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Depois da tempestade...

por Elsa Filipe, em 29.01.26

... poderia vir a bonança, mas a chuva continua a cair com intensidade e o vento, embora menos forte, continua a fazer estragos. As notícias, que ontem já eram alarmantes e nos davam conta da tragédia que o país estava a viver, mostram-nos hoje que os danos são bem maiores do que inicialmente se previa.

As regiões de Leiria, da Batalha, de Santarém e de Coimbra ficaram praticamente destruídas. Os distritos de Castelo Branco e de Portalegre também sofreram fortes danos. Os rios estão na capacidade máxima e começam a ser abertas as comportas para se libertar os rios da grande pressão a que as barragens estão sujeitas - não se quer que rebentem, então há que as ir escoando. Isto levou a agravar a situação em alguns municípios, como foi o caso de Alcácer do Sal, onde o "Rio Sado acabou por galgar o muro de suporte na frente ribeirinha."

Na zona da Marinha Grande, fortemente atingida por este corredor de tempestades, está a ser feita uma recolha de "mantas e cobertores (em bom estado) para apoiar as pessoas desalojados, após a passagem da depressão Kristin," de forma a salvaguardar algum conforto a quem teve de sair de casa. A autarquia ativou ainda um "Gabinete de Apoio Social para apoiar quem possa estar a sentir dificuldades devido à Tempestade Kristin." Muitas outras câmaras formaram gabinbetes de crise em que se uniram esforços para socorrer quem precisava. E os pedidos des ajuda não pararam ainda de chegar!

Além da destruição direta causada pela tempestade, há agora problemas derivados da afetação dos cabos de linha elétrica e de redes de comunicações. Pelo país são vários os Centros de saúde que se encontram encerrados por não haver eletricidade, o mesmo estando a acontecer com farmácias, escolas, estações de correio, entre outros serviços. Então, parece que pouco se aprendeu com o apagão. Nos serviços municipais, continuam a faltar geradores e, não há água corrente em diversas aldeias e cidades do nosso território. Mais de 24 horas depois da tempestade, ainda há zonas completamente isoladas. Por volta das 6h de ontem, dia 28, havia ainda "cerca de um milhão os clientes da E-Redes sem energia eléctrica em Portugal continental, a maioria nos distritos de Guarda, Coimbra, Castelo Branco, Portalegre, Leiria, Santarém e Setúbal." As falhas de eletricidade levaram também a falhas nos "abastecimento de água" e no "acesso a telecomunicações." Segundo a E-Redes, só no "distrito de Leiria, o mais afetado pela passagem da depressão Kristin," havia esta manhã, dia 29, cerca "de 260 mil clientes afetados" levando a que fosse ativado o "estado de emergência", tendo a empresa instalado naquela zona "30 geradores e estando a ser mobilizados mais cerca de 200." Foram identificados pelos técnicos da E-Redes, "450 postes de Alta e Média Tensão partidos ou danificados, assim como 24 subestações afetadas, das quais oito permaneciam por ligar, estando as dificuldades de acesso a condicionar a identificação total dos danos e a sua reparação."

No caso de Leiria, algumas habitações começava a ter eletricidade, esta manhã, "mas apenas estão a beneficiar das estações móveis ligadas aos postos de transformação que a E-Redes está a instalar junto das "infraestruturas nevrálgicas", como são os "quartéis de bombeiros, hospital ou centros de saúde." Nesta zona, há ainda a lamentar a destruição do pinhal de Leiria, do "terminal de autocarros," do "estádio municipal Dr. Magalhães Pessoa" e também de uma parte do "Santuário de Nossa Senhora da Encarnação." Em Fátima, o Santuário também teve danos significativos." Em Figueiró dos Vinhos, "cerca de 120 agregados familiares sofreram estragos nos telhados das suas habitações, o que poderá levar a autarquia a proceder a realojamentos" e a "mata municipal do Cabeço do Peão," também ficou com danos que tão cedo serão irreparáveis.

Em Gondomar, devido à subida do rio Sousa, uma equipa da Guarda Nacional Republicana, em colaboração com a "Proteção Civil" e com a "Polícia Municipal de Gondomar", ajudaram a "retirar 25 cães de instalações na freguesia de Covelo." Os animais foram postos em segurança.

Os presidentes de junta têm de ir aos quartéis pedir para usar telefones de satélite, quando os há para pedir ajuda. Não estamos preparados. As nossas câmaras estão muito fracas ao nível da proteção civil e não digo que a culpa seja de quem lá está, neste momento, mas culpo sim a falta de preparação e de antecipação. Continuem a fazer simulacros em que está tudo avisado e sai tudo muito bonito e ão vejam o que pode realmente acontecer.

