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A caminho das presidenciais 2026

por Elsa Filipe, em 30.11.25

Começaram os debates entre os os candidatos para a Presidência da República. Estes debates permitem-nos conhecer um pouco mais sobre as ideias de cada candidato, mesmo quando estes se calam ou mudam de assunto perante questões mais incómodas. As eleições, que se realizarão a 18 de janeiro, poderão ser realizadas em duas voltas, uma vez que, de acordo com a lei portuguesa, o candidato à presidência da República "deve receber a maioria absoluta dos votos para ser eleito. Se nenhum candidato alcançar a maioria na primeira volta, deve ser realizada uma segunda volta, entre os dois candidatos que receberam mais votos na primeira."

Nestas eleições, concorrem para já 8 candidatos (mas chegaram a ser mais).

Aquilo que tenho notado (e porque andamos a falar sobre a queda da monarquia e a implantação da República), é que a grande maioria dos jovens não sabe quais são as funções do Presidente da Raepública e confundem-no com o Primeiro Ministro. Estes jovens, que agora ainda não votam, não fazem ideia de quem foi Mário Soares, Jorge Sampaio ou Cavaco. E se posso estar a pedir muito, talvez não seja assim tão descabido que lhes seja explicado o que é um partido de extrema esquerda e de extrema direita, quais as implicações de estarmos na União Europeia e na NATO.

Em Portugal o presidente da República "atua como chefe de Estado com funções principalmente cerimoniais, embora tenha alguma influência política e possa dissolver o Parlamento durante uma crise." Para conhecermos um pouco mais sobre os candidatos, temos vários programas televisivos e de rádio. Desde logo, o programa "Grande Entrevista" brilhantemente conduzido por Vitor Gonçalves na RTP. Há também um ciclo de debates (28 ao todo) transmitidos de forma intercalada pelos três principais canais, que opõem num frente a frente moderado por um jornalista, todos os candidatos. O formato é interessante, enquanto dois candidatos debatem num canal, todos os outros vão discutindo o que está a ser dito. Podemos ir mudando de canal se quisermos escutar o que é dito pelos comentadores em vez de prestar atenção aos próprios candidatos, porque há muita palha a ser mastigada entre uma e outra questão. O que mais me choca, é a incapacidade de se ouvirem e de nos deixarem ouvir. A técnica usada por alguns é interromper o outro de tal forma que, no fim, não conseguimos espremer nada de jeito. 

Em corrida, destaco agora:

Luís Marques Mendes (PSD), Catarina Martins (BE), António José Seguro (PS), António Filipe (PCP), João Cotrim Figueiredo, Henrique Gouveia e Melo (Ind), André Ventura (Chega), Jorge Pinto (Livre), José Cardoso (PLS), Joana Amaral Dias (ADN), Vitorino Silva (Ind), André Pestana (Ind) e Aristides Teixeira (Ind). Alguns são mais conhecidos do que outros, pelo menos no que respeita ao panorama e à experiência política.

Fontes:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Elei%C3%A7%C3%B5es_presidenciais_portuguesas_de_2026

https://www.rtp.pt/noticias/politica/candidatos-a-presidencia-da-republica_i1696454

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publicado às 10:14

A tensão entre a Venezuela e os EUA tem vindo a crescer. A situação agravou-se com o anúncio feito pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que dava ordem de "encerramento" do espaço aéreo venezuelano. O narcotráfico, é um problema real para os EUA, mas numa outra interpretação dos factos, podemos dizer que esta forte presença militar, pode também servir como pressão contra o regime de Nicolás Maduro. A Venezuela viu a mobilização dos seus cidadãos, criando milícias e "comandos de defesa". Nicolás Maduro, interpreta o posicionamento do arsenal americano e as ameaças de Trump, "como uma tentativa de o afastar do poder."

Donald Trump já tinha colocado na região das Caraíbas um grande dispositivo militar, "incluindo o maior porta-aviões do mundo," - o Gerald R. Ford, "com quatro mil soldados e 75 caças a bordo" - com a intenção de, ao que o mesmo afirma, acabar com o tráfico de droga e de pessoas na Venezuela. Desde setembro, os Estados Unidos destruíram já cerca de "20 lanchas supostamente envolvidas no tráfico de droga no mar das Caraíbas e no Pacífico, matando mais de 80 pessoas com recurso a ataques aéreos."

Trump recomendou às companhias aéreas comerciais que tivessem "extrema cautela” ao sobrevoar aquela região, o que muitas acabaram por fazer, receando que os voos pudessem de alguma forma ser atingidos em potenciais ataques de parte a parte. A TAP, que serve os milhares de emigrantes que se encontram na Venezuela, seguiu o exemplo de outras companhias aéreas e "suspendeu também os voos para Caracas," alegando falta de condições de segurança.

