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Gosto de escrever e aqui partilho um pouco de mim... mas não só. Gosto de factos históricos, políticos e de escrever sobre a sociedade em geral. O mundo tem de ser visto com olhar crítico e sem tabús!
Por cá, o mau tempo fez-se sentir, trazendo a sensação de que finalmente o verão se foi embora. Uma forte tempestade acabou por atingir o país, sobretudo a litoral com ventos fortes e trovoada. A madrugada de quarta-feira foi passada acordada a ouvir a chuva na janela e a apreciar a beleza da enorme trovoada que se abateu sobre a margem sul. Por pouco, não me vesti para sair de casa e ir para a rua ver os relâmpagos.
Portugal foi atingido na madrugada desta quarta-feira por "uma superfície frontal fria que trouxe chuva, vento e trovoada." Deste evento que trouxe ventos fortes e milhares de descargas elétricas, decorream diversas "situações" que necessitaram de intervenção da PC, principalmente "relacionadas com inundações (506), quedas de árvores (246), limpeza de via (140) e quedas de estruturas (129)." Em 24 horas, terão sido contabilizados "um total de 47.676 descargas elétricas atmosféricas." Devido ao mau tempo, algumas regiões do país acabaram por ficar sem eletricidade - perto de "60 mil clientes da E-Redes" terão sido afetados, concentrando-se a maioria dos danos "sobretudo nos distritos de Santarém, Castelo Branco e Portalegre." Os cortes ter-se-ão devido sobretudo à queda de postes e de ramos de árvores sobre a estrutura elétrica, situação que rapidamente foi resolvida.
A beleza de uma tempestade está na sua força e a nossa segurança tem de estar na prevenção, sobretudo quando estão em causa zonas de alagamento ou regiões propícias a derrocadas ou deslizamentos de terras.
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Infelizmente, no Brasil, o mau tempo causou vítimas mortais, depois de um tornado ter atingido na quinta feira, o estado do Paraná, no sul do Brasil. O tornado provocou a morte a "cinco pessoas" e ferimentos a "cerca de 130." As regiões mais afetadas foram as de "Candói, Rio Bonito do Iguaçu e Porto Barreiro, que enfrentaram ventos que terão atingido "velocidades entre os 180 e os 250 quilómetros por hora," deitando abaixo "postes de luz, destelhou imóveis, destruiu construções," derrubou "árvores e até de casas de tijolo".
Também noutros "municípios da região, como Laranjeiras do Sul e Guarapuava" se fizeram sentir os "efeitos do tornado", tendo sido confirmados até ao momento, "cinco óbitos, sendo cinco em Rio Bonito do Iguaçu e um em Guarapuava." Há ainda um desaparecido e "as autoridades alertam que o número de mortos pode aumentar nas próximas horas." A destruição pode ter feito mais vítimas pois atingiu a região quando "muita gente" estava "voltando para casa," o que contribuiu para que muitas viaturas estejam ainda debaixo dos "escombros."
O Rio Grande do Sul e Santa Catarina mantêm-se agora em alerta vermelho, onde na região "litoral, são esperadas rajadas de vento" que podem ultrapassar os "100 km/h", de uma massa que passou já pelo "norte da Argentina e do Paraguai" e que ganhou "força sobre o Rio Grande do Sul."
Fontes:
Sabemos que as catástrofes naturais podem provocar, de forma rápida e muitas vezes sem aviso, inúmeros mortos, feridos e danos graves em infraestruturas. Mas será que estamos a levar a sérios os alertas de mau tempo que vão chegando e estaremos a tomar as medidas preventivas necessárias? Apesar de estarmos em plenio verão, o tempo tem estado bastante instável, mas nada que se compare com as tempestades que têm assolado a Europa e os Estados Unidos.
