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Vida perdida... no fundo de um poço

por Elsa Filipe, em 26.01.19

Infelizmente, as tentativas de alcançar o pequeno Julen terminaram hoje da pior forma, com o resgate do corpo sem vida do menino.

Acredito que já se soubesse deste facto, mas o ânimo tinha de ser de alguma forma mantido até ao máximo que se conseguisse. Não se queria que as esquipas desistissem, que deixassem de ter uma réstia de esperança. No fundo, a maior parte, já tinha pressentido, ou até percebido que a criança já não estaria viva. Como poderia estar? Se logo depois de cair, a terra o cobriu e o seu choro se deixou de ouvir?

As equipas de resgate que desceram por um túnel paralelo ao furo de água onde caiu o bebé Julen conseguiram chegar ao corpo do menino à 01:25 deste sábado (00:25 em Lisboa). Que dor a destes pais!

A informação foi noticiada cerca de uma hora depois dos mineiros terem chegado ao corpo do bebé e confirmada pelo delegado do governo da Andaluzia.

Foi uma operação quase sem precedentes, que comoveu o país e envolveu centenas de pessoas e dezenas de empresas.

O buraco onde a criança caiu tem cerca de 25 centímetros de largura e 110 metros de profundidade. Quando os primeiros bombeiros chegaram – membros da corporação de Rincón de la Victoria, - analisaram o buraco e logo perceberam a magnitude do problema: a estreiteza tornava impossível para um especialista descer para resgatar Julen. 

 
Embora numa primeira tentativa tenha sido introduzido no poço um telemóvel amarrado a uma corda para tentarem ver como estava o menino, mais tarde foi possível usar uma câmara robótica colocada à disposição da equipe por uma empresa especializada. Quando chegou a 71 metros de profundidade, atingiu um bloqueio de areia.
 
Foram feitos esforços para eliminar o obstáculo com diferentes modalidades de sucção, mas só conseguiram remover alguns centímetros de terra porque os materiais estavam muito compactos. Nesse momento outras formas de resgate começaram a ser analisadas.
 

As opções levantadas depois disso para se chegar ao local onde Julen está mudaram com o passar dos dias. A primeira era fazer uma escavação horizontal com uma máquina, mas após alguns testes realizados, esta alternativa foi descartada. Em seguida, surgiu a ideia de cavar dois poços verticais paralelos àquele onde Julen caiu. Para fazer isso seria necessário rebaixar 30 metros de terra da encosta afeta.

Por fim, pararam a uma cota de 23 metros (40.000 toneladas de terra já tinham sido retiradas) e decidiram fazer apenas uma das perfurações, para acelerar o processo.

Esta encosta, chamada Complexo Maláguide, tem afloramentos de rochas calcárias, xisto, filito e ardósia. Além disso, tem também quartzito intercalado, além de materiais de decomposição que provocam instabilidade nos taludes, o que causa preocupação com a segurança dos operários. A impossibilidade de desenvolver estudos geológicos preliminares fez com que as equipas se fossem deparando com cada um desses veios –de maior ou menor dureza– praticamente de surpresa. Também tiveram de refazer os caminhos de entrada à fazenda onde o poço está localizado para permitir o acesso de máquinas muito pesadas, algumas com 75 toneladas.

Cada passo dado foi cuidadosamente analisado e houve reuniões diárias. Os membros da Brigada de Salvamento dos Mineiros são um bom exemplo da alta capacitação dos profissionais que trabalham nas buscas. Ninguém mais experimentado do que estes mineiros para executar a tarefa numa galeria horizontal a cerca de 60 metros de profundidade com pouco mais de um metro quadrado de espaço.

Participaram também 13 engenheiros e equipes especializadas de bombeiros da Coordenação Provincial de Málaga. 

Mais de 300 pessoas trabalham em turnos desde o dia 13 no resgate da criança. Os efetivos pertencem à Guarda Civil, Defesa Civil, Grupo de Emergências de Andaluzia (GREA), Ordem de Psicologia da Andaluzia Oriental, Polícia Nacional, Coordenação Provincial de Bombeiros do Conselho Provincial de Málaga, Brigada de Salvamento dos Mineiros. Há ainda técnicos de diferentes empresas privadas.

 
Para que pudessem cavar o túnel horizontal que lhes levou aonde estava Julen, superaram numerosos obstáculos e tiveram de tomar grandes medidas de segurança. Tiveram, inclusive, de realizar quatro vezes pequenas detonações de explosivos para derrotar a rocha.
 

