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Gosto de escrever e aqui partilho um pouco de mim... mas não só. Gosto de factos históricos, políticos e de escrever sobre a sociedade em geral. O mundo tem de ser visto com olhar crítico e sem tabús!
Quem nunca ouviu falar das grandes favelas brasileiras e das enormes quantidades de droga que ali se trafica? Quem nunca ouviu falar dos assassinatos entre grupos rivais, das armas que circulam pelas ruas e das crianças recrutadas para os gangs ainda antes de saberem ler ou escrever?
A megaoperação policial que envolveu "cerca de 2500 agentes," pretendia libertar o Rio de Janeiro do "grupo criminoso Comando Vermelho," mas tornou-se rapidamente "naquela que já é a operação policial mais letal de sempre no Brasil." Apesar das dezenas de detenções - pelo menos "81 pessoas foram detidas na ação nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte da cidade" - o que está a chocar o mundo é o número de mortos.
Foram encerradas "dezenas de escolas, postos de saúde e estradas, deixando partes do Rio em clima de estado de sítio." Muitas armas e viaturas foram já apreendidas, levando os criminosos a reagir incendiando "autocarros e carros para erguer barricadas em várias zonas da cidade," tais como na "Avenida Brasil," na "Linha Vermelha" e na" Cidade de Deus."
Mas uma operação que até poderia ter começado com um objetivo definido e com o intuito de combater o crime organizado, está a resultar numa autêntica chacina.
De acordo com o Jornal "O Estadão", a "cúpula da segurança pública do Rio de Janeiro", acabou por divulgar a lista de "99 dos 117 mortos em operação que foram identificados até agora," nenhum dos quais constaria da "denúncia do Ministério Público que foi usada pela polícia como um dos elementos para embasar a operação."
Durante anos e anos deixaram estes grupos crescer e colocar os seus tentáculos em tudo, incluindo na política brasileira e na própria política, e agora chegam lá armados e matam tudo o que mexe? Na maioria, estes mortos não eram santos, vendiam drogas, matavam, impunham medo naquelas ruas, e muitos dos que agora são chorados, já tinham eles próprios tirado a vida a muita gente. É que os terroristas têm mãe, têm irmãos, e a esses, como se costuma dizer, nunca os filhos cheiram mal. O que está aqui em causa - e que está a ser criticado - é que não é assim que se fazem as coisas! Não se pode entrar num bairro a disparar sem esperar que disparem de volta. O problema está no próprio princípio de um dia se ter permitido que se formasse aquele aglomerado, o problema vem muito de trás e não podendo agora ser evitado, tem de ser tratado de outra forma.
No fundo, qual a verdadeira intenção desta operação? Provocar um massacre? Só morreram ainda quadro membros da autoridade, o que com tanta troca de tiros muito me surpreende. Ou será que o número é superior e não foi ainda denunciado?
O que está em causa é a forma como se está a matar indiscriminadamente, como se impõe a lei pela força. Armas só trazem mais armas, aqueles bairros são a cara de uma cidade corroída pelo crime e pela pobreza, por anos e anos de más políticas económicas e educativas, de sucessivos governos de corrupção. Aquela é a realidade de muitas famílias. Entre aqueles mortos estão criminosos, mas também estão muitos inocentes.
Fico triste por ver que, no meio de tanta gente envolvida, não tenham percebido que aquela era uma má decisão, o que me leva à questão secundária, mas não menos importante: de que lado está a lei?
É que perante a alegação feita pelo governo federal de "que o Comando Vermelho, a mais antiga e mais poderosa organização criminosa do Rio, queria expandir a sua actividade", se parecem ter esquecido de que "no crime organizado" as coisas não são assim tão lineares. É que como refere Paulo Baldaia, no seu artigo publicado no Expresso, no "crime organizado, quando alguém perde, alguém ganha." Aqui acrescentaria que ficam todos a perder. De facto, se escutarem a entrevista que o jornalista do Expresso faz a Danilo Thomaz - jornalista e cientista político brasileiro - conseguimos perceber a envolvência e a origem desta problemática e de como esta situação é ainda mais complexa do que aquilo que nós, que estamos do lado de fora, nos chegamos sequer a aperceber.
Fontes:
https://www.estadao.com.br/brasil/lista-com-o-nome-dos-mortos-em-operacao-no-rio-npr/
Esta tarde, um "homem de 25 anos esfaqueou várias pessoas," todos utentes de um "centro de tratamento de toxicodependência, localizado na freguesia de Almoster, Santarém." No ataque, conseguiu esfaquear três pessoas, e agredido fisicamente outras quatro. Um dos feridos ficou mesmo em estado grave. Houve ainda outra pessoa que se terá sentido "mal" ao assistir a este crime.
De acordo com um testemunho dado pela GNR, este homem terá sido expulso e ao ver-se nessa situação, terá dado início ao "ataque, usando uma faca de cozinha", com a qual conseguiu atingir várias pessoas.
