros dois amigos terem entrado no mar, na praia do Dragão Vermelho, na Costa da Caparica.
O tempo um pouco mais quente e numa semana em que muitas escolas se encontram encerradas para a realização das avaliações intermédias, terá atraído os jovens à praia, mas como tem sido amplamente difundido, acabamos de sair de uma situação de mau tempo e espera-se, a partir do dia de amanhã, as condições atmosféricas venham novamente a piorar. Estas tempestades, trazem normalmente ondulação forte e, as condições atmosféricas e a respetiva acalmia que ainda não se verificou este ano, deixa-nos com uma costa marítima muito perigosa.
"Nas operações de busca," participa para já a Polícia Marítima de Lisboa, tripulantes da Estação Salva-vidas de Cascais e elementos dos Bombeiros Voluntários de Cacilhas. Desloca-se ainda para "o local o navio NRP Tejo da Marinha Portuguesa e uma aeronave da Força Aérea Portuguesa." Foi também ativado "o Gabinete de Psicologia da Polícia Marítima."
Fontes:
Uma colisão entre uma pequena embarcação de pesca e o catamarã de transporte de passageiros da Soflusa, Antero de Quental, que fazia a ligação entre o Terreiro do Paço, em Lisboa e o Barreiro, fez esta tarde dois feridos (um leve e um grave) e dois desaparecidos. A embarcação teria a bordo, segundo já fizeram saber, os meios de comuniicação social, alguns utensílios que habitualmente são usados na apanha de ameijoa no rio Tejo.
Deste acidente resultaram "dois feridos - um grave e um ligeiro que foram transportados para o Hospital Garcia de Orta, em Almada - e dois desaparecidos." Os dois feridos foram recolhidos por uma outra embarcação "que se encontrava nas proximidades, e transportados até ao Cais da Margueira, em Cacilhas."
As buscas, nas quais estão envolvidos mergulhadores, elementos apeados, várias embarcações e, ainda, "um helicóptero EH-101 Merlin da Força Aérea" serão interrompidas durante a noite e retomadas amanhã de manhã. Os desaparecidos têm 26 e 32 anos e, de acordo com palavras de um dos sobreviventes, não saberiam nadar nem usariam colete salva-vidas. Um deles, é filho de Sesimbra...
Segundo informações dos meios noticiosos, o catamarã "foi alvo de abalroamento por uma embarcação de pesca, adiantando que o mestre do navio tentou evitar o embate, designadamente com vários alertas sonoros, e que estes foram ignorados pela embarcação de pesca." O capitão do porto de Lisboa confirmou ainda que "os canais que as embarcações de transportes de passageiros usam, quer para o Seixal, quer para o Barreiro, são cruzados diariamente por muitas embarcações."
Falta saber como aconteceu o acidente, mas mais do que apontar culpados, há a lamentar as vítimas. "A Transtejo/Soflusa determinou a instauração imediata de um inquérito interno," uma vez que é preciso saber o porquê de o barco de pesxca não se ter desviado da rota do catamarã. Segundo "o mestre do navio", este "tentou evitar o embate, designadamente com vários alertas sonoros," os quais não produziram qualquer efeito. Algo pode ter acontecido, talvez não tivessem conseguido pôr a embarcação a trabalhar, neste momento pouco se sabe, mas é difícil de acreditar que tivessem ignorado os alertas sonoros ou que não tivessem visto o barco. Esteve mau tempo à tarde, mas nada que pudesse ter levado a este desfecho.
Esperemos que o rio os devolva com vida. A noite já vai longa e tão fria, mas destes dois homens, ainda jovens, nada se sabe.
Fontes:
Ontem ocorreu um naufrágio ao largo de Palermo. Segundo as autoridades locais, pode ter-se dado o caso do veleiro ter sido atingido por um pequeno tornado (um fenómeno conhecido como tromba de água), que na altura passou por aquela região, e que pode ter sido a causa para o naufrágio desta embarcação "por volta das 5 horas da manhã de segunda-feira."
