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Gosto de escrever e aqui partilho um pouco de mim... mas não só. Gosto de factos históricos, políticos e de escrever sobre a sociedade em geral. O mundo tem de ser visto com olhar crítico e sem tabús!
Começaram os debates entre os os candidatos para a Presidência da República. Estes debates permitem-nos conhecer um pouco mais sobre as ideias de cada candidato, mesmo quando estes se calam ou mudam de assunto perante questões mais incómodas. As eleições, que se realizarão a 18 de janeiro, poderão ser realizadas em duas voltas, uma vez que, de acordo com a lei portuguesa, o candidato à presidência da República "deve receber a maioria absoluta dos votos para ser eleito. Se nenhum candidato alcançar a maioria na primeira volta, deve ser realizada uma segunda volta, entre os dois candidatos que receberam mais votos na primeira."
Nestas eleições, concorrem para já 8 candidatos (mas chegaram a ser mais).
Aquilo que tenho notado (e porque andamos a falar sobre a queda da monarquia e a implantação da República), é que a grande maioria dos jovens não sabe quais são as funções do Presidente da Raepública e confundem-no com o Primeiro Ministro. Estes jovens, que agora ainda não votam, não fazem ideia de quem foi Mário Soares, Jorge Sampaio ou Cavaco. E se posso estar a pedir muito, talvez não seja assim tão descabido que lhes seja explicado o que é um partido de extrema esquerda e de extrema direita, quais as implicações de estarmos na União Europeia e na NATO.
Em Portugal o presidente da República "atua como chefe de Estado com funções principalmente cerimoniais, embora tenha alguma influência política e possa dissolver o Parlamento durante uma crise." Para conhecermos um pouco mais sobre os candidatos, temos vários programas televisivos e de rádio. Desde logo, o programa "Grande Entrevista" brilhantemente conduzido por Vitor Gonçalves na RTP. Há também um ciclo de debates (28 ao todo) transmitidos de forma intercalada pelos três principais canais, que opõem num frente a frente moderado por um jornalista, todos os candidatos. O formato é interessante, enquanto dois candidatos debatem num canal, todos os outros vão discutindo o que está a ser dito. Podemos ir mudando de canal se quisermos escutar o que é dito pelos comentadores em vez de prestar atenção aos próprios candidatos, porque há muita palha a ser mastigada entre uma e outra questão. O que mais me choca, é a incapacidade de se ouvirem e de nos deixarem ouvir. A técnica usada por alguns é interromper o outro de tal forma que, no fim, não conseguimos espremer nada de jeito.
Em corrida, destaco agora:
Luís Marques Mendes (PSD), Catarina Martins (BE), António José Seguro (PS), António Filipe (PCP), João Cotrim Figueiredo, Henrique Gouveia e Melo (Ind), André Ventura (Chega), Jorge Pinto (Livre), José Cardoso (PLS), Joana Amaral Dias (ADN), Vitorino Silva (Ind), André Pestana (Ind) e Aristides Teixeira (Ind). Alguns são mais conhecidos do que outros, pelo menos no que respeita ao panorama e à experiência política.
Fontes:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Elei%C3%A7%C3%B5es_presidenciais_portuguesas_de_2026
https://www.rtp.pt/noticias/politica/candidatos-a-presidencia-da-republica_i1696454
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