Temos no terreno em apoio direto à população milhares de meios - esses não costumam falhar e trabalham com os parcos recursos que têm - da cruz vermelha e dos bombeiros. Acrescentem-se os homens e mulheres do exército, da GNR, da PSP, das associações de proteção aos animais e muitas mais - eles estão lá a ajudar, a trabalhar diariamente, muitas vezes muito além das suas capacidades. E os grupos de proteção civil pertencentes aos municípios também estão no terreno, funcionários das câmaras municipais, das juntas de freguesia e populares que se uniram para cuidar dos seus, para limpar as ruas, reconstruir telhados... mas não chega! É preciso reforçar as zonas mais atingidas. Foi declarado Estado de Calamidade, o que significa que estão previstos "limites ou condicionamentos à circulação e a fixação de cercas sanitárias. Quem desobedecer, poderá mesmo incorrer num crime." Agora os recursos têm de ser direccionados para as regiões que mais precisam.

Digo só, só tivemos cinco vítimas mortais (as confirmadas até agora), mas porque aconteceu durante a noite e, nisso funcionou muito bem, houve dezenas de alertas às populações, avisos por mensagem ou nas televisões, jornais e rádios. Toda a imprensa se mobilizou e, desta vez, até foi pior do que fizeram crer. Mas as pessoas ficaram em casa - na sua maioria - cumpriram o que lhes era pedido, prepararam-se. O fenómeno é que foi bem mais forte do que nós achavamos que seria possível de atingir o nosso país. Não estamos acostumados, mas temos de nos mentalizar que este tipo de fenómenos vai começar a ser cada vez mais frequente.

Já aqui tinha deixado, num post anterior, referência a muitos dos danos causados pela Ingrid. Muitas pessoas acordaram com o barulho de telhas a cair e de vidros a partirem-se. Logo o vento e a chuva começaram a entrar também dentro das habitações. A destruição, em muitas casas, não foi apenas exterior. Algumas das árvores que caíram, derrubaram chaminés, varandas, rasgaram telhados e abriram fendas nas paredes das casas. Outras esmagaram viaturas como se fossem folhas de papel. Ontem estava a ouvir na rádio, o autarca da Batalha e fiquei de coração apertado. Além dos seis desalojados, muitas casas acabaram por sofrer danos. Descreve um cenário desolador, com centenas de árvores e de poste caídos, havendo ainda "danos significativos" em vários edifícios industriais e "até num pavilhão desportivo." Tal como noutras regiões, também ali a rede SIRESP deixou de funcionar e o autarca precisou de se deslocar até Ourém para pedir auxílio.

Lembro-me da grande tempestade de 1941 (não me lembro, não era nascida, mas ouvi falar dele muitas vezes e tenho vindo a pesquisar sobre os seus efeitos), um ciclone que atingiu o nosso país. Neste caso, o fenómeno "teve origem numa vasta depressão centrada a oeste da Irlanda mas abrangendo a sua influência à Europa Ocidental e a Península Ibérica," provocando elevados estragos numa "vasta área de Portugal e metade do Noroeste da Península Ibérica." No caso do ciclone de 1941, sabe-se que as "tempestuosas velocidades de vento (de nascente) observadas" decorreram da "conjugação de forte actividade ciclogénica com a aproximação e passagem de uma superfície frontal fria." No caso que se passou esta semana, não foi considerado um ciclone, mas sim um "comboio" de tempestades: depois das depressões Ingrid e Joseph, chegou a mais forte de todas, a Kristin. 

Em 1941, houve um "elevado número de vítimas mortais, superior a uma centena, e o número indefinido de feridos. Muitas das vítimas mortais, em especial, em Lisboa, Alhandra, Sesimbra, Alhos Vedros terão sido por afogamento devido a inundações que ocorreram nas áreas ribeirinhas." Felizmente, agora isso não ocorreu e, penso eu, por dois motivos: a população estava avisada e as casas são agora mais resistentes a este tipo de intempéries do que eram naquela altura.

 

Fontes:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ciclone_de_1941

https://www.publico.pt/2026/01/28/azul/noticia/kristin-deixou-tras-cinco-vitimas-mortais-rasto-destruicao-2162842

https://www.jn.pt/pais/artigo/seis-desalojados-na-batalha-e-rede-siresp-deixou-de-funcionar-devido-ao-mau-tempo/18045868

https://sicnoticias.pt/meteorologia/2026-01-29-video-inundacoes-em-alcacer-do-sal-algumas-zonas-tem-um-metro-de-agua-e-situacao-pode-agravar-se--abec9ff6

https://sicnoticias.pt/meteorologia/2026-01-29-depressao-kristin-deixa-rasto-de-destruicao-beb621d0

 

