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Caderno Diário

Escrever é algo que me apraz. Ante a minha vontade de criar, muitas vezes me falta tempo. Aqui passo da vontade à prática. Este é um caderno onde escrevo sobre a minha vida pessoal e temas da atualidade que me fazem refletir.

Caderno Diário

Escrever é algo que me apraz. Ante a minha vontade de criar, muitas vezes me falta tempo. Aqui passo da vontade à prática. Este é um caderno onde escrevo sobre a minha vida pessoal e temas da atualidade que me fazem refletir.

"Inferno em Lisboa"

Prestes a entrar em confinamento e sabendo que seriam os últimos dias em que iria estar a trabalhar no direto, passei numa livraria e este livro de Flávio Capuleto, chamou-me a atenção. Em poucos dias, completei a sua leitura. E sim, um livro é um bom refúgio para as nossas ansiedades.

 Um policial que nos conduz na busca por uma jornalista bastante famosa, de nome Sílvia Frattini,  casada com um ex-político toxicodependente, ciumento e vingativo. Luís Bernardo, um seu amigo, terá sido uma das últimas pessoas a vê-la. Terá sido rapto ou assassínio? A Polícia abre um inquérito e o caso é entregue ao inspector Mortágua que, ao tentar descobrir onde está a jornalista, se vê enredado numa teia de crimes por esclarecer.

Aparece um corpo decapitado a flutuar nas águas do Tejo que primeiro se pensa ser dela, surgem também esqueletos de recém-nascidos escondidos num sótão e, como se isto não bastasse, um vírus letal criado em laboratório dificultam a investigação e adensam o mistério.

O narrador da história é o seu amigo Luís Bernardo, um escritor, apaixonado por Sílvia e que está na cidade de Lisboa, alojado num hotel para descansar. Luís luta contra um cancro e com a sentença de que terá pouco tempo de vida.

Como prometido, o livro prende-nos mesmo (quase) até à última página. Na minha opinião, um ótimo thriller que vai depois terminar de forma abrupta. Mistura muitas coisas, mas não é confuso porque Flávio tem uma escrita muito clara e envolvente. Podemos apenas imaginar, sem se saber, a verdadeira história nem o que sucedeu a Sílvia durante aqueles dias.

O final da história é um pouco inesperado, isso vos digo.

"A filha do Papa"

A vontade de ler e a minha procura por novos autores, levou-me a escolher este livro de Luís Miguel Rocha. Comecei a ler este livro duas semanas antes do Natal e terminei só hoje. Foi um regresso a uma paixão imensa que tinha deixado de lado. Há muito tempo que me estava a custar ler, ou melhor, ler como lia antes, devorando livro após livro. A Fibro tem destas coisas, deixa-nos a cabeça confusa, o olhar nublado e quando estou mais cansada salto linhas e esuqço-me de todo o texto e tenho de estar constantemente a voltar atrás.

Este romance, bem volumoso por sinal, foi uma tentativa de vencer essa perda de vontade e de exercitar a minha mente, pois bem preciso dela.

A história de Luís Miguel Rocha tem por base o poder da igreja católica, em concreto o poder do Vaticano. A história começa com o nascimento de um bebé. A mãe, que é freira, tem de se esconder.

Nicklas é um jovem padre e é raptado. Aí começa uma grande conspiração que tem como objetivo acabar com um dos segredos mais bem guardados do Vaticano - a filha do Papa Pio XII.

Para quem gosta de uma boa história, baseada em muitos fatos reais, este é um excelente livro. A vida dentro da igreja e os seus segredos mais bem guardados são aqui expostos. Aqueles fatos que sabemos que existem mas que ninguém tem coragem de falar, estão aqui.

Uma das personagens é Sarah, uma mulher que luta contra uma doença oncológica, e que trabalha para a igreja, estando por isso sob a sua proteção. A pessoa escolhida para a proteger e ajudar é Rafael. Sarah é apaixonada por ele, mas não há esperança para uma relação uma vez que ele é padre. Mas a história vai muito além disso e Rafael é também um poço de segredos. Aliás, todas as personagens desta história escondem algo...

Adorei o livro e a forma como Luís Miguel Rocha escreve. Mais um grande e atual escritor português.