A situação que atingiu o estado do Texas, nos EUA, acabou por fazer mais de 120 mortos, de entre os quais, 30 eram crianças. O desastre aconteceu quando o rio Guadalupe aumentou "quase oito metros em 45 minutos" devido a uma queda de precipitação fora do normal. A chuva foi anunciada mas não foram tomadas medidas, pois segundo as autoridades, não se esperava que o caudal do rio subisse tanto e tão depressa. Apesar daquela ser uma zona de cheias e, apesar de terem havido alertas de precipitação forte, ninguém pensou que, talvez, aquela não fosse a melhor noite para acampar nas margens do Guadalupe. De forma drastica, o rio encheu e saiu das margens, arrantando na sua fúria tudo o que encontrou pela frente. Devastou casas, arrastou "carros e camiões." As buscas continuam, estando neste momento, "161 pessoas" ainda "dadas como desaparecidas," no Condado de Kerr.
Aqui mais perto, a situação não foi tão má. A Catalunha (Espanha) foi assolada por fortes chuvadas que fizeram "transbordar o rio Foix" cujas fortes correntes terão arrastado duas pessoas. A causa terá sido as chuvas torrenciais, que "provocaram inundações em vários pontos" da região. O mau tempo causou ainda outros constrangimentos, desde logo um corte de eletricidade, "que impediu a admissão de novos pacientes," num hospital de Barcelona. O tráfego aéreo também registou problemas com "um avião que tinha descolado com rumo aos Estados Unidos" ter tido de regressar a Espanha "depois de ter sido danificado pela queda de granizo."
Mas a verdade é que vários modelos meteorológicos avisavam já desde quinta ou sexta-feira para a eventual ocorrência de tempestades, alertando não só para chuva intensa, mas também para a eventualidade de ocorrência de "alguns tornados localizados, mas potencialmente intensos – mais prováveis no Norte de Itália," bem como para a possível ocorrência de consequências como "inundações, cheias, enxurradas e derrocadas."
Então, perante estes alertas, o que é que limita os governantes destes países a lançar alertas a tempo e a proceder a ações preventivas, como a limpeza de escoadouros e sumidouros, o alargamento de canais e, se necessário, a evacuação de zonas de cheia, principalmente salvaguardando a população mais idosa ou com limitações de mobilidade? Podemos ser práticos e preventivos, sem sermos alarmistas?
O que é necessário que ocorra para que os alertas sejam tidos em atenção e que os governos ajam numa atitude mais preventiva? Não esqueçamos que Trump está a acabar com os gabinetes de análise climática, tendo já demitido centenas de trabalhadores da Agência Meteorológica, e que isso não irá apenas afetar os americanos....
Fontes:
https://lusometeo.com/atualidade/tempestades-europa-julho-25807/
Um jovem de 16 anos encontra-se ainda desaparecido, depois dele e outros dois amigos terem entrado no mar, na praia do Dragão Vermelho, na Costa da Caparica.
O tempo um pouco mais quente e numa semana em que muitas escolas se encontram encerradas para a realização das avaliações intermédias, terá atraído os jovens à praia, mas como tem sido amplamente difundido, acabamos de sair de uma situação de mau tempo e espera-se, a partir do dia de amanhã, as condições atmosféricas venham novamente a piorar. Estas tempestades, trazem normalmente ondulação forte e, as condições atmosféricas e a respetiva acalmia que ainda não se verificou este ano, deixa-nos com uma costa marítima muito perigosa.
"Nas operações de busca," participa para já a Polícia Marítima de Lisboa, tripulantes da Estação Salva-vidas de Cascais e elementos dos Bombeiros Voluntários de Cacilhas. Desloca-se ainda para "o local o navio NRP Tejo da Marinha Portuguesa e uma aeronave da Força Aérea Portuguesa." Foi também ativado "o Gabinete de Psicologia da Polícia Marítima."
Fontes:
De acordo com dados atualizados na quarta-feira, 73 pessoas morreram e outras "600 ficaram feridas em Cabo Delgado, Nampula e Niassa, na passagem do ciclone tropical Chido." Este ciclone formou-se a 5 deste mês "no sudoeste do oceano Indício," e depois de passar na ilha de Mayote no sábado, "entrou no domingo pelo distrito de Mecúfi, em Cabo Delgado, com ventos que rondaram os 260 quilómetros por hora e chuvas fortes."
