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Caderno Diário

Gosto de escrever e aqui partilho um pouco de mim... mas não só. Gosto de factos históricos, políticos e de escrever sobre a sociedade em geral. O mundo tem de ser visto com olhar crítico e sem tabús!

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A guerra dos balões

Não são extraterrestres mas são OVNI's que sobrevoam os céus dos EUA. Parece que são os seus "amigos" chineses a tentarem saber como se vive por lá e se dará jeito investir naquela zona.

Por outro lado, os americanos dizem "não" ter sobrevoado o território chinês e que essas acusações são infundadas. Os balões e drones afinal não são de ninguém. Uns não andam a espiar os outros e até nem queremos saber o que cada um vai tendo de arsenal para se entreatacarem.

Parece também que os ditos são apenas balões meteorológicos e, se assim for, fazem falta mas se calhar deviam pensar em pôr um comando ou um gps nos mesmos, para que apenas sobrevoassem espaço "amigo". É que assim evitavam-se estas guerras diplomáticas só para verem se está a chover do outro lado do mundo. 

Cá por mim, esperava que parassem de brincar porque balões apenas nas festas e mesmo esses... enfim... Fora de brincadeiras, este ato pode ter sido uma provocação ou um erro, mas todos sabemos que entre estas potências nada do que se faz é por graça ou sem intenção.

Os balões que ao que parece foram enviados por Pequim, poderiam ter-se tornado numa situação comprometedora entre as duas potências, devido à perigosa rivalidade que está "adormecida": pela primeira vez, os norte-americanos testemunharam um símbolo evidente do desafio que Pequim coloca à segurança nacional.

O aparelho representou uma ameaça de segurança relativamente modesta e de baixa tecnologia em comparação com a espionagem multicamadas, a rivalidade económica, cibernética, militar e geopolítica que aumenta todos os dias. Mas enquanto percorria os céus americanos antes de ser abatido, no sábado, ao largo das Carolinas [Carolina do Norte e Carolina do Sul], o balão criou um momento súbito em que a ideia de uma ameaça da China à pátria dos EUA não era nem distante, nem teórica, nem invisível, nem no futuro. E mostrou como na América polarizada de hoje, a primeira reação de Washington perante uma ameaça é apontar o dedo em vez de unificar.

Não foi a primeira vez que algo assim aconteceu, sendo que desta vez aquilo que foi simultaneamente um momento de alto risco geopolítico e grande comédia, a Casa Branca lutou para explicar porque não tinha rebentado imediatamente o balão, uma vez que as autoridades da Carolina do Sul avisaram as pessoas para não dispararem contra o intruso chinês com as suas espingardas.

As Forças Armadas dos Estados Unidos devem explicar porque é que o balão não foi abatido antes de atravessar o continente, e o incidente ameaça abrir tensões entre o Pentágono e uma Casa Branca sob fogo acerca do incidente, bem como o debate sobre o que fazer da próxima vez.

O balão foi entretanto abatido por um míssil disparado por um caça americano. Fica a questão de saber se o voo foi um ato deliberado para provocar os EUA ou se foi um erro. 

 

Fontes:

https://cnnportugal.iol.pt/baloes/balao/porque-a-crise-dos-baloes-chineses-pode-ser-um-momento-decisivo-na-nova-guerra-fria/20230207/63e18b540cf2665294d46888

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