Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Caderno Diário

Caderno Diário

26
Jun20

"O Estilete assassino"

Elsa Filipe

Neste livro, Ken Follett, descreve a forma como um espião ao serviço de Hitler, descobre os planos, os fotografa e tenta entregar as provas de que os grandes ajuntamentos militares eram apenas fictícios, falsos tanques que "invadiam" os arrebaldes. A sua fuga leva ao assassínio de quem se atravesse no seu caminho, mas é uma mulher quem lhe dá mais luta, uma luta interior contra si mesmo e uma luta física contra uma adversária que se torna numa verdadeira heroína. 

Um thriller emocionante que fala sobre a preparação dos desembarques na Normandia, que ocorreram na terça-feira, 6 de Junho de 1944, e que consistiram na invasão dos Aliados da Normandia na Operação Overlord durante a Segunda Guerra Mundial. Com o nome de código Operação Neptuno e muitas vezes referido como o Dia D, foi a maior invasão por mar da história. A operação deu início à libertação dos territórios ocupados da Europa noroeste pelos alemães do controlo nazi e implantou os alicerces da vitória dos Aliados na Frente Ocidental.

O planeamento para a operação começou em 1943. Nos meses que antecederam a invasão, os Aliados colocaram em prática um engodo de grandes dimensões com o nome de código "Operação Guarda-Costas", para iludir os alemães em relação à data e local do principal desembarque Aliado.

As condições atmosféricas do Dia D estavam longe do ideal e a operação teve de ser adiada em 24 horas; um novo adiamento teria significado um atraso de pelo menos duas semanas, pois os responsáveis pela elaboração do plano da invasão tinham definido requisitos para as fases da lua, as marés e a hora do dia, o que significava que apenas alguns dias de cada mês eram considerados adequados. 

Um livro que é também uma reconstituição da história, vista do outro lado dos intervenientes.

20
Jun20

Pedro Lima

Elsa Filipe

20/04/1971 - 20/06/2020.

Muito está ainda por explicar, mas tudo indica que o ator se suicidou, após se despedir dos amigos mais próximos. Não há palavras que exprimam o que se sente neste momento, pois como pode uma pessoa com 5 filhos, uma relação com 20 anos, uma carreira reconhecida, acabar assim com a própria vida? São esses os mistérios da nossa mente, os fantasmas que atormentam quem sofre e que mais ninguém tem o poder de sentir nem de perceber. Mesmo com sinais de depressão confessados aos amigos e até através da imprensa, ninguém viu. O sorriso fácil escondia a dor.

E também esta crise, esta pandemia que tem levado à destruição de tantos sonhos, à dissolução de negócios, aos despedimentos, à perda de bens, ao desmoronamento das vidas até aí construídas. Ninguém sabe o que se passou, mas como estes, outros casos haverão por aí, em que a falta de trabalho, a solidão (mesmo em famílias grandes e aparentemente felizes é possível estarmos sós? Sim, às vezes tão sós que dói), a perda de alguém e a destruição dos sonhos de vida levam à escolha de um trágico destino.

Os meus sentimentos para a família e para os amigos. E que seja uma lição, para que não se esqueçam dos nossos atores, dos nossos artistas, cantores, sonógrafos, guionistas... 

Pedro Lima nasceu em Luanda, a 20 de abril de 1971. Foi atleta olímpico na modalidade de natação, por Angola, tendo participado nos jogos olímpicos de 1988 e 1992.

Mas foi como ator que muitos de nós o conhecemos.

Entrou no meio artístico através de Ricardo Carriço, na Central Models. Iniciou-se na RTP2, tendo apresentado Magacine, um programa dedicado ao mundo do cinema.

Nas novelas participou em "Terra mãe", "Os lobos", "O Último Beijo", "Ninguém como Tu", "Fala-me de Amor", "Ilha dos Amores", "A Herdeira" e "A Outra" entre muitas outras com pequenos e grandes papéis.

Participou também na novela "Espírito Indomável" (2010), que está a ser transmitido novamente pela TVI. Estaria a gravar a nova novela da TVI "Amar Demais" que irá estrear possivelmente em Dezembro.

13
Jun20

"Deixei-te ir"

Elsa Filipe

Existem livros bons e depois existem aqueles que me agarram da primeira à última página. Foi esse o caso.

Clare Mackintosh consegue através da sua escrita exemplar e expressiva transmitir-nos o que as personagens estão a sentir. Uma história emocionante que se baseia num caso real e onde descreve o trabalho de investigação da polícia, a sua vida privada. Conta-nos a dor de uma mãe que perde um filho num trágico acidente, de que culpa todos os dias. E a dor de uma mulher que tem a culpa nas mãos e se arrisca a ir presa, levando-a entrar em fuga para tentar começar uma vida nova, noutra cidade em que não a conheçam. O porquê desta fuga, apesar de podermos pensar que se de apenas ao sentimento de culpa que sente, tem outro motivo forte por trás. E vamos descobrir que a dor de ir presa é menor do que a dor de continuar a sua fuga à violência doméstica.