No seguimento deste aconselhamento de Trump, Maduro ameaçou que, ou as companhias retomavam os voos em 48 horas, ou não retomariam mais e, cumprindo a ameaça, revogou "as autorizações de operação de várias companhias aéreas, nomeadamente a TAP, Avianca, Latam, Turkish Airlines, Colombia e Gol," acusando-as de se "unirem aos atos de terrorismo" promovidos pelos Estados Unidos. Sem forma de sair do país, estão muitos emigrantes, muitos deles portugueses. Muitos desses portugueses, são madeirenses,

Trump deu agora a "ordem" de encerramento do espaço aéreo venezuelano  - que, ao que se vai vendo nos noticiários, está a ser cumprida. O anúncio foi publicado nas redes sociais, onde se pode ler, algo como: “A todas as companhias aéreas, pilotos, traficantes de droga e traficantes de seres humanos, por favor considerem o espaço aéreo acima e em torno da Venezuela como encerrado na sua totalidade”. Ordens dadas a um outro estado? Envolvida está também a República Dominicana cujo governo, depois de uma reunião com o "secretário de Defesa dos Estados Unidos" Pete Hegseth, cedeu autorização para que os Estados Unidos possam "utilizar de forma provisória dois aeroportos no âmbito da luta contra o tráfico de droga na região."


Fontes:
https://www.publico.pt/2025/11/29/mundo/noticia/trump-anuncia-encerramento-espaco-aereo-venezuela-2156520

https://expresso.pt/internacional/eua/2025-11-29-trump-afirma-que-espaco-aereo-da-venezuela-esta-totalmente-fechado-3b1edeb9

https://expresso.pt/internacional/eua/2025-11-28-trump-anuncia-intervencao-terrestre-na-venezuela-e-maduro-poe-forca-aerea-em-alerta-maximo-a7310998

https://expresso.pt/internacional/america-latina/2025-11-27-maduro-proibe-tap-e-outras-companhias-aereas-de-voar-para-a-venezuela-5d72b973

https://sicnoticias.pt/mundo/eua/2025-11-28-aumenta-a-tensao-entre-eua-e-venezuela-trump-anuncia-intervencao-militar-terrestre-d0fa46d2

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publicado às 23:15

Incêndio mata na China

por Elsa Filipe, em 27.11.25

Está ativo desde ontem (quarta-feira) um incêndio num "complexo residencial" - o "Wang Fuk Court" - e que já consumiu "vários prédios." Este complexo, no "bairro de Tai Po" é formado por cerca de "duas mil casas divididas por oito blocos e habitadas por cerca de quatro mil pessoas." O incêndio provocou 44 mortos (embora este número possa vir a aumentar, uma vez que existem muitas pessoas feridas e outras das quais ainda não se sabe o paradeiro). Dos oito edificios que se encontram a arder, ainda só em três o incêndio se encontra "sob controlo." As imagens são desoladoras.

Segundo as notícias que citam a polícia de Hong Kong, para além das vítimas mortais, outras 45 pessoas foram hospitalizadas encontrando-se em "estado crítico e 279 continuam desaparecidas," mas a extensão do incêndio deixa antever que poderemos estar a falar de muitas mais. Existe suspeita de crime, tendo sido já detidos três suspeitos, os quais serão responsáveis pelas obras de que uma parte dos edifícios estava a ser alvo. Saabe-se que houve queixas dos moradores contra a empresa de construção e já tinham sido colocadas dúvidas sobre questões ligadas à segurança.

Os bombeiros terão encontrado "o nome da construtora em placas de poliestireno inflamável" e que estavam a "bloquear algumas janelas do complexo de apartamentos. As autoridades suspeitam que outros materiais de construção encontrados nos apartamentos — incluindo redes de proteção, lonas e coberturas plásticas — não cumpriam os padrões de segurança." Os edifícios que se encontravam em renovação, tinham andaimes de bambú montados nas fachadas, material que é altamente inflamável e que já está proibido na construção em muitas regiões.

Fontes:

https://observador.pt/2025/11/26/incendio-consome-predios-em-complexo-residencial-de-hong-kong-ha-dois-feridos-graves-e-varias-pessoas-estao-presas-no-interior/

 

 

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publicado às 07:16

Porque se discute o 25 de novembro?

por Elsa Filipe, em 25.11.25

Assinala-se hoje o 25 de novembro de 1975. Passaram-se 50 anos, mas se formos perguntar, quase ninguém sabe o que se passou nesta data. Le,mbram-se de quem constituía o "Grupo dos Nove"? E sabiam que estivemos prestes a começar uma guerra civil? Quando falamos dos anos 80 e 90, não nos podemos esquecer que estes governos foram nascendo em cima de um clima de grande instabilidade, de uma democracia recente e de uma República que tinha durado apenas 16 anos e que tinha falhado para dar lugar a um regime militar. 