"O Governo moçambicano decretou esta quinta-feira dois dias de luto nacional a partir de sexta-feira." Ociclone terá, segundo as autoridades, destruído total ou parcialmente, "52476 casas," afetado "49 unidades hospitalares, 26 casas de culto, 11 torres de telecomunicação e 34 edifícios públicos."
Este foi o mesmo ciclone que também fez 30 vítimas mortais e centenas de feridos e desalojados, na ilha francesa de Mayote. O presidente Macron, "decretou o estado de calamidade excecional no arquipélago para poder permitir uma gestão mais rápida e eficaz das medidas de urgência", tendo visitado hoje a ilha. Consido, no avião, seguiam também "mais de 4 toneladas de bens alimentares, medicamentos e material hospitalar, além de várias equipas de médicos e socorristas."
"Um navio da marinha francesa também já chegou ao arquipélago com mantimentos."
Fontes:
https://www.jn.pt/1085698377/numero-de-mortos-pelo-ciclone-chido-em-mocambique-sobe-para-73/
A ilha francesa de Mayote, uma das mais pobres de França, localizada no "arquipélago das Comores," no oceano Índico, foi este sábado atingido pelo ciclone Chido.
Este ciclone "trouxe ventos superiores a 220 km/h, arrancando telhados de casas no arquipélago," e deixou a ilha de Mayote sem eletricidade, sem água e sem locais disponíveis para abrigar a população depois de "bairros inteiros de barracas e cabanas de metal" terem sido arrasados. O cenário é de caos! A torre de controlo do "aeroporto internacional de Mamoudzou" foi danificada, assim como a maioria das estradas, deixando grande "parte das infraestruturas do arquipélago" inacessível.
França tem estado a enviar ajuda para a ilha, mas ainda não se sabe o número exato de vítimas. "Mais de 100 socorristas e bombeiros de França e do território vizinho da Reunião foram destacados para Mayotte e um reforço adicional de 140 pessoas" já foram para o arquipélago.
Este ciclone passou também pelo "sudeste do Oceano Índico, afetando também as ilhas vizinhas de Comores e Madagáscar."
Fontes:
O mau tempo continua a fazer vítimas na Europa.
Nos últimos dias, a Grécia foi atingida pela "tempestade Bora," provocando uma forte "destruição em muitos pontos do país e um total de três mortos." Na segunda-feira, várias escolas foram "encerradas."
Como resultado das inundações, dois homens, de 57 e 70 anos, perderam a vida "na ilha de Lemnos, no mar Egeu," onde várias estradas e edifícios foram danificados e levado à evacuação de "várias pessoas."
O "corpo de um homem de 56 anos", foi encontrado, "na península de Calcídica" dentro de um carro, onde poderá ter ficado preso "durante várias horas."
Fontes:
Na Irlanda do Norte, registaram-se várias "inundações, linhas de comboio encerradas e árvores caídas," tendo a região de Newtownabbey, sido uma das mais afetadas. "Milhares de casas, quintas e empresas ficaram sem eletricidade."
Devido à tempestade, "que assolou o país com chuvas torrenciais e fortes rajadas de vento durante o fim de semana," foram vários os operadores ferroviários que tiveram de cancelar os seus serviços. "Árvores caídas para linhas de comboio interromperam os serviços entre Londres e o Aeroporto de Stansted."
As estradas transformaram-se em autênticos "cursos de água," com as "principais estradas de Northamptonshire e Bristol" a serem encerradas. Vários voos sofreram atrasos no "aeroporto de Newcastle" e muitos ficaram mesmo em terra.
Fontes:
A situação tem estado bastante complicada na região das Filipinas. Este domingo foi a vez do supertufão Man-Yi atingir o norte das Filipinas e deixar um rasto de destruição, principalmente na "ilha de Luzon, a mais populosa das Filipinas, destruindo casas, provocando inundações e a fuga em massa da população." Os alertas emitidos durante o dia de ontem davam conta de um evento de "categoria 5, a mais elevada do índice da PAGASA," que poderia vir a causar um "impacto potencialmente catastrófico", com previsão de ondas de 14 metros de altura a atingir a costa. A tempestade passou a ser classificada como um "supertufão à medida que aproximava de Cantaduanes, uma região onde vivem cerca de seis milhões de pessoas."
