Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Caderno Diário

Gosto de escrever e aqui partilho um pouco de mim... mas não só. Gosto de factos históricos, políticos e de escrever sobre a sociedade em geral. O mundo tem de ser visto com olhar crítico e sem tabús!

Caderno Diário

Fim de ano

Terminará em breve mais um ano. Este foi um ano muito importante, um ano de descobertas sobre quem sou e o que quero. Conhecer-me, separar o ue faço daquilo que realmente sou e quais as minhas aspirações de vida, foi muito importante. Um caminho que comecei e que ainda está longe de terminar. 

Impedir que os outros me façam infeliz, que decidam por mim, que me prendam nas suas rotinas. Tomara que nunca deixe de ser esta pessoa livre. Estou focada na minha saúde, não em melhorar mas em aprender a lidar com todas as consequências que ela trará na minha vida, antecipando tomadas de decisão. 

O fim deste ano, tem a incerteza de como correrá o próximo, onde estarei e como será a minha vida profissional. A imensa vontade de trabalhar sem amarras (há sempre amarras que nos prendem a um local), aumentando os meus ganhos a nível financeiro, mas também a nível de concretização, de objetivos e de vida pessoal. De qualidade de vida. 

Estes são os meus desejos para 2022. Ser capaz de criar e de gerar, de me superar todos os dias.

Natal em tempos de Covid

O Natal este ano não foi igual. 

Em muita casas festejou-se com menos gente. É o segundo Natal que estamos a passar em pandemia e por isso já estamos muito mais cientes dos riscos e da prevenção necessária, mas também muito mais cansados de estarmos afastados uns dos outros. Tenho a sorte de ter uma família que me recebe a mim e ao meu filho de uma forma sempre maravilhosa e que nos faz sentir parte de algo. Este ano, apesar de todas as indicações que nos fizeram chegar através dos meios de comunicação social, nós voltamos a estar juntos, mais uma vez, após meses e meses de estarmos fechados em casa e de não sabermos quando ou se nos ia este vírus atingir e tirar a vida.

Achamos que os riscos que estavamos a tomar, podiam ser colmatados com algumas precauções. Alguns de nós fazem testes frequentes no local de trabalho, tentamos usar máscaras em casa exceto na hora de comer e as janelas estiveram quase sempre abertas. Sempre que podíamos, vínhamos para a rua ou para a cozinha que, nesta casa, é ampla e arejada. Mas eu não me senti bem. De certa forma acabei por me sentir arrependida de ter ido, passei o almoço com medo que, a qualquer momento, pudesse ficar contagiada e deitasse abaixo todos os cuidados tidos até aqui.

As crianças estiveram felizes, trocamos presentes, conversamos uns com os outros. Algumas das conversas iam dar aos cuidados a ter com esta pandemia, aos culpados, às nossas opiniões que tantas vezes eram diferentes. Aos exageros que uns acham e outros como eu, acham ser apenas cuidados necessários. 

O Natal devia ter sido diferente, mas para nós foi mais um Natal de união, de partilha e de fartura. Muita comida, música, brinquedos, presentes, risos e as normais discussões caraterísticas e familiares que depois nos unem ainda mais. Que o próximo Natal seja assim, mas da próxima vez sem o medo de ficarmos doentes.

Difícil, para muitas famílias, com familiares internados, com a morte a pairar a cada momento como uma espada por cima da suas cabeças. Com lugares vazios na mesa... 

Para mim o Natal já tem a incerteza do próximo ano e por isso talvez o meu nervosismo hoje. Acabei por entrar de baixa devido às dores que têm agravado na coluna por andar todo o dia a conduzir de um lado para o outro. Decidi que se não pusessem a trabalhar em sala, que iria procurar outro trabalho. Sei que vai ser difícil, mas não será impossível e o meu foco agora é esse. Sei que tenho de lutar pelo que quero na minha vida, mas sinto que me falta uma rede de apoio, que me ampare se eu cair. Essa rede, que está na família (e especialmente em alguns membros) não é para mim a solução visível pelo simples facto que não quero sobrecarregar ninguém, porque não quero ser mais um fardo e porque já me chega não os poder seu eu a ajudar e não o contrário.

Dentro do possível, espero que tenham tido um bom natal.

Inverno, tradições e celebrações

Chega de mansinho, com gotas de água nas janelas e dias cada vez mais frios. Já não há estações como antes. Cada vez mais os fenómenos atmosféricos nos fazem duvidar se estamos no verão ou no inverno, ou se ainda moramos no hemisfério norte.

Hoje é o dia em que chega o inverno. A palavra solstício vem do latim; (Sol), e sistere (que não se move). Teremos o dia mais curto do ano e, consequentemente, a noite mais longa.

O solstício de inverno ocorre quando o Sol atinge a maior distância angular em relação ao plano que passa pela linha do equador. Assim, quando é inverno aqui, é verão no hemisfério sul. 

Cada região e cada povo tem as suas tradições. No calendário chinês, o solstício de inverno chama-se dong zhi (em portuguêschegada do inverno) e é considerado uma data de extrema importância, coincidindo com a passagem de ano.

Na época dos romanos, o período marcava a Saturnália, em homenagem ao deus Saturno. Festas das mitologias persa e hindu reverenciavam as divindades de Mitra como um símbolo do "Sol Vencedor", marcada pelo solstício de inverno.

Com o avanço do cristianismo no Império Romano houve, por parte da Igreja Católica, uma tentativa de cristianizar os festivais "pagãos". Em várias culturas ancestrais por todo o mundo, o solstício de inverno era festejado com comemorações que deram origem a vários costumes hoje relacionados com o Natal das religiões cristãs.

