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Caderno Diário

Caderno Diário

21
Mai18

"Rapariga com brinco de pérola"

Elsa Filipe

"Rapariga com brinco de pérola" de Tracy Chevalier.

No século XVII, em Delft, uma próspera cidade holandesa, tudo tinha uma ordem pré-estabelecida. Ricos e pobres, católicos e protestantes, patrões e criados, todos sabiam o seu lugar.

Quando Griet foi trabalhar na casa do pintor Johannes Vermeer, pensou, por isso, que conhecia o seu papel: fazer a lida doméstica e tomar conta dos seis filhos do pintor. Ninguém esperava, porém, que as suas maneira delicadas, a sua perspicácia e o fascínio demonstrado pelas pinturas do mestre a arrastariam inexoravelmente para o mundo dele. Mas, à medida que a rapariga se tornava parte integrante da sua obra, a intimidade crescente entre ambos ia espalhando tensão e decepção na casa e adquiria a proporção de um escândalo em toda a cidade.

Sobre a autora:

Tracy Chevalier nasceu em Washington D.C., mas aos 22 anos foi viver para Londres, onde reside atualmente com o marido e o filho.

Tem um mestrado em Escrita Criativa pela Universidade de East Anglia e é uma autora muito acarinhada pelo público e pela crítica. Com o seu segundo romance, A Rapariga do Brinco de Pérola, recebeu o Barnes and Noble Discover Award.

10
Mai18

"O Físico"

Elsa Filipe

"O físico", de Noah Gordon é um livro que nos fala dos primórdios da medicina e da cirurgia, quando os barbeiros estraíam dentes e tratavam cortes e feridas, com a sabedoria de quem sabe manejar facas e lâminas afiadas. A base da medicina moderna aqui explicada.

Rob Cole, um homem que quer ir mais além do que lhe estava destinado e que com a sua persistência vai abrir caminho para a medicina actual poder vingar. A história começa quando Rob Cole, órfão, aprendiz de um barbeiro-cirurgião na Inglaterra, toma conhecimento da existência de uma escola extraordinária na Pérsia, onde um famoso Físico leciona.

Decidido a ir ao seu encontro, descobre que o único problema estava no facto de que Cristãos não tinham acesso às Universidades Muçulmanas durante as cruzadas. A única solução que Rob encontrou foi assumir a identidade de outra pessoa, fingindo ser judeu para aprender tudo o que pudesse.

Desde o bispo católico ao poder do Xá, passando pelo Judeísmo, numa viagem pelo mundo fora descobrindo o interior do "Eu" e o interior físico do Homem. Passando por histórias de amor e de guerra entre povos do Oriente e por lutas pessoais.

23
Abr18

"A chuva pasmada"

Elsa Filipe

"A chuva pasmada" de Mia Couto conta-nos a história surpreendente de uma chuva suspensa no ar, que se recusa a emprenhar a terra árida. É um cacimbo indeciso que enlouquece todos. Porém, é a loucura desta "inundação sem chão" que faz com que as almas, até aí secas de sonhos e de segredos abafados, se desvelem e procurem a água umas nas outras. A história é contada na primeira pessoa, por um narrador participante, em jeito de memória de adolescência de uma criança que observa as personagens nas suas mutações.

O avô velho era como que um "rio seco que fluía num sonho" de navegar até chegar ao mar. Ficara assim depois da mulher, que considerava a sua água, morrer, pois ligavam-se "como a aranha e o orvalho, um fazendo teia no outro". O pai, mais velho que o avô, porque "a velhice não é uma idade, é uma desistência", estava pasmado como a chuva, estancara-se junto à vida, sufocado pelo próprio umbigo.

A mãe, com segredos de "mulher e água", o amor pelo seu homem que não a procurava, pois desistira dela como da vida. Mas "o amor não é a semente, é semear" e ela consegue inundá-lo de sangue, de amor, provocando-lhe ciúme. A tia com "propósitos de sombra", nunca casara, e via na indecisão da chuva um castigo para a sua secura.

O avô, detentor da memória maior é o elo entre todos e obstina-se em fazer a sua viagem. As pontes entre o céu e a terra são criadas e a chuva resolve cair. Cumpre-se a intenção do avô: "ele queria o rio sobrando da terra, vogando em nosso peito, trazendo diante de nós as nossas vidas de antes de nós". .".

10
Abr18

"O amante do Vulcão"

Elsa Filipe

"O amante do Vulcão", é um livro de Susan Sontag. Não conhecia esta escfritora ainda e quando comecei a ler, pesquisei sobre a autora e descobri isto:

Susan Sontag nasceu em 1933, em Nova Iorque, cidade onde morreu, a 28 de Dezembro de 2004 e foi uma das mais importantes e influentes intelectuais norte-americanas da segunda metade do século XX. Foi professora universitária, activista na defesa dos direitos das mulheres e dos direitos humanos em geral, ficcionista e ensaísta.

Sobre o livro:

Sir William Hamilton é um diplomata, arqueólogo, vulcanólogo e antiquário britânico, que tem um temperamento erudito e curioso que é também recordado como o marido complacente de Emma Hamilton, amante do Almirante Nelson, famoso pelas suas intervenções nas Guerras Napoleónicas e depois vitorioso na batalha de Trafalgar.

A história decorre em Nápoles, onde, de 1764 até 1800, Sir William, conhecido como Cavaliere, foi o embaixador britânico no reino das Duas Sicílias.

O romance é uma espécie de tríptico, dividido entre Hamilton, a sua esposa e Lord Nelson. No amor que irrompe entre Emma e Lord Nelson, o Cavaliere encontra outro daqueles fenómenos naturais da vulcanologia que ele só pode observar, nunca experimentar – Emma, cheia de alegria e uma certa vulgaridade, egoísmo, amor à vida, e crueldade; Nelson, uma fonte de mistério, herói militar e também um homem contraditório e um tirano impiedoso.

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