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Gosto de escrever e aqui partilho um pouco de mim... mas não só. Gosto de factos históricos, políticos e de escrever sobre a sociedade em geral. O mundo tem de ser visto com olhar crítico e sem tabús!
As monções são frequentes na região do sul da Ásia onde se localizam a Índia e o Pasquistão, e se por um lado são essenciais à agricultura do país, também conduzem não raras vezes a chuvas fortes, que levam a cheias e deslizamentos de terras. As que estão a acontecer este ano, foram já consideradas como "as piores cheias dos últimos 40 anos," tendo já sido contabilizadas pelo menos 800 vítimas mortais "e mais de 200 mil" pessoas foram entretanto "retiradas de casa." Numa região que, historicamente deveria estar habituada às monções, a verdade é que os prejuízos têm sido cada vez maiores. As alterações climáticas podem também estar a trazer períodos mais longos e com mais intensidade, havendo ainda registo de "trovoadas súbitas e gigantescas, como bombas de chuva."
Além da região paquistanesa, também a região "norte da Índia está a ser fortemente atingido," com registo de várias casas e edifícios a serem "destruídos, depois das chuvas terem provocado inundações e deslizamentos de terras." As chuvas não têm dado tréguas e as terras estão completamente saturadas, o que aumenta o risco de liquefação e a escorrência pelas encostas. Na zona de "Jammu, em Caxemira," foram registados para já, trinta mortos, "vítimas dos deslizamentos de terra." Aqueles que podiam ajudar, tentavam resgatar o que ainda podia "ser salvo das inundações," improvisando "pontes para atravessar o rio que galgou as margens." Há cerca de 1 mês que não pára de chover, o que, além das cheias, traz ainda sucessivas falhas elétricas.
"Em Mumbai, as equipas de resgate" continuam a busca "por sobreviventes depois de um prédio ter desabado e provocado a morte a, pelo menos, 15 pessoas." Deu-se ainda o "colapso de duas comportas de uma barragem," do lado da India que fez inundar terras paquistanesas a jusante. "Segundo as autoridades paquistanesas, mais de mil e seiscentas aldeias foram inundadas e dezenas de pessoas morreram nos últimos dias."
Estudos apontam o aquecimento global do planeta como causa para o aumento da montalidade. O vento da monção traz consigo "um ar mais quente, capaz de transportar mais humidade, e carrega o potencial de se transformar numa bomba de chuva, quando as nuvens descarregam toda a água que contêm de repente, o que desencadeia cheias repentinas e mortíferas."
Fontes:
Poucos segundos depois de descolar do "Aeroporto Internacional Sardar Vallabhbhai Patel," em "Ahmedabad", na Índia, um "Boeing 787-8 Dreamliner colidiu com um prédio usado como alojamento para médicos do Hospital Civil e da Faculdade de Medicina Byramjee Jeejeebhoy." A aeronave não terá atingido a velocidade necessária para a subida, acabou por parar e perder altitude, despenhando-se numa área residencial. A bordo seguiam 230 passageiros, dos quais sete deles tinham nacionalidade portuguesa. Havia ainda 169 indianos, 53 britânicos, um canadiano, além de 12 tripulantes. Apenas um homem sobreviveu, tendo saído do local do acidente a andar pelo seu pé. Dos sete passageiros com dupla-nacionalidade e que detinham passaporte português, “cinco estão registados no consulado de Londres e dois em Manchester," não tendo que se saiba, família a residir em Portugal.
"De acordo com a torre de controlo de tráfego aéreo do aeroporto, o avião chegou a emitir um mayday, sinalizando uma situação de emergência, mas não deu nenhum sinal depois disso. Os dados de voo terminam com o avião a uma altitude de 190 metros." A bola de fogo que se seguiu ao embate, terá tido origem nos depósitos de combustível do avião, que tinha Londres, em Inglaterra, como destino.
De acordo com as equipas de resgate, foram evacuadas do local "41 pessoas" com "ferimentos graves, mas informações avançadas pelo comissário da polícia apontam para a morte das 242 pessoas a bordo do avião e de outras que estavam no local de embate. Pelo menos 204 corpos foram retirados das zonas junto ao desastre e ainda há pessoas ainda sob os escombros de alguns edifícios."
Ficamos agora a aguardar que as investigações (em que a FAA estará envolvida) tragam algumas respostas. Ficam as histórias de uma mulher que perdeu o voo e a de um rapaz que terá saltado de um 2º andar para fugir do local da colisão, escapando assim à morte, apesar de alguns ferimentos. Este é um dos piores desastres aéreos registado nos últimos anos.
No Japão, em janeiro do ano passado, uma colisão entre um "avião da Guarda Costeira" e um "Airbus A350," resultou na mortes dos "cinco passageiros do avião da guarda costeira." Já o "avião civil operado pela Japan Airlines aterrou em Haneda em chamas" e os "367 passageiros e 12 tripulantes que se encontravam a bordo," acabaram por se salvar, tendo sido "retirados em segurança."
"Em julho, um Bombardier CRJ200 da Saurya Airlines, do Nepal, despenhou-se logo após a descolagem em Catmandu," levando à morte de "dezoito pessoas." Apenas o piloto sobreviveu ao desastre.
Em agosto, assistimos pelas redes sociais, à queda de "um ATR-72 da companhia aérea brasileira Voepass oriundo da cidade de Cascavel, no estado do Paraná." A aeronave "perdeu sustentação e caiu em espiral em Vinhedo, no interior de São Paulo. Todos os ocupantes, 58 passageiros - incluindo uma portuguesa - e quatro tripulantes, morreram."
Fontes:
https://www.bbc.com/portuguese/articles/ceqg3pg0ly0o
https://www.publico.pt/2025/06/12/mundo/noticia/sabemos-desastre-aereo-india-2136418
https://www.jn.pt/3273869093/acidentes-aereos-os-ultimos-desastres-que-causaram-centenas-de-vitimas/
A preocupação cresce enquanto no sul da Ásia, a situação entre a Índia e o Paquistão se está a tornar cada vez mais tensa, sobretudo se tivermos em conta a existência de armas nucleares de ambos os lados.
Ontem, "terça-feira, a Índia lançou ataques aéreos contra alvos no Paquistão e na Caxemira paquistanesa." Refere o estado indiano que o objetivo era atingir alvos "terroristas", tanto na província de Punjab, uma região densamente povoada, como na zona paquistanesa de Caxemira. Estes ataques aéreos surgem no seguimento do atentado que, há cerca de duas semanas, atingiu uma zona turística e provocaram vários mortos, na sua maioria turistas estrangeiros. Desde este ataque, a situação já de si tensa, tem vindo a escalar, havendo constantes trocas de acusações e, também, trocas de tiros entre as fações divergentes. Apesar de manifestar que os bombardeamentos teriam alvos específicos, a verdade é que mais uma vez, o resultado foi a morte de civis, entre os quais, numa primeira contagem, estão "uma criança", tendo outras duas ficado "feridas."
De acordo com "o tenente-general Ahmad Sharif" - porta-voz do exército paquistanês - os mísseis foram "lançados a partir do território indiano", não tendo qualquer avião indiano "entrado no espaço aéreo paquistanês." Considerou ainda que este "foi um ataque cobarde que visou civis inocentes a coberto da escuridão." O mesmo porta-voz afirmou ainda "que estava a ser preparada uma resposta e que o ataque tinha como alvo duas mesquitas na província de Punjab."
"O Paquistão retaliou com fogo na fronteira, e a comunidade internacional — como os EUA, Reino Unido e China — já começaram a apelar à contenção." Se o conflito continuar a escalar, podemos estar perante o reacender de um conflito.
Além do mais, há que relembrar que uma parte "do nordeste da Caxemira" é administrado pela China, uma grande "potência nuclear". O Paquistão, "de maioria muçulmana," possuirá "cerca de 170 armas nucleares, enquanto a Índia, "de maioria hindu," vem logo atrás, com cerca de 160." A tensão passa exatamente pela posse de Caxemira, hoje em dia, "um dos pontos de tensão mais perigosos do mundo," bem como um dos que atualmente se pode considerar dos "mais militarizados do mundo."
Estes dois estados, estiveram já envolvidos em "três guerras pelo território montanhoso desde a sua independência da Grã-Bretanha em 1947, a mais recente das quais em 1999."
Fontes:
Hoje morreram pelo menos 24 pessoas "num ataque terrorista a tiros na região de Pahalgam, um destino turístico popular na parte indiana de Caxemira." O ataque, perpetado por um grupo armado, autodenominado "Resistência de Caxemira," teve como alvo principal "um grupo de turistas," ."que se encontravam numa "estância turística." Que turistas seriam e de onde, fica a questão, pois não me apercebi de grandes movimentações acerca do tema (refira-se no que se trata de política externa). De referir, ainda que não exista qualquer relação confirmada, que este "ataque coincidiu com a visita à Índia do vice-presidente dos EUA, JD Vance, que está a efetuar uma viagem de quatro dias de caráter pessoal."