O alerta para esta ocorrência terá ocorrido "pelas 14h35", tendo sido mobilizados para o local "32 operacionais" (entre elementos "da GNR, bombeiros e INEM"), 12 viaturas, veículos e um meio aéreo, "helicóptero do INEM (HeliSul) e a Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) de Vila Franca de Xira." Esta instituição, a Associação Picapau, "foi criada em 1993 com a missão de combater a toxicodependência, a pobreza e a exclusão social."
Fontes;
Parece uma pergunta estúpida, não parece?
Mas todos os dias, milhares de pessoas têm de tomar essa decisão. Todos os dias, os habitantes de Gaza, precisam de arriscar a vida em troca de um líquido que parece uma sopa, deitada em panelas e caixas imundas, ou receber um saco de farinha. Alguém por aqui se vê a sobreviver só com farinha?
Nessa deslocação até um local onde lhes será dada alguma comida, têm de se sujeitar a filas gigantescas sob um sol castigador, sem água, sem sombras e... com o risco iminente de serem fuzilados ali mesmo. Quando chegam junto do posto onde a comida está a ser distribuída, a fome já tirou o discernimento a muitos e, é cada um por si, mesmo que isso implique empurrar uma criança ou pisar alguém que caiu. Não é uma crítica, é a pura realidade. A animalidade a sobrepôr-se à humanidade, a sobrevivência que passa a implicar matar ou morrer.
Enquanto vários países lançam, sob o território de Gaza, embrulhos com comida, um dos pontos de distribuição de comida é visitado por um "enviado especial de Donald Trump" e pelo "embaixador dos Estados Unidos em Israel." Estes pontos de distribuição são geridos por uma fundação "patrocinada por Israel e Washington",e que tem vindo a ser bastante criticada pela forma como o tem feito. Ironicamente, "Netanyahu insiste, no entanto, que não há fome em Gaza." Num comunicado, o próprio Hamas já veio criticar esta "visita do enviado dos Estados Unidos a Gaza," a que chamou de "encenação."
De Espanha foram enviadas 12 toneladas de alimentos que já foram lançados sobre o território, esta sexta-feira, enqunato de França já chegaram "40 toneladas." Poderia ser suficiente, se chegassem à população, mas nem todos atingem locais acessíveis. Da parte dos Emirados Árabes Unidos foram já batidos "recordes em lançamentos pelo ar." Estes lançamentos são perigosos e podem mesmo matar, mas face ao drama que se vive na região, este acaba por ser um recurso de última linha para mitigar a fome de quem consiga alcançar uma destas "caixas". Quando os camiões entram em Gaza, não é de estranhar então que as pessoas os ataquem! Têm fome! Têm os filhos a definhar em casa, sem forças já para chorar! É a sobrevivência, matar ou morrer!
A fome é tanta - e felizmente os nossos meios de comunicação social têm mostrado isso mesmo - que até as equipas de saúde que tentam ajudar, estão a passar fome! Morrem-lhes nas mãos, bebés e crianças a quem as mães e os pais já não têm como alimentar. Fala-se de vacinar, de dar medicação, aqui era "só" (tão simples... não é assim tão simples...quem dera que fosse) dar-lhes comida! A fome, mata mais devagar que as bombas... faz menos barulho, mas também é uma "arma de guerra."
Na SIC Notícias, o embaixador de Israel em Portugal, além de se mostrar (naturalmente) "contra o reconhecimento do Estado da Palestina pelo Governo português," veio ainda afirmar que as imagens de crianças desnutridas são falsas e que as crianças que são mostradas têm outras "doenças", e que não estão magras devido à falta de alimentos. Se houve momentos em que senti raiva, foi ao assistir a esta entrevista. Se ver as imagens de mães a berrar agarradas aos corpos inertes dos filhos me traz um aperto no peito, ouvir as palavras deste "senhor" deu-me vómitos!
Nas suas palavras (e se não acreditarem vejam aqui, em SIC Notícias), estas imagens são uma “campanha de propaganda do Hamas”. Além de dizer que "estas imagens de meninos magros" são uma "vergonha para a SIC Notícias," acusando a própria estação televisiva de participar na "campanha de propaganda do Hamas", afirma ainda que estas são "crianças que têm doenças. Antes da guerra, centenas eram tratadas em hospitais israelitas. Não são magras por razão de fome ou de guerra.”
À jornalista que o entrevistava só tenho a dar os parabéns pela calma com que ia liderando a entrevista, colocando as questões de forma corretíssima. Eu não o teria conseguido fazer. Felizmente, apesar de todas as limitações e impedimentos para que a fome e as mortes não sejam mostradas, haverá sempre alguém com uma câmara que irá arriscar a vida para nos mostrar o que muitos querem fingir que não existe.
Continuem a mostrar, por favor! É difícil de ver mas sem as imagens muitos nunca irão acreditar.