Segundo o relato de várias testemunhas, parece "que o mastro do barco, com 75 metros (um dos mais altos do mundo) quebrou durante a tempestade, o que provocou um desequilíbrio na embarcação e consequente naufrágio."
Durante o dia de ontem chegou a ser "recuperado o corpo de um membro da tripulação, o cozinheiro Ricardo Tomas." Foi também "revelada a identidade dos desaparecidos: Jonathan Bloomer, o presidente do Morgan Stanley International, a sua esposa Anne Elizabeth Judith Bloomer, o empresário britânico Mike Lynch e a sua filha Hanna, o advogado de Lynch, Chris Morvillo e a sua esposa Nada."
Na altura do naufrágio, o "veleiro de cerca de 56 metros tinha 22 pessoas a bordo"e encontrava-se "ancorado" a cerca de "500 metros do porto de Porticello quando uma tempestade inesperada a atingiu". Dentro do iate decorria uma festa. "Pensa-se que as pessoas desaparecidas estivessem nas suas cabines", sendo possível que os corpos ainda estejam no interior do veleiro.
"As autoridades conseguiram resgatar 15 pessoas do mar," estando um bebé de apenas um ano entre os resgatados. A mãe da criança conseguiu explicar que “enquanto dormiam, a certa altura o iate virou devido ao tornado e eles deram por si na água”. A bebé foi entretanto "transportada para o Hospital Infantil de Palermo." Foi também resgatada a mulher do empresário britânico Mike Lynch.
Infelizmente, a esperança para os desaparecidos é quase nula, mas as buscas ainda continuam. Os destroços do veleiro foram já "encontrados a cerca de 50 metros de profundidade," e os mergulhadores continuam a inspecioná-los. As buscas incluem, além dos mergulhadores, "helicópteros, embarcações da guarda costeira, bombeiros e proteção civil."
Fontes:
https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/quem-sao-os-seis-desaparecidos-do-naufragio-em-italia
Volta não volta, são dadas notícias sobre mais um desaparecimento. Uns acabam por aparecer, através de buscas ou mesmo voluntariamente, mas outros, infelizmente, nunca chegam a aparecer. As situações mais críticas, ou que causam mais alerta social são, sem dúvida, as que envolvem crianças.
Em 2023, as "autoridades registaram o desaparecimento de 1010 crianças e jovens em Portugal." Destas, felizmente todas foram "encontradas, segundo dados da Polícia Judiciária (PJ)."
De acordo com a PJ números, destas "1010 crianças desaparecidas em 2023, 179 tinham menos de 14 anos, enquanto as restantes 831 se situavam entre os 14 e os 17 anos de idade." Estes números, incluem também aquelas crianças e jovens que estão "institucionalizadas e que têm vários desaparecimentos ao longo do ano,” o que pode inflacionar estes números.
Devido a uma maior anutonomia e facilidade de deslocação, são aqueles entre os 14 e 17 anos, os casos mais complicados de resolver. Muitas vezes, há também a dispersão de dados, uma vez que a "informação sobre pessoas desaparecidas está dispersa em Portugal por diferentes autoridades." Informação essa, que segundo Miguel Gonçalves (inspetor-chefe da Polícia Judiciária), deveria estar centralizada.
Fontes:
O nosso domingo acordou com a notícia de uma tragédia ao largo das praias oceânicas de Tróia. Pelas sete horas, o barco de pesca onde seguiam 5 pessoas fez-se ao mar. Segundo as declarações do timoneiro do barco, propriedade de uma empresa privada, depois de perceber que as condições do mar não seriam as mais apropriadas, tentou dar a volta e regressar a terra. Uma vaga de maiores dimensões, ao que diz o único sobrevivente confirmado até agora, fez o barco virar e projetou-os a todos para fora da embarcação. Ao que parece, só a criança levava colete salva-vidas. "Os dois irmãos, de 24 e 33 anos, e o homem com cerca de 40 anos, seguiam sem colete, sendo que o uso é obrigatório por lei nas atividades de pesca e fortemente recomendado pela Autoridade Marítima e pela Marinha sempre que se vai para o mar, como lembra o comandante José Sousa Luís, porta-voz da Autoridade Marítima e da Marinha."