No passado domingo, saiu à rua a "Marcha dos Audazes", que além de um desfile de onze quilómetros, contou ainda com um almoço convívio, entre militares e ex-militares. Para hoje, 25 de novembro, "está prevista uma sessão solene evocativa na Assembleia da República e uma parada militar no Terreiro do Paço." Em vez de cravos, vão entregar rosas brancas na Assembleia da República. Mas a discussão continua. Com uns a favor e outros contra, este ano a celebração será realizada, com a possibilidade para todos os partidos poderem intervir. "Os comunistas fizeram saber que não vão marcar presença," sublinhando que "não compactua com a operação em curso em torno dos 50 anos do 25 de Novembro para menorizar o 25 de Abril, as suas conquistas e valores, nem para tornar o 25 de Novembro naquilo que não foi, mas que alguns gostavam que tivesse sido". É a opinião deles e lá saberão... talvez não digam é que o que desejavam, na altura, era colocar num poder um outro regime, um outro tipo de ditadura e que esse plano lhes falhou redondamente. Ninguém quer desvalorizar o 25 de abril, mas como seria se o 25 de novembro não tivesse acontecido? Em que tipo de Estado estaríamos hoje?

A sessão solene prevista para as 11 horas, terá "um discurso do presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco," e irá terminar "pela alocução do presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa."

A 25 de abril de 1974, o país saía finalmente da ditadura e nas ruas celebrava-se a Liberdade! No entanto, um país não muda da noite para o dia e havia que se reorganizar um país que vivia na pobreza, em que os direitos estavam subjugados e que precisav de um novo rumo. A vida não voltaria a ser como antes. Exigiam-se eleições livres, uma nova Constituição, uma Assembleia. E ao contrário da simplicidade com que se trata destes assuntos nos manuais escolares, este não foi um período fácil!

Os apoiantes do MFA (Movimento das Forças Armadas) e o governo, liderado por Vasco Gonçalves, tinham opositores. Apesar do que se conseguiu neste período, não se pode dizer que tenha sido tranquilo, muito pelo contrário.

"Nos meses seguintes o país assistiria a uma série de episódios de violência de grupos mais ou menos organizados da extrema-esquerda e da extrema-direita, e a ameaça de uma guerra civil era real." Houve prisões, perseguições e acusações infundadas, ataques e ameaças de morte. Houve muito, de que agora não se fala, mas uma coisa é certa: o país não podia sair de um regime para cair noutro, igual ou pior e, por isso, o 25 de novembro tem a sua relevância e vem contribuir para colocar um pouco final num período de grande instabilidade. O PREC vê oseu fim no "golpe militar de 25 de novembro de 1975 e, posteriormente, com a Constituição de 1976, dois momentos que põem fim à ilusão de liberdade caraterística desta altura e permitem pôr, finalmente, em prática, os princípios apregoados pela Revolução dos Cravos."

O país vivia em tensão e é a 25 de novembro que "toda esta tensão chega ao limite, com sectores da esquerda radical a tentarem um golpe de estado, que acabou por ser frustrado pelos militares que se encontravam com o “Grupo dos nove”, apoiados por um plano militar liderado por Ramalho Eanes." Este episódio estará hoje, de forma um pouco mais detalhada, no meu blog: https://pesnahistoria.blogs.sapo.pt/25-de-novembro-celebrar-ou-nao-6612?tc=214097511944.

Fontes:

https://ensina.rtp.pt/artigo/25-de-novembro-uma-tentativa-de-golpe-falhada/

https://sicnoticias.pt/pais/2025-11-23-video-marcha-dos-audazes-assinala-50-anos-do-25-de-novembro-e-critica-guerra-politica-sobre-a-data-8102c80b

https://www.rtp.pt/noticias/politica/parlamento-assinala-50-anos-do-25-de-novembro-em-sessao-igual-ao-25-de-abril_e1700251

https://pesnahistoria.blogs.sapo.pt/25-de-novembro-celebrar-ou-nao-6612?tc=214097511944

https://www.jpn.up.pt/2015/04/26/40-anos-do-prec-ilusao-liberdade-ninguem-fala/

 

 

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publicado às 07:05

Sismo no Bangladesh

por Elsa Filipe, em 22.11.25

Ontem, um sismo de magnitude 5.5 (em alguns serviços, apontado em 5.7) atingiu o Bangladesh e foi ainda sentido em algumas regiões da Índia. O forte abalo ocorreu "perto da cidade de Narsingdi, a cerca de 30 quilómetros a nordeste da capital do país, Daca," a uma profundidade de 10 quilómetros. Esta proximidade com áreas densamente povoadas e o facto de ter ocorrido a poucos quilómetros da superfície, pode levar à ocorrência de um elevado número de vítimas.