E outra coisa! Assumir o genocídio de um povo, não apaga o crime cometido aquando do genocídio de outro! Podem sim, todos os judeus, olhar para o povo da Palestina e ver nestes o espelhar daquilo que aconteceu a muitos de vós ou aos vossos familiares! Não é isso que está em causa! É a (falta de) humanidade!
Fontes:
Basta ligarmos a televisão. Em todos os blocos noticiosos, em qualquer canal, as imagens de ataques e contra-ataques sucedem-se. Em direto, assistimos à guerra, enquanto os comentadores televisivos tecem as suas achegas e opiniões sobre como, onde e porquê cairão os próximos mísseis.
O povo da Palestina continua a ser massacrado pelos constantes "ataques das forças israelitas na Faixa de Gaza." Só ontem, contaram-se "pelo menos 74" mortos, 30 dos quais estariam junto a um café onde tentavam carregar os telemóveis, num dos poucos negócios que ainda se mantêm abertos naquela região. Este local, tornou-se um dos poucos sítios, "onde as pessoas se juntam para carregar os telemóveis e ter acesso à Internet. À hora do ataque estava cheio de mulheres e crianças." Para além "dos 30 mortos, dezenas de pessoas ficaram feridas, algumas com gravidade." De um outro ataque, resultaram "15 mortos."
Outras 23 pessoas "morreram quando tentavam obter ajuda alimentar." De acordo com informações do "hospital Al-Aqsa," seis pessoas terão morrido depois do edifício onde se encontravam ter sido "bombardeado perto da cidade de Zawaida, no centro da Faixa de Gaza." Já ao "hospital Nasser, na cidade de Khan Younis, no sul do país," chegaram "os corpos de pessoas baleadas quando regressavam de um local de distribuição de ajuda da Gaza Humanitarian Foundation (GHF, na sigla em inglês), onde soldados israelitas denunciaram ter ordens superiores para disparar sobre as multidões." Desde o final do mês de maio, terão já sido mortas "pelo menos 410 pessoas nestes centros de distribuição."
Estes serviços de distribuição de comida, são tutelados por Israel e pelos EUA, o que levanta muitas outras questões.
Na Ucrânia, "pelo menos 20 civis foram mortos e centenas ficaram feridos em ataques de drones e mísseis russos." no último dia 25. O presidente Volodymyr Zelenskyy continua a tentar negociar "mais ajuda ocidental para os esforços do seu país para repelir as forças russas." Mas não foi possível impedir um ataque russo com "mísseis balísticos," que atingiu "vários locais civis," nas cidades de "Dnipro" e de "Samar." Para além dos mortos, há a lamentar "cerca de 300 feridos." Um dos mísseis terá feito "explodir as janelas de um comboio de passageiros que transportava cerca de 500 pessoas."
Na madrugada de 28, a Ucrânia sofreu um dos mais mortíferos ataques. A "cidade de Samar, no oblast de Dnipropetrovsk," foi atingida e "cinco pessoas" perderam a vida, registando-se ainda 25 feridos. Na mesma noite, na "cidade portuária de Odessa, no sul do país, um casal foi morto por um drone russo que atingiu um edifício residencial de 21 andares. O ataque provocou um grande incêndio em três andares, ferindo pelo menos 14 outras pessoas, incluindo três crianças."
A Rússia voltou ainda a bombardear Kherson, atingindo "bairros residenciais e infraestruturas críticas," e provocando quatro mortos "civis e ferindo pelo menos onze outros." Já na região de "Sumy, no nordeste da Ucrânia, um ataque de drones na segunda-feira matou três civis, incluindo um menino de cinco anos," tendo ainda feito seis feridos.
Só durante o último mês, a Rússia terá lançado "um número recorde de 5.438 drones contra a Ucrânia," enquanto que há um ano, "o número total de drones lançados por Moscovo" contra território ucraniano tinha sido "de 332." E aqui entra armamento proveniente de duas grandes potências - a China e o Irão. Desde o início dos ataques, em 2022, "a Rússia tem utilizado drones Shahed, fabricados e importados do Irão. Mais tarde, Moscovo introduziu os UAV Geran, que são cópias exatas dos drones Shahed, mas fabricados na Rússia."
"Mais recentemente, foram também utilizados os Garpiya-A1," que se assemelham "aos drones Shahed, mas utilizam componentes chineses." Nos seus ataques, a Rússia começa por lançar "chamarizes", ou seja drones e mísseis que não estão armados, de forma a sobrecarregar a capacidade de defesa da Ucrânia, "seguido de ataques coordenados com mísseis de cruzeiro e balísticos."
Neste caso, com a vida dos outros.
Se não houve, alguém, uma cabeça com um mínimo de inteligência que olhasse para o arraial ali montado e visse que algo não estava bem?
