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Caderno Diário

Caderno Diário

09
Abr21

"Quando o sol brilha"

Elsa Filipe

Hoje terminei a leitura do livro de Rui Conceição Silva, "Quando o sol brilha". 

Conta a história de Felismino, o pai, e de Edmundo, o filho, e da família e das pessoas da aldeia. Fala-nos de um Portugal interior, um Portugal dos anos 60 e 70.

E conta-nos as desgraças sucessivas a que aquela família é sujeita, como lidam com elas e como depois de estarem quase a cair no abismo, se conseguem recuperar. O final não é um final feliz, porque faltam ali pessoas muito importantes. Edmundo e a mulher perderam um dos seus maiores bens e têm o coração destroçado, mas olham para o futuro que podem dar aos outros filhos, querendo sempre o melhor para eles.

É uma história comovente e ontem, quando lia uma das partes mais trágicas da história, dei por mim no parque do hipermercado, dentro do carro a chorar copiosamente. São assim os bons livros, trazem ao de cima as nossas emoções e ajudam-nos a lavar a alma.

 

26
Mar21

"O último verão na Ria Formosa"

Elsa Filipe

Uma obra de José António Saraiva, conta-nos a história de Jacinto de Jesus, um médico, nascido nas Beiras, mas que trabalha em Tavira. Substituindo o médico legista da região naquele verão, é chamado para um cadáver dentro de um carro caído na Ria. O homem, ainda jovem, está ao volante, mas aquilo que parece uma morte por afogamento depois de um despiste, levanta muitas dúvidas ao médico.

Este livro é uma trágica história de amor em que as personagens envolvidas têm tantas camadas de personalidade que é difícil chegarmos ao âmago de cada uma delas. A mentira é a principal linha do enredo, que não permite o fácil desnovelamento da história. As tragédias vão-se sucedendo. 

O livro também nos mostra um Portugal de outra época, com os seus próprios costumes. As cartas que são o principal meio de comunicação entre as personagens principais da história e as viagens de comboio ou pela estrada nacional que nos remetem a um passado que afinal não nos está assim tão longínquo mas do qual já nem nos lembramos desta forma.

20
Mar21

"As cidades invisíveis"

Elsa Filipe

Nunca me passara pela cabeça a leitura desta obra de Italo Calvino. Agradeço à Analita e ao grupo de leitura e escrita criativa de que faço parte pela motivação para a leitura deste livro. 

É um romance em que nos deixamos levar numa espécie de jogo, um labirinto que vamos desvendando consoante nos vão surgindo novos pontos de luz, ou seja, desvendadas novas cidades imaginadas por Marco Polo nas suas visitas diplomáticas e que as vai descrevendo a Kublai Kehar.

O livro divide-se em tipos de cidades, ou caminhos, que são percorridos quase que aleatoriamente: "As cidades e a memória", onde encontramos Diomira com as suas "cúpulas de prata, estátuas de bronze" ou Zarna onde os velhos estão a remendar "as redes", "As cidades e o desejo" ou "As cidades e os olhos" são apenas alguns dos exemplos.

Tive de agarrar a história de uma perspetiva diferente da forma que normalmente faço, com papel e caneta ao lado para não me perder nas descrições e retirar de cada uma delas o sumo que tinham para me dar.

08
Mar21

Dia da Mulher

Elsa Filipe

Eu sou mulher e ter um dia que nos é dedicado a nós, faz-me muito orgulhosa. Mas eu nunca fiz nada para merecer este dia. Sou apenas eu, mãe e trabalhadora, que faço o que posso, mas nada de excecional.