Há indícios de que a data de 25 de dezembro foi escolhida para representar o nascimento de Jesus Cristo já no século IV. Há evidência bíblica de que Jesus não teria nascido durante o inverno, pois, no momento do nascimento, conta-se que os pastores estavam a cuidar dos seus rebanhos nas vigílias da noite o que dificilmente ocorreria no inverno.

Por outro lado, o período do solstício, visto como o renascimento do Sol, carrega forte representatividade. Os povos da Europa pré-cristã, chamados pelos católicos de pagãos, tinham grande ligação com essa data. Segundo alguns historiadores, monumentos como Stonehenge eram construídos de forma a estarem orientados para que se conseguisse observar o pôr do sol no solstício de inverno e o nascer do sol no solstício de verão. E essas eram as datas mais importantes.

Nos países do norte da Europa, (Suécia, Dinamarca, Noruega, Finlândia, Estônia, Letônia, Inglaterra e Lituânia) celebra-se o "midsummer".

Outra curiosidade interessante é que na linha do equador não há como dizer se um solstício é de verão ou de inverno uma vez que demarcam a separação dos hemisférios norte e sul da Terra. Nas linhas dos círculos polares Ártico e Antártico, os solstícios marcam o único dia do ano em que o dia ou a noite duram 24 horas ininterruptas considerando a estação do ano: verão ou inverno, respetivamente.

Neste dia em 1965, é adotada a Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial. No artigo primeiro, define-se Discriminação Racial como qualquer distinção, exclusão, restrição ou preferência, baseadas em raça, cor, descendência ou origem nacional ou étnica, que tenha por objetivo ou efeito anular ou restringir o reconhecimento, gozo ou exercício em um mesmo plano (em igualdade de condição) de Direitos Humanos e liberdades fundamentais no domínio político, económico, social, cultural ou em qualquer outro domínio de vida pública.

Em 2012 a cidade de Chichen Itzá, no sul do México, muitas pessoas se juntaram para inaugurar o início de uma nova era para o povo Maia, que havia sido anunciado como um possível fim do mundo. Depois do sol nascer no México, afinal, o mundo continuou a girar e os visitantes do centro das terras maias agradeceram.

E sabem o que mais se celebra hoje? O Dia das Palavras cruzadas. Pois é! Foi a 21 de dezembro de 1913 que as palavras cruzadas surgiram pela primeira vez, no jornal “New York World”, um jogo onde dicas e número de letras são usados para formar palavras. 

Fontes:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Solst%C3%ADcio

https://pt.wikipedia.org/wiki/Solst%C3%ADcio_de_inverno

https://exame.com/mundo/dia-amanhece-no-fim-do-mundo-do-calendario-maia/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Conven%C3%A7%C3%A3o_Internacional_sobre_a_Elimina%C3%A7%C3%A3o_de_Todas_as_Formas_de_Discrimina%C3%A7%C3%A3o_Racial

 

 

 

Dias cinzentos

Os nossos dias continuam cinzentos e o problema não é da chuva que, finalmente, veio dar um ar da sua graça. O covid continua a limitar as nossas vidas. Obrigatoriedades e limitações que condicionam os empregos, os encontros familiares e as nossas vidas sociais.

Vacinados, estamos em crer que não é suficiente, mas que nos dá um certo sentimento de segurança, sentimento este que nos conduz a facilitar, a tirar a máscara mais vezes, a não ser tão cuidadosos. Quase dois anos depois, acho que não estou a conseguir aguentar mais. Estar em casa, por motivo de incapacidade por causa da minha coluna e da fibromialgia, limita é certo os meus contatos. Mas tive de ir já tratar de colocar em casa comida suficiente para os próximos dias, antecipar as prendas e ajustar o Natal em conjunto com a minha família. E são estas idas à loja, ao supermercado, que são essenciais mas que podem ser um foco de contágio.

Cada vez mais, o teletrabalho é e será o melhor para mim, por forma a limitar os tempos de contato com outras pessoas, ao mesmo tempo que evito andar muito tempo a conduzir. Por outro lado, ajuda-me a criar horários próprios de trabalho, ajustados ao meu corpo e aos momentos em que me sinta capaz de o fazer. E é por isso que tenho feito tudo ao meu alcance para alcançar essa situação.

 

Rogério Samora

Depois de ter sofrido duas paragens cardio-respiratórias a 20 de Julho deste ano, Rogério Samora acabou por falecer a 15 de Dezembro. Durante estes meses, em que esteve em coma profundo, muito se falou sobre a sua vida, sobre a pessoa ativa que era e sobre os projetos em que estava envolvido e, já se tornava, infelizmente, expectável este desfecho.

O teatro, o cinema e a televisão deram-nos a conhecer este homem, que no entanto, era uma pessoa reservada.

A carreira do ator começou no teatro, na Casa da Comédia, local em Lisboa que já se encontra encerrado. Mas não se ficou só por aí, participando em mais de 50 filmes e 40 séries, entre elas três séries alemãs e uma francesa, e cinco dobragens, sendo a mais reconhecida a voz ao vilão "Scar" no filme "O Rei Leão".

Estava a gravar a novela "Amor Amor", da SIC, quando se deu o colapso, sem que nada o fizesse prever.

Este ano foi trágico para os atores portugueses, para a cultura no geral e perderam-se grandes nomes e sobretudo pessoas ainda jovens e em atividade.

Pág. 1/2