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Caderno Diário

Gosto de escrever e aqui partilho um pouco de mim... mas não só. Gosto de factos históricos, políticos e de escrever sobre a sociedade em geral. O mundo tem de ser visto com olhar crítico e sem tabús!

Caderno Diário

A dor que ninguém entende

Há situações que doem mais do que a própria dor.

Quando começo a subir uma escada e a meio já não consigo continuar... isso dói mais do que a dor física, essa incapacidade de progredir, de levantar uma perna porque o músculo deixou de funcionar. Estranho que na área da saúde ninguém compreenda esta incapacidade, que surge de súbito e me impede se prosseguir pela escada, de chegar ao meu destino. E porquê?

Esta e outras situações que me acontecem e me impedem de continuar, que ninguém compreende e ninguém me sabe explicar o que se passa comigo. Não há uma causa?

E os olhares...

E quem se afasta de mim, as conversas que acabam quando chego e os grupinhos que se desfazem quando me aproximo. Essa dor de não ter ninguém... e ninguém entender que eu estou a sofrer. Que não é preguiça e que nunca quis nada disto para mim. Que não tenho uma explicação para dar, quando nem a mim própria eu sei explicar o que sinto! 

A dor... e o cansaço muscular... doem menos que perceber que não tenho ninguém. Colegas não são amigos. Nada tão verdadeiro. 

Espero que família, venha a ser família e que pelo menos essa me compreenda.

Pai mata em escola na Nazaré

Quando oiço falar em tiroteios em escolas, lembro-me de casos mediáticos como os ocorridos nos EUA, mas a maldade está em todo o lado e, mesmo não se tratando de um atentado, mas sim de uma rixa entre familiares de alunos, a verdade é que as consequências aqui também foram grandes.

Por volta das 10:00, um homem de 40 anos, pai de um dos alunos entrou no pátio da Escola Básica e Secundária Amadeu Gaudêncio na Nazaré e atacou o avô do menino. Os desacatos envolveram duas armas: uma arma branca e uma arma de fogo. Do ataque resultaram ferimentos graves no avô, um homem de 67 anos, que acabou por morrer no Hospital de Leiria, para onde foi transportado.

O ataque foi presenciado por vários outros alunos que ali se encontravam e que ficaram em estado de choque com a situação. Mesmo sem ferimentos, alguns destes alunos acabaram por ter de receber acompanhamento psicológico.

Os alunos entraram em pânico e começaram a telefonar aos pais, que rapidamente se começaram a dirigir à escola a fim de recolher os filhos. Não sei o que iria fazer numa situação destas, se estaria pronta a agir ou se congelava e ficava a aguardar o desenvolvimento dos acontecimentos. Manter a calma nestas situações é o ideal mas quando mexem com a segurança dos nossos filhos, transformamo-nos de mães "galinhas" em "leoas" para os conseguirmos proteger.

 

Fontes:

https://www.dn.pt/portugal/tiroteio-em-escola-c-s-provoca-feridos-9081551.html

https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/alerta-cm-troca-de-tiros-entre-dois-alunos-em-escola-na-nazare

 

Ambulância usada em ataque causa mais de 100 mortos

O uso de uma ambulância armadilhada em Cabul foi a forma de cometer um dos maiores massacres feitos pelo grupo Talibã, tendo causado, pelo menos 103 mortos e 235 feridos.

O alvo exato dos terroristas ainda não está claro. A explosão, deu-se num dos bairros centrais de Cabul, próximo do Ministério do Interior, da sede da polícia e da delegação da União Europeia (UE) na capital afegã. Vários departamentos do ministério ainda funcionam na antiga sede, que fica perto de um escritório dos Diretório Nacional de Segurança, a principal agência de inteligência do Afeganistão.

A região onde aconteceu o atentado está repleta de lojas e mercados, que estavam lotados.

O bombista suicida utilizou uma ambulância para passar as primeiras barreiras de segurança, indicando que levava um paciente para o hospital Jamuriate, nas proximidades.

Na segunda barreira, ao ser identificado, detonou a carga explosiva que levava a bordo da viatura. Este homem, foi considerado um mártir pelo porta-voz do grupo Talibã. Testemunhas indicam um mar de sangue e de destroços, com o número de vítimas a ultrapassar já a capacidade dos hospitais.

A utilização de uma ambulância em atentados é um dos cenários mais temidos pela segurança que têm por costume verificar todas as ambulâncias de forma exaustiva nos postos de controlo, com o interior vasculhado enquanto o condutor é obrigado a sair da viatura.

Os ataques têm sido muito comuns nos últimos dias e o número de mortos e de feridos bastante elevado. No último fim de semana, 20 pessoas morreram no Hotel Intercontinental de Cabul durante um ataque realizado por seis terroristas. 