Mas na minha vida tive e tenho mulheres excecionais. A minha mãe que já me deixou foi uma delas, uma lutadora até ao fim, sempre de cabeça erguida enfrentava o mundo. A mãe que nos trazia sempre limpas, arranjadas, mas que nos deixava brincar na terra, apanhar caracóis de chinelos e chegar a casa cheias de picos, ou subir às figueiras para roubar figos na Fonte de Carvalho. Que às 07h da manhã nos levava ainda ensonadas para a cozinha da Santa Casa, para ir trabalhar. A mãe que me levava à noite para o carnaval, que me ensinou como "sobreviver" à confusão e a amar aquela festa, desfilando comigo e com a minha irmã nos primeiros anos, na escola de samba "Juventude na Baía". Que me mostrou que podemos mentir mas só no dia das mentiras, que podemos fazer badalos no carnaval e colocar espuma de barbear em todos os carros da rua (incluindo no do meu pai, para os vizinhos não desconfiarem). Ainda me viu entrar para o meu curso, que sempre apoiou, mas já não me viu completar o 1º ano, nem nunca chegou a andar de carro comigo. Na verdade, a minha primeira viagem a conduzir de carta acabadinha de tirar foi de minha casa para o IPO e nas (poucas) semanas seguintes era assim que treinava a condução, no carro do meu pai ou do meu tio, vingando "sozinhas" nas rotundas de Lisboa, na auto estrada - nunca fui medrosa a conduzir.

Dela herdou a minha irmã muitas caraterísticas e por isso a admiro todos os dias mais, por estar sempre, sempre, pronta a ajudar. Mesmo nos piores momentos, levanta-se e parece um furacão enfrentando tudo e todos. Quase telepaticamente, dou-me a pensar em ligar para ela e está o telemóvel a tocar. Independente muito cedo, tal como eu, fez da raiva e da tristeza força, uma força imensa que leva tudo à frente se preciso for. E que me deu as meninas mais lindas do mundo que amo como se fossem minhas tanto como ao meu filho.

E a minha avó, sem a qual nada disto teria sido possível. Pois foi ela que lutou com unhas e dentes por salvar os filhos e a si mesma, dando-lhes uma vida melhor, que enfrentou todos e depois, nos deu a nós tudo. A minha avó esteve sempre lá, a perda da sua menina fez-la sofrer até hoje e deixou marcas muito profundas, mas é aquela avó a quem recorremos quando precisamos de alguma coisa, que nos dá tanto sem "mostrar" que dá. 

A avó onde ficavamos o verão todo para podermos ir para a praia com os nossos primos e os nossos amigos. Que me deixava ler aqueles livros que estavam nas prateleiras e que ainda não eram para a minha idade. E que ensinou a ler, a escrever, a contar, somar multiplicar, dividir. Que me ia todos os dias levar o lanchino ao portão da escola, a casa de quem ia almoçar, lanchar e às vezes ficava também para juntar ou dormir. 

Estas foram as mulheres que mais me influenciaram no meu crescimento. As que tenho em mente sempre que tenho de fazer uma escolha. As que moldaram a minha personalidade.

07
Mar21

RTP 64 anos

Elsa Filipe

Hoje o meu post é dedeicado à história da Rádio e Televisão de Portugal que completa hoje 64 anos, mas o seu início vem de há oito décadas, começando de certa forma com a atividade da Emissora Nacional em 1935.

A Emissora Nacional contava com duas emissões diárias, uma à hora de almoço e outra ao serão.

A 16 de janeiro de 1956, na Presidência do Concelho de Ministros, é celebrado o primeiro contrato de concessão de Serviço Público de Televisão, assinado por Camilo de Mandonça (Presidente da Administração da RTP) e por Marcello Caetano (Ministro da Presidência e Ministro das Comunicações interino). A 4 de setembro de 1956 acontece a primeira emissão experimental na Feira Popular, na altura em Palhavã, Lisboa.

A Radiotelevisão Portuguesa começa a emitir a  7 de Março de 1957,  em abril de 1958, a Televisão cobria 44% do território nacional e chegava a cerca de 58% da população, só atingindo todo o país em meados dos anos 60.

Sabiam que... a RTP1 emite ainda hoje o programa de informação mais antigo de Portugal: o Telejornal. Foi para o ar pela 1ª vez a 19 de outubro de 1959. O primeiro diretor de programas foi Miguel Araújo.