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publicado às 22:07

Cheias e tornados

por Elsa Filipe, em 16.11.25

Este ano, o mau tempo tempo já provocou três mortos em Portugal. Na quinta-feira, dia 13, morreu um casal octagenário, de nacionalidade portuguesa, numa casa em Pinhal do General, Fernão Ferro. Uma associação (a APROSOC) já veio a público acusar o município do Seixal e a Junta de Freguesia de Fernão Ferro por culpa na morte deste casal,  afirmando que não cumpriram as suas "responsabilidades" no que ao "ordenamento do território" diz respeito e que permitiu "a existência daquela habitação em situação de risco, aparentemente sem avaliação geotécnica e hidrológica". Segundo o presidente da Câmara do Seixal, esta "trata-se de uma casa construída clandestinamente, sem qualquer licenciamento camarário, no âmbito do loteamento clandestino do Pinhal do General, que começou nos anos 70", o que retira na minha opinião qualquer culpa à câmara.

Não estou a par da situação, mas a existir ali um leito de cheia e não se podendo construir, o que deveria ter sido feito era o derrube das casas, mas depois lá caía tudo em cima da Câmara. Em relação a não terem sido dadas orientações, foram transmitidas tanto a nível local como a nível nacional, o problema é que, em muitos casos, as pessoas não cumprem determinadas medidas preventivas e não acautelam os seus bens seja por incapacidade de o fazerem seja por estarem sempre à espera que o mal só bata à porta dos outros. Há fenómenos que são súbitos. Estar a viver numa zona perigosa, sabendo-o, já não me parece ser algo súbito ou que tenha de ser alertado. É como quem constrói na base de encostas ou arribas e vai vendo as pedras a rolar, pedacinhos da arriba a cair... e quando aquilo um dia cai tudo, dizerem que foi "sem aviso".

A terceira vítima foi uma senhora de nacionalidade britânica que ficou ontem debaixo dos escombros da casa onde vivia com o marido (uma espécie de bungalow), depois da passagem de um tornado, na região do Algarve. Este tornado fez, além da vítima mortal, vinte e oito feridos, dois dos quais considerados graves, tendo atingido o Parque de Campismo de Albufeira e o hotel "Eden Resort," que aquando deste "fenómeno meteorológico extremo" estaria a servir os pequenos-almoços aos clientes. Entre os feridos estão algumas crianças. Em Silves, a chuva e o vento forte provocaram dois desalojados.

Em Nisa, na passada quinta-feira, um outro tornado terá afetado cerca de dez habitações, levantando coberturas, "mas sem registo de desalojados." Na região, o mau tempo terá ainda provocado "a queda de várias infraestruturas de média e alta tensão." No mesmo dia, "um descarrilamento e a queda de um poste de iluminação obrigaram à suspensão da circulação de comboios em dois troços ferroviários." A circulação "entre a Covilhã e Tortosendo e entre Abrantes e Alferrarede" ficou interrompida. No que respeita ao descarrilamento, este terá ocorrido depois de um "comboio embater numa barreira," devido a um “aluimento de terras”. 

O fim de semana, foi ainda de aguaceiros um pouco por todo o país. Entretanto, a água vai começando a baixar em algumas regiões deixando à vista a destruição causada. A situação foi também bastante complicada em Vila do Conde, onde várias casas de primeira habitação ficaram inundadas, principalmente as que se localizam "nas imediações da ribeira da Lage, que, com o aumento do caudal provocado pela chuva, galgou as margens, derrubou muros e invadiu quintais e habitações." 

Em Aveiro, mais propriamente "no centro histórico de Santa Maria da Feira," a chuva intensa "inundou várias casas e lojas. Parte da bancada do estádio do União de Lamas desabou."

Fontes:

https://www.rtp.pt/noticias/pais/depressao-claudia-a-evolucao-do-mau-tempo-em-portugal_e1698380

https://sicnoticias.pt/meteorologia/2025-11-16-video-depressao-claudia-provocou-tres-vitimas-mortais-feridos-desalojados-e-mais-de-4.000-ocorrencias-2691f46e

https://sicnoticias.pt/pais/2025-11-13-hoje-vivemos-um-dia-dificil-autarca-do-seixal-lamenta-mortes-em-fernao-ferro-8d9fd6d1

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publicado às 19:02

Podemos dizer que está na altura da chuva forte e que, no meu tempo, a estes fenómenos se chamava, inverno, mas existem dois aspetos a considerar: o primeiro é que passamos de andar de manga curta para uma tempestade que quase não nos deixava sair de casa e, o segundo, é que apesar de todos os avisos, de passar informação constante nas televisões e na internet (jornais digitais, sites, publicações nas redes sociais) ainda houve quem se deixasse surpreender e achasse estranho tanto vento e tanta chuva, Há dias que se andava a falar nisto!

