Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Caderno Diário

Escrever é algo que me apraz. Ante a minha vontade de criar, muitas vezes me falta tempo. Aqui passo da vontade à prática. Este é um caderno onde escrevo sobre a minha vida pessoal e temas da atualidade que me fazem refletir.

Caderno Diário

Escrever é algo que me apraz. Ante a minha vontade de criar, muitas vezes me falta tempo. Aqui passo da vontade à prática. Este é um caderno onde escrevo sobre a minha vida pessoal e temas da atualidade que me fazem refletir.

Tragédia anunciada - aluimento de terras em Borba

Na aldeia de Borba, Évora, cerca das 15h45 de hoje, ocorreu um aluimento de terras que arrastou parte de uma estrada para dentro de uma pedreira. A pedreira estava cheia de água e foi lá que caíram as vítimas.

aluimento de um troço da antiga EN 255, no percurso entre Borba e Vila Viçosa, arrastou três viaturas (um carro, uma carrinha caixa aberta e uma retroescavadora) para dentro de uma pedreira, fazendo "duas vítimas mortais e pelo menos quatro desaparecidos". Segundo o comandante da Proteção Civil, José Artur Neves, as operações de busca e resgate são extremamente delicadas e morosas "podem levar semanas" a concluir. 

Olhando as imagens que têm repetidamente passado nas emissões noticiosas, havia uma estrada, estreita, sem seguranças laterais que "caía" a pique de ambos os lados para uma profundidade absurda de escavações. Olhar, mesmo de longe, mete medo, quanto mais circular por ali diariamente. Ainda mais, sabendo-se que há dois dias terá sido sentido um pequeno sismo na zona, o que aliado às chuvadas fortes que têm assolado a região, podiam ser um sinal de alerta e de prevenção, o que não chegou a acontecer a tempo!

Mas de certo, alguém devia saber o que fazia mantendo a estrada aberta. A "tragédia" estava para acontecer a qualquer momento. Esta foi a frase mais repetida por moradores e familiares das vítimas no local. O mau estado da estrada que passava entre duas pedreiras, uma delas desativada, já tinha motivado alertas de várias pessoas e entidades. Há agora a lamentar as vítimas. E um dia, talvez se encontrem responsáveis pelo desastre que, mais uma vez, poderia ter sido evitado.

Fontes:

https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/acidenteborba-autarca-lamenta-pelo-menos-duas-mortes-em-acidente-nas-pedreiras

https://www.dn.pt/pais/a-tragedia-anunciada-da-estrada-que-abateu-em-borba-10202364.html

 

 

 

Maria Guinot

A intérprete de "Silêncio e tanta gente", que num espectáculo apresentado por Fialho Gouveia e Manuela Moura Guedes, se sentou ao piano e surpreendeu os portugueses pela qualidade do seu trabalho, no festival da canção de 1984, faleceu vítima de infeção respiratória com 73 anos. O velório de Maria Guinot realiza-se este domingo, a partir das 16h, na Igreja da Parede. O funeral realiza-se na segunda-feira, no cemitério de Barcarena.

Maria Guinot, de seu verdadeiro nome Maria Adelaide Fernandes Guinot Moreno, nasceu em Lisboa a 20 de Junho de 1945 e foi viver com a família para o Barreiro.

Aos 4 anos de idade começou a aprender piano. Depois de terminar  o curso no Conservatório conseguiu ingresar no Coro Gulbenkian. Iniciou a sua carreira no mundo do espetáculo no final da década de 1960, com um programa de rádio, que acabou por conduzir à gravação do seu single de estreia, lançando ainda um segundo single com o título "Criança Loura" (1968) mas foi a sua participação em dois festivais da canção que a tiraram do anonimato.

Permanece afastada da música durante vários anos, até à década de 1980, quando ficou em 3.º lugar no Festival RTP da Canção de 1981, com o tema "Um Adeus, Um Recomeço". Participa no Festival da Canção da Rádio Comercial com os temas "Falar Só Por Falar", "Vai Longe o Tempo" e "Um Viver Diferente". No mesmo ano lançado o single "Falar Só Por Falar". 