Num primeiro balanço, só havia o registo de 5 vítimas mortais, havendo ainda a lamentar 60 feridos, informação que acabou por ser alterada posteriormente para "nove mortos e mais de 300 feridos, segundo um novo balanço do governo." Entre as vítimas mortais contam-se duas crianças. Esta contagem pode ainda manter-se em aberto. O abalo assustou a população, que saiu para a rua em pânico. Os edifícios desta região são de fraca construção e com baixa resistência sísmica. Terá sido ainda afetada uma central elétrica, a qual sofreu um incêndio.

O sismo foi também "sentido na cidade indiana de Calcutá, situada cerca de 300 km a oeste de Daca," embora não haja até agora registo de danos acentuados.

O Bangladesh é frequentemente afetado por eventos desta natureza, uma vez que se encontra "localizado na junção das placas tectónicas da Índia, da Eurásia e da Birmânia", o que faz com que esta seja uma das "13 zonas" mais "propensas" a terramotos que se conhecem. 

 

Fontes:

https://sapo.pt/artigo/sismo-de-magnitude-5-5-atinge-bangladesh-692016cdc92c3d8f57dd7b34

https://observador.pt/2025/11/21/cinco-mortos-e-mais-de-60-feridos-em-terramoto-de-magnitude-55-no-centro-de-bangladesh/

https://kalangoatomico.com.br/local/terremoto-em-calcuta-por-que-o-leste-da-india-sentiu-um-terremoto-pequeno-mas-poderoso-o-que-o-causou-e-quais-areas-estao-em-zona-de-alto-risco/121461/

 

https://www.swissinfo.ch/por/pelo-menos-nove-mortos-e-300-feridos-ap%C3%B3s-terremoto-de-magnitude-5%2C5-em-bangladesh/90427976

 

 

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publicado às 07:52

A ida de um português à Casa Branca

por Elsa Filipe, em 21.11.25

Podia ser só isso. Um português, reconhecido pelo seu trabalho, foi convidado a ir à Casa Branca. E um convite do Presidente dos EUA não se recusa.

Mas não foi só isso.

O português em causa, é reconhecido por muitos como um símbolo do país, quase como um "embaixador" embora não o sendo formalmente. O português em causa veste a camisola de Portugal e, onde quer que vá, está a ser olhado e todas as suas ações, atitudes e palavras estão a ser avaliadas. Esse português foi à Casa Branca por ser um homem de sucesso, por ter dinheiro, porque é apreciado por muitos em todo o mundo. Mas não levou (formalmente) Portugal com ele. Levou a Arábia Saudita. Ou melhor, foi levado... como um troféu do princípe Saudita. O regime que lhe paga milhões para representar um dos maiores clubes, o Al-Nassr Football Club. E foi no mesmo dia, viajou no mesmo avião e sentou-se à mesma mesa que "Mohammed bin Salman, primeiro-ministro saudita, príncipe herdeiro e líder do Fundo de Investimento Público, que gere o Al Nassr".

E o que é que está mal aqui?

O regime. Não o facto de se tratar de uma monarquia absoluta, mas de esta monarquia ainda matar quem não concorda com as suas ideias, em pleno século XXI. 

O estado que terá sido responsável pelo brutal assassinato e desmembramento de Jamal Khashoggi, dentro do consulado da Arábia Saudita em Istambul, que ocorreu em 2018. "Um caso que até foi relembrado por um jornalista durante o encontro entre Donald Trump e Mohammed bin Salman, mas que o presidente norte-americano fez questão de desvalorizar, mesmo que um relatório da CIA confirme o envolvimento do príncipe no assassínio."

O estado que, desde que "Mohammed bin Salman assumiu o poder," condenou "muitas pessoas" consideradas ativistas "a longas penas de prisão simplesmente porque exerceram pacificamente os seus direitos à liberdade de expressão, associação e reunião," silenciando "todos os que tentam expor e combater as violações de direitos humanos."

O mesmo país que está no "topo dos países que mais praticam a pena de morte, com dezenas de pessoas a serem executadas a cada ano, muitas delas em terríveis decapitações públicas" e onde os tribunais "continuam a decretar a flagelação como punição para muitas ofensas, muitas vezes no seguimento de julgamentos injustos." Entre estes castigos estão as chicotadas, as "amputações e as chamadas amputações cruzadas (amputação da extremidade de um membro superior de um dos lados do corpo e da extremidade de um membro inferior do lado oposto)."