"Escondida"

Num dos últimos dias deste verão, numa das minhas passagens pela loja da Note, dei com a coleção "Casa da Noite". Comecei um pouco "tarde", uma vez que este é já o 10º desta saga.

Não costumo ler muito sobre o fantástico, o vampiresco, mas este livro até me agradou. Tem uma história bem contada, com um enredo fácil de seguir (o que por vezes é difícil neste tipo de livros). Gostei das personagens, em especial de Zoey, que apenas quer ser uma jovem normal.

Um pouco confusa e discordante é a relação entre vampiros e não vampiros, num mundo imaginário onde todos coexistem e se relacionam, embora sob algumas regras e restrições, em parte sob supervisão da escola que dá o nome à saga.

Escrito por P.C. Cast (mãe) e Kristin Cast (filha).

Phyllis Christine Cast, nascida em 1960, no Oregon, é uma escritora americana de romance de Fantasia, conhecida pela série de livros "Casa da noite" que escreve com sua filha Kristin Cast.

"Os meninos da Jamba"

Aqui fica mais um livro que li no ano de 2017.  As memórias deste livro ainda mexem comigo hoje e não sei se teria coragem de repetir a leitura. Quem leu?


"Os meninos da Jamba"

Foi de lágrimas nos olhos que muitas vezes tive de largar este livro, para que a alma descansasse e absorvesse todas a complicação, a dor e a emoção desta história. Um livro que é uma reportagem ou uma reportagem (que numa compilação de várias histórias) que deu um excelente livro. Esta mulher fez das tripas coração (em bom português) para mostrar a história destas crianças que (sobre)vivem na Jamba Mineira, mas que têm sonhos simples como os de outros meninos e meninas de todo o mundo.

Como jornalista que é, Conceição descreveu aqui as suas viagens por zonas inóspitas de África, mas também as dificuldades que sentiu no aeroporto, nas barreiras que se levantavam sempre que tentava enviar para lá os bens que ia conseguindo adquirir.

É doloroso perceber que ali estão crianças verdadeiras, não uma obra de ficção. Acabando a histórias, as crianças continuarão lá, a guerra continuará a fazer vítimas, a fome e as doenças trarão mais morte, mas haverá sempre uma Conceição que levará nem que seja um sorriso àqueles meninos.

 

Conceição Queiroz

Conceição Queiroz nasceu na ilha de Moçambique, tendo mais cinco irmãos. Foi com uma professora de português no 11º ano que a influenciou a ser jornalista, apesar de inicialmente ela desejar seguir carreira como advogada. Desde 1994 que iniciou a sua carreira pela imprensa, passando depois pela rádio e, em 1999, entrou para a TVI, onde fez parte da equipa de Grande Reportagem. Teve ainda uma curta passagem pela Televisão Caboverdiana, onde foi directora de informação. Em 2007 publicou o seu primeiro livro, “Serviço de Urgência”,  lançando depois o seu segundo livro, “Os Meninos da Jamba”, ambos baseados em trabalhos de reportagem. 
Aconselho a leitura desta entrevista, para conhecer um pouco melhor esta mulher de garra.

http://www.atelevisao.com/rubricas/a-entrevista/concei-queiroz/

"As lágrimas da Lua"

Ainda sobre Nora Roberts:

"As lágrimas da Lua" - Trilogia Irlandesa

O segundo livro desta trilogia (sim falta-me ler ainda o primeiro, mas o entrançar das histórias está tão bem conseguido que não senti qualquer dificuldade em perceber este romance, tal como o anterior) fala-nos do amor entre dois amigos de infância e da magia que os vai envolvendo.

"Mas sentia-se um pouco preocupado. Não tanto por se encontrar com um príncipe do mundo das fadas. Estava no seu sangue aceitar a existência da magia, e no seu coração apreciá-la."

Da mesma forma, eu me envolvi a cada página que devorei rapidamente aguardando pelo desfecho desta história de amor, percebendo também a construção de cada personagem e da sua história pessoal e a forma como as várias gerações se vão influenciando. Achei genial a maneira como Nora Roberts faz este jogo de desconstrução de cada personagem de forma a nos levar a entrar nesta mistura de mundos (o mundo dos mortais e o mundo das fadas).

