Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Caderno Diário

Gosto de escrever e aqui partilho um pouco de mim... mas não só. Gosto de factos históricos, políticos e de escrever sobre a sociedade em geral. O mundo tem de ser visto com olhar crítico e sem tabús!

Caderno Diário

Afegãos em Portugal e a seleção juvenil de futebol feminino

O Afeganistão está, mais uma vez, sob domínio de fundamentalistas islâmicos, tornando-se a cada dia a situação insustentável para todos, muito em especial para os jovens. Vivendo num país livre, não me consigo imaginar sujeita a todas as limitações que as mulheres sofrem no Afeganistão e noutros países onde os direitos humanos não são respeitados, nem tão pouco os direitos das mulheres, dos jovens e das crianças do país. "O cerco do Talibã em Cabul ocorre 20 anos depois do grupo extremista" ter sido expulso da capital afegã pelos Estados Unidos, que invadiram o país apenas alguns dias depois dos ataques de 11 de setembro de 2001, às Torres Gémeas.

As jogadoras da Seleção Feminina de futebol do Afeganistão,  viram o seu sonho de poderem continuar a joga à bola desmoronar-se desde o avanço dos talibãs, em agosto deste ano. O medo, levou-as a "abandonarem as suas casas, escaparem de perto dos vizinhos que sabiam do seu papel como futebolistas, e apagarem qualquer vestígio desse histórico." 

As jovens atletas, perceberam que se queriam continuar a defender o desporto e a liberdade a ele inerente, não poderiam permanecer no seu país. A questão era acima de tudo a sua sobrevivência, uma vez que "muitas delas eram facilmente identificáveis como ativistas e defensoras dos direitos das mulheres e a confiança nas promessas dos novos governantes de que respeitarão as minorias e os opositores é escassa, se não inexistente."

A fuga do país aconteceu finalmente, depois de várias tentativas frustradas. Entre cerca de 80 pessoas no total iam as 26 jovens (entre 14 e 16 anos), "foram sendo passadas de casa em casa, escondidas enquanto figuras como Robert McReary, que trabalhou no gabinete do Presidente George W. Bush e com forças especiais americanas no Afeganistão, e Nic McKinley, um ex-membro da CIA que agora gere um grupo humanitário para realojar afegãos, coordenavam um plano de fuga – Operação Bolas de Futebol – com aliados no terreno e com os próprios talibãs."

Deixaram para trás tudo o que tinham, incluindo as famílias. "Na retaguarda estava Farkhunda Muhtaj, capitã da seleção afegã feminina, que vive agora no Canadá e ajudou a coordenar a operação. Era ela quem falava com o grupo regularmente para manter a calma e dar-lhes esperança." 

Quando lhes informaram que tinham uma janela de oportunidade de apenas 3 horas para poderem deixar o país, não olharam para trás. "Conseguiram finalmente sair do Afeganistão a bordo de um voo charter" a caminho de Portugal, país de onde é originário um dos seus ídolos. Portugal deu-lhes asilo e a possibilidade de continuarem a treinar.

No dia 19 de setembro aterraram em Lisboa e tinham à sua espera a "capitã da seleção nacional de futebol do Afeganistão, que participou na operação de resgate das meninas a partir da sua casa no Canadá."

 

Fontes:

https://rr.sapo.pt/noticia/pais/2021/09/23/selecao-feminina-do-afeganistao-feliz-e-pronta-para-sonhar-em-portugal/254214/

https://www.cm-tv.pt/atualidade/detalhe/sinto-me-livre-jovens-da-selecao-de-futebol-feminino-afega-refazem-a-vida-em-portugal

https://ge.globo.com/futebol/futebol-internacional/noticia/selecao-feminina-do-afeganistao-teme-pela-vida-apos-retorno-do-taliba-ao-poder-afirma-ex-capita.ghtml

 

20 anos depois do Ataque às Torres Gémeas

Não me lembro de muita coisa desse dia, acho que foi um dia normal. Olhando para trás, eu tinha acabado de fazer 18 anos.  Ia começar o meu primeiro ano no Instituto Politécnico, no curso que eu tinha escolhido e estava entusiasmada. Mal sabia que estava a chegar um dos piores anos da minha vida.

Nesse dia, os meios de comunicação social passaram imagens que nunca vou esquecer. E durante vários dias, senão semanas, ou meses, andamos com medo. Tinha parecido tão fácil atacar uma superpotência como os EUA, mais simples seria atacar países mais pequenos. Nessa altura, eu não entendia nada de geopolítica, de extremismos e de radicalismos. Sabia apenas o que "ouvia" dizer. 