Que Trump diga coisas com as quais não concordamos - acho que vamos estando habituados. Que mande calar jornalistas e que os intimide, também não é novidade. Novidade é termos uma figura que é, quer queiramos quer não, um símbolo do país, a partilhar da mesma mesa e da companhia de um tirano. A este jogador, a este português, livre (aqui no seu país e livre no país que o recebeu à mesa) poder-se-ia exigir uma voz de protesto? Uma voz de denúncia? Mas isso seria abdicar da riqueza... penso que não seja só isso, talvez algum medo intrínseco... pois estes regimes têm garras que ultrapassam a segurança das fronteiras e são muito mais poderosos do que imaginamos. 

E se cada um faz aquilo que quer, a pergunta é, e quando o Ronaldo não quiser ou quando quiser mostrar publicamente a sua discordância? Poderá fazê-lo?

Fontes:

https://www.amnistia.pt/arabia-saudita-10-coisas-que-precisa-saber-sobre-um-reino-de-crueldade/#gref

https://sicnoticias.pt/especiais/cristiano-ronaldo/2025-11-19-video-obrigado-senhor-presidente-ronaldo-agradece-a-donald-trump-pela-rececao-na-casa-branca-baf02d25

https://cnnportugal.iol.pt/cristiano-ronaldo-casa-branca/donald-trump-e-cristiano-ronaldo/cristiano-ronaldo-foi-a-casa-branca-numa-tentativa-saudita-de-distrair-a-opiniao-publica-do-registo-atroz-de-direitos-humanos-cometeu-um-erro-de-imagem-que-vai-transportar-ate-aos-100-anos/20251119/691e1eb3d34e2bd5c6d42fa7

 

 

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publicado às 07:26

Incêndio destrói aldeia no Japão

por Elsa Filipe, em 19.11.25

Um incêndio de grandes dimensões deflagrou esta terça-feira numa "zona residencial do sudoeste do Japão." As chamas atingiram mais de 170 edifícios e fizeram, pelo menos, um morto.

As chamas que tiveram início numa casa "perto de um porto de pesca na cidade de Oita, na ilha de Kyushu," rapidamente se alastraram à floresta "devido aos ventos fortes que se faziam sentir," e que fizeram mesmo com que o fogo alastrasse "a uma floresta perto da cidade" e a "uma ilha desabitada" localizada a cerca de "um quilómetro da costa." Muitos dos habitantes tiveram de fugir de casa e encontram-se agora em abrigos. O vento forte terá ajudado à propagação das chamas.

Este foi já considerado como "o maior incêndio urbano desde o de Sakata em 1976, que destruiu mais de mil residências." Já em 2016, um outro incêndio "em Itoigawa também destruiu 147 edifícios."

Falando em grandes incêndios, outros houve em que o resultado foi muito mais devastador! A cidade de Tóquio ficou devastada quando, depois de um terramoto, um grande incêndio se propagou pelos escombros. Este evento resultou em cerca de "142 mil" mortos (número estimado). Mas foram os "ventos fortes de um tufão," que assolava a região que espalhou rapidamente as chamas! Caso para dizer que um desastre nunca vem só.

Fontes:

https://pt.euronews.com/2025/11/19/pelo-menos-um-morto-e-mais-de-170-edificios-queimados-em-incendio-no-japao

https://www.bucka.com.br/os-10-incendios-mais-famosos-do-mundo/#topico-2

https://sicnoticias.pt/mundo/2025-11-19-video-maior-incendio-urbano-em-50-anos-reduz-cidade-japonesa-a-toneladas-de-escombros-1f260bef

https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2025/11/19/maior-incendio-no-japao-em-quase-50-anos.htm

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publicado às 16:04

Cheias e tornados

por Elsa Filipe, em 16.11.25

Este ano, o mau tempo tempo já provocou três mortos em Portugal. Na quinta-feira, dia 13, morreu um casal octagenário, de nacionalidade portuguesa, numa casa em Pinhal do General, Fernão Ferro. Uma associação (a APROSOC) já veio a público acusar o município do Seixal e a Junta de Freguesia de Fernão Ferro por culpa na morte deste casal,  afirmando que não cumpriram as suas "responsabilidades" no que ao "ordenamento do território" diz respeito e que permitiu "a existência daquela habitação em situação de risco, aparentemente sem avaliação geotécnica e hidrológica". Segundo o presidente da Câmara do Seixal, esta "trata-se de uma casa construída clandestinamente, sem qualquer licenciamento camarário, no âmbito do loteamento clandestino do Pinhal do General, que começou nos anos 70", o que retira na minha opinião qualquer culpa à câmara.

