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Caderno Diário

Escrever é algo que me apraz. Ante a minha vontade de criar, muitas vezes me falta tempo. Aqui passo da vontade à prática. Este é um caderno onde escrevo sobre a minha vida pessoal e temas da atualidade que me fazem refletir.

Caderno Diário

Escrever é algo que me apraz. Ante a minha vontade de criar, muitas vezes me falta tempo. Aqui passo da vontade à prática. Este é um caderno onde escrevo sobre a minha vida pessoal e temas da atualidade que me fazem refletir.

"Uma criança em perigo"

Torey Hayden nasceu em 1951 em Livingston, Montana, nos Estados Unidos. Apesar de ter uma formação académica diversificada, dedicou grande parte da sua vida ao ensino especial e à escrita. Os seus livros, inspirados nas crianças e adultos que conheceu no decurso da sua actividade profissional, são bestsellers traduzidos para cerca de 30 línguas.
Depois de ler o primeiro título desta coleção, não consegui ficar por ali e peguei logo neste outro livro.

Torey Hayden ficou conhecida quando contou a sua história em A Criança Que Não Queria Falar, ao revelar ao mundo o seu trabalho de pedagoga com crianças problemáticas, muitas delas vítimas de abusos físicos e psicológicos. A sua capacidade para exorcizar fantasmas do passado e transformar pesadelos em sonhos é posta à prova perante novos casos de crianças que são deixadas ao seu cuidado. A realidade é que esta professora americana consegue operar milagres, desbloqueando experiências traumáticas, profundamente enraizadas e substituí-las por sentimentos de esperança, amor e confiança.

Neste livro, encontramos uma menina de oito anos que não reage a qualquer estímulo: nunca fala, ri ou chora. Passa o dia aprisionada no seu mundo de sombras, enredada na sua própria teia de problemas. E apesar de toda a preparação anterior da professora nada a fazia antever a terrível revelação que finalmente lhe chegaria. Um livro duro, sério, perturbador.

"O melhor que um homem pode ter"

Um livro de John O'Farrel, de uma escrita surpreendente, que se lê num fôlego e que é, em certa parte, uma obra particularmente interessante para as mulheres, que descobrem aqui algo mais sobre o universo masculino.

É divertido e muito realista. Um retrato dos pais de hoje, mesmo os que dizem que nunca foram ou pensaram assim. Uma historia marcada pelos sentimentos de um homem, que apesar de já ser pai de duas crianças, com uma terceira a caminho, sente que ainda precisa de "dar o salto".

A difícil tarefa de conjugar duas realidades que parecem distantes, mas que estão interligadas de tal forma que lhe será impossível escolher uma em vez da outra.

Michael Adams é um músico londrino que tenta ganhar a vida como compositor de jingles de publicidade. Na casa dos trinta, ainda anda às voltas com as suas angústias existenciais, profissionais e, sobretudo, matrimoniais. 
Michael é apaixonado por Catherine e pelos seus filhos, disso ninguém duvida, o problema é a sensação de falta de espaço que ele sente. E rapidamente, tudo se começa a transformar na sua vida, numa espiral de omissões e mentiras, que o levam a viver uma vida dupla e a estrar numa espiral descendente, quase sem se aperceber disso, tanto na sua vida familiar como profissional.

Michael opta por passar a maior parte do tempo sem fazer rigorosamente nada, ou muito pouco, num apartamento do outro lado do rio Tamisa, longe de casa, onde tem os aparelhos de gravação e composição. Nesse espaço, a sua convivência faz-se com três outros homens solteiros, cada um com a sua deliciosa idiossincrasia.

De vez em quando, quando as saudades dos filhos ou da mulher são mais fortes, regressa ao lar em visitas mais ou menos fugazes, mas as temporadas “no trabalho” são cada vez mais longas e frequentes, enquanto Catherine tem de suportar sozinha todo o trabalho doméstico e de educar e criar as crianças.