Hoje, acordei um pouco agressiva, talvez, mas seja aqui ou na Macedónia do Norte, há coisas que eu só posso chamar de homicídio (intensional ou por negligência, se irá saber) e, se acaso não foi intenção, então só o posso colocar na categoria da ignorância. Para mim, só é negligente quem não sabe o que está a fazer ou as suas consequências. Usar fogo dentro de um espaço fechado, onde existem diversos materiais inflamáveis, iria correr bem, só no pensamento de alguns.
O número provisório do incêndio que terá "sido causado pela utilização de dispositivos pirotécnicos no interior da discoteca,"é de 51 mortos e mais de 100 feridos. Nas imagens, é percetível o uso de fogo de artifício dentro do estabelecimento noturno. Parece fazer parte da atuação, mas as faíscas, porventura maiores que o desejado, atingem o teto que muito rapidamente se incendeia. Culpam os jovens que assistiam à atuação da banda, mas não é ignífugo aquele material, e não foi fogo de artifício lançado para o telhado que incendiou o espaço. Há muito ainda a explicar.
Com também houve (ou ainda há) a explicar em ouros casos de que logo me lembrei ao ver esta notícia. De origens diferentes, o fogo e o pânico mataram quem se divertia naqueles fatídicos locais. Que sirvam de alerta para uma atitude mais preventida e de maior fiscalização dos espaços, o da discoteca Luanda, em Alcântara (em 2000), o de Amarante (em 1997) e o de uma discoteca que ardeu no Brasil (em 2013).
Num espaço que poderia ter 360 pessoas, estavam cerca de mil. Tantas quantas as que sentindo os efeitos do gás pimenta, tentaram sair para a rua. Em vez de saídas de emergência, encontraram portas fechadas a cadeado e grades. Na discoteca, de nome "Luanda", com clientes na sua maioria africanos, morreram 7 pessoas.
Em 1997, a discoteca "Mea Culpa" é incendiada em Amarante. "Três homens armados," atearam fogo ao estabelecimento, depois de o regarem com gasolina e trancar lá dentro clientes e empregados. Morreram 13 pessoas. José Queirós, autor moral, é considerado culpado e condenado à pena de 25 anos de prisão, mas sempre recusou a culpa pelo desfecho trágico.
A 27 de janeiro de 2013, uma tragédia semelhante "foi provocada por um engenho pirotécnico usado por uma banda, os Gurizada," que atuavam numa discoteca , no Brasil. Os primeiros a tentar sair, viram a sua intenção rogada pelos seguranças e pelas portas fechadas. Muitos, em pânico tentaram esconder-se nas casas de banho, onde morreram asfixiados. Outros foram esmagados no meio do desespero. "Quando os bombeiros chegaram, tiveram de abrir um buraco na parede para tentar retirar mais jovens da discoteca." Além dos muitos feridos, alguns dos quais em estdo grave, revgistaram-se 231 mortos.
Fontes:
https://www.jn.pt/7584010460/incendio-em-discoteca-faz-51-mortos-na-macedonia-do-norte/
https://www.publico.pt/2000/04/18/jornal/tragedia-ainda-sem-explicacao-142792
"O motorista do autocarro que foi incendiado, (...) em Santo António dos Cavaleiros, no concelho de Loures, ficou gravemente queimado e foi encaminhado para a Unidade de Cuidados Intensivos do hospital de Santa Maria."
O motorista da carris metropolitana, conduzia um autocarro na zona de Loures. Estava simplesmente a fazer o seu trabalho mas um grupo de encapuzados resolveu que aquele autocarro seria para incendiar. Sem se preocuparem com quem lá estava dentro, lançaram contra o autocarro vários cocktails molotov e, um deles, acertou no motorista que saiu do autocarro em chamas. Este permanece na "unidade de queimados da unidade hospitalar." Vai ficar com marcas para toda a vida, vida essa pela qual ainda está a lutar.
Felizmente, "o autocarro vandalizado e incendiado em Santo António dos Cavaleiros seguia sem passageiros quando se deu o incidente."
Este motorista "é um dos três feridos resultantes dos tumultos das últimas 24 horas. Os outros dois feridos são ligeiros, de acordo com o mais recente balanço da PSP, que dá ainda conta de 13 detenções na sequência de 45 ocorrências, entre as quais, nove carros e dois autocarros destruídos pelo fogo."
Nos últimos dias têm sido diversas as ocorrências, principalmente na zona metropolitana de Lisboa, com situações a ocorrer também na margem sul, mas esta terá sido mesmo uma das mais graves.
Por aqui, também se registaram distúrbios na zona da Arrentela, levados "a cabo por um grupo organizado de cerca de 20 pessoas". O grupo "mandou parar o autocarro na Arrentela, fez sair os passageiros e o condutor, e regou o veículo com combustível". No Miratejo, registaram-se também contentores que foram incendiados, mas a população conseguiu logo apagar as chamas.
