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Caderno Diário

Caderno Diário

28
Fev21

A terra tremeu em 1969

Elsa Filipe

Foram muitos os eventos sismográficos que afetaram o nosso país e um dos mais destruídores terá sido o sismo do século XVIII (1755). No entano, no século passado, ocorreram também outros eventos que alguns de vós se poderão ainda lembrar.

Em 1969, na noite de 28 de Fevereiro, entre as 03:41 e as 03:45, o país, em pânico, saiu para a rua meio despido ou em pijama. Portugal era assolado pelo maior tremor de terra desde o sismo de 1755. O sul, nomeadamente o Algarve, e a região de Lisboa foram as zonas mais atingidas pelo sismo de 7,9 na escala de Richter, que se fez sentir também em Espanha e Marrocos. Na zona de Lisboa, registaram-se intensidades um pouco mais baixas, mas mesmo assim bastante destruídoras.

Há registos que indicam 13 mortos no nosso país (duas em consequência direta do abalo e onze indiretas) e cerca de 58 feridos.

Muita gente passou a noite na rua, as pessoas ficaram pelos passeios, outros em bancos de jardim, embrulhados em cobertores, com medo de voltar para dentro de casa. O pânico voltou às 5:28, quando se sentiu uma réplica de pequena intensidade. Mas o medo levou a crer que era outra vez um abalo de grande intensidade. Entre 28 de fevereiro e 24 de março, registaram-se 47 réplicas.

O epicentro deu-se a cerca de 200km a sul de Vila do Bispo, no Algarve (vila onde nasceu o meu avô, "algarvio" de Sesimbra"), localizando-se o epicentro no Banco de Gorringe.

Seguindo-se ao sismo, formou-se um tsunami (ou maremoto) que destruiu diversas localidades, entre as quais: Cascais, Cacilhas, Sesimbra, Lisboa, Faro, Lagos e, nas ilhas, Horta e Angra, entre outras. A onda formada teria tido cerca de 50 cm na sua origem e 44 nos seus extremos (em comparação a onde de 1755 teria tido 3.8 metros na sua origem).

O tsunami, provocou também muito medo, arrastou estruturas que já tinham sido destruídas pelo sismo alagaram casas e provocaram em algumas zonas o alagamento e desmoronamento de terras.

Portugal resistiria a um sismo como o de 1969? "Pessoas estão a comprar  gato por lebre ao preço do ouro" - RenascençaFoto: Centro Europeu de Riscos UrbanosImagens: Renascença.

 

Deixo alguns links de sites/documentação relevantes: 

https://rr.sapo.pt/2019/02/28/pais/portugal-resistiria-a-um-sismo-como-o-de-1969-pessoas-estao-a-comprar-gato-por-lebre-ao-preco-do-ouro/especial/142714/

https://docentes.fct.unl.pt/sites/default/files/cmcr/files/tsunamis-chastre_rodrigues.pdf

http://sismo1969.ipma.pt/

https://www.mun-setubal.pt/memorias-do-sismo-de-1969-em-exposicao/

https://www.dn.pt/dossiers/cidades/sismos/noticias/sismo-de-magnitude-60-foi-o-maior-desde-1969-video-1449732.html

 

22
Fev21

1 ano depois

Elsa Filipe

Há um ano, a Europa já sabia (parcialmente, é certo) da situação na China, mas não estava preparada para o que aí vinha. Em Portugal, ainda não tínhamos casos positivos, embora se começassem a testar casos suspeitos. 

Segundo a OMS apurou depois, os primeiros casos registaram-se em Janeiro de 2020 em França, mas estudo posteriores demonstraram que o caso º 1 na Europa ocorreu na Alemanha.

Itália, há um ano, debatia-se com o início da pandemia. Os casos começaram a aumentar substancialmente e a espalhar-se pelo resto da Europa. Ao mesmo tempo, nos EUA também se começa a assistir a um aumento do número de casos. O caos estava instalado e a partir daí, já todos sabemos o que aconteceu.

As imagens dos hospitais de algumas cidades italianas, assustavam-me já nessa altura, embora por cá, não houvesse ainda uma grande preocupação. Há um ano, não sabíamos bem o que nos esperava - acho que um ano depois, ainda há muito que não sabemos. 

Temos de continuar na luta, especialmente na prevenção, pois a cura está ainda muito longe. Muito se conquistou, com danos diretos e colaterais que nos vão ainda afetar daqui a vários anos. O mundo sofreu um embate muito forte, mas somos fortes e vamos conseguir ultrapassar. 