Os pais, durante todo este processo ficaram alojados numa casa cedida por uma habitante da localidade, estão alojados há alguns dias Muitas mulheres também contribuiram fazendo refeições todos os dias para todos os envolvidos na operação. E o mais importante foi terem estado lá, de mãos dadas com os pais nos momentos angustiantes que viveram.

Fontes:

https://tvi.iol.pt/noticias/internacional/espanha/mineiros-encontarram-bebe-julen-sem-vida-dentro-do-furo

https://brasil.elpais.com/brasil/2019/01/26/internacional/1548457286_994515.html

 

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publicado às 16:22

De olhos postos em Málaga

por Elsa Filipe, em 19.01.19

Desde o dia 13 de janeiro, que estamos um pouco agarrados ao ecrã para tentar saber o que se passa com um bebé que caiu num poço em Málaga. Estamos verdadeiramente ansiosos pela saída do pequeno Julien, de apenas 2 anos, do poço onde caiu no passado domingo, enquanto brincava, com a consciência plena de que aqueles pais não queriam agora nenhum daquele mediatismo, apenas voltar a ter o filho nos braços.

O poço de que se fala é na verdade um furo de prospeção de água com cerca de 110 metros de profundidade e com um diâmetro de apenas 25 centímetros, por onde coube o bebé, mas no qual não cabe mais ninguém (nem sequer material) para o conseguir resgatar.

Os trabalhos têm decorrido incessantemente, mas é uma corrida contra o tempo - não obstante os ferimentos que ele possa ter e de ser incontornável que é um bebé, sozinho, dentro de um buraco sem ter como se mexer, que a estar vivo, estará cheio de dores, de frio e de fome, além de que bastante assustado.

Vicky e José, os pais, recebem assistência psicológica enquanto esperam que Julen apareça vivo. “Estou vendo um pouco de luz”, diz o pai aos jornalistas. “Dou minha vida pelo meu neto, já não sou mais necessária”, afirma a avó materna.

A última coisa que souberam dele foi quando o pai do menino, na corrida, jogou-se no chão para esticar o braço, pensando que o poço não era profundo e que poderia agarrar o menino. Segundo relatou ao jornal Sur, ele disse ao filho que seu pai estava lá, e que seu irmão Oliver, que morreu em 2017, os ajudaria. Escutou o menino chorar, e depois não ouviu mais nada. Não só era o segundo filho que sofria um acidente grave, depois da morte do primeiro. Quis a má sorte que caísse num buraco por onde não cabe ninguém maior que ele, e que ainda por cima se tapou depois da queda, numa área com um desnível muito complexo para trabalhar e deslocar a terra, no alto de um caminho quase inacessível para máquinas pesadas. 

A esperança tem-se vindo a perder...passam as horas e quando cai a noite e as temperaturas teimam em descer, faz a todos perceber que o pior pode já ter acontecido.

Em Totalán, um povoado cheio de oliveiras, amendoeiras, alfarrobeiras e muita vegetação no sul da Espanha, os vizinhos trabalham a terra, de onde obtêm sobretudo abacates e mangas. Apesar do clima subtropical, a região é extraordinariamente seca e costuma ter problemas de água. Na verdade, durante o verão a maioria dos povoados da comarca de La Axarquia sofre cortes de abastecimento em determinados horários. Esse é o motivo pelo qual tantos imóveis têm poços artesianos, muitos deles sem fiscalização das autoridades; são feitas prospecções em busca de um tesouro, que aqui é a água, e se esta não é encontrada até determinada profundidade, lacra-se o poço e vai-se embora.

Não é só em Espanha que existem estes furos de prospeção e a verdade é que devemos estar muito atentos.

Um outros caso, parecido, aconteceu há quase 30 anos, no Texas, tendo a menina sido salva com vida cerca de 58 horas depois (ou seja dois dias e meio, mais ou menos). Jessica tinha apenas 18 meses. O pequenoJulien, já está dentro do buraco há quase uma semana. 