Fontes:
https://www.dn.pt/2482930634/motorista-de-autocarro-incendiado-em-loures-em-estado-grave/
Uma comitiva que transportava diplomatas de vários países foi alvo de um "ataque no Paquistão," levando à morte de um polícia e a ferimentos em três outros. Na comitiva seguiam "o embaixador russo e diplomatas portugueses, iranianos, turcomanos, tajiques, cazaques, bósnios, zimbabueanos, ruandeses e vietnamitas." O ataque aconteceu "no vale do Swat, em Khyber Pakhtunkhwa, na fronteira com o Afeganistão." Os diplomatas estariam a participar num encontro para "promover o comércio local, conhecido pelo seu artesanato e pedras preciosas."
Na caravana, composta por 12 diplomatas, "viajava o embaixador português, Frederico Silva, que o Ministério dos Negócios Estrangeiros português confirmou à Lusa estar bem," uma vez que ia a meio do comboio e a viatura onde seguia não chegou a ser atingida. Esta é uma região perigosa por ser um "bastião dos talibãs paquistaneses (TTP), treinados para o combate no Afeganistão e que defendem a mesma ideologia dos talibãs afegãos."
Ontem, escrevi sobre a situação tensa no Médio Oriente e até agora os ataques não cessaram - nem tão cedo se espera que isso aconteça, infelizmente. Nos últimos dias, os ataques contra território libanês já provocou "dezenas de mortos, segundo a Defesa Civil," sendo que "o balanço provisório do atentado de sexta-feira é de 50 mortos e 66 feridos, mas há ainda 11 desaparecidos."
Preocupado com a escalada do conflito, "o secretário-geral da ONU, António Guterres," receia que o conflito no Líbano se torne "uma nova Gaza", numa entrevista dada à CNN.
Depois de aconselhar os habitantes do sul do Líbano a "manterem-se afastados" de edifícios onde o "Hezbollah pode ter armazenadas armas" e que possam ser alvos "do movimento pró-iraniano Hezbollah," Israel lançou esta segunda-feira dezenas de ataques "no sul e no leste do Líbano." Em cerca de meia horam foram lançados "mais de 80 ataques aéreos."
A agência Reuters, descreveu os bombardeamentos desta manhã "como os mais vastos que Israel realizou em simultâneo desde outubro do ano passado." Na última sexta-feira, o exército israelita assassinou "um importante comandante do Hezbollah, Ibrahim Aqil, num bombardeamento em Beirute que fez pelo menos 12 mortos, incluindo cinco crianças."
Este comandante era "procurado há décadas pelos Estados Unidos" acusado de ter sido responsável "pela morte de mais de 300 pessoas nos atentados de 1983 em Beirute." O ataque de 1983 terá morto 307 pessoas que se encontravam num "quartel de uma força internacional de manutenção de paz," entre as quais "241 militares norte-americanos." A explosão de um camião provocou ainda a morte de "63 pessoas na embaixada norte-americana," daquele país.
https://www.publico.pt/2024/09/23/mundo/noticia/israel-ataca-alvos-sul-leste-libano-2105114
Desde ontem que o país olha horrorizado para um país que arde, aparentemente, de forma desgovernada.
Uma das pessoas que gostei de ouvir explicar vários factos, foi o comandante Mário Conde, do CB da Amadora, que esteve a comentar de forma extremamente assertiva a situação que se vive desde a passada sexta-feira no nosso país. Uma das melhores conversas que vi, nos últimos dias, entre o jornalista e apresentador Hernâni Carvalho e o comandante que, ao contrário de muitos "pseudo" comentadores que por aí andam, disse o que tinha a dizer de forma direta e sem medo de represálias (que certamente, as poderá vir a ter), no programa 'Linha Aberta', transmitido hoje, dia 17 e, em que se analisaram "os motivos que poderão estar a causar um mar de chamas acima do Mondego."
Não têm sido dias fáceis e há a lamentar sobretudo a morte de quatro bombeiros.
No passado domingo, dia 15, "João Manuel dos Santos Silva," que era "membro da corporação dos Bombeiros Voluntários de São Mamede de Infesta (Matosinhos)," estaria numa pausa para se alimentar durante o combate a "um incêndio na região de Oliveira de Azeméis," quando "morreu vítima de doença súbita." João Silva e os colegas foram jantar depois de terem estado "a combater as chamas," e "quando estavam a tomar café," o bombeiro "entrou em paragem cardiorrespiratória." Apesar de ter sido "assistido no local por uma equipa do INEM," o quadro já não foi possível de reverter. Este homem, era casado e "tinha dois filhos, sendo que o mais novo também é bombeiro, e dois netos. Durante muitos anos, trabalhava como padeiro de noite e depois de dia ia para os bombeiros."