"Falsa Identidade"

Outra escritora que eu não conhecia, Lisa Scottoline, e cujo livro li em poucos dias.

O romance fala-nos de uma jovem advogada que se vê confrontada com uma nova cliente, detida no corredor da morte à espera de um julgamento que por si só já parece concluído ainda antes das alegações finais: a arguida está acusada de ter assassinado o seu companheiro, um agente da polícia, envolvido em esquemas duvidosos. Mas ao chegar perto da detida, parece estar a ver-se no espelho: basta um olhar maios atento para começar a encontrar semelhanças entre as duas. E mais: ela tem provas de que é sua irmã gémea.

Um policial intrigante e dramático. Para quem já conhece esta autora, volta a reencontrar Bennie Rosato, a directora de uma firma de advogados que investiga um crime em que a acusada - Alice Connoly - é sua cliente. Eu não conhecia a personagem mas não foi nada difícil perceber a sua forma de estar, de viver, de construir os casos.

Alice é suspeita de ter assassinado um detective da polícia e diz ser irmã gémea de Bennie, sendo em tudo igual a ela. Estará Bennie a sonhar? Foi criada apenas pela sua mãe e agora a sua cliente fala-lhe do pai de ambas, há muito desaparecido. O perigo e o suspense fazem também parte deste alucinante enredo.

Nota 4. Gostei bastante e quero voltar a esta autora.

"Filhos do abandono"

Torey Haden é brutal.

"Filhos do abandono" fala-nos de casos vivenciados por esta docente, especialista na área da educação especial, principalmente em trabalhar com casos de mutismo seletivo.

 
Este também não foi um livro fácil de ler, não pela escrita em si, mas pelas emoções que vai despoletando em cada palavra. Torey é tão sincera nas suas palavras que senti mesmo a revolta pelos acontecimentos e pelas situações descritas.
 
Neste livro, Torey ocupa-se de Cassandra, uma menina que com apenas seis anos foi raptada pelo pai, só regressando a casa da mãe quase dois anos depois. Ninguém sabe o que se passou durante esse período e a criança pouco fala. O seu comportamento leva a que todos suponham que ela possa ter sofrido abusos graves, mesmo abusos sexuais.
 
Por outro lado, Drake, de quatro anos, é um rapazinho encantador e carismático, mas a sua mudez persiste para além de todos os esforços de Torey. A família acha que ela é a solução para o problema da criança e Torey vê-se pressionada pelo avô do menino. A mãe será a peça chave para resolver o problema desta criança, mas para que isso aconteça, Torey terá primeiro de fazer com que a mãe enfrente os seus próprios medos.
 
E, embora nunca tenha trabalhado com adultos, Torey vai ainda ocupar-se de uma idosa que, após um AVC, se refugiou num mutismo depressivo.

Da sua forma de escrever, Torey leva-nos ao fundo de cada tema, dos abusos ao autismo, da educação especial tocando ao de leve nos contornos judiciais que podem abranger cada caso. A sua experiência é em cada livro descrita de uma forma clara, que foge à mera descrição de um caso, levando-nos a embrenharmo-nos em cada situação como se de um romance se tratasse.

"Encontro em Jerusalém"

Um livro do escritor e jornalista Tiago Rebelo, onde o romance surge num cenário de guerra.

Francisca é fotógrafa, em casamentos e outros eventos, mas decide arriscar tudo e embarca numa viagem a um teatro de guerra, sem saber no que se está a meter e cheia de convicções de que é capaz de ir tão longe quanto a sorte lhe ditar. Um jornalista que faz do perigo a sua vida e que corre atrás da notícia, onde quer que ela o leve.

Os dois testemunham a violência e a tensão crescente entre israelitas e palestinianos, mas a sua persistência procura pela fotografia perfeita que retrate a verdade, levaõs a serem expulsos do país quando uma fotografia faz capa em Portugal. 

