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Gosto de escrever e aqui partilho um pouco de mim... mas não só. Gosto de factos históricos, políticos e de escrever sobre a sociedade em geral. O mundo tem de ser visto com olhar crítico e sem tabús!
Este ano, o mau tempo tempo já provocou três mortos em Portugal. Na quinta-feira, dia 13, morreu um casal octagenário, de nacionalidade portuguesa, numa casa em Pinhal do General, Fernão Ferro. Uma associação (a APROSOC) já veio a público acusar o município do Seixal e a Junta de Freguesia de Fernão Ferro por culpa na morte deste casal, afirmando que não cumpriram as suas "responsabilidades" no que ao "ordenamento do território" diz respeito e que permitiu "a existência daquela habitação em situação de risco, aparentemente sem avaliação geotécnica e hidrológica". Segundo o presidente da Câmara do Seixal, esta "trata-se de uma casa construída clandestinamente, sem qualquer licenciamento camarário, no âmbito do loteamento clandestino do Pinhal do General, que começou nos anos 70", o que retira na minha opinião qualquer culpa à câmara.
Não estou a par da situação, mas a existir ali um leito de cheia e não se podendo construir, o que deveria ter sido feito era o derrube das casas, mas depois lá caía tudo em cima da Câmara. Em relação a não terem sido dadas orientações, foram transmitidas tanto a nível local como a nível nacional, o problema é que, em muitos casos, as pessoas não cumprem determinadas medidas preventivas e não acautelam os seus bens seja por incapacidade de o fazerem seja por estarem sempre à espera que o mal só bata à porta dos outros. Há fenómenos que são súbitos. Estar a viver numa zona perigosa, sabendo-o, já não me parece ser algo súbito ou que tenha de ser alertado. É como quem constrói na base de encostas ou arribas e vai vendo as pedras a rolar, pedacinhos da arriba a cair... e quando aquilo um dia cai tudo, dizerem que foi "sem aviso".
A terceira vítima foi uma senhora de nacionalidade britânica que ficou ontem debaixo dos escombros da casa onde vivia com o marido (uma espécie de bungalow), depois da passagem de um tornado, na região do Algarve. Este tornado fez, além da vítima mortal, vinte e oito feridos, dois dos quais considerados graves, tendo atingido o Parque de Campismo de Albufeira e o hotel "Eden Resort," que aquando deste "fenómeno meteorológico extremo" estaria a servir os pequenos-almoços aos clientes. Entre os feridos estão algumas crianças. Em Silves, a chuva e o vento forte provocaram dois desalojados.
Em Nisa, na passada quinta-feira, um outro tornado terá afetado cerca de dez habitações, levantando coberturas, "mas sem registo de desalojados." Na região, o mau tempo terá ainda provocado "a queda de várias infraestruturas de média e alta tensão." No mesmo dia, "um descarrilamento e a queda de um poste de iluminação obrigaram à suspensão da circulação de comboios em dois troços ferroviários." A circulação "entre a Covilhã e Tortosendo e entre Abrantes e Alferrarede" ficou interrompida. No que respeita ao descarrilamento, este terá ocorrido depois de um "comboio embater numa barreira," devido a um “aluimento de terras”.
O fim de semana, foi ainda de aguaceiros um pouco por todo o país. Entretanto, a água vai começando a baixar em algumas regiões deixando à vista a destruição causada. A situação foi também bastante complicada em Vila do Conde, onde várias casas de primeira habitação ficaram inundadas, principalmente as que se localizam "nas imediações da ribeira da Lage, que, com o aumento do caudal provocado pela chuva, galgou as margens, derrubou muros e invadiu quintais e habitações."
Em Aveiro, mais propriamente "no centro histórico de Santa Maria da Feira," a chuva intensa "inundou várias casas e lojas. Parte da bancada do estádio do União de Lamas desabou."
Fontes:
https://www.rtp.pt/noticias/pais/depressao-claudia-a-evolucao-do-mau-tempo-em-portugal_e1698380
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