Em Tábua, distrito de Coimbra, três bombeiros perderam a vida. Carbonizados depois de terem ficado cercados pelas chamas. Sabem o que é estar a sentir o corpo a "cozinhar" dentro dos equipamentos que estes bombeiros vestem? Imaginem só o querer encontrar o caminho, saber dos colegas e cair, atingido pelas chamas cavalgantes. Duas mulheres e um homem, que estavam a combater uma frente de incêndio (e não em deslocação com veiculado por alguns meios de comunicação social) perderam a vida e as suas famílias irão apenas ter os seus corpos carbonizados para chorar. Imaginem-se e entendam porque é que a mim, perante estas notícias, me sobe uma vontade de atirar com os incendiários para o meio das chamas e deixá-los lá. Não nos podemos esquecer que há também feridos a lamentar, entre eles, vários bombeiros. De entre os feridos, a situação mais grave será a de uma bombeira que está a lutar pela vida nos Cuidados Intensivos.
Que haja mão firme da justiça!
Além disso, lamentam-se também vários civis que acabaram por perder a vida, por causas direta ou indiretamente, ligadas aos incêndios florestais.
Segundo a GNR, no dia 16, segunda-feira, "foi encontrado cerca das 15.30 horas um corpo carbonizado na zona florestal do Sobreiro, no concelho de Albergaria-a-Velha" que se revelou vir a tratar-se de "um cidadão de nacionalidade brasileira, de 28 anos de idade, funcionário de uma empresa que se dedica à exploração florestal." Aparentemente, este homem "terá ido, juntamente com outros funcionários da empresa, recuperar alguma maquinaria que se encontrava na zona afetada pelo incêndio."
Durante a noite, uma idosa de 83 anos, morreu perto de Mangualde.
Ao longo da noite, muita gente teve de ser evacuada. Manter a calma é algo quase impensável quando se tem de abandonar a casa, os bens que se levou uma vida a juntar, as memórias que não sabem se lá vão estar quando regressarem. Não há ninguém que abandone a sua casa e a sua terra de ânimo leve. Já arderam cerca de 40 casas e diversas viaturas.
Muitos voluntários têm estado a ajudar nestas evacuações e também no combate às chamas, em locais onde os profissionais não conseguem chegar tantas são as ocorrências que ocorrem em simultâneo. Ajudam com tratores, com máquinas agrícolas, com pequenos tanques com água. Muitos voluntários de diversas organizações, ou até por iniciativa própria, têm estado a ajudar a resgatar animais. Infelizmente, parece que não tem sido possível salvar todos os animais.
Resumindo um pouco, algumas das ocorrências, de referir que pouco depois da meia-noite, havia em Ribeira de Fráguas, na zona de Albergaria-a-velha, uma zona habitacional que era atingida pelas chamas. Os bombeiros estavam longe de conseguir chegar a todo o lado e, se por um lado se pedia às populações para dixarem as suas casas e irem para um lugar seguro, por outro, a ausência de meios que os tranquilizassem, fazia com que poucos aceitassem arredar pé.
Em Vila Pouca de Aguiar, o fogo também não deu tréguas durante a noite, com o vento forte a piorar a situação.
Em Coimbra, o incêndio que na véspera tinha deflagrado numa zona florestal, durante a noite ameaçou a cidade. Ninguém se esquece do incêndio que há 19 anos, cercou e invadiu a cidade.
Segundo as palavras do presidente da câmara municipal de Sever do Vouga, um dos incêndios que começou perto da zona industrial, uma pessoa foi vista a dar início a esta ignição e a fugir. O vento estava fortíssimo, o local era distante dos outros focos de incêndio e os meios estavam empenhados noutras ocorrências muito consideráveis. Maldade pura de quem achou boa ideia dar início a uma nova ignição, ainda por cima perto de uma zona industrial. As pessoas criticam a falta de meios e demora na ajuda, mas por muito que custe a alguns compreender, em situações destas, não há meios que cheguem a todo o lado e a população não consegue e não pode fazer mais.
Em Gondomar, deflagraram vários incêndios em pontos diferentes. A população vai tentando proteger as casas com baldes e mangueiras domésticas e está cada vez a ficar mais nervosa e cansada. O presidente da Câmara de Gondomar referiu que "a propagação para a área urbana do incêndio", está "contida", embora na zona de Melres, a situação não esteja controlada. Um dos maiores focos, começou na zona de Cosmes, ontem pouco depois das 13h00.
Na zona de Baião, já arderam várias casas. O presidente queixa-se da falta de meios aéreos referindo, no entanto, que compreende a situação tendo em conta o que se está a passar pelo país.
Em Valongo, a Polícia Judiciária "constituiu arguidos quatro funcionários da União de Freguesias de Campo e Sobrado," por presumívelmente terem, pela sua atuação irresponsável, sido os autores de um incêndio florestal. Os funcionários, apesar de todos os alertas, usaram "uma roçadora de disco metálico, cuja utilização é proibida quando o índice de perigo de incêndio rural se encontra a um nível máximo ou mesmo muito elevado”. Agora coloco a questão: usaram por sua iniciativa, ou alguém os mandou utilizar aquele tipo de máquina?
