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Caderno Diário

Caderno Diário

12
Ago20

"Quarentena"

Elsa Filipe

Este foi uma daquelas leituras inesperadas. Estava com três horas livres e um pouco longe de casa, então levei um dos livros que encontrei no meu trabalho e acabei por o ler de uma enfiada.

Escrito pelo autor inglês Jim Crace, conta de uma foma inesperada (pelo menos para mim) a história de um homem que passa 40 dias no deserto, sujeito a adversidades e tentações. Esse homem era Jesus. Na companhia de um bando de personagens malucos e fanáticos, Jesus é um jovem galileu com poucos estudos, e muito teimoso que acaba (quase) morrendo de fome e sede. 

Mas a personagem que achei mais forte e que mais lutou, foi a mulher. Grávida, abusada e agredida pelo amarido, abandonada pelos familiares quando o amrido adoeceu e ficando sozinha, a cuidar dos preparativos para enterrar o defunto que, inesperadamente, acaba por sobreviver.

"Quarentena", não é um livro religioso. É um romance que conta com grande carga emocional e em que temos de nos colocar naquela época histórica para compreender as ações das personages. 

Lido quase de um fólego.

06
Ago20

Fernanda Lapa

Elsa Filipe

11/05/1943 - 06/08/2020

Nasceu na Junqueira, em Lisboa. Estudou no Colégio de Santa Maria de Belém e em 1962 passou pelo Teatro dos Alunos Universitários de Lisboa (TAUL), integrando no ano seguinte o núcleo fundador da "Casa da Comédia", companhia de vanguarda na década de 60 em Portugal, ao lado de Fernando Amado, Maria do Céu Guerra, Manuela de Freitas, Norberto Barroca e outros jovens artistas.

Foi na "Casa da Comédia" que se estreou como atriz na peça de Almada Negreiros "Deseja-se Mulher", em 1963. E foi com essa mesma peça que se estreou como encenadora, também na "Casa da Comédia", em 1972, dirigindo a sua irmã São José Lapa.

Ao longo de quase 60 anos de vida profissional, Fernanda Lapa tornou-se uma figura de referência pela visão inovadora que trouxe para o teatro. Influenciou gerações de artistas e manteve uma atividade cívica constante na defesa de direitos das mulheres e na reivindicação de condições de trabalho para os criadores portugueses. No auge da sua luta, fundou a "Escola das Mulheres", em 1995 com Isabel Medina, Cucha Carvalheiro, Cristina Carvalhal, Aida Soutullo, Conceição Cabrita e Marta Lapa.

Do seu percurso conta-se o curso de assistente social no Instituto Superior de Serviço Social eo trabalho que desempenhou durante uma década na reabilitação de cegos na Fundação Sain.

Em 1979 conseguiu uma bolsa da Secretaria de Estado da Cultura, que a levou para Varsóvia, a fim de frequentar a Escola Superior de Encenação. Nesta escola diplomou-se em Encenação, realizando em seguida estágios no Teatro Laboratório de Grotowski, no Teatro Contemporâneo de Wroclaw e no Teatro Stary de Cracóvia.

Encenou espetáculos de teatro, teatro-dança e ópera. Desenvolveu também outras atividades pedagógicas na área do teatro e do cinema, ao mesmo tempo que se destacava como atriz em teatro, televisão e cinema.

Foi nomeada para os 'Sete de Ouro' em 1984, 1990 e 1991. No ano de 1992, ganhou o prémio de melhor encenação e o Prémio de Crítica para a Encenação com "Medeia é Bom Rapaz". Em 1996, foi nomeada para os Globos de Ouro e recebeu o prémio SIC na modalidade de Teatro. Em 1999, recebeu o prémio especial "Procópio" e em 2005 ganhou o Globo de Ouro de Melhor Espetáculo com "A Mais Velha Profissão" e a Medalha de Ouro de Mérito cultural.

A atriz e encenadora continuava no ativo e coordenava até agora as comemorações do centenário do nascimento do escritor e dramaturgo Bernardo Santareno, que se assinala em 2020 e de quem a Escola de Mulheres vai levar a cena, previsivelmente em novembro, a obra "O Punho", com versão cénica da própria Fernanda Lapa.

Foi professora e diretora do conselho do departamento de artes cénicas da Universidade de Évora até agosto de 2012, e de onde se reformou. Também deu aulas na Escola Profissional de Teatro de Cascais e na Universidade Intergeracional (UNIESTE).

Fez diversas participações em televisão, das quais destaco a série da RTP "Pós de bem-querer" (1992), a telenovela "Filhos do Vento" em 1997, "O Processo dos Távoras" (escrita por Francisco Moita Flores, 2001) e onde também entraram Henrique Viana, João d’Ávila, Júlio Cardoso, Lia Gama, Canto e Castro e João Lagarto, a telenovela "Lusitana Paixão" na RTP em (2003) e na telenovela da TVI "Doce Fugitiva", em 2006, e em 2016 participou na "Impostora" na TVI.

Em janeiro deste ano, estreou a sua última criação, no Teatro Municipal São Luiz, em Lisboa: a peça Sem Flores Nem Coroas, de Orlando Costa (pai do atual primeiro-ministro, António Costa, e amigo de longa data de Fernanda Lapa).

A atriz estaria agora gravar "Amar demais". O elenco perdeu também Pedro Lima, em Junho deste ano.

 

01
Ago20

Um novo membro

Elsa Filipe

Durante a última semana, acompanhei vários posts no facebook que pediam a adoção de um animal. Cães e gatos, bebés, adultos e séniores são largados todos os dias, abandonados muitas vezes à fome à morte certa, não fossem pessoas excecionais que os recolhem, alimentam e cuidam, dando-lhes uma nova oportunidade de vida.

Num desses post, "apaixonei-me" por uma gatinha. Foi largada dentro de um saco plástico para morrer, no meio da Serra da Arrábia. Bebés de poucas semanas, olhos ainda azuis de "leite" sem a mãe por perto e com muitos predadores a circular por ali...

Hoje fui buscá-la a casa da senhora que era FAT dela e dos irmãos, com o meu filho e trouxemo-la para casa. É uma pequena bolinha. Vai ter todos os cuidados necessários e muito amor para crescer forte e saudável.

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