Infelizmente, as previsões acabaram por se comprovar em muitas regiões: houve cheias rápidas tal como havia sido anunciado, houve deslizamentos de terras e pequenas derrocadas devido às terras soltas que se viram rapidamente infiltradas de águas, houve painéis que tombaram, telhados que levantaram e placas que se soltaram devido aos fortes ventos. O que é de estranhar não é o fenómeno em si, mas a falta de preparação para estes eventos que nós continuamos a acusar, como se houvesse em nós uma confiança inata de que aqui nunca "acertam com as previsões", "o temporal passa ao lado", "dizem que vai chover e afinal foi só umas pinguinhas"... pois é, mas agora, desta vez, houve mortos, houve feridos, gente a precisar de ser resgatada, houve um aumento significativo no número de ocorrências e (pasmem-se!) afinal o número de bombeiros disponíveis já nem sequer é o mesmo em algumas regiões do país do que era no verão. 

Continuamos a sofrer de falta de consciência preventiva. Há falta de reuniões e discussões com a população sobre o que fazer se isto ou aquilo vier a acontecer, andamos sempre a correr atrás do prejuízo. Se na primavera e no verão, os canais televisivos repetem e repetem informações sobre os incêndios, chegamos ao outono e ao inverno e são as cheias, as ondas que galgam os muros, os avisos para que não vão para as zonas de risco! E continuamos assim, ano após ano...

Fomos alertados para chuva forte e pelo agravamento da tempestade ao chegar a terra pela confluência de um "rio atmosférico" (lembram-se? Aquele fenómeno que tantos mortos fez em Espanha no ano passado?) o que levou a que se andasse nos últimos dias em oscilação entre alertas laranjas e vermelhos em diversos pontos do país. Entre os avisos divulgados, esteve o da ANEPC, que "emitiu um aviso à população, apelando à adoção de medidas preventivas para minimizar os efeitos do mau tempo." Entre as recomendações estavam atos práticos e que nãoi deveriam ser guardados para quando a tempestade chega, mas que já deviam ser comuns, especialmente neste período do ano em que as folhas das árvores tendem a causar maiores entupimentos: "a limpeza de sarjetas e sistemas de escoamento de águas," bem como outras recomentdações como "a fixação de estruturas soltas" e evitar "deslocações desnecessárias durante os períodos de maior instabilidade."

No dia 12, já se havia avisado que "a frente fria estacionária associada à depressão Claudia" estava "a enviar sucessivas linhas de instabilidade," prevendo-se "que os períodos de chuva ou aguaceiros, inicialmente mais fortes no Minho e Douro Litoral" se tornassem "mais persistentes e fortes em termos de área geográfica abrangida à medida que o sistema frontal" fosse "progredindo de oeste para leste" nas horas seguintes. O IPMA já avisava para a possibilidade de ocorrência de "precipitação forte e persistente, rajadas de vento entre 75 e 90 km/h," que podiam "atingir os 100 km/h em algumas zonas, e ondas que" poderião "atingir 4,5 metros de altura significativa, sobretudo na costa ocidental," ondas estas que poderiam chegar aos "3 e 4,5 metros de altura a partir de quinta-feira" (ontem).

Ou seja, nada indicava que a depressão nos passasse ao lado. Fomos alertados para a "possibilidade da precipitação ser acompanhada de trovoada" e que o vento forte poderia levar ao risco "de danos em infraestruturas e de potenciais quedas de árvores, entre outros possíveis impactos."

Ontem, quinta-feira, "cerca de 20 mil clientes" ficaram "sem energia devido ao mau tempo, sendo Lisboa, Santarém e Setúbal as zonas mais afetadas - um número que pelas 15h já estava reduzido a 7000." No distrito de Setúbal - que se encontrava em alerta vermelho - cerca de "8000 clientes" ficaram sem eletricidade e houve mesmo várias escolas que não chegaram a abrir devido ao mau tempo. 

Entre elas, estiveram as escolas do "Agrupamento de Escolas do Montijo, do Agrupamento de Escolas Poeta Joaquim Serra, da Escola Profissional do Montijo e do Conservatório Regional de Artes do Montijo," bem como, do Agrupamento de Escolas de Sampaio, Sesimbra, o que permitiu evitar a deslocação de alunos por zonas alagadas e perigosas, tanto para quem circula a pé como de carro.

Além das estradas alagadas e que ficaram intransitáveis, houve várias quedas de árvores e de estruturas. "A forte chuva levou também ao corte temporário da Segunda Circular, junto ao aeroporto, cerca das 06h00, devido a uma inundação." Desde o início do evento até à manhã de quinta-feira, tinham sido efetuados "três salvamentos terrestres e cinco aquáticos."

Em Fernão Ferro, aqui mesmo no Seixal, um casal de idosos perdeu a vida, ao que tudo indica por não terem conseguido sair da sua habitação no momento em que a mesma ficou inundada. Nesta freguesia, foram vários os casos de inundações, mas este foi de todos o mais grave. Esta é uma zona vulnerável à ocorrência de cheias, tendo a água isolado "várias ruas da freguesia."