Fontes:

https://www.sabado.pt/mundo/detalhe/a-ultima-foto-de-julen-a-poucos-metros-do-poco

https://brasil.elpais.com/brasil/2019/01/16/internacional/1547640707_573627.html

 

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publicado às 12:31

Caiu aquele que era o último 707

por Elsa Filipe, em 14.01.19

Acidentes com aeronaves são sempre notícia. 15 pessoas morreram esta segunda-feira na queda de um avião na província iraniana de Alborz, no Norte do país. Segundo o Público, a aeronave era militar, embora noutros registos se fale em ser o último 707 civil a operar. Um engenheiro de voo foi o único sobrevivente e terá sido transportado para o hospital.

Esta aeronave, um Boeing 707, com cerca de 40 anos, operado pela Saha Airlines caiu na Base Aérea de Fath, no Irão. Quinze dos dezasseis ocupantes morreram. O avião fazia transporte de carne e, durante o percurso, já tinha feito uma paragem de emergência em Fath. As condições adversa, em conjunto com o mau estado da aeronave, poderão ter contribuído para a falha na aterragem.

Outra versão, indica que a tripulação terá descido em direção ao aeródromo privado de Fath, cuja pista é quase quatro vezes mais curta, do que a do aeroporto onde era suposto terem aterrado. Este erro fez com que a aeronave ultrapassasse a pista, batesse numa parede e parasse após colidir com uma casa no bairro de Farrokhabad, condado de Fardis, na província de Alborz, onde felizmente as casas envolvidas estavam vazias no momento do acidente.

Um evento semelhante terá ocorrido a 16 de novembro de 2018, quando um Taban Air McDonnell Douglas MD-88, se terá aproximado da pista de Fath duas vezes antes que a tripulação percebesse que estava a cometer um erro e conseguisse alterar o percurso aterrando no Aeroporto Internacional de Payam.

Este Boing 707 voou pela primeira vez a 19 de novembro de 1976 tendo sido entregue Força Aérea Imperial Iraniana. A 27 de fevereiro de 2000, foi transferido para a Saha Airlines. Já em 2009, uma falha de motor terá danifiado este avião, durante um voo do Aeroporto Internacional de Ahvaz para o Aeroporto Internacional de Mehrabad, em Teerão. 

 

Fontes:

https://www.publico.pt/2019/01/14/mundo/noticia/queda-aviao-irao-faz-menos-15-mortos-1857757

https://asasbrasil.com.br/2019/01/14/boeing-707-iraniano-pousa-em-aeroporto-errado-e-mata-15-pessoas/

 

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publicado às 23:30

Foi necessária uma grande audácia e preparação para que no dia 3 de janeiro de 1969, dez presos se evadissem da Cadeia do Forte de Peniche.

Além de Álvaro Cunhal, fugiram também "Joaquim Gomes, Carlos Costa, Jaime Serra, Francisco Miguel, José Carlos, Guilherme Carvalho, Pedro Soares, Rogério de Carvalho e Francisco Martins Rodrigues." Cunhal, estava "preso em Peniche" desde que a "27 de julho de 1956, deixou a Penitenciária de Lisboa."

José Alves, um dos guardas do Forte, estava também dentro do plano. Ao guarda, que era contra a existência de presos politicos e simpatizava com Ávaro Cunhal, foi prometido o valor de "150 contos e a saída para um país da cortina de ferro," com a sua "mulher e dois filhos menores." José Alves opta pela Roménia, "por lá se falar algo mais semelhante ao português."

Rogério Paulo, ator, já falecido, foi o responsável pelo sinal, parando "um carro com o porta-bagagens aberto em frente ao forte." Depois do guarda ter passado os fugitivos um a um debaixo do seu capote até uma figueira que lhes serviria de escada. 

Depois do sinal, os "presos desceram um a um, por uma corda, as paredes da muralha," e depois de passarem pelo "fosso exterior, ainda" tiveram de saltar um muro. Depois de passarem o muro, dois carros esperavam pelos homens. Ao volante estavam Lindim Ramos e Carlos Plácido de Sousa. A fuga não corre como esperado, uma vez que o soldado da GNR "entra em pânico, larga a sua missão e começa ele próprio a descer pela corda, fazendo um barulho enorme com as botas a bater nas paredes da muralha." Quando chega à rua, desata a correr, com o intuito de se entregar," mas, perseguido por Joaquim Gomes, acaba por ser travado. Enfiam-no num carro onde já está Cunhal e para o sossegar dão-lhe a beber uma garrafa de vinho."

Apesar de tudo, a fuga acaba por ser considerada um "verdadeiro milagre, presenciado por moradores das casas de Peniche próximas ao forte."

Esta fuga "só foi possível graças a um planeamento muito rigoroso e uma grande coordenação entre o exterior e o interior da prisão", como se pode ler na inscrição oficial colocada no forte. Os caminhos foram todos estudados por um jovem militante de PCP, Adelino. 

Com apenas 20 anos, Adelino entrou formalmente para o PCP e uma das primeiras coisas que o mandaram fazer, foi tirar "a carta de condução," o que fez em apenas quinze dias. Depois foi-lhe pedido que temporizasse distâncias e trajetos entre Peniche e Lisboa.

Coagida pela censura, só no dia 7 a imprensa publica a situação, mas sem referir nomes. Dois dias antes, o "diário francês L`Humanité, conhecedor da situação por um comunicado emitido pelo Partido Comunista Português," deu a notícia, ainda que de forma cautelosa: “Corre o rumor em Lisboa que uma dezena de prisioneiros políticos, entre os quais o secretário-geral do Partido Comunista clandestino, Álvaro Cunhal, ter-se-ão evadido da fortaleza de Peniche, onde estavam detidos." Nenhuma confirmação pôde até agora ser obtida das autoridades. Mas é um facto que a polícia efetuou buscas domiciliárias em Peniche, como nos arredores, nas últimas 48 horas”. A família do guarda Alves é "apertada" pela PIDE. A mulher e os cunhados ficam detidos por terem escondido o dinheiro recebido e não terem denunciado a situação, enquanto que José Alves, só em maio acaba por conseguir fugir para Espanha. É depois levado "para França e finalmente," faz "escala na Checoslováquia para chegar ao destino final: Bucareste. Irá ter a companhia da família em outubro do ano seguinte, quando Cunhal – que entretanto é efetivamente eleito secretário-geral do PCP (março de 1961) – já está a salvo na União Soviética.

Em Bucareste, a situação de Jorge Alves agrava-se devido ao consumo de álccol. Muitas vezes é "agressivo para Emília, a mulher, que se queixa ao controlador do partido comunista romeno. A situação assume tamanha gravidade que Cunhal vê-se forçado a ir a casa de Alves meter-lhe juízo," ameaçando que o separa da família. Em 1967, a família de Jorge Alves acaba mesmo por fugir para "uma outra localidade" romena e o guarda suicída-se "num jardim central de Bucareste." 

Cunhal, acabou por ser recebido como recebido como herói, mas de quem o ajudou a escapar, pouco se soube. Muitas foram as críticas de que foi alvo, em particular da esposa do guarda Alves.

No bolso do casaco, Álvaro Cunhal levava um manuscrito "mas na precipitação da fuga perde parte dele. É um romance com o nome A Mulher do Lenço Negro – que após a revolução será publicado com o título Até Amanhã, Camaradas."

Fontes:

https://www.publico.pt/sociedade/interactivo/peniche-13-rostos

https://www.dn.pt/edicao-do-dia/03-jan-2020/ha-60-anos-cunhal-e-nove-camaradas-fugiam-de-peniche-11667113.html/

https://observador.pt/especiais/forte-de-peniche-a-fuga-de-cunhal-e-a-historia-do-guarda-que-o-ajudou/

 

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publicado às 10:20

São os sonhos que fazem a nossa vida valer a pena. São as pequenas coisas, as decisões mais básicas e simples que são possíveis de ser conquistadas. Na noite de passagem de ano, peço sobretudo saúde para continuar a ser capaz de trabalhar, para ter dinheiro para dar uma vida boa ao meu filho e para continuar a pagar a minha casa. Parecem coisas banais mas são para mim as mais importantes. 

Não me apetece celebrar na rua, festejar até altas horas nem andar no meio da multidão. Para mim, bastava que me deixassem ficar em casa, no abraço aconchegante da família.

As minhas palavras hoje vão, claro, para aqueles que em vez de festejarem com as famílias, estavam nas centrais, nos hospitais, ou a caminho de uma qualquer ocorrência que não podia esperar pelo dia (ou pelo menos pela hora) seguinte. Os que como eu, não sabem já distinguir o que é um feriado, os que comem apressadamente em pé enquanto toca o telefone para mais uma saída. Para esses todos em especial, qued o novo ano venha com mais calma e tranquilidade. 

Feliz ano!

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publicado às 02:10


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