Em Mangualde, arderam também várias habitações e há feridos a registar. A população ajuda como pode, mas o incêndio veio de Penalva, empurrado pelo forte vento. Nelas, Mangualde e Penalva do Castelo são apenas alguns exemplos de zonas onde devido aos incêndios as aulas foram canceladas, as creches e jardins de infância não abriram e alguns lares foram evacuados. A A25 continua cortada nos dois sentidos, para segurança dos condutores e, também, para servir de faixa de emergência para a circulação dos meios.
"Os incêndios de Cabeceiras de Basto e Póvoa de Lanhoso, distrito de Braga, preocupam a Proteção Civil por haver casas na linha de fogo e pelo risco de propagação a uma mancha florestal contígua de vários hectares." Este incêndio, chegou mesmo a "cercar a aldeia de Samão, obrigando os moradores a refugiarem-se num abrigo previamente definido no âmbito do Programa Aldeias Seguras."
Em Amarante, no distrito do Porto, deflagraram três incêndios em diferentes zonas do concelho, com algumas das frentes muito "próximas de zonas residenciais." Dois destes incêndios "lavram nas zonas da serra da Aboboreira e de Vila Meã."
Um outro incêndio, lavra em Aguiar de Sousa, Paredes, tendo tido origem pelas "05:21 na zona de Sobreira." O incêndio que teve início "na segunda-feira em Soutelo, Castro Daire," está neste momento com “várias frentes ativas” e segue já em "direção aos municípios vizinhos de São Pedro do Sul e Viseu."
Além dos bombeiros, que têm o maior dispositivo de sempre a atuar, não nos podemos esquecer de todas as outras entidades que têm estado a ajudar. No entanto, na contabilização dos meios, não nos podemos esquecer de fazer a distinção entre os meios em combate e os meios em trânsito, ou os meios em reserva, o que por vezes é transmitido de forma um pouco confusa pela comunicação social, fruto desses dados não lhes serem transmitidos.
A Cruz Vermelha Portuguesa já "mobilizou 100 colaboradores e voluntários para o apoio às autoridades no socorro às populações afetadas pelos incêndios, naquele que é o maior contingente dos últimos cinco anos, anunciou hoje a instituição."
Por volta das 09:30 desta manhã, "a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC)" registava "mais de 140 ocorrências, envolvendo mais de 5000 operacionais, apoiados por 1600 meios terrestres e 21 meios aéreos." Ao longo do dia de hoje, a situação evoluiu para norte e o Minho rapidamente foi atingido. Olhando o mapa, observa-se a localização da maioria dos incêndios e, podemo-nos perguntar o porquê de estarem localizados numa zona, apesar de extensa, limitada.
Fica também sobre hoje o registo de um aluno de apenas 12 anos que esta tarde esfaqueou seis colegas na Escola Básica da Azambuja. As aulas tinham começado apenas há poucas horas quando "depois de ter ido a casa à hora do almoço buscar a arma branca", um aluno do 7º ano esfaqueou seis colegas, aparentemente de forma indiscriminada. O aluno tinha saído para almoçar e, no regresso, "já no interior do edifício da escola," retirou da mochila "um colete à prova de bala, que mais tarde identificou ser do pai, e uma faca." Cá estas situações não são muito comuns - felizmente - mas noutros países é frequente existirem este tipo de ataques em escolas.
Fontes:
https://www.rtp.pt/noticias/pais/incendios-em-portugal-a-situacao-ao-minuto_e1600254
https://www.jn.pt/7262728855/dois-mortos-nos-incendios-em-albergaria-a-velha/
Desde o início do ano, são diversos os casos de violência doméstica que terminaram em ferimentos graves ou mesmo em morte. E, claro, nem todas as situações de violência chegam a ser conhecidas pelas autoridades. A violência doméstica é já um crime público no nosso país, o que veio trazer mais denúncias e mais condenações, embora ainda estejamos muito longe daquilo que seria esperado. Mais uma vez, correndo o risco de me tornar repetitiva, venho alertar para um conjunto de casos exemplificativos desta situação, muitas delas, mostrando que as medidas de coação não foram aplicadas ou que as mesmas falharam!
No passado dia 28 de julho, uma mulher de 34 anos foi baleada na aldeia do Pego, concelho de Abrantes (Santarém). A situação "envolveu um casal em contexto de violência doméstica, com uma mulher de cerca de 30 anos a ser baleada por um homem de 61", tendo a vítima dado "entrada no hospital de Abrantes em estado crítico”. O suspeito já não cohabitava com a vítima, mas mesmo assim, esta não deixou de ser agredida violentamente.
Já no dia 5 de agosto, a GNR de Portalegre procedeu à detenção de um indivíduo "por suspeitas de violência doméstica contra a companheira, de 44 anos, envolvendo coação psicológica e emocional." Como medida de coação, foi aplicada "a proibição de contactar e permanecer a menos de 100 metros da residência da vítima" - o que na prática não evita que a mate se assim entender - sendo que foram apreendidas pela GNR "cinco armas de caça, dois punhais, um bastão de madeira, um machado, um cutelo, três facas, um zagalote, 208 cartuchos e 16 munições."