As vias de circulação ferroviária, foram também afetadas, tendo as do "Entroncamento e Santarém, na Linha do Norte," sido as que registaram maiores atrasos na circulação. No que respeita à agitação marítima, 14 barras portuguesas, entre as quais a do "Douro, Esposende, Caminha, Vila Praia de Âncora, Póvoa do Varzim, Vila do Conde" entre outras, foram encerradas à navegação. "As barras de Aveiro, Figueira da Foz, Albufeira e Portimão, ficaram também "condicionadas à navegação."

E o mau tempo vai ainda continuar nos próximos dias, por isso, mantenham-se em segurança! 

"Face às condições adversas, a Proteção Civil recomenda especial cuidado na circulação e permanência em áreas arborizadas e aconselha precaução junto à orla costeira e zonas ribeirinhas. Pede ainda que sejam evitadas atividades relacionadas com o mar, como pesca desportiva, desportos náuticos, passeios à beira-mar ou o estacionamento de veículos junto à linha de costa." Evitem também circular em zonas alagadas, caso não tenham percebido, compraram um carro, não um submarino! E podem correr o risco de "arrastamentos ou quedas em buracos e caixas de esgoto abertas." Por último, mas não menos importante, por favor protejam também os vossos animais! Sim, ainda há alguns inergúmes que deixam os animais presos a trelas no exterior e nem sequer se lembram de que em caso de subida rápida das águas, eles podem afogar-se! 

Fontes:

https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-desta-hora-a-depressao-claudia-vai-agravar-se-em-portugal-chuva-e-vento-geram-preocupacao-nestes-distritos.html

https://expresso.pt/sociedade/meteorologia/2025-11-13-mau-tempo-deixa-milhares-de-pessoas-sem-eletricidade-em-lisboa-setubal-e-santarem-montijo-encerra-escolas-e398385f

https://expresso.pt/sociedade/meteorologia/2025-11-12-depressao-claudia-traz-chuva-intensa-e-ventos-fortes-a-quase-todo-o-pais--apenas-quatro-distritos-escapam-ao-aviso-laranja-8487e839

https://www.sesimbra.pt/noticia-74/mau-tempo-causa-estragos-em-todo-o-concelho

https://sapo.pt/artigo/inundacoes-e-quedas-de-arvores-depressao-claudia-provoca-198-ocorrencias-nas-ultimas-horas-6918578cf7bc778b434b2196

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publicado às 11:55

Cheias já provocaram várias mortes na Europa

por Elsa Filipe, em 24.09.25

Por aqui, o verão está a começar a despedir-se e antecipa-se a chegada de mau tempo para o próximo fim de semana. Enquanto isso, chuvas torrenciais provocaram cheias e inundações em vários pontos da Europa!

 No noroeste de França, "uma mulher de 55 anos foi encontrada morta dentro do carro na região de Côtes d’Armor," depois de ter "tentado passar uma estrada inundada," onde "acabou por ficar presa. Há, ainda, várias pessoas que estão desaparecidas." No sul do país, na região de Marselha, a forte chuva também provocou danos. Em Espanha, o corpo de uma criança foi encontrado sem vida estando ainda um homem, que se pensa ser o pai do menor, desaparecido, depois do carro onde os dois seguiam ter sido arrastado.

Em Itália, na região de Alessandria, "uma pessoa está desaparecida e os bombeiros estão levar a cabo uma operação de salvamento de 15 pessoas que ficaram retidas num parque de campismo," devido à forte chuva. "Em Milão, o rio Seveso transbordou devido às fortes chuvas que começaram logo às cinco da manhã." Apesar das previsões, estes países continuam a sofrer elevados danos sempre que a precipitação ultrapassa o que é considerado normal, tal como aconteceu em Espanha ainda nem há um ano.

Fontes:

https://sicnoticias.pt/mundo/2025-09-23-video-cheias-na-europa-ja-provocaram-pelo-menos-duas-mortes-3c2dbfee

https://pt.euronews.com/2025/09/22/alerta-de-mau-tempo-inundacoes-e-deslizamentos-de-terras-no-norte-de-italia

 

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publicado às 20:40

Este domingo, um deslizamento de terras soterrou por completo a aldeia de Tarasin, no Sudão, "matando cerca de mil pessoas.", revelou esta terça-feira o grupo armado que controla a região.

Esta aldeia, está "localizada no centro de Jebel Marra, no distrito de Amo," na cordilheira "de Jebel Marra, que se estende por cerca de 160 quilómetros a sudoeste de Darfur e atinge mais de três mil metros de altitude." É assim uma região de difícil acesso, além de ter caraterísticas que a torna mais "propensa a deslizamentos de terra, principalmente durante a estação das chuvas," que atinge normalmente o seu "pico em agosto." Além do mais, não nos podemos esquecer de que esta é uma região que se encontra em guerra e onde habitualmente a população já vive em grandes dificuldades.