Um livro que desde a primeira página é cheio de emocões, que me levou às lágrimas e me fez sentir uma revolta imensa e até náuseas em algumas descrições, tal o nível de escrita de Clare Mackintosh. Brutal. Assim, se percebe o que é uma excelente escritora.

04
Jun20

"A rapariga no comboio"

Elsa Filipe

Vi várias pessoas com este livro e, quando perguntava, todas me diziam que eram muito bom. Por isso, assim que me foi possivel, comprei-o (em segunda mão, a uma amiga que ia viajar).

 A "Rapariga" que viaja num comboio todos os dias, fingindo ir e vir de um trabalho que já perdeu, como tantas outras coisas, devido ao problema do álcool que domina os seus dias. O seu entretenimento é observar as pessoas e as casas, em especial, quando o comboio passa perto da sua antiga casa, da sua antiga vida, da qual não consegue de forma nenhuma separar-se.

Apesar de perceber que está a cometer uma sucessão de erros e de mentiras, ela envolve-se na vida do casal que observa pela janela do comboio, que só por acaso vive ao lado do seu ex-marido e da sua nova família, na casa que antes era sua. 

Este é um pequeno resumo da história e não posso contar muito mais porque perderiam o interesse da leitura.

Eu, pessoalmente, criei muitas expetativas ao lono da história e depois acabei por me sentir um pouco desiludida no final. Acho que esperava mais alguma coisa depois de tanta publicidade. Mas é mesmo assim um excelente livro, um thriller bastante envolvente, mas não assim tanto perturbador nem arrepiante.

03
Jun20

Pequenos nadas

Elsa Filipe

Penso que sou uma pessoa com sorte, quando ao fim de um dia de trabalho, consigo sair de casa, fazer uma caminhada pertinho do rio e ainda pôr os pés na areia.

Já detestava confusões mas agora ainda me sabe melhor ter a praia só para mim. Poder molhar os pés na maré baixa e ver o meu filho a brincar. Depois se tantos dias confinada, até o vento sabe bem na pele (e sabem que odeio vento) mas hoje até isso me fez sentir viva. Tento ir nos dias menos quentes e nas horas a que normalmente não há tanta gente. Felizmente, esta praia nem sequer agrada a muita gente, mas eu pelo contrário adoro-a. Enquanto ele brinca, aproveito também para pôr a leitura em dia.

Foram apenas uns momentos antes de regressarmos a pé, com o sol a pôr-se no horizonte. Mas mesmo assim foi muito, muito bom, a calma, o sossego, o som das aves da baía, o cheiro, tudo tem o seu significado especial.

 

02
Jun20

Mas onde tem esta gente a cabeça?

Elsa Filipe

Começa a ser difícil aguentar, quando nós temos de ficar em casa e outros andam pelas ruas como se nada fosse.

Em Portugal morreram 12 pessoas nas últimas 24 horas, mas ainda não estamos tão mal como outros países.

Mesmo assim, por cá, o desconfinamento não é total e não abrange ainda todos os setores. Hoje faz precisamente 3 meses que foi detetado o primeiro caso Covid no nosso país e isto ai da está tão longe de terminar! 

Ontem, dia da criança, eu iría retomar a minha atividade laboral fora de casa. Mas ainda não foi autorizada a abertura dos centros de estudo e não podemos correr riscos. Já começou a reabertura do pré escolar, por isso se tudo correr bem, em breve abrimos nós.

Pelo que tenho visto aqui na minha zona, mais perigoso do que juntar crianças, é juntar adolescentes. Na porta da escola, juntam-se em amena cavaqueira. Seria normal, se não estivessemos a passar por uma pandemia. Eles que são o futuro, não tem escolaridade suficiente para entender e cumprir regras? E perante este total incumprimento, ninguém atua?

É difícil cultivar nas pessoas o sentimento de proteção em relação aos outros. Os mais jovens que não estavam a ser tão afetados, estão a colocar-se cada vez mais em risco. Quando vou caminhar, andam poucas pessoas de máscara, mantendo o distanciamento, mas também andam outros e, na sua maioria jovens, em grupos e passando junto de outras pessoas, sem qualquer cuidado. 

Vê-se que nem todos são maiores de idade, terão 13, 14 anos, mas o pior é haver um sentimento de impunidade. Ninguém os vai multar ou prender. Eles sabem disso, não têm medo, acham que são invencíveis e que com eles nada vai acontecer.

E ai se alguém ralhasse com aqueles meninos, que podiam até levar a mal ou fazer queixinhas. E aí, os pais (que agora não estão a responsabilizar-se pelos comportamentos dos miúdos), sairiam em sua defesa, ofendidos por alguém ter feito o trabalho que a eles cabia. 

A mim assusta-me esta impunidade. Assusta-me o aumento da criminalidade. Nada como se vê nos EUA, mas receio bem que se caminhe para algum próximo dessa realidade. Já se começam a ver movimentos pela Europa...

Assusta-me que alguns portugueses menos informados e educados, possam aderir ou querer trazer para cá essas ideias estúpidas!

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub