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Intervenção militar americana na Venezuela

por Elsa Filipe, em 03.01.26

Bem, tenho estado a acompanhar as notícias sobre a intervenção dos EUA na Venezuela e as opiniões divergem. Podemos concordar ou não com a operação feita por Trump, mas não deixamos de ficar contentes por ver Maduro afastado do poder. Mas que precedentes é que estão aqui a ser abertos? Bem, precedentes que podem levar a que os EUA avancem contra Cuba ou até contra a Gronelândia, cada um destes por motivos bem diferentes. A lei internacional não foi aqui respeitada, não foram consultados sequer quaisquer parceiros ou sequer foi pedida aprovação do Congresso norte-americano. 

Ainda estamos todos a tentar perceber o que é que realmente aconteceu, mas uma coisa é certa: Trump fez diversos avisos, tinha a tropa "toda" ali à volta e já tinha mostrado que podia disparar contra embarcações venezuelanas sem que ninguém se impusesse. O espaço aéreo venezuelano estava já fechado e agora resta saber se havia ou não alguém do lado de "dentro" a ajudar as tropas norte-americanas. Bem, a dúvida pode ficar no ar...

Maduro encontrava-se com a sua esposa, Cilia Flores, num complexo militar, supostamente, protegido. Foram levados durante a noite, depois das anti-aéreas terem sido inutilizadas e "depois dos militares norte-americanos terem deixado Caracas à escuras." Terão sido depois levados a "bordo do navio norte-americano USS Iwo Jima," e daí "transferidos para Nova Iorque, onde deverão responder a acusações de narcotráfico apresentadas pelas autoridades norte-americanas." Esta intervenção já estaria "planeada há várias semanas e concretizou-se com ataques cirúrgicos em Caracas e nos estados venezuelanos de Miranda, Aragua e La Guaira." Enquanto que no início se disse que não tinham havido vítimas civis - esses dados ainda não foram confirmados - outras informações apontam para a morte de 40 pessoas," incluindo civis e soldados. "Houve diversas explosões e, na minha sincera opinião, os danos ainda estão camuflados.

Se uns condenam as ações levadas a cabo pelos EUA, outros celebram a retirada de Maduro do poder - mas quem vai governar agora a Venezuela? O que é se vai seguir? "O anúncio de Trump marca uma escalada maciça da intervenção dos EUA após meses de especulação sobre se Washington iria realmente invadir o país - e quais seriam os planos da administração dos EUA para a transição."

Trump parece não estar preocupado nem com o povo nem com o futuro da Venezuela, mas sim com o petróleo e com a intenção de usar companhias petrolíferas norte-americanas para explorar esse grande recurso, tendo este assunto sido referido várias vezes. Declarou também a partir de Mar-a-Lago que "Washington vai assumir provisoriamente o comando do país sul-americano." Apresentou então a "vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez," como a sucessora de Maduro, embora isso não tenha sido confirmado pelo governo venezuelano.

Esperava-se que se devolvesse o poder ao ex-diplomata Edmundo González, ou até a María Corina Machado, (que tinha sido proibida de participar pelo governo venezuelano sob a acusação de envolvimento em corrupção), mas de facto não foi isso que aconteceu. Depois das eleições de 2024, irromperam protestos por toda a Venezuela contra os resultados apresentados pelo governo de Maduro que se afirmou como vencedor, apesar de tudo parecer apontar para o contrário. Maduro "estabeleceu uma extensiva repressão com a continuidade de prisões de figuras políticas da oposição, como também prisões de milhares de manifestantes e perseguição e censura a imprensa local e internacional.

Para Trump e para Rubio, esta ação foi apenas a detenção de "um fugitivo da justiça americana", para o qual até havia um prémio pela sua captura e, não, o ataque a um país, referindo ainda que não se tratava da detenção do presidente de um país, uma vez que o seu governo não tinha sido reconhecido. Estranhamente, depois afirma que a sua "vice" é a sua sucessora - então em que ficamos? Como pode haver uma vice-presidente de um "não" presidente? O povo teme agora que a esta ação se possa seguir um golpe de estado, ou até que o país venha a entrar em guerra civil. 

O primeiro-ministro português  não condenou as ações dos "Estados Unidos da América (EUA), que atacaram a Venezuela e capturaram o Presidente Nicolás Maduro," dizendo que estas ações visam promover uma "transição estável" no país. Da mesma opinião, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel diz que esta é "uma oportunidade de a Venezuela regressar ao trilho democrático" e classifica as "intenções" norte-americanas como "benignas". Vivem na Venezuela cerca de "194 mil" cidadãos portugueses, aos quais foi pedido "para não saírem de casa."

 Fontes:

https://sicnoticias.pt/especiais/ataque-dos-eua-a-venezuela/2026-01-03-donald-trump-partilha-primeira-imagem-de-nicolas-maduro-apos-ataque-dos-eua-a-venezuela-b916c82c

https://pt.euronews.com/2026/01/03/administracao-trump-nao-da-pormenores-depois-de-afirmar-que-vai-governar-a-venezuela

https://sicnoticias.pt/especiais/ataque-dos-eua-a-venezuela/2026-01-03-donald-trump-vs.-nicolas-maduro-a-operacao-militar-que-mergulhou-a-venezuela-numa-crise-sem-precedentes-6a07b7b7

https://www.publico.pt/2026/01/03/politica/noticia/venezuela-rangel-classifica-intencoes-norteamericanas-benignas-2160004

https://www.nowcanal.pt/ultimas/detalhe/recomendado-a-comunidade-portuguesa-na-venezuela-que-permaneca-em-casa

 

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publicado às 21:59


1 comentário

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De zé onofre a 05.01.2026 às 00:08

Boa noite
… Sanções
Pergunto:
ao sr. Presidente do Conselho Europeu da UE
à srª Presidente da Comissão Europeia da EU
ao sr. Primeiro ministro do Reino Unido
aos comentadores especialistas, principalmente sr. Rogeiro e José Milhazes
a todos quantos nestes blogues do blog. Sapo estão sempre prontos a apoiar as sanções promovidas contra outros estados pelos EUA
Que sanções contra os EUA pela invasão do Estado Soberano da Venezuela e pelo rapto do seu Presidente Nicolas Maduro?
Zé Onofre

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