A guerra no Sudão opõe "as RSF (Forças de Apoio Rápido) ao exército, desde abril de 2023," e já causou a morte a "dezenas de milhares de pessoas e o deslocamento de cerca de 13 milhões, tornando o país o palco da pior catástrofe humanitária do planeta." E muitas das pessoas que se tinham visto obrigadas devido à guerra a procurar refúgio, tinham-no procurado precisamente nas montanhas de Jebel Marra, onde se tinham refugiado de forma a escaparem aos ataques indiscriminados contra civis (leiam aqui este artigo da Sábado).

Este deslizamento terá sido desencadedo devido às fortes chuvas que têm assolado a região, tendo soterrado "grande parte da vila de Tarasin, deixando apenas um sobrevivente." 

Fontes:

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/sudao-deslizamento-de-terras-destroi-aldeia-e-mata-mais-de-mil-pessoas_n1680744

https://www.sabado.pt/mundo/detalhe/deslizamento-de-terras-no-sudao-soterra-uma-aldeia-e-faz-cerca-de-mil-mortos

 

 

 
 

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publicado às 22:58

Cheias matam na índia e Paquistão

por Elsa Filipe, em 30.08.25

As monções são frequentes na região do sul da Ásia onde se localizam a Índia e o Pasquistão, e se por um lado são essenciais à agricultura do país, também conduzem não raras vezes a chuvas fortes, que levam a cheias e deslizamentos de terras. As que estão a acontecer este ano, foram já consideradas como "as piores cheias dos últimos 40 anos," tendo já sido contabilizadas pelo menos 800 vítimas mortais "e mais de 200 mil" pessoas foram entretanto "retiradas de casa." Numa região que, historicamente deveria estar habituada às monções, a verdade é que os prejuízos têm sido cada vez maiores. As alterações climáticas podem também estar a trazer períodos mais longos e com mais intensidade, havendo ainda registo de "trovoadas súbitas e gigantescas, como bombas de chuva."

Além da região paquistanesa, também a região "norte da Índia está a ser fortemente atingido," com registo de várias casas e edifícios a serem "destruídos, depois das chuvas terem provocado inundações e deslizamentos de terras." As chuvas não têm dado tréguas e as terras estão completamente saturadas, o que aumenta o risco de liquefação e a escorrência pelas encostas. Na zona de "Jammu, em Caxemira," foram registados para já, trinta mortos, "vítimas dos deslizamentos de terra." Aqueles que podiam ajudar, tentavam resgatar o que ainda podia "ser salvo das inundações," improvisando "pontes para atravessar o rio que galgou as margens." Há cerca de 1 mês que não pára de chover, o que, além das cheias, traz ainda sucessivas falhas elétricas.

"Em Mumbai, as equipas de resgate" continuam a busca "por sobreviventes depois de um prédio ter desabado e provocado a morte a, pelo menos, 15 pessoas." Deu-se ainda o "colapso de duas comportas de uma barragem," do lado da India que fez inundar terras paquistanesas a jusante. "Segundo as autoridades paquistanesas, mais de mil e seiscentas aldeias foram inundadas e dezenas de pessoas morreram nos últimos dias." 
Estudos apontam o aquecimento global do planeta como causa para o aumento da montalidade. O vento da monção traz consigo "um ar mais quente, capaz de transportar mais humidade, e carrega o potencial de se transformar numa bomba de chuva, quando as nuvens descarregam toda a água que contêm de repente, o que desencadeia cheias repentinas e mortíferas."

Fontes:

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/cheias-na-india-e-paquistao-varias-cidades-inundadas-devido-a-fortes-chuvas_v1680225

https://sicnoticias.pt/mundo/2025-08-30-video-cheias-continuam-a-nao-dar-treguas-na-india-e-no-paquistao-19abc809

https://sicnoticias.pt/mundo/2025-08-28-video-cheias-na-india-e-no-paquistao-nao-param-de-fazer-vitimas-6f698fb8-1

https://www.publico.pt/2025/08/23/azul/perguntaserespostas/moncoes-tornaramse-letais-bombas-chuva-paquistao-india-2144435

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publicado às 19:16

Súbitas cheias do rio Guadalupe, no Texas, EUA, levaram à morte de 24 pessoas e ao desaparecimento de "25 raparigas - que estariam num acampamento local que abrigava mais de 700 crianças." 

237 pessoas foram já resgatadas, depois das chuvas terem levado à subida das águas "do rio Guadalupe," cerca de "oito metros em apenas 45 minutos." 