"O ataque foi descrito como o pior contra civis nos últimos anos na região, que tem maioria muçulmana e vinha registando relativa acalmia após anos de conflito." Numa mensagem colocada nas redes sociais, o grupo que reinvindicou o ataque, "criticou a concessão de direitos de residência a mais de 85 mil pessoas de outras partes da Índia, o que, segundo eles, estará a promover uma mudança demográfica na região."
A região de Caxemira é atualmente disputada pela Índia e pelo Paquistão. Num conflito com mais de 50 anos, "só na última década, o confronto que opõe a Índia ao Paquistão já provocou mais de 50 mil mortos e um inquantificável sofrimento às populações." Nos últimos anos, este conflito agravou-se "quando as duas potências anunciaram a realização de ensaios nucleares, numa demonstração mútua de força destinada a intimidar o rival."
Assim vai o nosso mundo...
Fontes:
https://www.dn.pt/internacional/caxemira-ataque-armado-contra-turistas-faz-pelo-menos-24-mortos
https://www.rtp.pt/programa/tv/p13497
A morte chegou para 49 trabalhadores estrangeiros que estavam albergados num edifício dormitório, no distrito de Mangaf, no sul do Kuwait. As autoridades indianas, de onde se pensa serem várias das vítimas mortais, acusam os proprietários de cometerem infrações que contribuíram para este incidente, no edifício de seis andares que albergaria cerca de 196 trabalhadores.
Ao que se sabe até agora, o proprietário do edifício já terá sido mesmo detido como parte de uma investigação por possível negligência. Além desta acusação, "o ministro do Interior, xeque Fahd al Yusef," informou a imprensa de que "pretende solicitar às autoridades locais que ordenem a evacuação de todos os edifícios nos subúrbios que não respeitam as normas de segurança."
O calor chegou em força a Portugal continental e muitos já se dirigiram hoje até à praia. Eu por mim, nestes dias mais quentes, prefiro os fins de tarde para sair de casa e se tal me for possível, passo as horas de maior calor a descansar. As temperaturas por aqui passaram dos 35 graus e poderá ter chegado quase aos 40 em algumas zonas do país.
Mas isso fica aquém das altas temperaturas que têm estado a afetar o leste da Índia e o Paquistão e que, já ultrapassaram os 50 graus! Na quarta-feira, registaram-se 52,3 graus Celsius na capital da Índia, Nova Deli ("embora este valor possa ser revisto depois de o departamento meteorológico verificar os sensores da estação meteorológica que registou a leitura").
"As autoridades alertaram que a água pode vir a escassear." Apesar de serem normais as altas temperaturas (no ano passado o número de mortos por ondas de calor, nesta mesma altura atingiu a centena de vítimas), estes períodos são cada vez mais frequentes e mais severos. Espera-se que as temperaturas comecem a diminuir progressivamente, mas o número real de vítimas pode ainda vir a aumentar.
O "Paquistão também está a ser afetado por fortes vagas de calor, com um pico de temperatura no domingo avaliado em 53 graus celsius em Sindh, uma província fronteiriça da Índia." Hoje os números divulgados já ultrapassaram os 20 mortos, devido a situações de insolação (que levam rapidamente à desidratação).
Já no "nordeste do país," foram registadas "violentas rajadas de vento e chuvas torrenciais à passagem do ciclone Remal, que no domingo provocou mais de 65 mortos na Índia e no Bangladesh" e destruiu cerca "de 30.000 casas." Os danos e as mortes deveram-se, na sua maioria, à fragilidade das habitações e ao desabamento de diques. Qualquer alteração climática terá sempre um efeito mais nefasto nas zonas mais pobres do mundo e, num mesmo país, o drama é ainda maior quando uma parte da população está sem água e outra luta contra cheias devastadoras.
Fontes:
O salvamento ainda pode estar demorado, mas a esperança ainda não morreu para o grupo de 40 mineiros que ficaram presos num túnel em Utarakanda, na região dos Himalaias, na Índia, desde a manhã do passado domingo, dia 12. A passagem subterrânea que desabou faz parte da estrada de Char Dham, um projeto do governo federal que liga vários locais de peregrinação hindu.
No dia seguinte ao desabamento, foi possível entrar em contato com os trabalhadores, a quem está a ser fornecido oxigénio, água e alimentos. Está a ser feito um túnel de escape através dos escombros, numa zona que onde os desabamentos são frequentes.
No dia 13, Devendra Patwall (oficial distrital de serviços de socorro), disse ao Indian Express que "os trabalhadores não estão amontoados e têm um espaço tampão de cerca de 400 metros para andar e respirar. Além disso, "têm oxigénio suficiente para sobreviver por mais oito a 10 horas e isso deve dar-nos tempo suficiente para resgatá-los". No entanto, a operação de resgate sofreu um atraso devido a uma falha técnica na máquina de perfuração, tendo entretando sido instalada uma nova máquina.