Só a 25 de dezembro de 1968 começaram as emissões dRTP2.

A compra de televisores em Portugal aumentou muito após 1974 tendo em consequência disso, as audiências da RTP também aumentado bastante.

As primeiras emissões a cores, surgiram em 1976 com as eleições legislativas com recurso ao sistema SECAM.

As emissões a cores voltaram em 1979 com a transmissão dos jogos olímpicos mas só se tornaram regulares a partir de 7 de março de 1980.

No ano de 1990, a RTP1 mudou de nome passando a chamar-se "Canal 1", mas em 1996, regressou ao seu antigo nome "RTP1" para reforçar a identidade do serviço público frente às suas concorrentes privadas - SIC e TVI.

 

Parabéns RTP.

04
Mar21

Entre os rios, 20 anos depois

Elsa Filipe

Há 20 anos, a 4 de março de 2001, num dia de muita chuva por todo o país, a Ponte Hintze Ribeiro, que ligava Entre-os-Rios a Castelo de Paiva, não aguentou e arrastou para o rio Douro três carros e um autocarro. Todos as 59 pessoas morreram. As buscas prolongaram-se durante semanas, mas ainda estão 36 corpos por encontrar. 

No plano político, Jorge Coelho, que era então ministro do ambiente, demitiu-se de imediato. Foram promovidos inquéritos pelo Governo e pela Assembleia da República, os quais vieram a atribuír o colapso da ponte a uma "conjugação de fatores", entre os quais a extração de inertes a montante de Entre-os-Rios.

No plano judicial, ninguém foi condenado pela tragédia, o que ainda hoje revolta os familiares das vítimas. O Governo "rapidamente" lançou um programa de obras de emergência em Castelo de Paiva, na altura contabilizado em 80 milhões de euros, incluindo a construção de duas novas pontes. Ainda há muito a fazer, volvidos 20 anos, em especial nas infraestruturas de apoio e acessos.

Em 2003, foi inaugurado um monumento em memória das vítimas mortais, em Castelo de Paiva, da autoria do arquiteto Henrique Coelho, designado "Anjo de Portugal", que tem na sua base inscritos os nomes das 59 pessoas que morreram no colapso da ponte.

entre-os-rios.jpg

 

03
Mar21

Maria José Valério

Elsa Filipe

3.05.1933 - 03.03.2021

Hoje a cultura ficou mais pobre com a morte (pelas notícias que li terá sido mais uma vítima de Covid19) de Maria José Valério, que estaria internada desde 20 de Fevereiro no hospital de Santa Maria. A artista, cuja imagem de marca era a sua franja verde, notabilizou-se pela forte presença nos grandes palcos e, também, por ser a intérprete da "Marcha do Sporting". 

Embora no curso de Direito, Maria José começou a deixar-se levar pela música tendo com a ajuda do tio, o maestro Frederico Valério conseguido passar numa audição na Emissora Nacional que lhe deu acesso ao Centro de Preparação de Artistas da Rádio. Na verdade, este foi o ponto de partida de uma carreira que logo nos anos 50 viveu um período de grande sucesso, participando em vários espetáculos de variedades da mesma Emissora Nacional mas também nas emissões experimentais da RTP, feitas na Feira Popular, em Lisboa. 

Protagonizou outros êxitos como "Olha o Polícia Sinaleiro" e "As Carvoeiras". 

Também se destacou no cinema, com participação no filme "O Homem do Dia" (1958), de Henrique Campos e Teresita Miranda, protagonizado pelo ciclista Alves Barbosa.

Na década de 1960, foi eleita rainha da Rádio de Goa, território então sob administração portuguesa.

Em 1962, casou com o matador de touros José Trincheira, que marcou a atualidade da época, com transmissão em direto pela RTP. O casamento foi celebrado pelo então cardeal-patriarca de Lisboa, Manuel Cerejeira, na igreja do Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, tendo o Papa mandado tocar os sinos em Roma, em sinal de bênção.