"O Coração do Mar"

Li este livro estavamos no ano de 2015, encantada com a escrita fascinante de Nora Roberts.

"Coração do Mar" - Trilogia Irlandesa

Nora Roberts conduz-nos a uma pequena vila, feita de pessoas normais e vidas (aparentemente) iguais a tantas outras. O trabalho, o bar onde os amigos se juntam, o mar, são os elos de ligação iniciais desta história, onde se começam então a enredar laços familiares que nos embrenham desde logo na história de cada personagem. É afinal aqui, nestes laços, que a essência do romance começa. E é com a simplicidade das suas descrições e a perfeita clareza das suas palavras, que começamos a entrar nesta história de amor, com raízes na própria magia e em que o mundo das fadas de mistura com o mundo dos mortais.


Adorei a foma como Nora Roberts descreve cada pormenor da paisagem Irlandesa, onde a história de desenrola, sem nos deixar de modo algum maçados, mas antes com uma vontade enorme de ir até lá, de nos sentarmos na café de Ardmore onde Darcy trabalha, de sentir o aroma da maresia e o vento a bater-nos na cara. A excelência desta autora, leva-nos mesmo a sentir as emoções deste romance, a magia e o arrepio na espinha.

Darcy Gallagher, acredita na força da fé e das lendas que se contam de geração em geração na sua família, numa pequena cidade construída em tradições lendárias, mas que isso lhe aconteça a si, isso já é outra história.

"Magia, pensou ele. Preocupara-se com a magia, e Darcy tinha-a na mão. Oferecera-lhe coisas, e ela apenas o queria a ele. O suficiente para atirar para o coração do mar a fortuna que ele se permitira acreditar ser o maior desejo de Darcy." 

Desta Trilogia, ainda "As jóias do Sol" e "As lágrimas da Lua", que nos levam pelo mundo das fadas à história que é de facto, a base desta trama: o amor entre o Principe Carrick e Lady Gwen.

 

Nora Roberts 

Eleanor Marie Robertson nasceu a 10 de Outubro de 1950, em Silver Spring, Maryland, com descendência irlandesa da parte dos seus pais.
Com cerca de 200 romances editados, a sua habilidade com as palavras permite-nos quase que ler a alma de cada personagem.
Conheci a sua obra apenas este ano (2015), quando li "Coração do Mar".

Depois já não se consegue parar de seguir esta escritora, nem a sua maravilhosa e diversa obra, com temas tão diferentes como o suspense e o crime, passando pelo mundo das fadas e da mitologia irlandesa.



"As regras da Sedução"

"As regras da sedução"

Encontrei-me com este romance em 2015. Um livro sobre relações amorosas e relações familiares, sobre amor e sobre amizade.

"As regras dele vão iniciá-la no mundo do prazer e da sensualidade. As regras dela vão subjugá-lo."

A premonição que Alexia sentiu naquela manhã estava certa. Lord Hayden Rothweel trazia más notícias para a família Longworth e, consequentemente para Alexia que ali vivia como "a prima pobre" após a morte do seu pai.
Rapidamente, a sua vida muda.
A paixão e impulsividade vão arrebatá-la, mas o seu coração está perdido no mar com Benjamin, o seu primeiro grande amor que não consegue esquecer.
Os segredos sucedem-se neste romance apaixonante de Madeline Hunter, em que os detalhes da narrativa nos fazem sentir a pele arrepiar e o coração tremer.

Das Edições Asa, um romance irresistível, em que encontrei personagens descritas de forma cuidada, mas não densamente. Cada cena é descrita a um ritmo próprio, de uma forma fascinante e que me deixou agarrada às páginas, lutando contra a vontade de saltar para a frente e ir ler o desfecho.

"As regras da sedução" é o primeiro livro da coleção "Os Rothwells" - composta ainda pelos títulos "Lições do desejo" e "Jogos de Prazer" - e é ao mesmo tempo um romance erótico e um romance histórico, em que as descrições temporais nos enquadram na época em que a história se desenrola.

"Pensamentos de Paulo Coelho"

Este blog é um pouco sobre mim e sobre os meus gostos e um deles é a leitura. 

