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Gosto de escrever e aqui partilho um pouco de mim... mas não só. Gosto de factos históricos, políticos e de escrever sobre a sociedade em geral. O mundo tem de ser visto com olhar crítico e sem tabús!
Faz frio. Mas em regiões como a Ucrânia, a Rússia ou a Palestina, faz frio, muito frio.
E não há energia que permita aquecer as casas. Tem sido assim, intermitentemente, desde que a guerra começou. Zelensky decretou o estado de emergência energética e pela cidade vão-se erguendo tendas, nas quais as pessoas entram para se aquecerem, carregar os telemóveis e comer uma refeição quente. As escolas deverão ficar encerradas durante os próximos dias. O estado de espírito é de entreajuda, enquanto se tentam manter rotinas. Nos prédios, de muitos andares, não se pode usar o elevador e os mais velhos têm mais dificuldade em sair de casa, onde faz quase tanto frio como na rua.
O ano passado, foi o ano em que mais civis morreram na Ucrânia desde que a guerra começou. Os ataques russos têm destruíodo sucessivamente as estruturas energéticas do país - é a sua forma de matar e causar dano às populações mais vulneráveis sem as bombardear diretamente. Os últimos grandes ataques ocorreram a 9 de janeiro. No mesmo dia em que a Rússia atingiu Kiev com um míssel hipersónico, do qual resultaram 4 mortos, uma equipa de socorristas foi também atacada e um deles acabou por perder a vida. Só nos "primeiros dias deste ano, a agência da ONU já documentou nove ataques a serviços de saúde na Ucrânia, com duas mortes e 11 feridos."
Na noite de 12 de janeiro, "quase 300 drones de ataque, a maioria deles 'shaheds', juntamente com 18 mísseis balísticos e 7 mísseis de cruzeiro, foram lançados pelos russos contra a Ucrânia ontem à noite." Um dos locais atacados foi uma "central termoelétrica pertencente à empresa privada ucraniana DTEK," o qual sofreu "danos substanciais nos equipamentos."
A Ucrânia tem também usado drones para contra-atacar, atingindo infraestruturas russas importantes. Na semana passada, atacou também a região de Beldorod, atingindo infraestruturas energéticas russas e "deixando mais de 500 mil russos sem electricidade." Nestes ataques podem ter sido atingidos "uma empresa industrial, casas, gasodutos e veículos," na região de "Taganrog."
O direito que protege os cidadãos é o mesmo, pois colocam em risco aquelas que são as pessoas mais vulneráveis. E isso é verdade não só nas tendas de Kiev, como ainda são mais visíveis na Faixa de Gaza, onde o frio mata. Apesar do cessar-fogo, a região continua a ser bombardeada. Estes "bombardeamentos e incursões militares ocorrem num contexto de agravamento extremo da crise humanitária, marcada pelo frio intenso, falta de abrigo e colapso do sistema de saúde, que já vitimou bebés e crianças deslocadas." As temperaturas baixas chegam para matar: desde novembro, "pelo menos quatro bebés morreram de hipotermia," sendo o caso conhecido mais recente, o de "Mohammed Abu Harbid, de dois meses, que faleceu no Hospital Infantil Al-Rantisi devido a hipotermia severa," no passado domingo. No dia anterior, "um outro bebé palestiniano de apenas sete dias" tinha também perdido a vida pelo mesmo motivo: o "frio extremo" que se faz sentir naquela região. As tempestades e os ventos fortes destroem os abrigos e deixam os colchões, mantas e cobertores totalmente encharcados. Aqui, também os cortes de energia matam, principalmente os bebés dependentes de incubadores que na sua frágil vida, não encontram qualquer possibilidade de sobrevivência.
Fontes:
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