A maior parte das notícias que acompanhei nesse dia, passavam em canais estrangeiros, os diretos sucediam-se e pelo meio sempre as mesmas imagens, as da segunda aeronave a embater na torre, a torre a cair como um castelo de cartas e as lágrimas a serem disfarçadas.  Nos dias seguintes, acho que todos sentimos o receio dos nossos pais cada vez que saíamos de casa para ir apanhar o autocarro, cada vez que eu ia fazer serviço voluntário nos bombeiros da terra, sei que os meus pais ficavam com o coração nas mãos, com medo que algo de parecido aqui acontecesse e nós fossemos chamados.

Passaram 20 anos e o mundo mudou. Já vi tantas e tantas vezes as mesmas imagens que já nem choro. Já se fizeram filmes, documentários, centenas de entrevistas foram transmitidas. 

Daquilo que se sabe agora, foram dezanove terroristas da Al-Qaeda, (uma organização radical islâmica liderada por Osama Bin Laden) que sequestraramm quatro aviões comerciais nos Estados Unidos.

Eram apenas 08:46, na hora local, quando o primeiro avião – um Boeing 767 da American Airlines que tinha descolado de Boston 1 hora antes – atinge a Torre Norte do World Trade Center, em Nova Iorque, . Ninguém se tinha apercebido até ali do desvio dos aviões e até ao segundo embate, pensou-se ser um acidente trágico, mas apenas um acidente.

Apenas dezassete minutos mais tarde, o mundo assiste, incrédulo, em direto, ao embate de um segundo avião – um Boeing 767 da United Airlines –  na Torre Sul do World Trade Center.

Cerca de meia hora depois, um terceiro avião, o voo 77 da American Airlines, que deslocou do aeroporto Washington Dulles, na Virgínia, com destino para Los Angeles, colide contra o Pentágono, a sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

Naquele dia, perderam a vida num atentado terrorista de dimensões inimagináveis, 2996 pessoas e ficaram feridas cerca de 6300. O coração financeiro de Manhattan tornou-se num cenário apocalíptico, depois do embate de dois aviões comerciais, sequestrados por comandos terroristas da Al-Qaeda, enquanto que um terceiro avião se dirigia para o Pentágono. Pensa-se que o Capitólio e, eventualmente, a Casa Branca seriam os restantes alvos dos planos de Osama Bin Laden. O 4º avião, despenhou-se em Shanksville, na Pensilvânia, depois dos passageiros e a tripulação terem lutado com os sequestradores, ao aperceberem-se que algo de muito grave se estava a passar.

Depois desse dia, o mundo mudou. A América lança a Operação Liberdade Duradoura em território afegão e que tinha como objetivo afastar do poder os talibãs, desmantelar a Al-Qaeda, capturar Osama Bin Laden e impedir ataques terroristas em solo americano. 

Com a ajuda dos aliados da NATO, os Estados Unidos derrotam os talibãs no início de dezembro de 2001, mas a maioria dos membros da Al-Qaeda e dos talibãs conseguem, no entanto, escapar à captura fugindo para o Paquistão ou escondendo-se em regiões remotas. A ONU aprova, em dezembro de 2001, o acordo de Bona, que definiu a administração provisória do Afeganistão, presidida por Hamid Karzai, até à realização de eleições.

Dez anos depois dos atentados de 11 de Setembro, as forças especiais norte-americanas matam, no Paquistão, Osama Bin Laden. 

A morte do principal alvo dos Estados Unidos alimentou o debate sobre a necessidade de presença de tropas norte-americanas no Afeganistão e, em junho de 2011, Barack Obama anunciou o início da retirada dos militares do país. O  processo, que deveria ficar concluído no verão de 2012, acabou por só se iniciar em 2014, ano findo o qual os aliados da NATO deram por concluídas as suas missões. No Afeganistão ficaram, nessa altura, cerca de 12.500 militares estrangeiros, 10.000 dos quais norte-americanos.

Com a atenção dos EUA desviada para o conflito no Iraque, os talibãs reagruparam-se em redutos no sul e no leste do Afeganistão e voltaram às ruas, trazendo destruição e violência. Em 2018, sem o cessar da insurgência e com a guerra a tornar-se cada vez mais ‘impopular’ entre os norte-americanos,a administração Trump e os aliados iniciam negociações com os talibãs, oferecendo a retirada das tropas em troca da promessa de que o Afeganistão não seria palco de terrorismo.

Dois anos depois, é assinado um acordo entre as duas partes que define a retirada de todas as tropas do Afeganistão até maio de 2021, mediante a manutenção de diálogos e negociações de paz entre os talibãs e o Governo afegão. Na altura em que Joe Biden assume a presidência dos Estados Unidos, em janeiro de 2021, o número de tropas no Afeganistão estava reduzido a 2500 militares e o Presidente norte-americano comprometeu-se a honrar o acordo de retirada, apontando para o dia 11 de setembro a data prevista para a sua conclusão.