Não estou a par da situação, mas a existir ali um leito de cheia e não se podendo construir, o que deveria ter sido feito era o derrube das casas, mas depois lá caía tudo em cima da Câmara. Em relação a não terem sido dadas orientações, foram transmitidas tanto a nível local como a nível nacional, o problema é que, em muitos casos, as pessoas não cumprem determinadas medidas preventivas e não acautelam os seus bens seja por incapacidade de o fazerem seja por estarem sempre à espera que o mal só bata à porta dos outros. Há fenómenos que são súbitos. Estar a viver numa zona perigosa, sabendo-o, já não me parece ser algo súbito ou que tenha de ser alertado. É como quem constrói na base de encostas ou arribas e vai vendo as pedras a rolar, pedacinhos da arriba a cair... e quando aquilo um dia cai tudo, dizerem que foi "sem aviso".

A terceira vítima foi uma senhora de nacionalidade britânica que ficou ontem debaixo dos escombros da casa onde vivia com o marido (uma espécie de bungalow), depois da passagem de um tornado, na região do Algarve. Este tornado fez, além da vítima mortal, vinte e oito feridos, dois dos quais considerados graves, tendo atingido o Parque de Campismo de Albufeira e o hotel "Eden Resort," que aquando deste "fenómeno meteorológico extremo" estaria a servir os pequenos-almoços aos clientes. Entre os feridos estão algumas crianças. Em Silves, a chuva e o vento forte provocaram dois desalojados.

Em Nisa, na passada quinta-feira, um outro tornado terá afetado cerca de dez habitações, levantando coberturas, "mas sem registo de desalojados." Na região, o mau tempo terá ainda provocado "a queda de várias infraestruturas de média e alta tensão." No mesmo dia, "um descarrilamento e a queda de um poste de iluminação obrigaram à suspensão da circulação de comboios em dois troços ferroviários." A circulação "entre a Covilhã e Tortosendo e entre Abrantes e Alferrarede" ficou interrompida. No que respeita ao descarrilamento, este terá ocorrido depois de um "comboio embater numa barreira," devido a um “aluimento de terras”. 

O fim de semana, foi ainda de aguaceiros um pouco por todo o país. Entretanto, a água vai começando a baixar em algumas regiões deixando à vista a destruição causada. A situação foi também bastante complicada em Vila do Conde, onde várias casas de primeira habitação ficaram inundadas, principalmente as que se localizam "nas imediações da ribeira da Lage, que, com o aumento do caudal provocado pela chuva, galgou as margens, derrubou muros e invadiu quintais e habitações." 

Em Aveiro, mais propriamente "no centro histórico de Santa Maria da Feira," a chuva intensa "inundou várias casas e lojas. Parte da bancada do estádio do União de Lamas desabou."

Fontes:

https://www.rtp.pt/noticias/pais/depressao-claudia-a-evolucao-do-mau-tempo-em-portugal_e1698380

https://sicnoticias.pt/meteorologia/2025-11-16-video-depressao-claudia-provocou-tres-vitimas-mortais-feridos-desalojados-e-mais-de-4.000-ocorrencias-2691f46e

https://sicnoticias.pt/pais/2025-11-13-hoje-vivemos-um-dia-dificil-autarca-do-seixal-lamenta-mortes-em-fernao-ferro-8d9fd6d1

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publicado às 19:02

Podemos dizer que está na altura da chuva forte e que, no meu tempo, a estes fenómenos se chamava, inverno, mas existem dois aspetos a considerar: o primeiro é que passamos de andar de manga curta para uma tempestade que quase não nos deixava sair de casa e, o segundo, é que apesar de todos os avisos, de passar informação constante nas televisões e na internet (jornais digitais, sites, publicações nas redes sociais) ainda houve quem se deixasse surpreender e achasse estranho tanto vento e tanta chuva, Há dias que se andava a falar nisto!

Infelizmente, as previsões acabaram por se comprovar em muitas regiões: houve cheias rápidas tal como havia sido anunciado, houve deslizamentos de terras e pequenas derrocadas devido às terras soltas que se viram rapidamente infiltradas de águas, houve painéis que tombaram, telhados que levantaram e placas que se soltaram devido aos fortes ventos. O que é de estranhar não é o fenómeno em si, mas a falta de preparação para estes eventos que nós continuamos a acusar, como se houvesse em nós uma confiança inata de que aqui nunca "acertam com as previsões", "o temporal passa ao lado", "dizem que vai chover e afinal foi só umas pinguinhas"... pois é, mas agora, desta vez, houve mortos, houve feridos, gente a precisar de ser resgatada, houve um aumento significativo no número de ocorrências e (pasmem-se!) afinal o número de bombeiros disponíveis já nem sequer é o mesmo em algumas regiões do país do que era no verão. 