Uma das coisas que fiz em ioutros blogs foi tentar registar a minha opinião sobre os livros que ia lendo e por isso fiquei com muito material por publicar. Como acho que todos os livros são importantes testemunhos deixados pelos seus autores, achei que faria sentido falar sobre alguns livros que a mim me trouxeram emoções fortes, fossem alegrias, raiva ou tristeza, nas páginas de um livro descarrego também eu as minhas emoções.

Hoje deixo-vos aqui uma dos livros que foi importante durante o meu ano de 2012. Este e outro foram nesse ano a minha companhia em muitas horas de vigilância.

 

Pensamentos de Paulo Coelho
 
Uma coletânea de pensamentos do autor, condensados por Maria Nalú e editado em 2006, que engloba frases de livros como "Brida", "O Diário de Um Mago", "O Monte Cinco", "Na Margem do Rio Piedra Eu Sentei e Chorei", "As Valquírias" ou "O alquimista". Aqui fica um desses pensamentos:
 
Amor:
 
"Ninguém pode possuir um nascer do Sol. Ninguém pode possuir uma tarde com a chuva batendo na vidraça, ou a serenidade que uma criança dormindo espalha ao seu redor, ou o momento mágico das ondas quebrando nas rochas. Ninguém pode possuir o que existe de mais belo na Terra - mas podemos conhecer e amar."(Paulo Coelho)

"Só ao Bispo me confesso"

Este foi um o primeiro romance que li de Margarida Pedrosa. Nele, a autora retrata os amores, paixões e a miséria da corte portuguesa (e espanhola) dos reinados de D. João II e de D. Manuel vivenciados por Inês de Toledo.


Terminei agora esta leitura que tem andado adormecida por entre outras. Mastigada até. Já tinha lido este romance em Abril de 2008, mas já não me recordava de muitas partes.

Uma história passada entre Espanha e Portugal de outros tempos, numa época em que se caçavam bruxas e em que a medicina dava os seus primeiros passos, uma mulher lutou no meio de um mundo de homens, para salvar a sua própria vida, deixando para trás até o seu próprio orgulho. 

"Évora, nunca vi uma terra de gente tão cruel. Só conseguem guardar o que de mau acontece, o que de bom se faz rapidamente é esquecido e tudo é usado para nos incriminar. Para matar todos se juntam, para louvar não há quem se lembre..."

Uma história de amor, reprimida ao longo dos anos e que no momento imediatamente antes da sua execução em praça pública, lhe surge diante, como uma réstia ínfima de esperança.

"Eu sabia que os caminhos do mundo eram longos e as estradas da vida curtas, mas para quem ama vale a pena esperar. Nem que por escassos momentos eu o pudesse voltar a ver teria valido a pena… Por isso, nunca desisti e em muitos olhares procurei o de Miguel. Ele um dia haveria de aparecer…"

Um livro que aconselho aos amantes de boa literatura e de grandes romances. 

"Uma criança em perigo"

Torey Hayden nasceu em 1951 em Livingston, Montana, nos Estados Unidos. Apesar de ter uma formação académica diversificada, dedicou grande parte da sua vida ao ensino especial e à escrita. Os seus livros, inspirados nas crianças e adultos que conheceu no decurso da sua actividade profissional, são bestsellers traduzidos para cerca de 30 línguas.
Depois de ler o primeiro título desta coleção, não consegui ficar por ali e peguei logo neste outro livro.

Torey Hayden ficou conhecida quando contou a sua história em A Criança Que Não Queria Falar, ao revelar ao mundo o seu trabalho de pedagoga com crianças problemáticas, muitas delas vítimas de abusos físicos e psicológicos. A sua capacidade para exorcizar fantasmas do passado e transformar pesadelos em sonhos é posta à prova perante novos casos de crianças que são deixadas ao seu cuidado. A realidade é que esta professora americana consegue operar milagres, desbloqueando experiências traumáticas, profundamente enraizadas e substituí-las por sentimentos de esperança, amor e confiança.

Neste livro, encontramos uma menina de oito anos que não reage a qualquer estímulo: nunca fala, ri ou chora. Passa o dia aprisionada no seu mundo de sombras, enredada na sua própria teia de problemas. E apesar de toda a preparação anterior da professora nada a fazia antever a terrível revelação que finalmente lhe chegaria. Um livro duro, sério, perturbador.

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