20 anos depois, a guerra do Afeganistão, chega ao fim. Em maio, o grupo radical islâmico lançou uma nova ofensiva e conquistou vários territórios, aumentando os receios de que as forças de segurança afegãs fossem derrotadas. Um cenário que veio a confirmar-se em agosto, quando os talibãs conquistaram quase todo o território afegão, incluindo a capital, Cabul.

Duas décadas depois, os Estados Unidos não conseguiram impedir a conquista do poder pelos talibãs. 

De acordo com as Nações Unidas,o Afeganistão tem a terceira maior população deslocada do mundo. Desde 2012, pelo menos cinco milhões de pessoas fugiram e não conseguiram regressar a casa. Desde o seu início, mais de 240 mil pessoas terão perdido a vida durante a guerra.

 

Fontes:

https://sicnoticias.pt/especiais/20-anos-do-11-de-setembro/2021-09-11-Onze-licoes-do-9-11-o-dia-que-mudou--quase--tudo-00c3776b

https://sicnoticias.pt/especiais/20-anos-do-11-de-setembro/2021-09-07-A-guerra-mais-longa-da-America-do-11-de-Setembro-a-invasao-do-Afeganistao-fe2993c8

 

Jorge Sampaio

O ex-presidente da República Portuguesa, Jorge Sampaio morreu com 81 anos, no hospital de Santa Cruz, em Lisboa, onde estava internado desde o final de agosto, devido a dificuldade respiratória e doença cardíaca que já o acompanhava desde há muito.

Filho de mãe professora de inglês, de quem herda o rigor, e de pai médico, investigador, de quem herda a preocupação com o serviço de saúde público, criado numa família burguesa, democrática, que marcou a sua educação e personalidade. Irmão do conhecido psiquiatra Daniel Sampaio. Casou com Maria José Ritta, em Abril de 1974, de quem teve dois filhos, Vera e André, e com quem partilhou a vida privada e pública.

É em 1958, que desponta o seu entusiasmo pela política, talvez por ser o ano da campanha do General Humberto Delgado às presidenciais e ele, mesmo que ainda com 19 anos numa ditadura em que a maioridade era atingida apenas aos 21, ser já presidente da Associação Académica da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Havia a vontade de fazer algo e Jorge Sampaio estaria no momento e local exatos para poder fazer a diferença.

Funda o MAR (Movimento de Ação Revolucionária), o MES (Movimento de Esquerda Socialista) e o IS (Intervenção Socialista) antes de, em 1978, se tornar militante do PS (Partido Socialista). Embora mais tarde tenha reconhecido publicamente "o erro" de não ter-se inscrito mais cedo, em 1963, quando o PS foi fundado.

Durante quase 30 anos, desempenhou cargos políticos, tendo sido líder do PS. Em 1996 ganha a presidência da República a Soares, só deixando o lugar 10 anos depois. O homem da frase "há vida para além do orçamento" (2004), era tímido e discreto, mas ao mesmo tempo demonstrava uma cultura acima da média. Nem sempre entendido, afirmava que a "democracia global" teria de envolver a "democracia participativa e não só a representativa", mostrando uma preocupação com o futuro do país e do mundo, em especial com os países de expressão portuguesa.

Passou por cinco governos, e entre outros acontecimentos marcantes, assistiu há 21 anos à aprovação de um orçamento que valeu grande investimento na zona do Minho e o famosos "queijo Limiano", assistiu à queda de Guterres e conviveu com Durão Barroso e com a sua "mentira" sobre a Cimeira das Lajes, interrompeu o caminho de Santana Lopes dissolvendo a Assembleia e abriu o caminho para a eleição de José Sócrates. Foi ainda responsável pelos primeiros referendos nacionais, foi recordista de vetos (22, todos ganhos), percorreu os 308 concelhos do país. Não escapou aos escândalos da Universidade Moderna e da Casa Pia e teve um papel fundamental na independência de Timor Leste, que visitou assim que lhe foi possível. Foi o primeiro chefe do Estado português a fazê-lo.

No fim da presidência da República, Kofi Annan escolhe-o primeiro para lutar contra tuberculose e depois para unir as civilizações. O desempenho dessas funções valeu-lhe uma distinção da Organização Mundial de Saúde e o primeiro prémio Nelson Mandela instituído pelas Nações Unidas para premiar "feitos e contribuições excecionais ao serviço da humanidade".

 

Linhas fronteiriças em guerra - ataque Talibã

Um bombista suicida numa motorizada carregada de 6 kg de explosivos foi contra um comboio da polícia, num posto fronteiriço em Quetta, capital da província de Baluchistão, na fronteira com o Afeganistão. Segundo as autoridades locais, citadas pela CNN, o ataque foi levado a cabo por um bombista suicida e já foi reivindicado pelo movimento talibã no Paquistão. Três pessoas morreram, uma delas o atacante e 15 ficaram feridas.

