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Caderno Diário

Escrever é algo que me apraz. Ante a minha vontade de criar, muitas vezes me falta tempo. Aqui passo da vontade à prática. Este é um caderno onde escrevo sobre a minha vida pessoal e temas da atualidade que me fazem refletir.

Caderno Diário

Escrever é algo que me apraz. Ante a minha vontade de criar, muitas vezes me falta tempo. Aqui passo da vontade à prática. Este é um caderno onde escrevo sobre a minha vida pessoal e temas da atualidade que me fazem refletir.

27
Ago22

Reencontros

Se a edição do meu livro foi um sonho teornado realidade, a verdade é que além da satisfação pessoal, a sua saída trouxe-me muitas outras coisas boas. Uma delas foi a possibilidade de voltar a falar com algumas pessoas com as quais a vida me tinha feito perder o contato e, também, voltar a encontrar-me com alguns amigos.

A possibilidade de rever algumas pessoas, de ir entregar o livro em mão (na maioria das vezes ficava mais barato enviar por correio), com uma dedicatória, umas palavras pensadas em especial para aquela pessoa, tornam o momento em que o livro troca de mãos ainda mais especial. Não sei se dará vendas suficientes, mas já estou a ganhar com este retomar de relações que fui perdendo. As redes sociais trazem esta possibilidade, tanto na divulgação do próprio livro, como no reencontrar de pessoas, antigas colegas de curso, antigos colegas de trabalho, amigos que nunca deixaram de estar presentes, mas com os quais não falamos todos os dias.

Sou muito crítica em relação ao meu trabalho e com este meu livro não foi exceção. Para mim, há sempre algo a melhorar, algo que as pessoas não vão gostar. 

Mas os comentários ao meu trabalho têm sido bons. Tenho ouvido e lido frases de motivação e de incentivo e, sobretudo, de surpresa. Quem me conhece bem, sabe que eu sempre gostei de escrever e que sempre escrevi muito.

Este passo da edição foi uma aventura, um risco grande que eu corri sozinha. Tinha de ser sozinha, sem ninguém das minhas relações que se envolvesse demasiado ou investisse no projeto. Se correr mal, terei de ser só eu. 

Vivi e o dragão_img_novidade.jpeg

20
Ago22

Orlando Costa

Infelizmente, as notícias desta sexta-feira, deram conta do falecimento do ator Orlando Costa com 73 anos. 

Orlando Costa, conhecido também do grande público pela sua participação em séries e em novelas nacionais, nasceu em Braga, a 24 de dezembro de 1948. 

Em 1969, Orlando Costa, estreou-se como profissional no Teatro Experimental de Cascais, com a peça "Um Chapéu de Palha de Itália", tendo-se destacado no percurso que fez na televisão com o icónico papel que interpretou na série "Zé Gato", corria o ano de 1979, na RTP.

Na década de 70, o ator estreou-se no cinema, onde se deu a conhecer em várias produções como por exemplo "Jogo de Mão" (1982), "Amor e Dedinhos de Pé" (1993) ou em "Sapatos Pretos" (1998).

Em 1973, foi também fundador do Teatro da Cornucópia, com Luís Miguel Cintra e Jorge Silva Melo. 

Na televisão, trabalhou com todos os canais e entre vários trabalhos que fez, destaca-se a sua participação em "Duarte e Companhia" (1985) na RTP, "Desencontros" (1995), "Polícias" (1996), "Ballet Rose"(1998), "O Fura-Vidas" (1999), "Esquadra de Polícia" (1999), "Capitão Roby" (2000), "Olhos de Água", "Conta-me como foi", "Inspetor Max" (TVI), "Morangos com Açúcar" (TVI), "Os Filhos do Rock" e claro, fez parte da maravilhosa equipa de "Malucos do Riso" (2001) na SIC e em "João semana" (2005)

Em 2007 integrou o elenco de Hamlet de Shakespeare, numa encenação de André Gago, que o levou a percorrer o país.

Ultimamente, participou na SIC em "Amor Amor" e "Por Ti", onde era o sargento Silva. Era uma pessoa muito ativa e querida dos seus colegas e do público que o gostava de ver trabalhar. Uma grande perda que deixa mais pobre o nosso teatro e televisão.

 

Fontes:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Orlando_Costa

https://expresso.pt/cultura/2022-08-19-Morreu-o-ator-Orlando-Costa-famoso-pelo-papel-de-Ze-Gato-66d42987

 

15
Ago22

Editando um sonho

Sai hoje o meu livro. A partir de hoje, estará nas bancas "Vivi e o dragão". Um conto infantil, com sabor a mar e cheiro de praia. Convido-vos a conhecer a pequena "Vivi" nesta aventura fantástica pelo mundo da imaginação e dos sonhos, dos dragões e dos pós de fada. Espero que traga momentos felizes a muitas crianças pelo nosso país fora.

A construção deste livro começou com um pequeno conto para participar num concurso da editora Cordel de Prata. Mas depois, as coisas foram-se complementando e, um ano depois, está aqui o resultado final. Estive muito ansiosa por ver o resultado final e, tendo em conta que ainda não tenho os meus exemplares na minha mão, essa ansiedade ainda não passou.