O homem que trabalhava para a empresa e que conduzia a embarcação, conseguiu aguentar-se ao de cima de água, até por volta das 10 horas dessa manhã, ao que parece agarrado a uma bóia, até ser resgatado por um outro barco que ali passava. "À chegada a terra, o timoneiro explicou que a embarcação pertencia ao fundador do empreendimento Sol Tróia," afirmando ainda "que não conhecia os outros tripulantes e que iam fazer pesca desportiva na embarcação de recreio."
Este homem, poderá vir a ser responsabilizado, uma vez que poderá ter havido aqui a ocorrência de um ou de mais crimes. Para efetuar essa averiguação, "foram instaurados dois inquéritos paralelos ao naufrágio: um inquérito criminal no Ministério Público e um processo marítimo pelo próprio Porto de Setúbal, com o objetivo de averiguar as condições em que o acidente ocorreu."
De acordo com o que Serrano Augusto afirmou, este processo marítimo pode resultar "numa contraordenação se houver alguma infração ao edital da capitania ou à lei geral". De acordo com o que referiu à comunicação social o "comandante José Sousa Luís, porta-voz da Autoridade Marítima e da Marinha," aquilo que se passa na prática é que "não existe um processo de registo da saída dos barcos dos respetivos portos." Segundo ele, é da responsabilidade de quem vai para o mar, “verificar as condições meteorológicas e oceanográficas, se a barra está aberta ou fechada, se está tudo ok com a embarcação, se têm o material segurança."
Quando ontem vi as imagens na televisão, uma das coisas que me saltou logo à vista é que, não pareciam estar muito longe da costa. O acidente ter-se-á dado apenas "a cerca de milha e meia (aproximadamente três quilómetros) de Tróia, Grândola (Setúbal)."
Seria ainda de noite, mas o sol não tardaria a despontar. Outra coisa que hoje em dia é muito mais fácil de perceber, do que seria há uns anos atrás, são as condições do mar. Pelas notícias dos últimos dias, têm sido feitas previsões que dão conta de agitação marítima. O vento também tem estado com rajadas bastante fortes. A diferença é que, a uma ou duas milhas da costa, o vento pode estar mais fraco ou mais forte, dependendo das frentes que se fazem sentir. A questão aqui, não seria tanto a de adivinhar como estaria o mar, mas sim, olhar para os instrumentos.
Hoje em dia, os satélites permitem imagens quase em tempo real e previsões muito mais corretas. A tecnologia trouxe mais segurança à vida do mar, embora, como em tudo, os acidentes possam acontecer. Quem tripula uma embarcação, sabe que não controla todas as variantes. Hoje em dia, sair para o mar embora ainda possa ser uma "aventura" com vários perigos associados, é muito mais seguro do que era antes, uma vez que existem mapas de satélite, existem boletins marítimos, existem gráficos que nos informam a direção e a predominância do vento e das ondas, dos diferentes tipos de correntes. Pode, claro que sim, pode ter sido apenas um trágico acidente, mas quais e quantos destes recursos, é que foi avaliado antes de se sair do cais?
O mar, esse é traiçoeiro. No mais calmo mar, pode vir uma vaga maior e derrubar uma embarcação de grandes dimensões. Uma onda mais forte, faz deste tipo de barquinhos, um brinquedo. Parece que foi um "golpe de mar" aquilo que aconteceu. Um golpe de mar é quando uma vaga maior, com um pico acima da média restante, se ergue "no meio do nada" e o perigo está, precisamente, na sua imprevisibilidade. Mas aqui está a incoerência. Quando se dá uma destas ondas inusitadas, há um mar mais calmo, que depois desta onda maior, volta a ficar mais calmo. O que diz o timoneiro, não bate certo, com esta história do "golpe de mar" (ou então quem a notíciou não usou o termo correto), uma vez que aquilo que disse foi que "o mar estava muito forte e que não conseguiu ver nenhuma das outras pessoas que se encontravam a bordo" (depois de terem caído todos ao mar).