Em 1984 volta ao Festival RTP da Canção com "Silêncio e Tanta Gente" e fica em primeiro lugar, com letra e música assinada pela própria. A noite que haveria de levar Maria Guinot para os palco internacional da Eurovisão foi, no mínimo, peculiar. No dia 7 de março de 1984, os finalistas do Festival da Canção subiram ao palco para interpretar os seus temas sem a habitual orquestra. Um diferendo entre a RTP e o Sindicato dos Músicos ditou que a edição daquele ano iria avançar sem a colaboração dos músicos. Todos os concorrentes foram, assim, obrigados a recorrer ao playback.

Todos menos uma: Maria Guinot. A cantora fez saber à organização que precisava apenas de um piano. Ela própria iria tocar e cantar. E assim foi. Acabou por vencer e por garantir um lugar na Eurovisão.

O Diário de Lisboa anunciou a sua vitória na capa do jornal com o título: “Festival guinou para melhor”. Na edição do dia seguinte – 8 de março de 1984 – escreveu então uma crónica com o título, “Uma canção certa num festival errado”, o regional descrevia a vitória da cantora como sendo o único ponto positivo de uma noite que ficaria marcada pelo desaguisado entre a televisão pública e os músicos. 

 Representa Portugal na Eurovisão, mas apesar da excelente receção a canção não foi além do 11º lugar.

O tema "Homenagem às Mães da Praça de Maio" é incluído no duplo álbum Cem Anos de Maio, editado pela CGTP em 1986.

No programa "Deixem Passar a Música", gravado para a RTP, Maria Guinot foi acompanhado pela orquestra dirigida por José Mário Branco nas canções "Atlântida", "Balada das Meias Palavras", "Ai Quem Me Dera", "O Baile das Segundas-feiras", "Feiras das Existências" e "A Bela Adormecida". Em play-back apresentou "As Mães da Praça de Maio" e "Saudação a José Afonso" (canção recusada pelo júri do Festival RTP da Canção de 1986, ainda com o nome de "A Título Póstumo").

Em 1987 foi editado o álbum "Esta Palavra Mulher", uma edição de autor. Participa no Festival da Canção desse ano ao assinar a letra de "Imaginem Só", interpretada por Ana Alves.

Em 1990, colabora no disco "Correspondências", de José Mário Branco.

Em 1991 é editado pela UPAV o álbum "Maria Guinot", com produção de José Mário Branco. Participam neste disco José Marinho (piano, teclados), Irene Lima (violoncelo) Luís Oliveira (viola acústica) Tony Rato (baixo eléctrico) Carlos Bica (contrabaixo) Ricardo Ramalho (flauta) Edgar Caramelo (saxofone tenor) João Nuno Represas (percussões) Fernando Ribeiro (acordeão) Maria Guinot (piano) e Artur Moreira (clarinete).

Em 1999 é editado pelo Ediclube o livro "Histórias do Fado" de Maria Guinot, Ruben de Carvalho e José Manuel Osório, sob o tema de "Um século de Fado".

Em 2004, Maria Guinot lança o livro "Memórias de um Espermatozóide Irrequieto", que inclui também um CD com 13 inéditos, de nome "Tudo Passa".

Maria Guinot cede um tema para o disco "Um mar de sons", comemorativo da 100ª edição do roteiro cultural de Oeiras, com nove músicas cantadas ou tocadas por gentes de Oeiras, numa mistura de sons e estilos. Outros nomes que participaram no disco incluem o Coro de Santo Amaro de Oeiras, Fade Out, Pedro Osório, Cramol, Desso Blues Gang, Pedro Carneiro, Flushot e o Coro Infantil de Santo Amaro de Oeiras.

Em 2010, depois de ter sofrido três AVC's deixa de tocar piano.

Sobre ela, Júlio Isidro, apresentador, lamenta ao Observador o facto de a artista ”nunca ter tido o reconhecimento popular que merecia”, apesar de ter sido “reconhecida pelos seus pares”. Por isso, “isto é um adeus mas pode ser também um recomeço” para a cantora e a sua obra. “Tenho já saudades de Maria Guinot. Na verdade, já as tinha, porque ela acabou muito antes de ter desaparecido hoje”, concluiu.

 

Fontes:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_Guinot

https://www.dn.pt/cultura/morreu-a-cantora-maria-guinot-10127165.html

https://observador.pt/2018/11/03/morreu-maria-guinot-a-cantora-de-silencio-e-tanta-gente-que-representou-portugal-na-eurovisao-em-1984/

https://youtu.be/aqOGScSUXL0

 

 

Pág. 1/2