Em menos de um mês, esta foi a sexta grande tempestade a atingir aquela região, deixando ainda mais frágeis as habitações, que poderão não resistir. A situação já obrigou a que mais de "750 mil pessoas" se vissem obrigadas a refugiar "em abrigos de emergência, incluindo igrejas e um centro comercial," havendo a lamentar a morte de 160 pessoas, consequência do "raro número de tempestades e tufões consecutivos que assolaram Luzon em apenas três semanas." As Filipinas poderão ser obrigadas a "ter de importar mais arroz, um alimento básico para a maioria" da sua população, devido à destruição de infraestruturas e campos agrícolas.
Além dos danos, este supertufão obrigou ainda ao encerramento de "26 aeroportos nacionais e dois aeroportos internacionais ," bem como ao cancelamento dos "serviços de ferry e de transporte de mercadorias entre ilhas" devido à grande agitação marítima provocada pelo mau tempo. "Todos os navios, desde barcos de pesca a petroleiros, receberam ordens para permanecer ou regressar aos portos."
É habitual que estas ilhas sejam anualmente "fustigadas por cerca de 20 tufões e tempestades," no entanto, a situação de haver mais do que uma tempestade desta envergadura ativa em simultâneo na região é invulgar tal como foi partilhado pelo observatório da Terra da NASA, numa imagem onde se podiam observar "quatro tempestades ativas simultaneamente no oceano Pacífico a 11 de novembro: a Yinxing, a Toraji, a Usagi — que atingiram o norte do país na quinta-feira – e a Man-Yi."
https://observador.pt/2024/11/16/supertufao-man-yi-atinge-provincia-filipina-com-ventos-de-200-km-h/
A situação devido ao mau tempo em Portugal foi, de longe, bem diferente da ocorrida em Espanha, mas nem por isso deixou de provocar avultados danos e alguns feridos. Parece que andamos cada vez mais ansiosos com toda esta situação e, culpa disso, talvez seja a frequência com que nos são transmitidas notícias e a forma como as mesmas nos chegam. E com tudo isto, que razão teremos para não ser um povo prevenido?
A ocorrência de tempestades e de fenómenos atmosféricos não é novidade, mas tal como os incêndios, parece que nos espantam de cada vez que acontecem. Ainda me lembro de ir para a escola com água quase até aos joelhos, ou de ter baldes a amparar a água que escorria pelo candeeiro do quarto onde eu dormia na casa da minha avó sempre que o telhado do prédio se enchia de água porque o algeroz entupia! Era normal. Agora chove mais um pouco e parece que ficamos logo com vontade de encerrar tudo e de ficar em casa. Em alguns casos, isso seria até uma medida a aplicar de forma preventiva, mas se tanto nos espantamos quando se anunciam ao longe umas nuvens de tempestade, a verdade é que lá vamos nós fazer umas imagens. Nas redes sociais, num dia reclamamos que só chove no norte e que faz falta no sul, mas na semana seguinte, estamos a reclamar que foi demasiada chuva no sul e que está tudo alagado!
Leitos de cheia onde se constrói há anos, e onde passe o tempo que passar, ninguém ainda saiu de lá e marés grandes que atingem as zonas ribeirinhas e levam a areia para longe são todos os anos tema de conversa. Especialistas e outros nem tanto vão aos telejornais falar de fenómenos atmosféricos e ficamos horas colados aos ecrãs a ouvi-los e a ver as imagens que se repetem. Iguais em todos os canais...
Esta manhã, um "comboio regional" que fazia o "troço entre a Fuzeta e Olhão," descarrilou, "devido à queda de pedras na sequência das chuvas intensas que se sentiram nas últimas horas no sotavento algarvio," levando ao corte da linha do Algarve. Não houve feridos. Foi lançado um alerta amarelo para os distritos de Faro e Beja, devido à previsão de chuva que se previa forte, e à possibilidade de ocorrência de "trovoadas e granizo," devido a um fenómeno semelhante ao DANA que na semana passada provocou o caos e a destruição em Espanha.
Em Olhão, uma senhora resolveu sair do carro para ir espreitar a ribeira de Alfandanga, que corria com mais água e mais fordça do que o habitual e acabou por cair. A "mulher foi resgatada," por alguns populares e, posteriormente, "socorrida pela ambulância de suporte de vida de Tavira do Instituto Nacional de Emergência Médica, e transportada para a Unidade Local de Saúde do Algarve."
Ontem, "dois idosos de nacionalidade francesa ficaram desalojados em Castro Marim," devido às fortes chuvas, enquanto em "Tavira, duas pessoas tiveram de ser resgatadas," uma encontrava-se dentro da sua viatura que acabou por ficar imobilizada na Ribeira de Almargem, enquanto a outra teve de ser retirada da sua "habitação na Asseca." Ainda na região de Tavira, houve danos em muros que acabaram por ruir, e "diversas embarcações" que acabaram por se soltar e ficar "à deriva" levaram ao cancelamento das "carreiras fluviais para a Ilha de Tavira."
A zona de Luz de Tavira foi uma das mais afetadas pelo mau tempo dos últimos dias nesta região, havendo ainda estradas cortadas.
Fontes:
A situação em Espanha está caótica, especialmente na região de Valência, onde se regista a maioria dos 211 mortos confirmados até ao momento, "devido ao mau tempo."
Uma grande parte das vítimas mortais já confirmadas ocorreram na V-31, uma circular d zona de Valência, onde "ao final da tarde e início da noite de terça-feira, centenas de pessoas ficaram presas dentro de carros arrastados pelas águas quando regressavam a casa do trabalho." A proteção civil emitiu uma mensagem dde alerta, mas para estas pessoas, já foi tarde de mais e acabaram apanhadas pela enchente. E esta "é apenas uma das mais de 120 estradas ainda com cortes" onde os carros e camiões se empilham e o lixo e a vegetação que foi arrastada pela corrente se acumulam.
Apesar dos esforços, estima-se que ainda haja "milhares pessoas desaparecidas," muitas delas submersas na lama ou em locais isolados onde ainda não chegou ajuda.
O elevado "número de vítimas mortais obrigou as autoridades espanholas a abrir uma morgue temporária no centro de convenções Feria Valencia, nos arredores de Valência."
As imagens não deixam dúvidas sobre a gravidade e a extensão que o fenómeno atingiu. Fala-se na possibilidade de terem ficado pessoas "submersas em garagens inundadas" ou de ainda "haver corpos dentro dos milhares de carros arrastados pelas águas e que continuam empilhados em ruas de diversas localidades e outras estradas."
Infelizmente, "os meteorologistas preveem mais chuva, sobretudo nas ilhas baleares, na região da Catalunha, e, novamente, na comunidade valenciana."
De Portugal sairam também equipas de apoio, da Associação Portuguesa de Busca e Salvamento. Esta "organização não-governamental" informou o envio de "nove operacionais e dois cães para auxiliar os espanhóis nas buscas."
Entretanto, tenta-se repor a normalidade possível, com a limpeza das vias e o restabelecimento da eletricidade, "mas ainda há milhares de casas sem luz, sobretudo na região mais a leste de Espanha." Muitas estão também sem água corrente, ou mesmo potável, sem acesso a alimentos ou medicamentos e sem ligações telefónicas ou de internet, o que as deixa ainda mais isoladas. Segundo o governo espanhol, o mau tempo acabou por também provocar danos nas "vias de metro de superfície e de comboio, incluindo as de alta velocidade, que ficarão sem serviço pelo menos durante duas a três semanas," tendo praticamente desaparecido "três das cinco linhas" e verificando "cerca de 80 quilómetros completamente destruídos."
A todos os familiares, das centenas de vítimas mortais, feridos e desaparecidos nesta catástrofe, deixo as minhas palavras de consolo, sabendo que serão sempre poucas nestes momentos difíceis. O que se passou em Espanha, poderia ter sido cá. Não nos podemos esquecer disso. Não estamos livres de que tal nos aconteça!
Fontes:
https://www.publico.pt/2024/11/01/azul/noticia/continuam-alertas-chuva-torrencial-espanha-2110253
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