Esta quarta-feira, um ataque do reinvindicado pelo Estado Islâmico contra a sede da ONG Save the Children em Jalalabad, no leste do país, provocou a morte de quatro funcionários da organização, um civil e um membro das forças de segurança que estavam no local.

Fontes:

https://visao.pt/atualidade/mundo/2018-01-27-ambulancia-mata-103-pessoas-em-massacre-em-cabul/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=ambulancia-mata-103-pessoas-em-massacre-em-cabul

https://www.terra.com.br/noticias/atentado-mata-mais-de-100-em-cabul,8b0af9dc3dbc1047bc5e180ca5030e6e0zju9byf.html

 

Inverno

Eu sou daquelas pessoas que adora o inverno. Gosto de assistir a uma boa trovoada, a chuva grossa a bater nas janelas.

Mas quando o inverno, traz consigo o prejuízo aí há que pensar o que é que nós podemos fazer, seja para nos protegermos e aos nossos bens, seja para evitar a perda de vidas. 

Uma das coisas de que repetidamente se fala, é nas cheias e nos aluimentos de terras, ambos com graves prejuízos tanto para as vidas humanas, como a nível financeiro com a destruição de bens materiais. Os leitos dos rios estão lá e não é porque se decide construir que o rio se vai afastar. Pode parecer seguro, mas aquilo que eu venho a aprender é que a natureza consegue recuperar o que lhe é retirado. Os edificados urbanos e rurais têm mesmo de ser repensados, para se evitar danos maiores. Não é fácil retirar de lá as casas e quem lá vive, sim eu compreendo esse ponto de vista, sempre lá viveram, foi ali que cresceram, mas e se a casa for arrastada, ruir e os matar, será mais fácil então?

Parece-me que continuar a permitir as construções em zonas consideradas perigosas é um mau caminho. Pode sempre haver outra solução, mas as entidades competentes têm de se juntar e arranjar opções seguras. Mudou-se uma aldeia inteira para se fazer uma barragem, então é possível. 

A segurança das populações tem de vir sempre em primeiro lugar, ignorando teimosias e finca-pés! 

O inverno, esse, vai continuar e parece que vamos continuar a ter dias de chuva e vento forte. Sempre que posso, leio umas páginas, ou escrevo, acompanhada por um café. É tão bom quando isso é possível. Aproveitemos a natureza e a sua beleza!

Petroleiro iraniano afunda-se no Mar do Leste na China

Esta semana, as imagens do petroleiro Sanchi a arder, entraram-nos pela casa dentro, lembrando-nos que infelizmente a nossa dependência deste combustível continua a trazer estes (in-)evitáveis acidentes!

Desta vez resultou da colisão de um petroleiro Iraniano contra um cargueiro, na zona da China. As notícias dão conta de que se pode tratar do maior derramamento de petróleo desde 1991, embora se diga também que o derrame será mínimo pois de facto o que acontece é que a grande maioria estava a ser consumido pelas chamas.

O petroleiro, tal como se temia pela  brutalidade do incêndio a bordo e dos materiais que transportava, acabou mesmo por explodir, cerca de uma semana após a colisão. O petroleiro iraniano, dirigia-se à Coreia do Sul e embateu num navio chinês que trazia grãos de cereais dos Estados Unidos. As equipas de busca e salvamento, não conseguiam aceder ao navio nem para apagar as chamas, nem para resgatar os 32 tripulantes. 

Segundo Mohammad Rastad, porta-voz iraniano referido no GZHMundo, "os membros da tripulação do navio morreram durante a primeira hora após o acidente por causa do poder da explosão e da fumaça tóxica de gás", acrescentando que "não há esperança de encontrar sobreviventes (...) Dois terços do petroleiro afundaram, o fogo se espalhou e envolve completamente o navio e não podemos nos aproximar".

E agora, eu pergunto-me, como é que isto ainda pode acontecer nos dias de hoje? Como é que dois navios de tão grandes dimensões embatem um no outro na imensidão que é o oceano?

Tanta tecnologia, mas tão pouco cuidado com o nosso mar e com o nosso planeta. Este caso fez-me logo lembrar aquele submarino a que também não se conseguiu chegar... morreram todos e com eles ficou a verdade sobre o que ali estavam a fazer e o que terá acontecido.

Fontes:

https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2018/01/14/petroleiro-iraniano-em-chamas-afunda-no-mar-da-china.htm

https://gauchazh.clicrbs.com.br/mundo/noticia/2018/01/petroleiro-iraniano-em-chamas-afunda-no-mar-da-china-cjcep8syc003601o13w7snhw3.html

 

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