A artista gravou, em homenagem ao marido, do qual se veio a separar, o 'pasodoble' "Trincheira", no qual exalta as suas qualidades toureiras. O toureiro despediu-se das arenas em 1989.

Nos anos 90, participou na série televisiva "Um Solar Alfacinha" ao lado de Deolinda Rodrigues, Pedro Pinheiro, Carlos Cabral, Natalina José e Natália de Sousa, entre outros.

Em 2000, participou na série televisiva "Casa da Saudade", de autoria de Filipe la Féria, tendo contracenado com Carmen Dolores, Anita Guerreiro, Virgílio Teixeira, Raul Solnado, João d'Ávila, Helena Rocha e Artur Agostinho, entre outros.

Em 2004, recebeu a Medalha de Mérito da Cidade de Lisboa, grau ouro. Em maio de 2009, o município da Amadora inaugurou um centro cultural com o seu nome, na freguesia da Venteira.

Em 2017, liderou, com o cantor António Calvário, o espetáculo "Do musical à revista".

Maria José Valério internada após cair em casa e perder os sentidos

O seu repertório, dividido entre o fado e a canção ligeira, inclui temas como "Cantarinhas", "Fado da Solidão", "Expedicionário", "Um Dia", "Casa Sombria", "Deixa Andar", "Férias em Lisboa", "Longos Dias", "Lisboa, Menina Vaidosa", "Nunca Mais", muitos da dupla de autores Eduardo Damas e Manuel Paião, que assinam também a "Marcha do Sporting".

28
Fev21

A terra tremeu em 1969

Elsa Filipe

Foram muitos os eventos sismográficos que afetaram o nosso país e um dos mais destruídores terá sido o sismo do século XVIII (1755). No entano, no século passado, ocorreram também outros eventos que alguns de vós se poderão ainda lembrar.

Em 1969, na noite de 28 de Fevereiro, entre as 03:41 e as 03:45, o país, em pânico, saiu para a rua meio despido ou em pijama. Portugal era assolado pelo maior tremor de terra desde o sismo de 1755. O sul, nomeadamente o Algarve, e a região de Lisboa foram as zonas mais atingidas pelo sismo de 7,9 na escala de Richter, que se fez sentir também em Espanha e Marrocos. Na zona de Lisboa, registaram-se intensidades um pouco mais baixas, mas mesmo assim bastante destruídoras.

Há registos que indicam 13 mortos no nosso país (duas em consequência direta do abalo e onze indiretas) e cerca de 58 feridos.

Muita gente passou a noite na rua, as pessoas ficaram pelos passeios, outros em bancos de jardim, embrulhados em cobertores, com medo de voltar para dentro de casa. O pânico voltou às 5:28, quando se sentiu uma réplica de pequena intensidade. Mas o medo levou a crer que era outra vez um abalo de grande intensidade. Entre 28 de fevereiro e 24 de março, registaram-se 47 réplicas.

O epicentro deu-se a cerca de 200km a sul de Vila do Bispo, no Algarve (vila onde nasceu o meu avô, "algarvio" de Sesimbra"), localizando-se o epicentro no Banco de Gorringe.

Seguindo-se ao sismo, formou-se um tsunami (ou maremoto) que destruiu diversas localidades, entre as quais: Cascais, Cacilhas, Sesimbra, Lisboa, Faro, Lagos e, nas ilhas, Horta e Angra, entre outras. A onda formada teria tido cerca de 50 cm na sua origem e 44 nos seus extremos (em comparação a onde de 1755 teria tido 3.8 metros na sua origem).

O tsunami, provocou também muito medo, arrastou estruturas que já tinham sido destruídas pelo sismo alagaram casas e provocaram em algumas zonas o alagamento e desmoronamento de terras.

Portugal resistiria a um sismo como o de 1969? "Pessoas estão a comprar  gato por lebre ao preço do ouro" - RenascençaFoto: Centro Europeu de Riscos UrbanosImagens: Renascença.

