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Caderno Diário

Escrever é algo que me apraz. Ante a minha vontade de criar, muitas vezes me falta tempo. Aqui passo da vontade à prática. Este é um caderno onde escrevo sobre a minha vida pessoal e temas da atualidade que me fazem refletir.

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Escrever é algo que me apraz. Ante a minha vontade de criar, muitas vezes me falta tempo. Aqui passo da vontade à prática. Este é um caderno onde escrevo sobre a minha vida pessoal e temas da atualidade que me fazem refletir.

"Pandemia: o mundo em quarentena"

Não conhecia ainda a escrita de Luciano Aulicino, que a 20 de Março de 2020, publica este pequeno livro de 58 páginas onde disserta sobre os conflitos entre a natureza, "dona de tudo" e a humanidade.

Uma natureza que castiga, que destrói, pondo as garras de fora sempre que o homem agride os seus iguais ou outros seres vivos. Os avisos da Natureza, a preparação do castigo a implementar à humanidade e a sua execução, são alegoricamente tratados aqui. Farta das atitudes da humanidade, que incluem a execução de milhões de abortos e esterilizações forçadas irritaram-na de tal forma que agora cobrará o seu preço e vingará o sangue dos inocentes. 

A Natureza desafia a humanidade e traz uma doença que só poderá ser curada por uma mulher. Tudo isso seria normal se esta mulher não vivesse em um dos países mais patriarcais do mundo. 

Na minha modesta opinião, o livro é confuso, pois se usa a Natureza como uma força superior, a presença dos "outros deuses" torna-se infundada. Penso que a mulher represente a "China" e inclui também os outros países e sociedades que não respeitam a mulher, que a acham um ser inferior, mas é essa mesma mulher que vai depois ser a portadora da solução, o que se levarmos para o plano da pandemia atual, pode representar os mesmos países que "esconderam" a pandemia e que agora surgem aos olhos do mundo com "soluções" para combater o vírus. 

"A casa-comboio"

Um livro de Raquel Ochoa, da quem adorei a forma de escrever e a linguagem utilizada. Um excelente livro que recomendo a quem gosta de romances históricos.

A saga da família "Carcomo" que vive na India, entre os finais do século XIX até aos nossos dias. A história passa por diversas épocas (de 1885 a 2001) e por diversos locais - Índia, Damão, Nagar, Guiné e Portugal.

O dia a dia familiar, as alegrias, as tristezas de uma família, as histórias de amor, o nascimento e a morte, mas também um retrato fiel da história de um país - Portugal - e das suas colónias, da guerra colonial e do regresso a Portugal de um grupo de pessoas que apesar de ter neste país a sua nacionalidade, viveu uma outra realidade num país que sente também como seu, do outro lado do mundo. Adorei os pormenores e que me levaram a conhecer a Índia portuguesa.

Um romance histórico que, pela sua complexidade, se poderia tornar chato de ler. Mas a Raquel Ochoa, transformou-o numa magnífica história, com uma capacidade descritiva impecavelmente misturada na narrativa deste romance. As personagens enredam-se entre si e não perdemos o fio à meada, nem mesmo quando se andam anos para diante ou para trás na história. 

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