Entretanto, já estavam paixonados. Não conseguindo ficar quietos continuam atrás de cenários de guerra, atravessando países em guerra, mesmo quando a sua vida é posta, diariamente, em risco.

Viajam juntos para Sarajevo, onde fogem aos disparos dos franco-atiradores, testemunhando o horror de uma guerra que não poupa ninguém, nem mulheres e crianças. 

O regresso a Jerusalém acontece mais tarde e uma pequena paragem numa praça, onde Afonso vai comprar cigarros, torna-se no pior dia das suas vidas.

“Encontro em Jerusalém” lê-se em pouco tempo, tem uma escrita fluida e o tema agradou-me. É um livro que trata da nossa história atual, dos conflitos que segui pela televisão e jornais, sem na altura estar a pensar nas pessoas que estavam por detrás dessas máquinas e que nos tentavam fazer chegar a verdade, com o risco das suas próprias vidas.

No fim, a mistura de outros casos também mediáticos não relacionados com a guerra, veio trazer alguma confusão no enredo mas no fundo é um romance onde quase podemos ver cada página como a história das fotografias destes repórteres.

"A prisão do silêncio"

É maravilhosa a forma como consegue descrever temas tão fortes e ao mesmo tempo prender-nos a um livro que nos descreve histórias reais! Apenas mudam os nomes dos personagens por questões deontológicas.
 
Nos livros anteriores, ela era professora de alunos com deficiências quer mentais que físicas. Tinha uma turma com quem interagia diariamente, tentando criar laços que seriam fundamentais no decurso da evolução da criança. Neste livro, ela está numa clínica e é em contexto de consulta que cria a relação com as crianças. Desta vez, é com um jovem adolescente que Torey tem de trabalhar. Kevin é um jovem de 15 anos, que se "enjaula" a si mesmo entre as pernas da mesa e das cadeiras, escondendo-se assim dos seus próprios medos.

Ao contrário dos vários profissionais pelos quais as crianças passavam, Torey desenvolvia uma relação de amizade com elas e o mesmo tenta fazer com este jovem, trabalhando em cada consulta para que ele confie suficientemente nela.

Ao longo dos anos institucionalizado, o seu passado foi-se perdendo nos processos burocráticos e essa ausência de informação enfurece Torey, uma vez que vai dificultar o seu próprio trabalho. Ao inicio, as suas sessões com Torey são frustrantes, até que ela começa a adoptar métodos quase ridículos para médicos especializados. Ela lia-lhe livros, cantava canções com ele, anedotas… Coisas normais… Que o fizeram falar com ela, mas para sua frustração, apenas com ela. Fora da sala de onde se realizam as sessões, ele volta a ser o mesmo miúdo, fechado em si mesmo.

Depois de algumas sessões, Kevin, começa a demonstrar várias facetas, algumas delas bastante violentas chegando mesmo a agredir Torey, e outras mais artísticas. Interessa-se por desenhar: e é para o papel que transmite as suas emoções mais profundas, o ódio pelo padrasto, desenhando com uma minuciosidade incrível. Mas, a parte assustadora, é que os seus desenhos mostram actos violentos demasiadamente detalhados. Qual o segredo que Kevin esconde?

Aos poucos, o jovem começa a falar de certas atitudes violentas por parte do padrasto. Fala-lhe da sua irmã mais nova, das suas aventuras com ela (cuja existência Torey chega a duvidar), e da sua morte, provocada pelo padrasto.

Paralelamente ao seu trabalho na clínica, Torey inscreve-se num programa de “Irmãs mais velhas”, ou seja, ser a irmã mais velha em “faz de conta” de crianças que precisam de ajuda, para a sua integração e na criação de valores. Torey fica então "irmã mais velha" de uma miúda de nariz empinado, que mente e inventa histórias para se tentar integrar e valorizar-se a si mesma: uma forma criativa de defesa criada pela menina.


