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Gosto de escrever e aqui partilho um pouco de mim... mas não só. Gosto de factos históricos, políticos e de escrever sobre a sociedade em geral. O mundo tem de ser visto com olhar crítico e sem tabús!
Celebra-se hoje a Paz!
Era tão bom que fosse uma realidade, mas infelizmente, parece que estamos cada vez mais perto do alargamento da guerra e a uma distância cada vez maior da tão desejada paz. "Este Dia foi estabelecido em 1981 e proclamado na Resolução 55/282, adotada na Assembleia Geral da ONU a 28 de setembro de 2001."
Nesta data, tenta-se assinalar o desafio internacional pela paz "através da observação de 24 horas de não-violência e de cessar-fogo em todo o mundo." Este ano, acrescenta-se uma outra iniciativa, simbólica, em que se juntam o "Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC)", a "UNICEF Portugal" e um "grupo de personalidades públicas", que concretizam a "iniciativa #JanelaBrancaPelaPaz" em que se desafiam "todas as pessoas e entidades a decorarem, nesse dia, a sua janela com uma peça branca para evocar a importância da Paz e para mostrar a sua solidariedade para com todos os que vivem em situação de guerra ou de conflito." Uma ação pacífica e fácil de concretizar. Mas o que é a Paz, nos tempos que correm? Estamos em Paz armada? Ou envolvidos numa guerra através das alianças criadas? E sobre a política externa? Estaremos apenas a seguir na cauda daquilo que os outros querem ou estaremos a pensar naquelas que devem ser as nossas prioridades? Não sabemos...
A ação que mais se destaca é a oficialização por Portugal e por outros nove países, do "reconhecimento do Estado da Palestina." Esta "decisão do governo" é apoiada pelo "o Presidente da República" que “acompanhou todo o processo”. Aliás, destaque-se a ida de Marcelo Rebelo de Sousa a Nova Iorque, onde será feito o anúncio, o qual está previsto "para as 15h15 (20h15, hora de Lisboa) e será proferido por Paulo Rangel, antes da Conferência de Alto Nível das Nações Unidas, que se realiza na segunda-feira, em Nova Iorque." Porquê agora e não antes?
A posição portuguesa, não é no entanto, unânime, com "o partido conservador CDS-PP, parceiro da coligação do atual executivo," a discordar "do anúncio, afirmando que o mesmo “é inoportuno”.
De acordo com o presidente da República e dos apoiantes da decisão, a posição do Estado português passa por "defender a moderação para que essa fórmula [de dois Estados, de Israel e da Palestina] seja possível, e afastar-se dos radicalismos." Entretanto, Londres já avançou com o reconhecimento, praticamente ao mesmo tempo que o Canadá e que a Austrália.
Fontes:
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