Depois de referir que "dez corpos de adultos e crianças tinham sido encontrados," alguns dos quais "em carros que foram arrastados rio abaixo," o governador do estado do Texas, disse estar a "rezar" para que os desaparecidos fossem encontrados com vida, o que prova que até num país considerado desenvolvido, se atira a culpa e a responsabilidade para entidades que não podem ser acusadas de negligência. Talvez por se tratar de um acampamento religioso, o "Camp Mystic - um acampamento cristão só do sexo feminino."

Como é que nada se fez para evacuar a tempo as crianças destes acampamentos, numa zona conhecida pelas cheias rápidas e na previsão da chegada de chuvas fortes? Numa declaração, para mim, bastante contraditória, "o representante do Condado de Kerr, Rob Kelly," afirmou: "Temos inundações recorrentemente. Este é o vale fluvial mais perigoso dos Estados Unidos", acrescentando: "Não tínhamos motivos para prever que isto acontecesse aqui". 

"No resto do país, as fortes tempestades foram responsáveis por, pelo menos, três mortes no centro de Nova Jérsia," e as previsões é que a chuva continue a cair fortemente, podendo levar a mais cheias.

Fontes:

https://www.sabado.pt/mundo/detalhe/cheias-no-texas-matam-pelo-menos-24-pessoas

https://24noticias.sapo.pt/atualidade/artigos/texas-cheias-deixam-24-mortos-e-20-menores-de-idade-desaparecidos

https://www.publico.pt/2025/07/05/mundo/noticia/cheias-repentinas-texas-deixam-13-mortos-ha-20-jovens-desaparecidas-2139096

 

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publicado às 16:44

A situação em Espanha está caótica, especialmente na região de Valência, onde se regista a maioria dos 211 mortos confirmados até ao momento, "devido ao mau tempo." 

Uma grande parte das vítimas mortais já confirmadas ocorreram na V-31, uma circular d zona de Valência, onde "ao final da tarde e início da noite de terça-feira, centenas de pessoas ficaram presas dentro de carros arrastados pelas águas quando regressavam a casa do trabalho." A proteção civil emitiu uma mensagem dde alerta, mas para estas pessoas, já foi tarde de mais e acabaram apanhadas pela enchente. E esta "é apenas uma das mais de 120 estradas ainda com cortes" onde os carros e camiões se empilham e o lixo e a vegetação que foi arrastada pela corrente se acumulam.

Apesar dos esforços, estima-se que ainda haja "milhares pessoas desaparecidas," muitas delas submersas na lama ou em locais isolados onde ainda não chegou ajuda.

O elevado "número de vítimas mortais obrigou as autoridades espanholas a abrir uma morgue temporária no centro de convenções Feria Valencia, nos arredores de Valência."

As imagens não deixam dúvidas sobre a gravidade e a extensão que o fenómeno atingiu. Fala-se na possibilidade de terem ficado pessoas "submersas em garagens inundadas" ou de ainda "haver corpos dentro dos milhares de carros arrastados pelas águas e que continuam empilhados em ruas de diversas localidades e outras estradas."

Infelizmente, "os meteorologistas preveem mais chuva, sobretudo nas ilhas baleares, na região da Catalunha, e, novamente, na comunidade valenciana."

De Portugal sairam também equipas de apoio, da Associação Portuguesa de Busca e Salvamento. Esta "organização não-governamental" informou o envio de  "nove operacionais e dois cães para auxiliar os espanhóis nas buscas."

Entretanto, tenta-se repor a normalidade possível, com a limpeza das vias e o restabelecimento da eletricidade, "mas ainda há milhares de casas sem luz, sobretudo na região mais a leste de Espanha." Muitas estão também sem água corrente, ou mesmo potável, sem acesso a alimentos ou medicamentos e sem ligações telefónicas ou de internet, o que as deixa ainda mais isoladas. Segundo o governo espanhol, o mau tempo acabou por também provocar danos nas "vias de metro de superfície e de comboio, incluindo as de alta velocidade, que ficarão sem serviço pelo menos durante duas a três semanas," tendo praticamente desaparecido "três das cinco linhas" e verificando "cerca de 80 quilómetros completamente destruídos."

A todos os familiares, das centenas de vítimas mortais, feridos e desaparecidos nesta catástrofe, deixo as minhas palavras de consolo, sabendo que serão sempre poucas nestes momentos difíceis. O que se passou em Espanha, poderia ter sido cá. Não nos podemos esquecer disso. Não estamos livres de que tal nos aconteça!