Mas, não sei, a mim parece-me que não era um mar calmo, aquele que estava àquela hora da madrugada quando saíram. Havia tanto vento em terra, não haveria também no mar (sendo que aqui, falamos perto da costa, a uma distância de cerca de três quilómetros)? Durante as noites anteriores tinha estado bastante vento e o mar tem estado agitado. Para um barco maior, poderá não fazer diferença, mas para este tipo de embarcações de recreio, vagas ligeiramente maiores, podem fazer grandes estragos.
Para mim e acredito que para muita gente, isto não nos diz nada, mas para quem tem um barco nas mãos, estas informações não são apenas factos generalistas. O meu avô não sabia uma letra do tamanho de um comboio, mas bastava-lhe abrir a janela e sentir o cheiro do vento para saber se o barco ia ou não ao mar. A quem conhece o mar, até a posição das aves quando se ajeitam para dormir, lhes dá sinais importantes se está prestes a chegar uma tempestade, se os ventos estão a aumentar ou se vem trovoada. A esta sentia-a na pele e no cheiro do ar, que dizia estar "carregado."
Hoje em dia, basta ligar o telemóvel ou um simples computador e entrar no site do IPMA ou do ECMWF (onde temos mapas dinâmicos muito interessantes). Hoje em dia a meteorologia é uma ciência bastante desenvolvida que, apesar de ser influenciada por um grande número de variáveis, é hoje em dia muito fiável (de certeza bem mais fiável do que o nariz do meu avô).
Outra a coisa que a mim me surpreende é a demora na colocação de um heli no ar. O naufrágio foi reportado pouco depois das dez da manhã, mas só "por volta das 13:10, Serrano Augusto indicou que estava a chegar ao local um helicóptero Koala da Força Aérea Portuguesa (FAP) para participar nas buscas."
Os corpos do menino, que se sabe tinha apenas 11 anos, e de um dos outros ocupantes, foram encontrados e recuperados durante o dia de ontem, faltando ainda encontrar dois dos ocupantes. E aqui a palavra correta é mesmo "recuperar" uma vez que quando falamos em ocorrências que envolvam vítimas de naufrágios e falamos em vivos, estes são resgatados, quando se fala em corpos, estes são recuperados. É que ontem, ao mudar de canal e ouvir uma jornalista dizer "o menino foi resgatado" o meu coração pulou de alegria, até perceber que afinal, não foi o menino que foi resgatado, foi o seu corpo que foi recuperado. Não é a mesma coisa e devia haver mais cuidado da parte dos jornalistas que dizem certas coisas.
Fontes:
https://www.ipma.pt/pt/maritima/boletins/
Este fim de semana, algumas ossadas pertencentes a Emile, "criança que estava desaparecida desde julho de 2023 numa pequena aldeia nos Alpes franceses," foram descobertas por um popular e posteriormente identificadas pela polícia francesa, apenas a cerca de um quilómetro do local onde o menino terá sido visto pela última vez.
"Emile, de dois anos e meio, estava de férias de verão com os avós quando desapareceu a 8 de julho do ano passado sem deixar rasto. Dois vizinhos viram-no pela última vez no final da tarde a andar sozinho na rua de Le Vernet." Na altura do seu desaparecimento, após ter sido dado o alerta "foram iniciadas buscas na aldeia para tentar localizar a criança. Nos primeiros dias das operações estiveram envolvidos mais de 800 elementos, entre exército, bombeiros, polícia, equipas cinotécnicas, drones, 20 equipas de cães pisteiros e 200 voluntários e foram efetuadas mais de 500 chamadas. Duas testemunhas disseram às autoridades que tinham visto a criança numa rua com declive." De forma a facilitar as buscas, "e com a intenção de que a criança pudesse reagir, a mãe de Émile gravou uma mensagem de voz, transmitida por aeronaves. As autoridades emitiram um comunicado com uma fotografia da criança e uma breve descrição física de Emile."