Continuamos a sofrer de falta de consciência preventiva. Há falta de reuniões e discussões com a população sobre o que fazer se isto ou aquilo vier a acontecer, andamos sempre a correr atrás do prejuízo. Se na primavera e no verão, os canais televisivos repetem e repetem informações sobre os incêndios, chegamos ao outono e ao inverno e são as cheias, as ondas que galgam os muros, os avisos para que não vão para as zonas de risco! E continuamos assim, ano após ano...

Fomos alertados para chuva forte e pelo agravamento da tempestade ao chegar a terra pela confluência de um "rio atmosférico" (lembram-se? Aquele fenómeno que tantos mortos fez em Espanha no ano passado?) o que levou a que se andasse nos últimos dias em oscilação entre alertas laranjas e vermelhos em diversos pontos do país. Entre os avisos divulgados, esteve o da ANEPC, que "emitiu um aviso à população, apelando à adoção de medidas preventivas para minimizar os efeitos do mau tempo." Entre as recomendações estavam atos práticos e que nãoi deveriam ser guardados para quando a tempestade chega, mas que já deviam ser comuns, especialmente neste período do ano em que as folhas das árvores tendem a causar maiores entupimentos: "a limpeza de sarjetas e sistemas de escoamento de águas," bem como outras recomentdações como "a fixação de estruturas soltas" e evitar "deslocações desnecessárias durante os períodos de maior instabilidade."

No dia 12, já se havia avisado que "a frente fria estacionária associada à depressão Claudia" estava "a enviar sucessivas linhas de instabilidade," prevendo-se "que os períodos de chuva ou aguaceiros, inicialmente mais fortes no Minho e Douro Litoral" se tornassem "mais persistentes e fortes em termos de área geográfica abrangida à medida que o sistema frontal" fosse "progredindo de oeste para leste" nas horas seguintes. O IPMA já avisava para a possibilidade de ocorrência de "precipitação forte e persistente, rajadas de vento entre 75 e 90 km/h," que podiam "atingir os 100 km/h em algumas zonas, e ondas que" poderião "atingir 4,5 metros de altura significativa, sobretudo na costa ocidental," ondas estas que poderiam chegar aos "3 e 4,5 metros de altura a partir de quinta-feira" (ontem).

Ou seja, nada indicava que a depressão nos passasse ao lado. Fomos alertados para a "possibilidade da precipitação ser acompanhada de trovoada" e que o vento forte poderia levar ao risco "de danos em infraestruturas e de potenciais quedas de árvores, entre outros possíveis impactos."

Ontem, quinta-feira, "cerca de 20 mil clientes" ficaram "sem energia devido ao mau tempo, sendo Lisboa, Santarém e Setúbal as zonas mais afetadas - um número que pelas 15h já estava reduzido a 7000." No distrito de Setúbal - que se encontrava em alerta vermelho - cerca de "8000 clientes" ficaram sem eletricidade e houve mesmo várias escolas que não chegaram a abrir devido ao mau tempo. 

Entre elas, estiveram as escolas do "Agrupamento de Escolas do Montijo, do Agrupamento de Escolas Poeta Joaquim Serra, da Escola Profissional do Montijo e do Conservatório Regional de Artes do Montijo," bem como, do Agrupamento de Escolas de Sampaio, Sesimbra, o que permitiu evitar a deslocação de alunos por zonas alagadas e perigosas, tanto para quem circula a pé como de carro.

Além das estradas alagadas e que ficaram intransitáveis, houve várias quedas de árvores e de estruturas. "A forte chuva levou também ao corte temporário da Segunda Circular, junto ao aeroporto, cerca das 06h00, devido a uma inundação." Desde o início do evento até à manhã de quinta-feira, tinham sido efetuados "três salvamentos terrestres e cinco aquáticos."

Em Fernão Ferro, aqui mesmo no Seixal, um casal de idosos perdeu a vida, ao que tudo indica por não terem conseguido sair da sua habitação no momento em que a mesma ficou inundada. Nesta freguesia, foram vários os casos de inundações, mas este foi de todos o mais grave. Esta é uma zona vulnerável à ocorrência de cheias, tendo a água isolado "várias ruas da freguesia."

As vias de circulação ferroviária, foram também afetadas, tendo as do "Entroncamento e Santarém, na Linha do Norte," sido as que registaram maiores atrasos na circulação. No que respeita à agitação marítima, 14 barras portuguesas, entre as quais a do "Douro, Esposende, Caminha, Vila Praia de Âncora, Póvoa do Varzim, Vila do Conde" entre outras, foram encerradas à navegação. "As barras de Aveiro, Figueira da Foz, Albufeira e Portimão, ficaram também "condicionadas à navegação."

E o mau tempo vai ainda continuar nos próximos dias, por isso, mantenham-se em segurança! 