Ainda vão haver muitas baixas desta guerra, seremos muitos portugueses a não conseguir sobreviver, a perder amigos, a sentir a saudade dos nossos familiares, a perder os empregos... mas estarão cá os sobreviventes para levantar o país, a Europa e o Mundo, que nunca mais serão iguais.

 

17
Fev21

Carmen Dolores

Elsa Filipe

22/04/1924 - 16/02/2021

Ontem soube que o mundo da representação tinha ficado mais pobre com a morte da atriz Carmen Dolores, com 96 anos. 

Deixo-vos aqui hoje um pouco da sua história de vida, que contou com grandes marcos. 

Carmen Dolores nasceu a 22 de abril de 1924 e era filha de José Sarmento, (jornalista, tradutor e crítico de teatro) tendo por isso desde muito cedo, tido contato com o meio teatral lisboeta.

Estreou-se como atriz aos 19 anos, com o filme 'Amor de Perdição'. Foi declamadora na rádio e pisou o palco pela primeira vez no Teatro da Trindade em Lisboa em 1945, na Companhia "Os Comediantes de Lisboa". A partir daí, foi sempre somando sucessos.

A carreira passou pelos palcos mas também pela televisão, em  telenovelas como 'Passerelle', 'A Banqueira do Povo' ou a 'Lenda da Garça'.

Pelo cinema, além de 'Amor de Perdição', esteve também em 'Balada da Praia dos Cães' ou a 'Mulher do Próximo'.

Foi uma das fundadoras da APOIARTE/Casa do Artista, com Raul Solnado, Manuela Maria, Armando Cortez e Octávio Clérigo. Abandonou os palcos em 2005.

Recebeu ainda várias distinções pelas interpretações no teatro, no cinema e na televisão. A primeira distinção foi a de melhor interpretação feminina de cinema, no filme "Um homem às direitas", em 1944. Foi ainda agraciada pela Presidência da República com a Ordem de Sant'Iago da Espada em 1959, com o grau de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique em 2005 e com as insígnias de Grande-Oficial da Ordem do Mérito em 2018.

Imagem Presidência da República.
16
Fev21

O carnaval na história

Elsa Filipe

Hoje, é terça-feira de Carnaval. Aquele dia que eu sempre achei que devia ser feriado, pois o Carnaval faz parte das festividades de várias terras, de norte a sul do país. As festas datam de há muitos séculos. Sabiam que os Romanos faziam algo parecido?

As Saturnálias, eram festas épicas que aconteciam na Roma antiga em exaltação a Saturno, deus da agricultura. A diferença é que essas festas aconteciam em dezembro. Outra curiosidade da época dos Romanos, é que também tinham uma espécie de "carro alegórico" onde iam homens e mulheres nus. Chamava-se de carrus navalis (“carro naval”), pois tinham formato de navio. Seria essa a origem da palavra “Carnaval”, então?

Sabemos que mais tarde, quando a Igreja Católica começou a cristianizar diversas tradições pagãs, o termo passou a significar, por aproximação fonética, carne vale (adeus à carne).

Porquê “adeus à carne”? Tem ligação com o período que antecede a quaresma (Páscoa) e por isso, o dia de Carnaval antecede o "carne vale", que nunca fez parte do calendário religioso oficial, ficou marcado como o momento de exagero feito para compensar a entrada no período de penitência – no qual o consumo de carne era proibido.

E em Portugal, a história do Carnaval também deriva de festividades religiosas e é festajado de formas muito diferentes, com tradições seculares.

Sabiam que os festejos do Carnaval do Brasil ganharam outra vida com a chegada dos colonos portugueses? O Brasil já teria as suas tradições, mas  entre os séculos XVI e XVII surgiu o entrudo. Essa brincadeira fixou-se primeiramente no Rio de Janeiro e era realizada dias antes do início da Quaresma.

O entrudo manifestava o clima de zombaria pública que regia o Carnaval e foi uma brincadeira muito comum até meados do século XIX. A sua manifestação mais tradicional era conhecida como “molhadelas”, em que as pessoas atiravam líquidos malcheirosos umas nas outras (água suja, lama e até urina). No entrudo também se usavam águas aromatizadas, principalmente pela classes mais altas da sociedade. 