No dia 8 deste mês, um homem de 24 anos, foi indiciado pela "prática continuada do crime de violência doméstica contra a avó," e acabou por ser "detido na Ribeira Grande, ilha de São Miguel", nos Açores. Os crimes que alegadamente terão sido praticados serão, designadamente, atos de "violência física, psicológica, económica e patrimonial." Neste caso, foi decretada a prisão preventiva para o agressor.
No dia 12 de agosto, um indivíduo de 51 anos foi detido "por suspeita do crime de violência doméstica contra a sua companheira e os seus dois filhos, numa ação desencadeada após uma denúncia," que alertava para "agressões em curso no interior de uma residência" na cidade de Bragança. Os agentes quando chegaram ao local, ainda encontraram "o suspeito a agredir fisicamente as vítimas" tendo sido "necessário o uso de força" para conseguirem parar com as agressões e imobilizar o agressor. "Durante a intervenção, a vítima confirmou que as agressões físicas eram uma situação recorrente." Além das agressões físicas, o "suspeito usou uma faca de grandes dimensões para ameaçar as vítimas." Neste caso, foi decretada como medida de coação "a proibição de contacto com as vítimas, devendo manter um afastamento superior a 300 metros, controlado por pulseira eletrónica."
Mas também os homens são vítimas. Hoje, foi detida uma mulher, de 26 anos, que na passada quarta-feira, tentou "matar o companheiro," na localidade de Santa Cruz do Bispo. Esta mulher, "na sequência de uma discussão entre o detido e a vítima, que viviam juntos há já cerca de um ano”, terá agredido "o homem com vários golpes no tórax, pescoço e membros superiores," provocando-lhe vários ferimentos.
Num dos mais recentes casos, uma mulher de nacionalidade brasileira foi encontrada morta em casa, na vila do Carvoeiro, depois de alguns vizinhos e familiares terem estranhado a ausência dos dois membros do casal. Anteriormente, a mulher teria já "feito pelo menos uma queixa por violência doméstica na GNR", sendo que o homem já tinha sido "levado por diversas vezes pela GNR" e pelos bombeiros "ao hospital, com surtos psicóticos." O último episódio aconteceu na semana passada, mas o homem voltava sempre para junto da vítima, mesmo havendo conhecimento destas situações e do risco que ela corria. Infelizmente, o pior acabou por acontecer. A mulher foi encontrada com sinais de ter sido atingida "na cabeça por um tubo metálico e também esfaqueada no peito e no pescoço". Já o companheiro, de quem nada se sabia, acabou por ser encontrado esta manhã, enforcado.
As crianças são também vítimas desta situação, mesmo quando as agressões não lhes são diretamente dirigidas. "Segundo a lei, as crianças que assistem ou são expostas a uma relação violenta em casa passaram a ser consideradas, há 3 anos, vítimas autónomas, mesmo quando não são o alvo direto." Em 2023, o número de crianças vítimas de violencia doméstica foi de 10343 crianças.
Estas são apenas algumas situações que podemos encontrar nas notícias, mas a verdade é que são apenas a ponta do iceberg. Em 2023, registaram-se 22 mortes (7 mulheres, 3 homens e 2 meninas). Acrescente-se que oito dos agressores se suicidaram depois de matarem as suas vítimas.
Fontes:
https://observador.pt/2024/07/28/mulher-baleada-em-abrantes-em-cenario-de-violencia-domestica/
https://www.dn.pt/2261553406/assassinadas-22-pessoas-em-contexto-de-violencia-domestica-em-2023/
... e entre as vítimas está uma portuguesa. A menina de 9 anos era filha de pais madeirenses e não sobreviveu aos ferimentos que ontem lhe foram infligidos com uma faca.
As crianças estavam num "centro comunitário, onde estava a decorrer um evento de dança e ioga para crianças, na cidade de Southport, em Inglaterra," quando um rapaz de 17 anos avançou sobre as crianças empunhando uma arma branca. O resultado, até agora, são 3 mortos, "todas crianças entre os 6 e os 9 anos. Há ainda, cinco crianças e dois adultos internados em estado crítico." Os adultos terão ficado feridos quando tentaram proteger "corajosamente" as crianças. Num dia que devia ser de festa e de alegria, a tragédia caiu sobre esta comunidade e levou três inocentes. Não encontro palavras para descrever ou sequer justificar este ataque. Quem pode ser tão mau?
O ataque não foi considerado como terrorista mas ainda não se sabem os motivos que levaram ao mesmo. O rapaz de 17 anos, morador numa localidade próxima, foi rapidamente preso pela polícia. Foi também "recuperada uma arma branca."
Este não foi o primeiro ataque do género no Reino Unido. Num dos últimos casos, um homem de 36 anos armado atacou com uma espada um jovem de 14 anos em Londres e feriu outras quatro pessoas.
Fontes:
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