 

Deixo alguns links de sites/documentação relevantes: 

https://rr.sapo.pt/2019/02/28/pais/portugal-resistiria-a-um-sismo-como-o-de-1969-pessoas-estao-a-comprar-gato-por-lebre-ao-preco-do-ouro/especial/142714/

https://docentes.fct.unl.pt/sites/default/files/cmcr/files/tsunamis-chastre_rodrigues.pdf

http://sismo1969.ipma.pt/

https://www.mun-setubal.pt/memorias-do-sismo-de-1969-em-exposicao/

https://www.dn.pt/dossiers/cidades/sismos/noticias/sismo-de-magnitude-60-foi-o-maior-desde-1969-video-1449732.html

 

22
Fev21

1 ano depois

Elsa Filipe

Há um ano, a Europa já sabia (parcialmente, é certo) da situação na China, mas não estava preparada para o que aí vinha. Em Portugal, ainda não tínhamos casos positivos, embora se começassem a testar casos suspeitos. 

Segundo a OMS apurou depois, os primeiros casos registaram-se em Janeiro de 2020 em França, mas estudo posteriores demonstraram que o caso º 1 na Europa ocorreu na Alemanha.

Itália, há um ano, debatia-se com o início da pandemia. Os casos começaram a aumentar substancialmente e a espalhar-se pelo resto da Europa. Ao mesmo tempo, nos EUA também se começa a assistir a um aumento do número de casos. O caos estava instalado e a partir daí, já todos sabemos o que aconteceu.

As imagens dos hospitais de algumas cidades italianas, assustavam-me já nessa altura, embora por cá, não houvesse ainda uma grande preocupação. Há um ano, não sabíamos bem o que nos esperava - acho que um ano depois, ainda há muito que não sabemos. 

Temos de continuar na luta, especialmente na prevenção, pois a cura está ainda muito longe. Muito se conquistou, com danos diretos e colaterais que nos vão ainda afetar daqui a vários anos. O mundo sofreu um embate muito forte, mas somos fortes e vamos conseguir ultrapassar. 

Ainda vão haver muitas baixas desta guerra, seremos muitos portugueses a não conseguir sobreviver, a perder amigos, a sentir a saudade dos nossos familiares, a perder os empregos... mas estarão cá os sobreviventes para levantar o país, a Europa e o Mundo, que nunca mais serão iguais.

 

17
Fev21

Carmen Dolores

Elsa Filipe

22/04/1924 - 16/02/2021

Ontem soube que o mundo da representação tinha ficado mais pobre com a morte da atriz Carmen Dolores, com 96 anos. 

Deixo-vos aqui hoje um pouco da sua história de vida, que contou com grandes marcos. 

Carmen Dolores nasceu a 22 de abril de 1924 e era filha de José Sarmento, (jornalista, tradutor e crítico de teatro) tendo por isso desde muito cedo, tido contato com o meio teatral lisboeta.

Estreou-se como atriz aos 19 anos, com o filme 'Amor de Perdição'. Foi declamadora na rádio e pisou o palco pela primeira vez no Teatro da Trindade em Lisboa em 1945, na Companhia "Os Comediantes de Lisboa". A partir daí, foi sempre somando sucessos.

A carreira passou pelos palcos mas também pela televisão, em  telenovelas como 'Passerelle', 'A Banqueira do Povo' ou a 'Lenda da Garça'.

Pelo cinema, além de 'Amor de Perdição', esteve também em 'Balada da Praia dos Cães' ou a 'Mulher do Próximo'.

Foi uma das fundadoras da APOIARTE/Casa do Artista, com Raul Solnado, Manuela Maria, Armando Cortez e Octávio Clérigo. Abandonou os palcos em 2005.

Recebeu ainda várias distinções pelas interpretações no teatro, no cinema e na televisão. A primeira distinção foi a de melhor interpretação feminina de cinema, no filme "Um homem às direitas", em 1944. Foi ainda agraciada pela Presidência da República com a Ordem de Sant'Iago da Espada em 1959, com o grau de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique em 2005 e com as insígnias de Grande-Oficial da Ordem do Mérito em 2018.

Imagem Presidência da República.

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