A partir do século XX, o envolvimento popular com a festa contribuiu para a consolidação de ritmos que incorporavam a influência da cultura africana na capital brasileira. Assim, na década de 1930, o samba e os desfiles das escolas de samba tornaram-se no elemento fundamental Carnaval

A música não tem apenas relação com os povos africanos,  mas também com os portugueses. Por exemplo, o cavaquinho (que é um instrumento da família dos cordofones originário do Minho, norte de Portugal) foi levado para outras paragens como Brasil, Cabo Verde, Moçambique e Havai.

Também não podemos deixar de reparar nas similiaridades entre o Bombo, tipicamente tão português e o surdo. 

Estes traços históricos não são muito explicados às crianças, a não ser pelas tradições da terra onde vivem e em que podem participar. O que são os "caretos" de Podence? O que são os "diabos" de Vinhais?

15
Fev21

Ciclone de 1941

Elsa Filipe

Passaram-se 80 anos que a dia 15 de Fevereiro de 1941, o país e em particular a vila de Sesimbra, da qual eu sou oriunda (saudades da minha terra natal) foram fustigados por um ciclone. Desde miúda que oiço falar deste evento, pelos meus avós que me diziam "isto? Isto não é nada! Não queiras saber como foi no ciclone. Tudo destruído." A verdade é que sempre quis saber. Tenho desde já a agradecer justamente, ao Museu Marítimo de Sesimbra, por partilhar este e outros factos da nossa amada vila, fazendo-nos recordar a força da qual os pexitos são feitos.

Este ciclone provocou a morte de quatro pessoas na vila de Sesimbra e a destruição de, aproximadamente, três centenas de embarcações. Os ventos podem ser considerados os mais violentos desde que há recolha de registos meteorológicos (finais do século XIX), tendo rondado os 130 km/hora.

Pode ser uma imagem de 1 pessoa e ao ar livre

A destruição causada pelo ciclone, pode ser vista em algumas das fotos que o próprio museu disponibiliza.
 
Pode ser uma imagem de ao ar livre
 
Nesta foto, podemos ver um grupo de homens (possivelmente todos pescadores, ou quase) a verificar os estragos nas embarcações arremessadas pelo mar e pelo vento contra as casas.
 
A história das gentes de Sesimbra, é um dos temas sobre os quais escrevo (só falta coragem de publicar alguma coisa, talvez um dia).
14
Fev21

"O regresso"

Elsa Filipe

Hoje festeja-se o dia dos Namorados e também o dia da Amizade. 

Então, hoje escolhi vir falar-vos de um livro que li durante o mês de Janeiro e que se chama "O regresso", do escritor Nicholas Sparks. Bem, começando pelo princípio, gosto muito de ler (e de escrever também) por isso, de vez em quando vou trazer aqui alguns livros para comentarmos. Pode ser?

A história envolve um médico do exército que fica ferido numa explosão no Afeganistão, de que resultam imensas sequelas, tanto físicas como psicológicas. Quando regressa à Carolina do Norte, depois da morte do avô, Trevor conhece Natalie por quem se começa a apaixonar. Mas há algo, que Natalie esconde, que a impede de se entregar ao amor que está a nascer entre os dois, que vai mexer com a ética e a moral e que vai obrigá-la a tomar uma das decisões mais difíceis da sua vida.

Enquanto procura pelas razões que levaram o avô a fazer uma grande viagem (e na qual acaba por falecer), Trevor começa também a descobrir outras coisas. Conhece Callie, uma jovem que vive sozinha e que guarda muitos segredos, mas que parece ter sido acolhida pelo seu avô. Aqui há uma outra história, paralela, que me deixou muito emocionada.

Nicholas Sparks, começou por escrever o "Diário da Nossa Paixão" (que também já tinha lido, há muitos anos).Nasceu no Nebraska, EUA em 1965.

10
Fev21

Abraços virtuais

Elsa Filipe

Sou mãe e educadora, adoro escrever, gosto muito de ler. Na minha vida passei por muitas coisas, conheci muitas pessoas que me enriqueceram e passei por várias situações que quis esquecer.