A miúda começa a estar constantemente na sua casa, começa a fazer parte da sua vida. E ela, como “coração mole” que é, não consegue dizer que não. Vai ser interessante ver a evolução da sua relação com esta menina.

O que marca mais:

"Nenhum Deus faria um mundo onde houvesse tantas pessoas que não têm um único ser que as ame. Se o mundo tivesse sido feito segundo um plano, haveria pessoas suficientes para toda a gente ser amada."


"Mal do coração. É como um cancro invisivel. Está no nosso coração. Pode-se senti-lo. Come-nos por dentro. É o que se tem quando não se faz seja o que for para além de nascer. O coração nunca é utilizado. E por isso apanha-se o mal do coração e o coração degrada-se. Muitas vezes, antes de o resto do corpo se degradar. Só que isso não tem importância porque, uma vez morto o coração, também estamos mortos."
Um livro forte, com cenas simplesmente horriveis de violência.


Esta é a sinopse deste livro:
Quando a técnica de educação especial Torey Hayden aceitou ocupar-se do jovem Kevin de 15 anos, encontrou um miúdo a quem o mundo exterior causava pânico e que vivia fechado num mutismo voluntário No entanto aquela era apenas a parte visível de um abismo de sofrimento.

Em todas as instituições por onde passara, consideravam-no um caso perdido e a própria Hayden sentiu-o como um vencido e compreendeu que só por milagre conseguiria ultrapassar os muros que ele construíra à sua volta. Mas Hayden tem um coração maior que o mundo e sentia-se incapaz de desistir dele. Pouco a pouco foi descobrindo uma história chocante de violência e abandono e um terrível segredo que um indiferente processo burocrático tinha simplesmente esquecido.

"A casa do destino"

Se eu pudesse escolher a história de amor mais bela que li até hoje, seria esta. A história de Rocío, enamorada pelo homem da sua imaginação. 

"A casa do destino" é um romance de Susana Prieto e Lea Veléz, que nos arrebata pela sua emocionante história de amor que parece impossível, mas que se vai desvendando real a cada página. Uma história feita de lendas, mistérios e segredos encerrados pelo tempo.

"A Morte, o Destino e o Amor não conseguiam chegar a acordo. Cada um julgava ter mais poder sobre os mortais do que os outros dois. O Destino asseverava que era capaz de qualquer coisa, unir reinos, destruir culturas, provocar guerras e que a Morte e o Amor eram só consequência dos seus atos. O Amor asseverava que era ele quem realmente comandava todas as coisas. (...) A tudo isto a Morte replicou que punha fim a esse amor com o peso da lousa, algo com o que o Destino também não concordava (...).

Pensaram toda a noite e, quando se reuniram de novo, a Morte disse:
- O marquês de Villanueva tem dois filhos. O primogénito estava destinado a casar-se com a filha do conde de San Adrián, agora noviça no convento de Villanueva. Não é assim?
- Assim é - responderam o Amor e o Destino.
Pois bem - prosseguiu a Morte -, acabei com o filho do marquês. Neste momento, já não respira e nunca conhecerá a sua noiva, pelo que vos enganei a ambos.

O Amor soltou uma gargalhada.

Pode ser que tenha morrido... mas o amor é mais forte do que a barreira que acabas de colocar entre eles. A jovem noviça amava-o (...)a jovem está prestes a morrer de desgosto ao receber a notícia da morte do seu amado.

Nem tu Morte nem tu Amor, estais acima de mim. (...) mas nunca, ouvis bem, nunca poderão habitar no mesmo mundo mortal ou imortal. Viverão em tempos diferentes (...) e aquilo que poderão partilhar serão os objetos que ficaram para trás, a memória de um amor impossível, vagas recordações do passado. Serão eternamente jovens mas nunca se encontrarão."

E esta foi a aposta de três dos quatro poderes, e dali a quinhentos anos se veria quem tinha razão. Estava-se no ano de 1459.