Fontes:

https://sicnoticias.pt/mundo/2024-11-02-video-pelo-menos-211-mortos-e-milhares-de-desaparecidos-o-quarto-dia-apos-as-cheias-em-espanha-1ed27fde

https://www.publico.pt/2024/11/01/azul/noticia/continuam-alertas-chuva-torrencial-espanha-2110253

https://sicnoticias.pt/mundo/2024-11-01-espanha-reforca-militares-no-terreno-em-valencia-para-resgatar-corpos-e-abastecer-populacoes-d4a9c103

https://sicnoticias.pt/mundo/2024-11-01-carros-abandonados-lixo-e-lama-ainda-entopem-estradas-em-valencia-48-horas-apos-tempestade-bc9c36b3

 

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publicado às 15:30

Myanmar atingido por Tufão

por Elsa Filipe, em 13.09.24

Vietname, Laos, Tailândia e Myanmar foram atingidos por ventos e chuvas fortes devido à passagem de um tufão que ganhou o nome de Yagi. Sendo Myanmar um país onde, devido a várias condicionantes, a vida já não é fácil, a chegada do tufão Yagi, tornou a situação ainda mais complicada. À sua passagem deixou inundações que "obrigaram mais de 235.000 pessoas a abandonar as suas casas," registando-se num primeiro balanço "33 mortos e um ferido." No entanto, este balanço não estava, infelizmente, fechado e podia ser bastante superior, o que se viria a confirmar quando em Myanmar (antiga Birmânia) o balanço provisório indicou "a morte de 226 pessoas que residiam nas zonas atingidas." Havia também a suspeita de que "dezenas de trabalhadores migrantes" poderiam estar "desaparecidos após deslizamentos de terra numa área de mineração de ouro na região central de Mandalay." Sobre eles, ainda nada se sabe...

O tufão "veio agravar mais ainda a miséria no país mergulhado numa crise humanitária, de segurança e política desde o golpe de Estado de fevereiro de 2021 contra o Governo eleito de Aung San Suu Kyi."

No Vietname, a passagem do tufão tinha já deixado graves estragos. "Uma ponte desmoronou-se e um autocarro foi arrastado pelas inundações" da passada segunda-feira. Contabilizam-se também nove mortos devido à forte "tempestade, que atingiu o Vietname no sábado antes de se transformar numa depressão, e 50 outras morreram durante as consequentes inundações e deslizamentos de terras." 

"Na segunda-feira de manhã, na província montanhosa de Cao Bang, um autocarro de passageiros que transportava 20 pessoas foi arrastado por um deslizamento de terras para uma ribeira inundada" e, embora tivessem sido "enviadas equipas de salvamento," as mesmas não conseguiram chegar a tempo ao local, uma vez que o caminho se encontrava bloqueado e "intransitável."

De acordo com a UNICEF, "as inundações e derrocadas provocadas pela passagem do tufão Yagi no sudeste asiático, nomeadamente no Vietname e no Myanmar, afetaram quase seis milhões de crianças," verificando-se ainda "sérios riscos no acesso a água potável e alimentos, tal como perturbações nos vários sistemas escolares."

Fontes:

https://observador.pt/2024/09/13/mais-de-235-000-deslocados-devido-a-cheias-causadas-por-tufao-yagi-em-myanmar/

https://pt.euronews.com/2024/09/09/tufao-yagi-assola-o-vietname-e-faz-59-mortos

https://observador.pt/2024/09/18/unicef-alerta-que-seis-milhoes-de-criancas-foram-afetadas-pelo-tufao-yagi/

 

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publicado às 19:35

Cheias no Afeganistão

por Elsa Filipe, em 14.05.24

O Afeganistão está também a viver uma situação de calamidade depois do norte do território ter sido atingido por fortes cheias. As chuvas repentinas provocaram deslizamentos de terras que "arrastaram casas, terras de cultivo, pessoas e animais, provocando mais de 300 vítimas mortais, entre elas 50 crianças."

Contabilizam-se já milhares de feridos e desalojados. Tendo em conta o caos "desencadeado por dias de chuvas incessantes e inundações que soterraram cidades inteiras e destruíram infraestruturas essenciais, como pontes e estradas, o regime talibã afirma que o número de vítimas poderá continuar a aumentar."

Muita da ajuda está a ser transportada de burro, uma vez que não há forma de fazer circular camiões nos acessos às regiões mais afetadas. A população pede ajuda, mas desde que os Talibã tomaram conta do país em 2021, a maioria das organizações internacionais reduziram bastante a sua presença. Apesar de tudo, a OMS já enviou para a zona afetada "7 toneladas de medicamentos e kits de emergência." A União Europeia também já tomou a decisão de "enviar 97 toneladas de bens essenciais."

Fontes:

https://radiocomercial.pt/noticias/152043/sobe-para-342-o-numero-de-mortos-nas-cheias-no-norte-do-afeganistao

https://sicnoticias.pt/mundo/2024-05-13-video-afeganistao-indonesia-e-brasil-continuam-buscas-por-sobreviventes-das-cheias-a9498164

 

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publicado às 10:58


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