Neste momento, trabalho com crianças do 1º ciclo. Um desafio diário, que abracei há pouco mais de um ano e que me traz, todos os dias, uma enorme satisfação. Mas o desafio agora, é conseguir chegar-lhes todos os dias, recebê-los nos meus braços, acarinhá-los. E isso não é possível. Já no Centro, com as máscaras e o distanciamento tinham acabado os abraços e os beijos. Não podíamos. Era triste, mas havia sempre um bocadinho para conversar, para saber como tinha corrido o dia, para os escutar. Eu estou aqui, na mesma com toda a disponibilidade, e por isso às vezes é tão difícil terminarmos os trabalhos de casa! Não dá tempo, porque queremos conversar, trocar experiências, falar do que sonhamos e nos assustou. As minhas crianças (que são um pouquinho minhas, me desculpem os pais) estão a passar por situações difíceis. Estão fechadas em casa, sem os amigos. Começar um 1º ano traz marcas - que normalmente serão boas lembranças, os primeiros amigos, os primeiros professores, o dente que caiu, a bola que foi para o telhado... mas este ano? Este 1º ano, que memórias irá deixar nestes meninos? Quero tanto fazer a diferença, quero tanto dar-lhes boas memórias!

Ser professora, ser educadora, é isto, é proporcionar experiências, aprendizagens. E abraçá-los.

E no meio disto tudo, junto o ser mãe, o estar do outro lado, o "ouvir" as aulas do meu filho, os colegas que estão com ele desde a pré e que no 5º ano continuam juntos. E, confesso, quando os oiço, choro tantas vezes. Não consigo explicar porquê, mas tenho pena destes meninos, tenho pena do meu filho não estar a viver a sua passagem da infância para a adolescência com a devida liberdade. 

08
Fev21

O novo confinamento

Elsa Filipe

Quando em Março do ano passado, o país "fechou" eu fui daquelas pessoas que achou a medida extremamente necessária para controlar a evolução da pandemia. Não sabíamos quanto tempo íriamos ficar fechados, nem o que iria acontecer quando se levantassem as medidas mais restritivas. 

No meu trabalho, ensino crianças de várias idades num centro educativo, consegui ficar em teletrabalho, aprendi a trabalhar com o Zoom, a descarregar livros de fichas para o computador, inscrevi-me em muitas plataformas dirigidas a pais e a professores. Fez-me crescer como profissional, abriu-me novos horizontes, fui "obrigada" a pensar o ensino de outra forma, para que os alunos se mantivessem ativos e interessados nas minhas aulas.

Digo-vos que o pior foi sentir-me impotente perante o avançar da pandemia, mas a esperança voltou com o desconfinamento, com o regresso das crianças para as férias (mesmo com todas as medidas de proteção e cuidados, conseguimos ter sempre diversão).

Neste momento, entramos num novo confinamento. Já sabemos que vai ser difícil. E só passaram alguns dias e já me sinto mais cansada do que se andasse a trabalhar fora. A viagem para lá e para cá, um momento em que a rádio é a minha companhia, a cabeça tem tempo para espairecer, pensar na vida. Tinha tempo de almoço, ia comer e ia caminhar na praia quando o tempo estava bom, ou ficava dentro do carro a ler um livro.

Em casa, por incrível que pareça, esse tempo desapareceu. Faço as mesmas horas on-line, mas o tempo de preparação, de organização de conteúdos, leva-me o resto do dia. Ao fim de 8, 9 horas no computador, só quero um banho e cama. Gostava de ir fazer uma caminhada, mesmo aqui à volta do prédio só para esticar as pernas, mas depois a inércia vence e visto o pijama em vez do fato de treino! Às vezes faço ioga, faço alongamentos,  (tenho fibromialgia e problemas de coluna, por isso fazer aulas com saltos por exemplo não consigo).

Com vocês, como é? Também sentem que o trabalho on-line é mais cansativo? 

03
Fev21

Adelaide João

Elsa Filipe

27/07/1921 - 03/02/2021

Um surto na "Casa do artista" levou dos palcos a querida Adelaide João. Uma vida cheia de muitas outras vidas, as das personagens a que foi dando corpo ao longo de toda uma carreira.

Maria da Glória Pereira Silva, de nome artístico Adelaide João, nasceu em Lisboa em 27 de julho de 1921 e começou como atriz amadora no grupo de teatro da Philips.

A atriz iniciou-se pela mão do pai do ator Morais e Castro e foi buscar o nome profissional aos dois primeiros nomes da mãe e do pai.

Estudou no Conservatório Nacional e, em 1961, partiu para Paris para estudar teatro, com uma bolsa de estudo, tendo trabalhado com várias companhias francesas (obteve a carteira de atriz profissional em França). Chegou a ser dirigida por Ingrid Bergman.

Adelaide, integrou o elenco de "A intrusa", do dramaturgo belga Maurice Maeterlinck. Participou em "A Castro", de António Ferreira, em 1961, e em "Eva e Madalena", de Ângelo César, em 1962.

