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Caderno Diário

Escrever é algo que me apraz. Ante a minha vontade de criar, muitas vezes me falta tempo. Aqui passo da vontade à prática. Este é um caderno onde escrevo sobre a minha vida pessoal e temas da atualidade que me fazem refletir.

Caderno Diário

Escrever é algo que me apraz. Ante a minha vontade de criar, muitas vezes me falta tempo. Aqui passo da vontade à prática. Este é um caderno onde escrevo sobre a minha vida pessoal e temas da atualidade que me fazem refletir.

22
Set22

Em arrumações...

Quando chega setembro e a vida escolar reinicia, tenho o hábito de organizar as papeladas cá de casa, atualizar o meu currículo, tentar reorganizar o computador. Esta é a tarefa em que desisto logo, porque começo bem mas depois já há pastinhas dentro de pastas, pastas que se calhar já tenho repetidas e devia apagar mas não apago (não vá precisar de alguma coisa qe lá esteja e não me lembre). E depois há os emails com os pedidos de formação em que vêm os DTP's para preencher, os formulários que têm de ser entregues assinados e lá vou descarregando tudo para aquela pasta onde está tudo e onde dias depois já não encontro é nada.

Felizmente, com papéis e dossiers sou um pouco mais organizada, pelo menos, tento ser. Guardo agendas, escrevo os meus cadernos e diários e guardo aqueles miminhos que me vão dando, desenhos do meu filho ou de alunos meus, apontamentos e notas. Mas tempo deixá-los organizados, agrafados por vezes nas páginas das agendas ou colados em diários onde um dia deixarão de ter importância. No meio das papeladas, é sempre giro encontrar um pedaço de papel que nos faz lembrar uma coisa boa que nos aconteceu, uma conversa com alguém, uma criança que já cresceu mas que um dia foi pequenina e nos escreveu algo com uma caligrafia infantil.

Começo então no meio destas papeladas e coisinhas e agendas e diários a perceber que o meu percurso já foi muito rico. Na verdade, tenho feito muita coisa, não me posso queixar das oportunidades que tenho tido e sempre que uma porta se tem fechado para mim, outras se têm aberto, mais rápido ou menos é certo, mas as oprtunidades vão surgindo. Para isso acho que também contribui eu tentar estar sempre ocupada extra trabalho, ou a ter formação ou a dar formação. Ambas as modalidades me agradam. Agora por exemplo, recusei ir ter uma ação de formação que me interessava fazer para enriquecer o meu currículo, para poder ter disponibilidade para dar uma ação de formação já no mês de outubro sobre Cuidados de saúde para crianças e jovens. Adoro estes desafios, ainda mais quando junto as duas áreas que amo, educação e saúde infantil. Dou sempre o meu melhor, mas nunca fico satisfeita e lá vou eu voltar a rever todos os slides que já fiz da última vez, criar novas tarefas e preencher novas grelhas. A cada turma, dedico o meu tempo, o meu carinho e atenção, mesmo on line, sinto que ainda consigo ter essa ligação pedagógica. E isso faz-me sentir bem e continuar a gostar daquilo que faço.

12
Set22

Feira do Livro

Apesar de ser uma amante de livros, nem sempre tenho a oportunidade de ir à Feira do Livro. Este ano, foi diferente. 

Escrevi um pequeno conto infantil, que foi editado através da editora Cordel de Prata e a minha ida foi combinada com eles para realizar a Sessão de autógrafos e a promoção do meu livro. Para começar, foi logo difícil combinar esta hora. Consegui uma quarta à noite e, felizmente, estava uma noite quente e bonita, com a feira cheia de gente a passear. Mas um dia de semana, não é bom para as vendas. Por outro lado, percebi que, embora em algumas bancas houvesse promoções e livros em destaque, cartazes e publicidade, eu ia para uma cadeira colocada virada para a rua, sem espaço para acolher as pessoas que eventualmente ali parassem. Ninguém me conhecia e mesmo com divulgação (feita apenas por mim nas minhas redes sociais), repito que uma noite de quarta não é boa para vendas.

Senti-me ali um pouco deslocada. Felizmente pude falar por breves momentos com uma rapariga que também tinha sido abordada como eu para editar o seu livro (pela mesma editora e que queria saber como tinha decorrido o processo comigo), por uma colega de trabalho (e Amiga!) que levou a família a passear e me foi dar o seu apoio (tão bom!) e por fim, com um casal que eu já não via pessoalmente há vários anos. Acabei por passar a hora de pé, acompanhada destas pessoas especiais que me forma propositadamente ver e dar o seu apoio, amizades recentes e antigas, mas que me fizeram sentir tão bem! 

Da parte da editora, o apoio foi mínimo. Estar ali ou não, penso que para eles foi igual. Esperava outro acompanhamento - mas claro, se calhar se fosse alguém conhecido, tinha sido diferente. Existem muitos escritores como eu: ainda escrevemos muito mas editamos pouco. Existem muitos bons escritores no nosso país. Poucos têm dinheiro para continuar a publicar, porque é um processo moroso e dispendioso que nos leva a desistir. 

Quando terminou a minha "hora" fui literalmente convidada a sair (uns minutos antes) porque os senhores começaram a baixar os estores - como aquelas pessoas que se fartam das visitas e começam a varrer a casa, sabem?

Peguei na bolsa e ia a sair, com a ideia de "agora vou eu às compras" quando caí na realidade: a Feira estava a fechar. Não comprei nada. E infelizmente, não sei se consigo lá regressar este ano. Fiquei trsite e desapontada. Felizmente, eu consigo encontrar bons livros em promoção noutros locais e acabo por ter a minha biblioteca bastante composta.

03
Set22

Setembro

Sempre amei setembro. Era apenas o mês do meu aniversário e de ir comprar os materiais para a escola. E eu adorava o regresso à escola! Sabia que normalmente no dia dos meus anos, havia uma mochila ou um estojo novo, ofereciam-me às vezes diários e agendas escolares nas quais eu adorava começar a escrever e, claros, os livros! Era o mês de ir à papelaria buscar os livros novos! 

Agora vêm pelo correio, encomendados pela internet e os manuais muitas vezes que se vão buscar à escola, não cheiram a novo. Se por um lado (e a minha carteira agradece MUITO por isso) nos tiraram as despesas abismais de comprar manuais escolares todos os anos, acho que o meu filho nunca vai saber o que era desembrulhar uma pilha de manuais. Depois recordo a parte horrível da coisa, que era a minha mãe a tentar plastificá-los e aquilo a ficar cheio de bolhas. Às escondidas, eu lia os contos do manual de português e, às vezes, terinava a caligrafia com cópias daqueles que mais me agradavam. Havia tempo para isso, hoje as prioridades são outras e os miúdos não vão perder tempo a ler aquilo que depois terão de dar na escola.

Agora setembro é também o mês do aniversário do meu filho, de lhe comprar os materiais e preparar o início do novo ano letivo. Eu vibro muito mais do que ele, apaixonada pelos dossiers, cadernos e canetas e ele diz-me "quero um dossier liso, vermelho". O quê? Nestas alturas gostava de ter tido uma menina pirosa para lhe comprar cadernos e canetas cheias de cores pirosas! Bem, no fundo, não. Gosto da praticidade dele! E da segurança com que me diz "querias estar a gastar dinheiro em autocolantes e canetas com unicórnios?" Não, também acho que não era preciso tanto, mas já agora ainda tenho de ir comprar a minha agenda para este ano. Já escolhi, vai ser uma daquelas com frases e autocolantes super giros (e pirosos) que vende no Lidl. Pronto. O meu lado feminino tem de ser cultivado e mimado, certo?