"Sôbolos rios que vão"

Quando começamos a ler um livro de António Lobo Antunes, temos de nos preparar para uma escrita um pouco dissossiada da realidade, com diversas alegorias. Perceber tudo como se houvesse um fio que nos orienta neste labirinto, não é fácil, temos de levar a leitura de espírito aberto.
E por isso, este não é um livro fácil.

É precisa uma boa dose de paciência. Eu, pessoalmente, tive de me deixar levar porque não encontrei um fio condutor na história. Quando parava de ler, parecia que simplesmente não conseguiria contar aquilo que tinha lido. Confesso que não terminei o livro e que saltei muitas páginas. Isso é raro acontecer comigo.

Terei de o tentar ler noutra altura. 

"Ontem não te vi em Babilónia"

Este foi um livro difícil, que me deu muita luta para conseguir chegar ao fim. Não é fácil parar uma página e seguir a leitura depois, porque com a mistura de pensamentos que ali desfilam, quando paramos, perdemos o fio à meada.

E tentar desenredar essa meada, então ainda é mais complicado. Percebemos algumas das memórias (o suicídio na árvore, a caravana dos ciganos, a tortura às mãos da PIDE...) os lugares onde algumas ações se passaram. 

Do autor António Lobo Antunes, nascido em Lisboa, a 1 de Setembro de 1942, no seio de uma família da alta burguesia, filho de João Alfredo Lobo Antunes, um destacado neurologista português.

Lobo Antunes especializou-se em psiquiatria, tendo exercido a especialidade durante alguns anos no Hospital Miguel Bombarda até a abandonar por completo em favor da literatura.

O seu primeiro livro a ser publicado foi Memória de Elefante, em 1979 pela Vega, que se tornou num enorme sucesso literário. Desde então, publicou 29 romances e cinco volumes que reúnem as suas crónicas publicadas semanalmente na revista Visão.

"O profeta do castigo divino"

Os meus livros preferidos são sem dúvidas romances históricos. Este li em 2013, um ano de grandes escolhas literárias que partilho convosco.

Este livro fala-nos da história de Gabriel Malagrida e de Portugal nos anos que antecederam o terramoto de Lisboa de 1755. Falam-nos da Igreja Católica no século XVIII e da obscuridade em que se vivia. É um livro que trata da história de Portugal vista de uma outra perspetiva.

Gabriel Malagrida é um jesuíta, natural de Itália. Obsessivo por natureza, teima em evangelizar os que no "novo mundo descoberto viviam em supostas trevas". Depois de muito se instruir, embarca para o Brasil e para o Maranhão. Em Belém do Pará, encontra uma terra nada dada a atos religiosos. Lá encontra a sua vocação: evangelizar e colonizar os índios, - com atos nem sempre "memoráveis"-, para depois ao voltar a Portugal, Lisboa o receber como autor de vários milagres (uns façanhas e embustes, outros apenas coincidências, que num século de tão parca instrução eram atribuídas a atos divinos).

O padre Malagrida é de certa forma descrito por Pedro Almeida Vieira como um misto de iluminado, de escolhido de Deus, militante eclesiástico, visionário, profeta do mal, socialmente excêntrico face aos próprios companheiros jesuítas, missionário obstinado, tão fanaticamente crente na missão divina da sua vida que não hesita em usar estratagemas ardilosos (como o das bolas de cera no mar) para exaltação de uma maior santidade pessoal e divina. Acresce um lado milagreiro, que espanta o próprio Diabo.

Malagrida veio a ser condenado como herege no âmbito do Processo dos Távora.
Ver também:

http://olharoslivros.blogspot.pt/2009/02/o-profecta-do-castigo-divino-pedro.html">

O livro foi para mim interessante pela sua contextualização histórica mas a história é um pouco maçuda e muito descritiva pelo que clasifico com nota 2. Foi difícil chegar ao fim, pela densidade da história e da narrativa, embora o tema fosse até interessante e o livro esteja muito bem escrito e com uma grande pesquisa histórica.

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