O que significa a morte para estas pessoas? De que tamanho é o seu ódio, a sua cólera?

O pior ataque realizado este ano pelo grupo militante foi em abril, quando uma explosão fora de um hotel de luxo em Quetta matou quatro pessoas e feriu outras 12. Em agosto de 2016, um ataque contra um hospital civil fez 70 mortos e 56 feridos. Na ocasião, a deflagração de um engenho explosivo fez um morto e um ferido grave, levado para o hospital. Depois disto, vários homens armados abriram fogo no hospital. A maioria dos feridos foram advogados e jornalistas que tinham ido saber notícias ao local, ou seja, foi usado um engodo para os juntar numa mesma área para causar o amior dano possível.

Esta província tem visto uma insurgência de décadas de separatistas que exigem a independência do Paquistão, citando o que eles dizem ser o monopólio do estado e a exploração dos recursos minerais da província.

Fontes:

https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/ataque-suicida-atinge-soldados-na-cidade-paquistanesa-de-quetta/

https://brasil.elpais.com/noticias/atentados-suicidas/

https://www.abogacia.es/pt/actualidad/noticias/al-menos-53-muertos-en-el-atentado-contra-abogados-en-un-hospital-de-quetta-pakistan/

https://rr.sapo.pt/noticia/mundo/2021/09/05/atentado-no-paquistao-provoca-pelo-menos-tres-mortos-e-20-feridos/252013/

 

 

 

Igor Sampaio

Perdeu-se hoje mais um grande ator. Igor Sampaio, nome artístico de João Luís Duarte Ferreira, nasceu em Ponta Delgada, a 29 de dezembro de 1944, faleceu hoje no Hospital de S. José, em Lisboa, onde estava internado desde 31 de agosto, vitima de um AVC. Tinha 76 anos. Foi também cenógrafo, figurinista e pintor,

Começou então por trabalhar como assistente de cenografia no Teatro Monumental, sob a direção de Pinto de Campos.

Estreou-se profissionalmente em 1967. "A cabeça do Baptista", "Laço de sangue", "Sacrilégio", foram algumas das peças que representou na Casa da Comédia, entre 1970 e 1971, tendo, também assinado os figurinos e cenários. Já depois do 25 de Abril de 1974 e até 1979, Igor Sampaio integrou elencos de teatro de revista em peças como "Até parece mentira", "O bombo da Festa", "E tudo S. Bento levou" e "Rei capitão soldado ladrão".

Entre 1979 e 2001 fez parte do elenco do Teatro Nacional D. Maria II, onde entrou em peças como "As Três Irmãs", "O Judeu", "As Fúrias", "Rei Lear", entre outras.

Do currículo do ator constam ainda trabalhos com o Novo Grupo/Teatro Aberto, nos anos 1980, e, no Teatro da Trindade, já depois de 2000, em espetáculos como "A desobediência", "O dia das mentiras" ou "Os Maias no Trindade".

Nos últimos anos, trabalhava como ator no teatro A Comuna, em Lisboa. "As artimanhas de Scapin" (2020), "Os apontamentos de Trigorin" (2018) e "Play Strindberg" contam-se entre as peças da companhia dirigida por João Mota em que Igor Sampaio subiu ao palco nos últimos anos.  

Sobre o ator podemos dizer que frequentou o curso de atores do Conservatório Nacional, fez teatro de revista no Teatro Maria Vitória e fez parte do elenco fixo do Teatro Nacional D. Maria II.

Igor Sampaio foi um ator transversal, tendo feito parte do grupo de bailados "Verde Gaio" e tinha presença regular em televisão, nomeadamente em telenovelas e séries.conta ainda com uma longa carreira em telenovelas e séries televisivas, dos quais se destaca para a RTP "Mau tempo no canal", "A banqueira do povo", "A mulher do sr. ministro", "Vidas de Sal", "Ballet Rose", "O processo dos Távoras" e "Lusitana Paixão", "Velhos amigos", "A ferreirinha" e "Pai à força", entre 1970 e 2010.

Já na TVI particpipou em "Equador", "Morangos com açúcar", "Super pai", "Bons vizinhos", "Tudo por amor".  Enquanto que para a SIC integrou os elencos de "Laços de sangue", "Perfeito coração" ou "A Família Mata".

Atualmente, integrava o elenco da telenovela "Mulheres", ainda em exibição na TVI.

Fontes:

https://www.dn.pt/cultura/morreu-igor-sampaio-ator-de-pai-a-forca-e-morangos-com-acucar-14087001.html

https://www.tsf.pt/portugal/sociedade/funeral-do-ator-igor-sampaio-realiza-se-no-domingo-no-cemiterio-dos-prazeres-14089554.html