"Face às condições adversas, a Proteção Civil recomenda especial cuidado na circulação e permanência em áreas arborizadas e aconselha precaução junto à orla costeira e zonas ribeirinhas. Pede ainda que sejam evitadas atividades relacionadas com o mar, como pesca desportiva, desportos náuticos, passeios à beira-mar ou o estacionamento de veículos junto à linha de costa." Evitem também circular em zonas alagadas, caso não tenham percebido, compraram um carro, não um submarino! E podem correr o risco de "arrastamentos ou quedas em buracos e caixas de esgoto abertas." Por último, mas não menos importante, por favor protejam também os vossos animais! Sim, ainda há alguns inergúmes que deixam os animais presos a trelas no exterior e nem sequer se lembram de que em caso de subida rápida das águas, eles podem afogar-se! 

Fontes:

https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-desta-hora-a-depressao-claudia-vai-agravar-se-em-portugal-chuva-e-vento-geram-preocupacao-nestes-distritos.html

https://expresso.pt/sociedade/meteorologia/2025-11-13-mau-tempo-deixa-milhares-de-pessoas-sem-eletricidade-em-lisboa-setubal-e-santarem-montijo-encerra-escolas-e398385f

https://expresso.pt/sociedade/meteorologia/2025-11-12-depressao-claudia-traz-chuva-intensa-e-ventos-fortes-a-quase-todo-o-pais--apenas-quatro-distritos-escapam-ao-aviso-laranja-8487e839

https://www.sesimbra.pt/noticia-74/mau-tempo-causa-estragos-em-todo-o-concelho

https://sapo.pt/artigo/inundacoes-e-quedas-de-arvores-depressao-claudia-provoca-198-ocorrencias-nas-ultimas-horas-6918578cf7bc778b434b2196

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publicado às 11:55

Parece que no próximo dia 11 de dezembro vai haver greve geral. Pelo menos é que se tem vindo a divulgar nos canais de notícias e nas redes sociais. Uma greve que, além de outras coisas, parece estar a reaproximar as duas centrais sindicais - UGT e CGTP - o que já "não acontecia há 12 anos." O anúncio (embora ainda não formal), aconteceu logo depois da marcha "Todos a Lisboa" que este sábado, juntou milhares de portugueses, contra o pacote laboral apresentado pelo "governo PSD/CDS-PP."

Esta manifestação tinha sido convocada pela CGTP e dividiu-se em "duas pré-concentrações na capital: os trabalhadores do setor público juntaram-se nas Amoreiras e os do setor privado no Saldanha, sendo que ambas desaguaram no Marquês de Pombal." Entre os manifestantes foi possível ver várias caras conhecidas, entre os quais os candidatos à presidência da República "Catarina Martins, António Filipe e Jorge Pinto, apoiados respetivamente por BE, PCP e Livre." Fica só uma questão para quem diz não tomar partido - isto não se enquadra em tomar partido?

A proposta feita pelo governo, que já tinha sido dada a conhecer a 24 de julho e que foi designada por “Trabalho XXI” pelo Governo em funções, apresenta uma profunda revisão da legislação laboral e que vão desde "alterações nas licenças parentais, no direito à amamentação e ao luto gestacional, ao "trabalho flexível, formação nas empresas ou período experimental dos contratos de trabalho, prevendo ainda um alargamento dos setores que passam a estar abrangidos por serviços mínimos em caso de greve."

Entre as medidas anunciadas, estão ainda "propostas" que têm como consequência "perpetuar e agravar os baixos salários" dos trabalhadores, a desregulação dos horários de trabalho, a facilitação dos despedimentos e a destruição dos "direitos de maternidade e paternidade," entre outros.

Estas propostas têm tido uma forte oposição dos sindicatos, mas também de uma grande faixa populacional, para quem estes direitos nunca deveriam sequer estar em causa. Acrescento eu, que estes direitos precisam de ser melhorados e não postos em causa. Sobre esta questão, a "CGTP tem vindo a insistir que o anteprojeto do Governo" se vem a apresentar como "um verdadeiro retrocesso" naqueles que são os "direitos dos trabalhadores," apontando "que há propostas de alteração inconstitucionais."

Vamos ver... 

Fontes:

https://expresso.pt/economia/trabalho/2025-11-08-cgtp-e-ugt-convocam-greve-geral-para-11-de-dezembro-8fd17a6f

https://www.rtp.pt/noticias/pais/milhares-de-trabalhadores-marcham-em-lisboa-contra-pacote-laboral-do-patrao_n1696875

https://observador.pt/2025/11/10/trabalhadores-social-democratas-apelam-ao-dialogo-em-concertacao-social-sobre-revisao-da-lei-laboral/

 

 

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publicado às 07:24

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