Vivi e o dragão_img_jadisponivel.jpeg

O dia coincidiu com um acelerar do processo para poder ser lançado ainda nesta feira do livro (onde irei também ter uma sessão de autógrafos), mas não foi escolhido por nenhuma razão em especial. 

06
Ago22

Acidente no Rali Vinho da Madeira

Por vezes, há acidentes que mexem comigo, pela forma como se dão e como poderiam ser evitados. A culpa, não será de "ninguém" mas ficará a "culpabilização" de vários dos envolvidos, até de quem não estava ali no momento, como imagino eu, dos organiozadores da prova.

Este acidente, ocorrido na Serra de Água na Madeira, durante um rali, provocou a morte a uma criança de oito anos. Estava a passar um dos últimos carros em prova, quando a família resolveu atravessar a estrada, tendo sido a menina atropelada apesar dos esforços do piloto em travar. O caso será objeto de um inquérito do Ministério Público.

Miguel Gouveia e Tiago Fernandes, da BMW, estavam a tentar recuperar e tinham encurtado a distância ao carro da frente, mas, ali, na Encumeada, sendo surpreendidos por este grupo de pessoas que decidiu atravessar a estrada. O piloto ainda travou, mas a tragédia foi inevitável. A criança foi assistida no local por dois pilotos em prova, que são socorristas da Cruz Vermelha, antes mesmo da chegada das ambulâncias, que a levou o hospital Nélio Mendonça. O óbito foi declarado poucas horas depois. 

A organização da prova garante que todas as normas de segurança foram cumpridas e que naquele momento a estrada ainda não estava aberta, o público só podia assistir e ficar atrás das fitas brancas colocadas na berma, o que não aconteceu.

Mais uma vez, quando o público não respeita as indicações, os acidentes acontecem. Desta vez de forma mortal e com uma enorme dor para a família. Pr outro lado, estas provas deviam ter outras proteções, pois já deu para perceber por outros casos semelhantes que o público português é especialista em atravessar as fitas ou até as barreiras. Talvez se devam então cancelar este tipo de etapas e passar a ser tudo em circuitos fechados. 

 

 

Fontes:

https://sicnoticias.pt/pais/2022-08-07-Morte-de-menina-no-Rali-da-Madeira-alvo-de-inquerito-do-Ministerio-Publico-e2539696

02
Ago22

Desafios do Tik tok

Em morte cerebral. Depois de participar num desafio do Tik-tok, que fez com que desmaiasse por falta de oxigenação, um menino de apenas 12 anos, foi declarado em morte cerebral. 

A criança sofreu danos cerebrais em abril deste ano, depois de, segundo a mãe, ter participado num desafio nas redes sociais em que os utilizadores são encorajados a suster a respiração até desmaiarem por falta de oxigénio. Desde essa data que o menino está internado no Royal London Hospital, localizado em Whitechapel, na capital britânica.

Os pais não aceitam que as máquinas que o mantém vivo, sejam desligadas, mas o hospital afirma que o rapaz se encontra em morte cerebral e que manter o tratamento de suporte artificial de vida "não está de acordo com os melhores interesses da criança". O desejo dos pais é que seja permitido ao filho ter uma morte "natural".

No entanto, os tribunais britânicos têm respondido negativamente aos pedidos do casal, dando razão ao hospital. Sabendo que a data da interrupção do tratamento se aproximava (estava marcada para esta segunda-feira, 1 de agosto) os pais decidiram interpor um recurso para adiar o momento em que as máquinas irão ser desligadas. O recurso permitiu que ganhassem algum tempo, mas não o suficiente, uma vez que o recurso foi recusado. 

Mas e quanto às redes sociais? Devemos poibir, ou basta estarmos atentos?

Podemos prevenir que as crianças participem neste tipo de desafios? E será mesmo possível fazê-lo?

Este menino fez um desafio chamado "blackout challenge" em que se tem de usar um cinto ou algo para ir apertando o pescoço até desmaiarem. Ele poderia ter-se negado a fazê-lo, poderia ter dito apenas "não".

A necessidade de se sentrir aceite num determinado grupo, acompanhava-nos a nós também. "Não és capaz de tocar à campainha da D. Amélia!" - e lá ia um de nós tocar e fugir a correr. Agora as brincadeiras são feitas sozinhos em casa, mas com os "amigos" atrás de um ecrã. Acho que agora as parvoíces são maiores. Ou melhor, deixaram de ser parvoíces como as que nós fazíamos e passaram para algo muito grave.

Com um filho da mesma idade, preocupo-me sim.

 

Fontes:

https://expresso.pt/sociedade/2022-08-03-Desafio-do-TikTok-colocou-Archie-em-morte-cerebral.-Apertar-pescoco-e-reflexo-de-comportamento-destrutivo-alerta-pedopsiquiatra-1178dc78

https://sic.pt/programas/casafeliz/desafio-de-tik-tok-deixa-jovem-de-12-anos-em-morte-cerebral-esta-na-internet-qualquer-crianca-tem-acesso/