Durante 15 dias, o "vereador proibiu a entrada de estranhos na localidade," onde ocorreu o desaparecimento. "Nos últimos dias de julho, os cães usados na investigação detetaram odor a cadáver na aldeia onde Emile desapareceu. Iniciaram-se novas buscas, mas, uma vez mais, revelaram-se inconclusivas." Já durante o mês de setembro, "um grupo de mergulhadores realizou buscas numa lagoa perto da casa dos avós de Emile." Em outubro e em novembro "as autoridades francesas realizaram novas buscas com a ajuda de cães e drones especializados."
O que aqui se torna caricato é que, dois dias antes do achado, "a polícia regressou à aldeia, isolando a área e convocando 17 pessoas, incluindo familiares, vizinhos e testemunhas, para reconstituir os últimos momentos antes do seu desaparecimento para tentar resolver o mistério." E no sábado... aparecem os ossos?
Agora, vamos esperar que a verdade venha ao de cima. O único aqui, que de certeza, não teve culpa, foi Emile, que na altura era ainda um bebé.
Fontes:
Enquanto uns têm de lidar com grandes incêndios e altas temperaturas, outros lidam com tempestades destruidoras. Na Líbia ainda se procuram por 10 mil desaparecidos depois da passagem da tempestade Daniel. Só na zona de Derna, na zona costeira, a mais afetada, há 30 mil deslocados, três pontes desmoronaram e a água invadiu vários bairros. Esta foi uma das várias localidades a ficar isolada, sem eletricidade, nem comunicações. Esta região do país acolhe as principais infraestruturas petrolíferas líbias, sobre as quais os responsáveis nacionais decretaram o estado de alerta máximo.
Dezenas de corpos têm sido encontrados "constantemente" na água devido às cheias provocadas pela chuva intensa e pelo rebentamento de duas barragens e até agora o número ronda os 5300 mortos. O serviço de evacuação médica de ambulância aérea da Líbia anunciou a abertura de uma ponte aérea entre Trípoli e a região oriental para transportar pessoas gravemente feridas, no meio do caos que se vive nalgumas cidades do leste do país. Tudo isto a somar à falta de manutenção dos edifícios devido ao caos político e militar que se vive na Líbia há mais de 10 anos, com um governo a controlar o leste e outro o ocidente do pais, a devastação sobretudo em Derna atingiu um nível impressionante.
A Organização Internacional para as Migrações (OIM) na Líbia, que garante estar a preparar medicamentos e equipas de busca e salvamento para o local e já foi enviada ajuda humanitária de vários países, após um apelo feito ontem pelas autoridades líbias. Foram entretanto decretados três dias de luto nacional.
Ontem, três voluntários da ONG Crescente Vermelho Líbio morreram quando ajudavam vítimas das inundações na Líbia. Um residente de Derna disse à Almasar TV, da Líbia, que, "infelizmente, talvez 90% da população se tenha afogado". Um outro residente diz estarem "a enterrar corpos em massa".
Descrita pelos especialistas como um "fenómeno extremo em termos da quantidade de água que choveu", a tempestade Daniel já provocou também pelo menos 27 mortes na Grécia, Turquia e Bulgária, onde as águas começam finalmente a recuar deixando ver a verdadeira realidade dos estragos sofridos. A tempestade Daniel atingiu o leste da Líbia na tarde do passado domingo, tendo sido declarado recolher obrigatório. Várias escolas foram fechadas.
Fontes:
https://pt.euronews.com/2023/09/12/inundacoes-paralisam-leste-da-libia
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.