Em 1961, representou "O consultório", de Augusto Sobral, no Teatro Nacional D. Maria II, e, um ano depois, "A rapariga do bar", dirigida por Couto Viana, no Teatro da Trindade pela Companhia Nacional de Teatro.

Em 1965, Adelaide João, volta de vez a Portugal, voltando também para a televisão e integrando a Companhia do Teatro Estúdio de Lisboa, dirigida por Helena Félix e Luzia Maria Martins.

Nos anos seguintes, integrou companhias como o Teatro Experimental de Cascais, Teatro Maria Matos, Casa da Comédia, Empresa Vasco Morgado ou O Bando, de que era cooperante.

No teatro O Bando fez parte do elenco de peças como "Ensaio sobre a cegueira", de José Saramago, e "Os anjos", de Teolinda Gersão, entre outras.

O seu trabalho na televisão repartiu-se por séries, telenovelas, telefilmes e teatro televisivo.

Participou também nas peças "O fidalgo aprendiz", de Francisco Manuel de Melo, "A sapateira prodigiosa", de Federico García Lorca, "A vida do grande D. Quixote", de António José da Silva, "Schweik na Segunda Guerra Mundial", de Brecht.

Integrou o elenco de telenovelas como "Vila Faia" (1982), "Origens" (1983), "Chuva na areia" (1985), "Palavras cruzadas" (1987), "Nunca digas adeus" (2001) e "Tudo por amor" (2002).

Em filmes, a atriz desempenhou papéis em "Os gatos não têm vertigens", de António-Pedro Vasconcelos, "A última dança", "A mulher que acreditava ser presidente dos Estados Unidos", de João Botelho, "Telefona-me" e "A estreia", de Frederico Corado, "O processo do rei" e "O fim do mundo", de João Mário Grilo, "Francisca", "manhã submersa" e "Amor de perdição", de Manoel de Oliveira.

O último trabalho de Adelaide João na televisão data de 2014 na série televisiva "The Coffee Shop Series", cuja primeira temporada foi transmitida na SIC Radical e, a segunda, na RTP 2.

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02
Fev21

Cecília Guimarães

Elsa Filipe

28/05/1927 - 02/02/2021

Conhecia a cara, não sabia o nome. Tanto assim é, com outros atores e atrizes. Admirava muito o seu trabalho. Os atores como ela, que nos deixam, ficam sempre gravados e podemos revivê-los uma e outra vez, quando temos saudades. Recentemente participou na telenovela, “A Única Mulher” como Filomena (elenco adicional) que está agora a ser retransmitida na Tvi. 

A atriz estava na "Casa do Artista" depois de uma carreira de 70 anos em televisão e teatro. Aqui fica um pouquinho dessa história:

Cecília Guimarães fez o curso do Conservatório Nacional e estreou-se com "A qualquer hora o diabo vem", de Pedro Bom, no Teatro da Rua da Fé (1951).

Passou pela Companhia Alves da Cunha e pelo Teatro do Gerifalto. Ainda na década de 1950, foi trabalhar para o escritório da Fábrica de Condutores Eléctricos Diogo d'Avila, tendo sido convidada por António Lopes Ribeiro para participar no filme "O primo Basílio", com o qual foi distinguida com o prémio para Melhor Actriz, pelo Secretariado Nacional de Informação (SNI).

Cecília Guimarães foi uma das atrizes pioneiras na televisão, interpretando várias peças de teatro televisivo. Participou em filmes como "As Horas de Maria" (1979), "Francisca" (1981), "O Lugar do Morto" (1984), "A Filha" (2003), "Axils" (2016), "A Canção de Lisboa" (2016) e "Olga Drummond" (2018). Participou ainda em “O Princípio da Incerteza”, de Manoel de Oliveira, e, na televisão, desempenhou papéis que iam do drama, como na adaptação de “Harpa de Ervas”, de Truman Capote, à comédia mais recente, como “Milionários à Força”. 

Em televisão participou também em "A Mala de Cartão" (1988), "A Morgadinha dos Canaviais" (1990), "Cluedo" (1995), "Filhos do Vento"(1997), "Casa da Saudade"(2000), "Estação da Minha Vida" (2001) e "Hotel Cinco Estrelas" (2013).

Mais um grande atriz que nos deixa. Este ano tem sido terrível e ainda agora começou.

Imagem Diário da República.

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