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Caderno Diário

Escrever é algo que me apraz. Ante a minha vontade de criar, muitas vezes me falta tempo. Aqui passo da vontade à prática. Este é um caderno onde escrevo sobre a minha vida pessoal e temas da atualidade que me fazem refletir.

Caderno Diário

Escrever é algo que me apraz. Ante a minha vontade de criar, muitas vezes me falta tempo. Aqui passo da vontade à prática. Este é um caderno onde escrevo sobre a minha vida pessoal e temas da atualidade que me fazem refletir.

21
Mar22

Com um mês de guerra

Faz um mês que o reconhecimento de Putin à independência das autoproclamadas províncias de Donetsk e Luhansk deu início à guerra na Ucrânia. 

Ainda me parece surreal que no meio de 2022, alguém diga que conduz uma operação especial para desnazificar um povo, com um discuso baseado em mentiras.Não conseguia imaginar isto, parece tão estúpido e arcaico. Estamos a ver em direto, a tentativa de conquista de um povo através de uma invasão militar, que já matou centenas de pessoas, sobretudo civis, destruiu várias cidades, vilas e aldeias, e causou a maior vaga de refugiados na Europa, desde a II Guerra Mundial. O que é isto?

E aqui nesta ponta da Europa, lá vamos, como bons portugueses sempre prontos a ajudar, enviando roupa para os refugiados que tentam não ser mortos, comida, ou abrindo portas para os receber. Cerca de quatro milhões de refugiados passam as fronteiras. Nestes momentos, salta à vista que os governos dos outros países se podiam unir, mas nenhum de nós quer a guerra a entrar pela casa dentro. Se for para ajudar dizemos todos que sim, mas de preferência, lá na distância a que ainda estão.

Ninguém consegue ficar indiferente às barbáries que estão a ser cometidas e, mesmo havendo blocos noticiosos com imagens reais e tantas vezes em direto, não somos ainda capazes de saber tudo o que se está a passar ali na Ucrânia. A Aliança Atlântica não se quer envolver, como ficou bastante claro. O que vai lá sobrar no fim disto tudo? Escombros e morte, muitos pelas ruas à espera de terem um fim digno, sabe-se lá quandos escondidos em caves e abrigos, desaparecidos.

Nem os corredores humanitários conseguem cumprir a sua missão sem ser atacados, que como salvavidas, lá vão trazendo mais algumas pessoas em fuga ou levando comida, água e medicamentos aos que lá estão. E mesmo assim, repito, são atacados e bombardeados.