A queda de detritos também atrasou o início da perfuração na terça-feira. "São desafios que se colocam neste tipo de operações de socorro, mas vamos ultrapassá-los", disse um responsável da agência de gestão de catástrofes Ranjit Sinha. Hoje é dia 17 e os trabalhos ainda continuam, sabendo-se que alguns dos homens se encontram doentes e com ferimentos.
O colapso de parte do túnel, que é apenas parte de uma obra maior de cerca de 1000 quilómetros de estrada, não foi o primeiro acidente grave a ocorrer. Em agosto deste ano, mais de 20 trabalhadores perderam a vida, após uma ponte em construção ter desabado.
Fontes:
https://pt.euronews.com/2023/11/13/dezenas-de-trabalhadores-presos-em-tunel-desmoronado-na-india
Um sismo de magnitude 6.4 com epicentro em Jajarkot, a cerca de 400 quilómetros a nordeste da capital nepalesa, Katmandu, apesar dos dados iniciais não serem muito concretos, dados mais atuais revelam que o abalo já matou 157 pessoas e deixou mais de uma centena de outras feridas. As equipas de resgate continuam a realizar buscas nas aldeias montanhosas nepalesas e os números podem vir a aumentar.
O sismo que atingiu também a capital da Índia, Nova Deli, ocorreu pouco antes da meia-noite, quando muitas pessoas já dormiam em suas casas. Apesar dos danos e do elevado número de vítimas, não se pode comparar com o ocorrido em 2015 quando um forte sismo de magnitude 7,8 matou cerca de 9 mil pessoas e danificou cerca de um milhão de estruturas.
Um outro sismo, foi sentido ontem na capital da Grécia. O epicentro ocorreu perto da cidade de Mantoudi, na ilha de Evia, a cerca de 90 quilómetros a norte de Atenas. Neste caso, as autoridades aconselharam os residentes a evitar edifícios antigos e estradas onde possam ter sido registados deslizamentos no passado, devido à ocorrência de várias réplicas. Os sismos são comuns na Grécia, a maioria ocorrendo no fundo do mar.
Fontes:
https://sicnoticias.pt/mundo/2023-11-03-Sismo-de-magnitude-51-atinge-ilha-grega-de-Evia-200fda1c
Sabemos que as obras na Índia são das mais perigosas e que, na maioria, não se pensa em proteção nem em condições de trabalho. Para eles, isso deve ser algo ainda muito longínquo e por isso, a morte de 26 pessoas que trabalhavam na construção de uma ponte ferroviária é "apenas" mais um impasse na grandiosa obra que o governo quer erguer numa zona perigosa só pela sua localização e pelas condições de fragilidade do terreno.
Ontem, dia 23, a estrutura que suportava a construção de uma ponte ferroviária, desabou levando consigo para a morte 26 trabalhadores, em Mizoran. Segundo o que se sabe, havia cerca de 40 pessoas a trabalhar naquele momento, sendo que alguns dos feridos foram mesmo socorridos e transportados para o hospital por populares que acorreram ao local do colapso.
No início deste mês, 20 operários morreram na queda de um guindaste que caiu sobre uma estrada em construção na periferia de Mumbai (oeste). E numa outra ocorrência em outubro do ano passado, 136 pessoas morreram devido ao desabamento de uma ponte no estado de Gujarat (oeste).
Fontes:
https://www.jn.pt/2655895600/queda-de-ponte-ferroviaria-na-india-faz-17-mortos/
https://noticias.r7.com/internacional/queda-de-ponte-na-india-23082023
As primeiras notícias são de maio e eu relatei aqui em julho a situação terrível que se está a viver na Índia. Além de milhares de edifícios e de igrejas destruídas, lojas e negócios vandalizados, por todo o lado há trocas de tiros, e os relatos de violações e de assassinatos sucedem-se.
Nas ruas, há corpos espalhados pelas ruas e milhares de pessoas acabaram por fugir para campos de refugiados. O futuro da população cristã é cada vez mais incerto, devido à atuação dos grupos extremistas hindus.O funeral de 35 pessoas, mortas durante os conflitos no distrito de Churachandpur foi impedido porque o terreno onde aconteceria o enterro destes cristãos, pertence à comunidade Meitei. Os meitei são hindus, enquanto grupos rivais, incluindo os kuki e outras tribos, são maioritariamente cristãos e vivem principalmente nos distritos montanhosos circundantes.
Fontes:
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